10.6.26

DESPORTO: O tempo das ditaduras no futebol mundial


O que aconteceu no Mundial de 2026 nas últimas 48 horas:

• O visto do jogador suíço Embolo foi colocado em análise e só conseguiu juntar-se à sua equipa dias depois.

• O jogador da seleção iraquiana, Aymen Hussein, foi detido para interrogatório durante quase 7 horas, quando entrava nos Estados Unidos.

• A seleção iraniana passou dias a tratar dos procedimentos de visto no Consulado dos EUA na Turquia. Os EUA só permitiram a entrada da equipa nos dias de jogo. Quinze membros da delegação viram os seus vistos recusados.

• Omar Abdulkadir Artan, eleito o Melhor Árbitro Africano de 2025 pela CAF, viu o seu visto ser-lhe negado. Apesar de viajar para os EUA com um passaporte diplomático, foi-lhe recusada a entrada e foi reenviado. A FIFA anunciou que não poderá arbitrar jogos no torneio.

• A selecção sul-africana chegou aos Estados Unidos muito mais tarde do que o previsto porque parte da comitiva não obteve os vistos.

• Os membros da equipa técnica da seleção senegalesa foram obrigados a descalçar-se e sujeitos a longas revistas, o que gerou acusações de racismo.

• A seleção do Uzbequistão foi revistada com cães farejadores de bombas e as imagens tornaram-se virais nos media internacionais.

• Alguns adeptos escoceses, apesar de terem direito a entrar nos EUA sem visto através do programa ESTA, viram as suas autorizações de viagem revogadas poucos dias antes da partida.

• Muitos adeptos que já tinham comprado bilhetes e reservado alojamento viram os seus pedidos de visto negados, resultando em prejuízos financeiro

·         José Flores Martins