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6.8.26

LISBOA: Exposição “Autocolante – Iconografia da Liberdade”


NO MUDE DURANTE O MÊS DE AGOSTO

Pequeno no formato, mas enorme no impacto, o autocolante é o protagonista da exposição Autocolante. Iconografia da Liberdade, mostra que revisita cinco décadas de democracia através de um dos mais eficazes instrumentos de comunicação visual e mobilização política.

Resultado de uma parceria entre o MUDE – Museu do Design e a Associação Cultural Ephemera, a exposição reúne centenas de exemplares que testemunham a evolução dos discursos, causas e movimentos que marcaram a sociedade portuguesa desde antes do 25 de Abril de 1974.

Com curadoria de José Pacheco Pereira, o percurso expositivo evidencia o papel do design gráfico enquanto linguagem estética e ferramenta de intervenção cívica. Dos autocolantes de resistência ao regime às campanhas eleitorais do pós-Revolução, passando pelas eleições presidenciais, autárquicas e europeias, a mostra revela um vasto universo de símbolos, slogans e figuras que ajudaram a construir o imaginário político contemporâneo.

A exposição estende-se ainda às grandes causas sociais e lutas coletivas, da Reforma Agrária aos direitos LGBTQIA+, da ação sindical à emergência climática. Ao cruzar design, política e cultura visual, Autocolante. Iconografia da Liberdade propõe uma reflexão sobre a forma como objetos aparentemente efémeros podem tornar-se documentos fundamentais para compreender a história e as transformações da sociedade. ARV

Terça a quinta e domingo, das 10h às 19h, sexta e sábado, das 10h às 21h

* Foto - Luísa Ferreira

29.6.26

MUDE (Lisboa): Exposição "Autocolante. Iconografia da Liberdade."


22 maio 2026 - 30 agosto 2026 - Piso 2

Organização: MUDE-Museu do Design em parceria com a Ephemera - Associação Cultural

Coordenação Geral: Bárbara Coutinho (MUDE) e Rita Maltez (Ephemera)

Curadoria: José Pacheco Pereira

Design gráfico: Vivóeusébio

Design Expositivo: Luis Miguel Saraiva

A exposição "Autocolante. Iconografia da Liberdade.", concebida a partir do vasto acervo documental da Associação Cultural Ephemera segundo a perspetiva defendida no Museu de valorização crítica do design enquanto prática e linguagem, evidencia a forma como os autocolantes foram e são usados como instrumentos de comunicação e testemunhos materiais dos contextos específicos para os quais são criados.

Neste sentido, o design gráfico surge como expressão estética e agente ativo de consciência política e mobilização, revelando a versatilidade do autocolante enquanto ferramenta de pertença e ativismo, começando pela luta de resistência ao regime que antecede o 25 de Abril de 1974.

Dá-se destaque ao papel do autocolante no pós-25 de Abril e no ciclo eleitoral de 1975-76, bem como à celebração das cinco décadas de vida democrática. Através da grande diversidade de iconografia política e partidária presente nesta exposição sobressaem algumas das figuras nacionais e internacionais que se transformaram em ícones intemporais e os slogans e palavras de ordem que mais marcaram este período.

Apresenta-se ainda material da evolução das campanhas locais, nacionais (presidenciais e autárquicas) e europeias até à atualidade, culminando o percurso expositivo com uma secção dedicada às causas sociais e lutas globais, desde a Reforma Agrária e o sindicalismo até às urgências contemporâneas como a habitação, direitos LGBTQIA+ e emergência climática.

Ao cruzar as questões políticas com o design gráfico, propõe-se uma leitura alargada do papel dos objetos visuais na construção, mediação e disseminação de ideologias, discursos e momentos históricos, sublinhando a intersecção crítica entre o design, a arte e a cultura, e a sua articulação fundamental com as dinâmicas sociais e políticas contemporâneas.

Esta iniciativa conjunta entre o MUDE – Museu do Design e a Associação Ephemera assinala o início de uma parceria entre instituições que contribuem, cada uma à sua dimensão, para a investigação, a conservação e a exposição de materiais da cultura material e visual.