Mostrando postagens com marcador murro na mesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador murro na mesa. Mostrar todas as postagens

1.6.26

OPINIÃO: Murro na mesa


ONU, UE, Human Rights Watch, Amnistia Internacional, Médicos sem Fronteiras, Oxfam, B'Tselem, Associação Internacional de Académicos sobre Genocídio, Tribunal Penal Internacional. Esta é uma lista curta de organizações que denunciam o quão indecorosa é a ação do Estado de Israel em Gaza e nos territórios ocupados da Cisjordânia.

Todos os dias, surgem novas imagens e relatos dos ataques de colonos a palestinianos, sob o olhar impávido, sereno e cúmplice dos militares. No Dia de Jerusalém, grupo de radicais organizaram uma caça a palestinianos pelas ruas da Cidade Velha, aos gritos de "morte aos palestinianos", naquilo que fez lembrar à cronista Hanin Majadli, do jornal israelita "Haaretz", a infame "Noite de Cristal", de perseguição a judeus na Alemanha nazi. Jorge Moreira da Silva descreveu há semanas ao "Público" o que viu em Gaza e aventou: "Vamos ser todos julgados por aquilo que fizemos ou não fizemos em Gaza. Não há jornalistas, os que havia tiveram de sair ou foram mortos." Há poucos dias, especialista da ONU sublinharam que "a inação da comunidade internacional permite a impunidade total".

Mas o que se passou em Jerusalém foi rapidamente esquecido, depois da divulgação orgulhosa dos maus-tratos aos ativistas da flotilha raptados em águas internacionais, que levaram até o tímido ministro dos Negócios Estrangeiros português a criticar o ministro Ben-Gvir, pelo comportamento intolerável. Ainda assim, só o ministro foi criticado, porque "aqui-d'el-rei" se se critica Israel. Foi de tal descaramento, que Netanyahu - farol dos direitos humanos - sentiu necessidade de repudiar as imagens. Está na hora de dar um murro na mesa e acabar com a impunidade de um Estado que se esconde atrás do terror a que foi submetido um povo, para matar e torturar impunemente.

Luís Pedro Carvalho – Jornal de Notícias - 25 de maio, 2026

7.10.23

CRÓNICAS DA TABANCA: Um murro no APArelho

Em meados de Setembro, durante a inauguração da sede da CIMAA em Portalegre, Ceia da Silva, presidente da CCRDA, resolveu trazer à liça e criticar, o modelo de liderança tripartida da CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central. Não sabemos se o discurso foi antes ou depois do opíparo convívio gastronómico que, geralmente, costuma integrar este tipo de inaugurações. Mas, sabe-se que teve imediata resposta por parte de autarcas, inclusive, vindas do seu próprio partido. Ceia da Silva, talvez empolgado por tão sublime reflexão político-administrativa, foi mais longe e convidou  os autarcas da CIMAA a "unirem-se" e a darem um "murro na mesa" pela ponte internacional sobre o Sever. 
Na altura, ninguém identificou o "alvo" do murro na mesa, para mais sobre um tema que tem feito as delícias dos autarcas socialistas do concelho de Nisa. Ele são milhões para aqui, visitas ministeriais para ali, cortejos de técnicos, pareceres, ofertas de terrenos, em barda, propagandeadas até à exaustão pela máquina idalinista, como se estivéssemos no território de um mundo novo, solidário e desinteressado, cheio de benfeitores e sem interesses imobiliários escondidos. 
Gente que apenas quer o "progresso" e por ele abdica, generosamente, de grandes extensões de terrenos e propriedades, o que equivale a dizer, de milhares, muitos milhares de euros.
Nunca se tinha visto no concelho de Nisa, uma coisa assim e ninguém consegue explicar este verdadeiro surto de benemerência, em pleno século XXI.
Nós acreditamos, claro, nas boas intenções. Como sabemos, agora, que o "murro na mesa" tinha um destinatário. Como sabemos, também, agora, que as "favas contadas" da inauguração da ponte do "futuro", em pleno ano eleitoral de 2025, sofreu atrasos consideráveis, de mais de um ano, situações que não têm passado para a comunicação social devido à estratégia de "contenção" comunicacional - sic - da presidente da Câmara de Nisa.
Este aspecto é aterrador. Como é possível que, uma mulher que faz tudo para dizer que existe, que propagandeia o que faz e não faz e que quer fazer de cada munícipe "a voz da dona", se tenha fechado em cópas e nada tenha dito sobre os atrasos na preparação de tão importante obra, a ser paga pelo PRR da União Europeia?
O que quis dizer Ceia da Silva, presidente da CCRDA, preterido na eleição pela idalinal figura, recorde-se, com o "murro na mesa"? 
Um "murro na mesa" faz aparecer, de um momento para outro, como num "golpe de magia", peças importantes, documentos imprescindíveis, na apreciação dos impactes de uma obra de tal envergadura?
Se, sim, porque não manda Ceia da Silva dar "um murro na mesa" e concluir o famigerado IP2, retirando o trânsito dentro de localidades como os Fortios, Estremoz ou Évora?
Se, sim, porque não manda Ceia da Silva dar um "murro na mesa" e concluir as não menos famigeradas obras do Tribunal de Portalegre? Ou parar, de uma vez, os abusos cometidos, pela autarca nisense sobre o património e a arquitectura de tantos sítios e lugares?
Se um "murro na mesa" resolvessem os problemas estruturais do país e da região, há muito que a "puta" da fonte estaria no seu lugar primitivo.
Para bom entendedor...
Mário Mendes