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10.5.19
12.12.12
MONTALVÃO: concerto de Natal encerrou comemorações dos 500 anos do Foral
A Igreja Matriz de Montalvão recebeu no passado sábado, o
concerto "Clássicos de Natal" pela Orquestra Típica Albicastrense
dirigida pelo maestro Carlos Salvado. A iniciativa encerrou o programa das
Comemorações dos 500 Anos do Foral Manuelino de Montalvão.
Com a igreja repleta de gente, a Orquestra Típica
Albicastrense, pouco habituada a este cenário, deliciou os presentes com um
magnífico concerto, preenchido com temas populares do Natal da Beira Baixa e de
Elvas, sendo a sua actuação premiada, no final, com calorosos aplausos por
parte da numerosa assistência.
À saída foi servido um “Porto de Honra” oferecido pela
Comissão Organizadora das Comemorações dos 500 Anos do Foral, formada pelas
associações Vamos à Vila (Montalvão),
SalavessaViva (Salavessa) que contaram com o apoio da Junta de Freguesia
de Montalvão, Câmara Municipal de Nisa e Associação de Desenvolvimento de Nisa.
As comemorações dos 500 anos do Foral de Montalvão
encerraram no domingo, dia 9,, com uma missa na Salavessa, presidida pelo bispo da Diocese de
Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias.
in "Alto Alentejo" 12/12/2012 -Fotos de Jorge Nunes
9.11.12
NISA: Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino
Nisa vai assinalar no dia 15 de Novembro, os 500 Anos da concessão do Foral Manuelino.
PROGRAMA
10h - Inauguração da exposição temática "O Foral de Nisa", elaborada pelos alunos da Escola EB1 de Nisa, no Cine Teatro.
Passeio com os alunos por alguns locais da vila com interesse arquitectónico - séc. XVI.
20,30h - Início do Desfile da Corte para a entrega do Foral, desfile que percorrerá algumas ruas da vila ao som dos Bombos de Nisa e gaita de foles.
Actuação do grupo "Mantas Orelos" e Magusto junto às Portas de Montalvão.
O Foral Manuelino de Nisa, à semelhança da generalidade dos forais alentejanos, foi concedido na segunda década de Quinhentos. A feitura do foral novo de Nisa obedeceu a um protótipo e esteve a cargo do calígrafo Fernando Pina, "que o fez escrever em onze folhas", devidamente numeradas. O iluminista terá sido Francisco Peres, em cujos trabalhos figuravam primordialmente flores e folhas.
Os Novos Forais – Forais Manuelinos - tinham como objetivo demarcar os limites territoriais estabelecendo as relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas e as outorgantes, definindo os tributos a pagar pelos primeiros e tinha acima de tudo um carácter fiscal. Eram discriminados os lugares no concelho e descriminadas as dívidas à coroa que eram pagas em géneros alimentícios ou dinheiros reais. Estes forais foram reunidos no chamado Livro dos Forais Novos.
4.5.12
MONTALVÃO: D. Duarte de Bragança nos 500 Anos do Foral
No próximo sábado, 12 de maio, Dom Duarte Pio - Duque de Bragança e chefe da Casa Real Portuguesa, estará em Montalvão (concelho de Nisa) para participar numa iniciativa comemorativa dos 500 anos do Foral da Vila de Montalvão.
O Duque de Bragança foi convidado para proceder ao descerramento de uma placa alusiva da efeméride. Pelas 16 horas ocorrerá na Casa do Povo uma conferência com a participação de Gabriela Tsukamoto – Presidente da Câmara Municipal de Nisa e do historiador Jorge Rosa que apresentará uma comunicação sobre o tema “Montalvão, Dupla Fonteira”.
Na sequência da conferência, terá lugar na Igreja Matriz de Montalvão um concerto pela Orquestra de Cordas do Conservatório Regional de Castelo Branco.
As comemorações que assinalam o aniversário da atribuição do Foral a Montalvão pelo Rei Manuel I. são organizadas pelas associações Vamos à Vila e Salavessa Viva com apoios da Câmara Municipal de Nisa, da Junta de Freguesia de Montalvão, da Santa Casa da Misericórdia de Montalvão e da Associação de Desenvolvimento de Nisa.
Em 1497, D. Manuel deu ordens para que fossem recolhidos todos os velhos forais do reino, com o objetivo de os refazer e atualizar. Esta tarefa prolongou-se até 1520. Os Novos Forais – Forais Manuelinos - tinham como objetivo, de uma forma muito sucinta, demarcar os limites territoriais estabelecendo as relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas e as outorgantes, definindo os tributos a pagar pelos primeiros e tinha acima de tudo um carácter fiscal. Eram descriminados os lugares no concelho e descriminadas as dívidas à coroa que eram pagas em géneros alimentícios ou dinheiros reais. Estes Forais foram reunidos no chamado Livro dos Forais Novos.
No concelho de Nisa, além de Montalvão, também se celebram este ano os aniversários do Foral em Alpalhão, Nisa e Amieira do Tejo.
O Duque de Bragança foi convidado para proceder ao descerramento de uma placa alusiva da efeméride. Pelas 16 horas ocorrerá na Casa do Povo uma conferência com a participação de Gabriela Tsukamoto – Presidente da Câmara Municipal de Nisa e do historiador Jorge Rosa que apresentará uma comunicação sobre o tema “Montalvão, Dupla Fonteira”.
Na sequência da conferência, terá lugar na Igreja Matriz de Montalvão um concerto pela Orquestra de Cordas do Conservatório Regional de Castelo Branco.
As comemorações que assinalam o aniversário da atribuição do Foral a Montalvão pelo Rei Manuel I. são organizadas pelas associações Vamos à Vila e Salavessa Viva com apoios da Câmara Municipal de Nisa, da Junta de Freguesia de Montalvão, da Santa Casa da Misericórdia de Montalvão e da Associação de Desenvolvimento de Nisa.
Em 1497, D. Manuel deu ordens para que fossem recolhidos todos os velhos forais do reino, com o objetivo de os refazer e atualizar. Esta tarefa prolongou-se até 1520. Os Novos Forais – Forais Manuelinos - tinham como objetivo, de uma forma muito sucinta, demarcar os limites territoriais estabelecendo as relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas e as outorgantes, definindo os tributos a pagar pelos primeiros e tinha acima de tudo um carácter fiscal. Eram descriminados os lugares no concelho e descriminadas as dívidas à coroa que eram pagas em géneros alimentícios ou dinheiros reais. Estes Forais foram reunidos no chamado Livro dos Forais Novos.
No concelho de Nisa, além de Montalvão, também se celebram este ano os aniversários do Foral em Alpalhão, Nisa e Amieira do Tejo.
23.1.12
15.1.12
Montalvão deu início às comemorações dos 500 Anos do Foral
As associações Vamos à Vila e Salavessa Viva estão a organizar as Comemorações dos 500 Anos do Foral de Montalvão, que se assinalam em 2012, com diversas actividades de carácter cultural e histórico, que tiveram o seu início ainda em 2011.
No domingo, dia 8, a vila de Montalvão, outrora importante e cheia de vida, de tal modo que mereceu a atribuição de tão importante documento régio, vestiu-se com o traje dos dias festivos para receber a visita do Bispo da Diocese, D. Antonino Dias e abrir o livro das comemorações dos 500 anos da sua segunda carta de alforria.
Rui Correia, presidente da Associação Vamos à Vila (Montalvão) em declarações ao “Alto Alentejo” deu-nos conta dos objectivos destas Comemorações, do que foi já feito e das iniciativas previstas para 2012.
“As comemorações dos 500 anos do Foral de Montalvão são organizadas pelas associações “Vamos à Vila” e SalavessaViva, com o apoio da Câmara Municipal de Nisa, Junta de Freguesia e Santa Casa da Misericórdia de Montalvão e da ADN.
Tiveram o seu início em 2011 com a apresentação do vinho comemorativo dos 500 Anos do Foral, uma série de 500 garrafas numeradas e com rótulo próprio aprovado pelo Centro de Rotulagem dos Vinhos do Alentejo, feita em Salavessa por ocasião das festas de S. Jacinto e a segunda em Montalvão, em 26 de Agosto, numa noite de fados que promovemos na Praça da República. A venda deste vinho tem em conta a obtenção de fundos para fazer face às despesas da organização destas comemorações.
Realizámos duas sessões de esclarecimento em Salavessa e Montalvão em que contámos com a colaboração da drª Carla Sequeira e que no essencial procurou explicar às pessoas o que era a Carta de Foral e o significado destas comemorações. No mesmo sentido editámos mil folhetos onde fazemos uma breve descrição do foral.
Ontem, dia 7, houve uma distribuição simbólica de pão, nas duas localidades da freguesia e hoje damos, digamos assim, o “pontapé de saída” para as iniciativas a realizar durante o ano. Temos de enaltecer e agradecer a boa receptividade do senhor Bispo, que celebrará a missa solene, seguindo-se um almoço e convívio aberto a toda a população e mais à tarde um concerto musical pela OTINHA – Orquestra Juvenil da Orquestra Típica Albicastrense.”
Rui Correia fez questão de destacar a receptividade do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, ao reconhecer “o interesse cultural do projecto Programa de Comemorações dos 500 Anos de Montalvão – 2011/2012” para efeitos de Mecenato Cultural, o que abre a possibilidade de eventuais mecenas que contribuam para a realização do projecto, poderem usufruir dos benefícios fiscais que a lei lhes confere.
Montalvão: do apogeu à decadência
António Belo, presidente da Junta de Freguesia de Montalvão realçou a importância destas comemorações que “atestam o valor e a importância, quer económica, quer estratégica que Montalvão teve ao longo dos séculos” em contraste com a situação actual de decadência sentida pela freguesia, nomeadamente, “com a falta de condições para a criação de emprego e fixação de população, uma população cada vez mais envelhecida e reduzida, que não dispõe, sequer, de uma simples mercearia”.
O autarca montalvanense diz-se de “corpo e alma com a iniciativa que pode fazer despertar os naturais e ausentes para a história da sua freguesia e sentirem orgulho nas suas raízes”, embora lamente os meios de que a Junta dispõe para poder dar melhor resposta aos problemas do dia a dia.
“Os meios da Junta são precários, há falta de verbas até para manter em funcionamento os dumpers. Temos uma rede de caminhos vicinais extensa e que é necessário manter operacional. Há muitas casas devolutas, algumas a ameaçarem ruína e esta situação preocupa-nos pois não temos meios, nem é da nossa competência restaurá-las.
Os antigos postos da GNR e da Guarda-Fiscal, este, um edifício do Estado, estão abandonados, vamos fazendo o que pudermos e temos apoiado com trabalhos de recuperação alguns dos edifícios públicos da freguesia como a Casa do Povo.”
A finalizar, António Belo mostrou-se esperançado na construção da ponte internacional sobre o Sever ligando Montalvão a Cedillo.
“Sabemos que os nossos vizinhos espanhóis não têm estado parados e talvez brevemente haja novidades sobre o lançamento do projecto”.
Um projecto que o presidente da freguesia de Montalvão acredita, “poder trazer algumas mais valias e movimento não só para a freguesia como também para o concelho de Nisa”.
Um ano cheio de iniciativas
500 anos de Foral representam um acontecimento ímpar na história desta antiga vila e sede de concelho da raia, no extremo norte do Alentejo.
Por isso, as duas associações envolvidas na organização deste evento não param e avançam para novas iniciativas inseridas no simbolismo das Comemorações dos 500 anos.
Assim, a 18 de Fevereiro, na Herdade da Fonte da Feia, terá lugar uma demonstração de Falcoaria por Sebastien de Redon. A 21 de Abril, em Salavessa, haverá uma conferência com Jorge Rosa e um concerto musical na Igreja, ainda sem confirmação do grupo que irá actuar.
Em Montalvão, a 12 de Maio, nova Conferência com Jorge Rosa, seguindo-se um concerto musical na Igreja Matriz, pelo Conservatório Regional de Castelo Branco.
Em Novembro, mês de que está datado o Foral de Montalvão, as Comemorações atingirão o seu ponto alto com a publicação da Carta de Foral Traduzida e Comentada e a implantação de um mural alusivo a tão importante evento.
As associações Vamos à Vila e a Salavessa Viva têm previsto também a realização de Festas Populares em Junho e Concertos de Natal em Dezembro, estando a acertar os pormenores dessas iniciativas, que em devido tempo serão divulgadas.
NOTÍCIA HISTÓRICA
Em 22 de Novembro de 1512, o rei D. Manuel I concedeu Carta de Foral a Montalvão, reconhecendo, assim, a importância desta vila.
O Foral era o documento concedido pelo rei aos vizinhos de uma povoação e que estabelecia direitos e deveres, incluindo a criação ou o reconhecimento oficial de órgãos de administração local.
O Foral outorgado por D. Manuel insere-se na política de reforma dos forais levada a cabo por este monarca e veio reformular o primitivo Foral de Montalvão, doado nos inícios da nacionalidade, pelo Mestre da Ordem dos Templários.
As gentes de Montalvão e do seu termo ficava, assim, com um documento sancionado pelo rei, que estabelecia as regras com que a Ordem de Cristo e o Comendador podiam administrar as terras, bem como os direitos que cabiam ao povo através do Concelho, evitando os abusos e a usurpação de direitos de que o povo era, por vezes, vítima.
O Foral de Montalvão é, hoje, um documento que ajuda a descobrir o modo de vida da população de há 500 anos.
O ano de (quase) todos os Forais
Durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521), Portugal assistiu a uma autêntica Reforma Administrativa sob a forma de concessão de Cartas de Foral, designados por Forais Novos, para se distinguirem dos primeiros forais.
Nisa, Alpalhão, Amieira do Tejo e Montalvão (1512) Arez e Tolosa (1517) foram as vilas que mereceram a concessão de Foral por parte de D. Manuel I.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 11/1/2012
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