12.6.26

“30 Anos de Cultura em Rede: Ponte de Sor e o Festival Sete Sóis Sete Luas”


A cidade de Ponte de Sor vive este ano um momento particularmente simbólico ao celebrar 30 anos de parceria contínua com o Festival Sete Sóis Sete Luas, uma relação que se consolidou como um verdadeiro exemplo de cooperação cultural internacional, diálogo entre povos e construção de uma identidade artística aberta ao Mediterrâneo e ao mundo lusófono.

Três décadas depois do início desta colaboração, o balanço é feito com emoção e reconhecimento. Ao longo dos anos, esta parceria permitiu a criação de inúmeros projetos artísticos, residências, espetáculos e encontros entre artistas de diferentes países, sempre com o envolvimento ativo da comunidade local. O Festival e o Município de Ponte de Sor deixam um agradecimento muito especial a todos os artistas do concelho que parteciparam internacionalmente, às equipas técnicas, às freguesias e a todos os parceiros locais que, com dedicação e profissionalismo, tornaram possível este percurso cultural tão rico e consistente.

As comemorações arrancam oficialmente no dia 20 de junho, com um programa pensado para marcar de forma simbólica esta data tão significativa. A tarde será dedicada à memória e ao reconhecimento da parceria, com um momento evocativo que contará com testemunhos e intervenções oficiais. Segue-se a inauguração da exposição “Primavera su carta”, da artista italiana Daria Palotti, uma mostra de aguarelas que convida o público a mergulhar num universo delicado e poético onde a água, a cor e a imaginação se fundem numa linguagem visual muito própria. O dia termina em ambiente festivo com um beberete comemorativo e, já ao início da noite, com o espetáculo de circo “Somos”, da companhia espanhola CIRCUSPUNTO TEATRO, que promete transformar o espaço cénico num lugar de confiança, movimento e beleza partilhada entre artistas e público.

A exposição permanecerá patente no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor até 5 de setembro, reforçando a ideia de um verão cultural longo, vivo e aberto à comunidade.

Ao longo dos meses de verão, a programação estende-se por várias localidades do concelho, afirmando a vocação descentralizadora do Festival e a ligação profunda ao território. A música assume um papel central, com concertos de grande diversidade estética e geográfica, desde a música popular italiana de AMBROGIO SPARAGNA, no final de junho, até às criações musicais originais que reúnem artistas de vários países da rede Sete Sóis.

Em julho, destaca-se a apresentação da orquestra MED 7LUAS26 ORKESTRA, uma criação original do Festival que junta músicos do Mediterrâneo sob direção artística de João Barradas, afirmando o espírito de encontro e experimentação que caracteriza este projeto internacional.

O mês de agosto será marcado pelo talento jovem com o projeto JEUNESSE IX DAS CIDADES 7SÓIS, que percorre várias freguesias do concelho, dando palco a novos músicos e criadores provenientes de diferentes culturas musicais do espaço Sete Sóis Sete Luas. Trata-se de uma aposta clara na formação, na criação e na renovação artística, sempre em diálogo com mestres de referência internacional.

Já no final de agosto, o circo contemporâneo regressa com a companhia francesa LES P’TITS BRAS e o espetáculo “La Panne”, enquanto setembro traz um dos momentos mais aguardados das celebrações com propostas que cruzam flamenco, circo e criação internacional. Entre elas, destaca-se o BARCELONA FLAMENCO BALLET com “Romeo Y Julieta”, e a companhia andaluza LA BANDA DE OTRO com o espetáculo “RODEO”, ambos inseridos nas comemorações do aniversário do Centro de Artes e Cultura.

O encerramento musical ficará a cargo de mais um projeto LUSO 7SÓIS-26 e do concerto final de FIORENZA CALOGERO, que encerrará simbolicamente este ciclo festivo.

Mais do que uma programação cultural, esta edição comemorativa afirma-se como uma celebração da amizade entre povos, da criação artística em rede e do papel fundamental da cultura na construção de pontes duradouras entre comunidades.

O Festival Sete Sóis Sete Luas e a cidade de Ponte de Sor renovam assim um compromisso que, ao longo de 30 anos, tem transformado encontros em memórias e projetos em património cultural vivo.