Depois do episódio, ridículo, da "Nisa em Festa" surge o
anúncio de converter a autarquia em empresa de restauração e o Mercado
Municipal como espaço de "convívios" gastronómicos.
Já tínhamos o Forno, que nunca chegou a ser "comunitário" e
se mantém fechado e sem préstimo; temos agora a casa dos tolos, para assegurar
mais um taxinho a funcionário do clube da roseira brava, e como se não
bastasse, a vergonhosa e abusiva concorrência ilegal e desleal, a empresas de
restauração que fazem da confecção e serviço de refeições, o seu modo de vida.
Modo de vida pelo qual pagam avultados impostos e licenças, algumas delas à
própria autarquia que lhes move concorrência, como se a moral e os bons
costumes e o respeito pelos comerciantes do ramo, fosse coisa sem valor e para
deitar fora, em nome de uma propaganda desmesurada e sem freio.
O comércio, serviços e indústrias são aquilo que sabemos em Nisa e no
concelho. Têm inúmeros problemas para resolver.
Uma Câmara aberta e atenta, procuraria juntá-los, conhecer os seus
problemas, analisar e discutir as melhores formas de os resolverem, em
conjunto.
O que faz a Câmara de Nisa? Agrava-os. Faz-lhes concorrência.
Desrespeita-os. Não lhes liga. Fará promessas em cima dos períodos eleitorais e
por aí se fica. Não é triste. É dramático. Revelador do estado de inércia a que
chegou este município.
E os responsáveis, com mais ou menos brilhantina, têm nomes.
·
Mário Mendes
