3.6.26

NISA: Alguém tem de pôr fim a esta Calamidade!


Desde que tomou posse, a 3 de Novembro de 2025, há sete meses, o actual executivo camarário tem sido pródigo em decisões dignas de uma autêntica novela aos quadradinhos. Depois do discurso inaugural de apelo à unidade e participação (TODOS, TODOS, TODOS!, proclamou a plenos pulmões o Zé Dinis) a leitura e estudo de homilias não lograram aproximá-lo da doutrina e de práxis franciscana. Às juras diárias à CONTINUIDADE e ao que de pior nos legou o "reinado" isaltinista, Zé Dinis continua enredado num verdadeiro "molho de brócas", criado por si próprio e pelo vereador yes men que o acompanha. Mantém, inalterável, a arrogante ideia de que governa com maioria absoluta e que os eleitos da oposição não são mais que verbos de encher. Grita a plenos pulmões que é pela TRANSPARÊNCIA e na primeira oportunidade e com recurso a assédio profissional, impede um vereador de votar favoravelmente uma proposta de AUDITORIA INDEPENDENTE às contas e procedimentos da Câmara. O episódio do "microfone voador", a intimidação a jornalistas e a lei da rolha que continua a imperar na autarquia, mostram, em toda a linha, a pequenez deste autarca que mantém o capricho de se julgar o dono disto tudo, tal qual, a sua antecessora.

Depois do episódio, ridículo, da "Nisa em Festa" surge o anúncio de converter a autarquia em empresa de restauração e o Mercado Municipal como espaço de "convívios" gastronómicos.

Já tínhamos o Forno, que nunca chegou a ser "comunitário" e se mantém fechado e sem préstimo; temos agora a casa dos tolos, para assegurar mais um taxinho a funcionário do clube da roseira brava, e como se não bastasse, a vergonhosa e abusiva concorrência ilegal e desleal, a empresas de restauração que fazem da confecção e serviço de refeições, o seu modo de vida. Modo de vida pelo qual pagam avultados impostos e licenças, algumas delas à própria autarquia que lhes move concorrência, como se a moral e os bons costumes e o respeito pelos comerciantes do ramo, fosse coisa sem valor e para deitar fora, em nome de uma propaganda desmesurada e sem freio.

O comércio, serviços e indústrias são aquilo que sabemos em Nisa e no concelho. Têm inúmeros problemas para resolver.  Uma Câmara aberta e atenta, procuraria juntá-los, conhecer os seus problemas, analisar e discutir as melhores formas de os resolverem, em conjunto.

O que faz a Câmara de Nisa? Agrava-os. Faz-lhes concorrência. Desrespeita-os. Não lhes liga. Fará promessas em cima dos períodos eleitorais e por aí se fica. Não é triste. É dramático. Revelador do estado de inércia a que chegou este município.

E os responsáveis, com mais ou menos brilhantina, têm nomes.

·         Mário Mendes