22.6.26

TERTÚLIA " E depois do Adeus ao Pacote Laboral?

Depois de 11 meses marcados por uma intensa mobilização nas ruas e nos locais de trabalho – greves gerais, manifestações, reuniões, intervenções, artigos e debates –, no dia 19 de junho a proposta do governo de Luís Montenegro de «Reforma Laboral “Trabalho XXI”» foi derrotada no Parlamento.

A rejeição por parte dos trabalhadores de uma reforma que representava, como analisámos nas páginas do Le Monde diplomatique – edição portuguesa, um enorme retrocesso nos direitos democráticos dos trabalhadores e dos sindicatos, tinha-se tornado de tal forma evidente que até o partido de extrema-direita, sequioso de chegar ao poder, foi obrigado a votar contra. No próprio dia da votação, o primeiro-ministro, desalentado, afirmou que poderá vir a recolocar o tema na agenda.

É tempo de celebrar uma vitória arrancada contra uma direitização da agenda governativa que, pondo em marcha um rolo compressor de direitos para criar mais pobreza e mais desigualdades, gostaria de esquecer que «o povo é quem mais ordena». Em simultâneo, é tempo de refletir sobre o que estes 11 meses de luta vieram mostrar a todos os que defendem o Estado social de direito democrático.

Quais as características da proposta de reforma laboral que mais suscitaram a rejeição dos trabalhadores? Como se conseguiu uma longa e intensa mobilização popular, num contexto de adversidades várias com que se debatem os trabalhadores e os sindicatos, desde a precariedade e os baixos salários até aos desafios à atividade sindical e à falta de pluralidade do ambiente mediático? O que fazer depois da derrota do Pacote Laboral, tendo em conta as dificuldades que persistem na vida dos trabalhadores e as outras medidas e reformas que se anunciam (da proteção social, da Constituição da República, etc.)?

Tudo começa no trabalho. Desde a educação que se pode dar aos filhos até à pensão de reforma e aos anos saudáveis que se vai ter, passando pelo tempo que se pode dedicar ao descanso e pela própria capacidade de se lutar por uma vida melhor. Refletir a partir de uma vitória laboral e sindical tem sido raro. Aproveitemos, juntos.

Oradores

TIAGO OLIVEIRA, Secretário-Geral da CGTP

MARIA DA PAZ CAMPOS LIMA, Socióloga

JOSÉ SOEIRO, Sociólogo, ex-deputado do BE

BRUNO DIAS, Técnico de comunicação, ex-deputado do PCP

Moderação

Sandra Monteiro - diretora do Le Monde diplomatique - edição portuguesa

Local: SPGL, R. Fialho de Almeida, n.º 3 (Lisboa)

Contribuição

Entrada: 10 mondes

Entrada solidária: 15 mondes

Organização

Outro Modo / Le Monde diplomatique – edição portuguesa

Inscrições

Inscrições no formulário ou no e-mail mondediplopt@gmail.com