A Natureza é magnânima, oferece tudo a todos e nem todos têm as mesmas necessidades e gostos. Há bens para todos e enquanto uns procuram bens luxuosos, outros preferem andar de mochila às costas a descobrir o mundo. Abençoados os produtores que colocam na venda do mercado os seus produtos excedentários. Se a riqueza fosse bem repartida chegaria a todos. Uns gostam de umas coisas, outros gostam de outras, de modo que nunca haverá escassez de bens. Mesmo que todos gostassem da mesma coisa, a Natureza responderia com a abundância. Então porquê as guerras, com medo de que os bens não cheguem para todos? Quando se magoa a Natureza esta responde com calamidades, como resposta que a estão maltratando. O dito progresso paga-se muito caro, mas este é inevitável como caminho do Homem ao longo da História. Ganha-se umas coisas, perde-se outras, mas é assim a vida, que não é para ser compreendida mas sim vivida. E a humanidade está cheia de pessoas que estão presas ao passado, sem viver o tempo presente.
José Oliveira Mendes
Portalegre, 24 de Junho de 2026