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17.12.17

Templo Romano de Évora volta a estar como nos postais turísticos após obras



O Templo Romano de Évora, datado do século I depois de Cristo (d.C.), vai voltar a estar como nos postais turísticos e “melhor de saúde”, após quatro meses de obras de conservação e restauro.
Os andaimes e o estaleiro começam a ser desmontados na quarta-feira e o monumento fica sem sinais das obras na próxima semana, revelou hoje Rafael Alfenim, arqueólogo da Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen).
O responsável, que falava à margem de uma visita de jornalistas ao monumento, indicou que as obras permitiram “resolver as situações mais críticas”, nomeadamente o risco de queda de fragmentos de alguns capitéis.
“Esta intervenção foi para melhorar o seu estado de conservação e prolongar-lhe a vida. Ficou de melhor saúde do que estava anteriormente”, resumiu Maria Fernandes, da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).
Segundo os dois técnicos, além da conservação e restauro, foi feito também um mapeamento em desenho e fotografia do monumento, que vai permitir que, no futuro, seja “mais fácil atuar” quando existir alguma anomalia.
“A estrutura não é tão problemática e tem mais resistência sísmica do que era de esperar, mas os materiais [pétreos] só agora é que foram avaliados mais sistematicamente”, indicou o arqueólogo Rafael Alfenim.
O técnico da DRCAlen contou que, durante os trabalhos, foi possível recolocar duas peças nos capitéis que estavam na reserva do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo e que não se sabia a qual era a sua origem.
“Nunca se pode dizer que um monumento destes está conservado para sempre”, disse, admitindo que “haverá sempre necessidade de fazer acompanhamento e intervenções que se manifestem necessários”.


Os elementos em mármore que estavam em risco nos capitéis, precisou Maria Fernandes, da DGPC, foram estabilizados com recurso a “uma argamassa estudada com base em cal e inertes muito finos de pó de pedra”.
O diretor do Laboratório Hercules da Universidade de Évora, António Candeias, assinalou que “foi uma oportunidade para recolher materiais que vão dar informação” sobre as técnicas e tipos de materiais utilizados na construção do monumento.
Por outro lado, revelou que o Laboratório Hercules criou um modelo a três dimensões dos capitéis e que, num deles, testou “um novo biocida que é não tóxico” e que gerou “resultados muito promissores”.
Construído há dois mil anos, com mármores de Estremoz e Vila Viçosa e granitos da zona de Évora, o Templo Romano, único no país e um dos mais notáveis da Península Ibérica, é monumento nacional e está abrangido pela classificação do centro histórico da cidade como Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas, para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
in 24.sapo.pt


13.3.15

“Os Verdes” querem reposição da taxa do IVA no setor da restauração nos 13%

Iniciativa legislativa em discussão no Parlamento a 18 de Março
O Partido Ecologista “Os Verdes” entregou na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo a reposição da taxa do IVA no setor da restauração nos 13%.
Foi a partir de 2012, ano em que a taxa do IVA passou dos 13 para os 23%, que se registaram as quebras mais acentuadas em diversas áreas do setor da restauração que levou ao encerramento de casas de restauração, à falência de micro e pequenas empresas e a mais despedimentos, uma situação para a qual “Os Verdes” alertaram, nomeadamente no quadro da discussão do Orçamento de Estado para 2012.
 Este cenário levou o Grupo Parlamentar “Os Verdes” a apresentar sucessivas propostas de alteração às Propostas de Lei dos Orçamentos de Estado para 2012, 2013, 2014 e 2015, no sentido de repor o IVA no sector da restauração na taxa intermédia, sempre chumbadas pelos partidos da maioria, indiferentes às desastrosas consequências que o aumento do IVA na restauração provocou e provoca ainda. Segundo dados da AHRESP, desde a entrada em vigor da taxa do IVA a 23% no sector da restauração, em 1 de Janeiro de 2012, fecharam, aproximadamente, cerca de 20 mil estabelecimentos de restauração e bebidas e perderam-se mais de 100 mil postos de trabalho.
 Acrescenta-se ainda que, a este brutal aumento do IVA não correspondeu um aumento da receita fiscal, como pretendia o Governo, não se encontrando, assim, qualquer razão para manter a taxa do IVA na restauração em 23%. Para o PEV, é imprescindível que se tomem medidas para salvar milhares de micro e pequenas empresas de restauração e “segurar” este importante sector que tanto representa para o turismo e que tantos contributos tem dado para a economia nacional e, nesse sentido, “Os Verdes” apresentam o Projeto de Resolução em causa que recomenda a reposição do IVA na restauração na Taxa Intermédia, ou seja, nos 13%, e que será discutido no Parlamento no próximo dia 18 de Março, a partir das 15.00h.
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”