Os primeiros anos pós 25 de Abril foram prodigiosos no que
respeita a elaboração de textos escritos, em forma de prosa ou de poesia, de
forte pendor ideológico, satíricos uns, provocatórios e ofensivos, outros.
Aproveitavam-se os ventos da Liberdade, mas o pensamento censório e
auto-censório continuava, em muitos casos, a imperar. Não admira, pois, que a
grande maioria desses escritos, duplicados a stencil e reproduzidos por meios
quase arcaicos, fossem anónimos. Como este,
humorístico, que reproduzimos
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25.6.26
19.10.23
MUSEU DO ALJUBE: Inauguração da exposição "Revolução"
ATÉ 31 DEZ
Piso 4
REVOLUÇÃO
O Museu do Aljube Resistência e Liberdade foi fundado em 2015, e em meados de 2022, foi lançado a primeira edição do concurso de ilustração, com o tema «Revolução», entre várias iniciativas culturais de celebração dos 50 anos do 25 de Abril.
A opção pelo tema «Revolução», no sentido mais lato, foi deliberada. O interesse seria perceber para que universo os aristas seriam remetidos através deste mote, a partir deste museu.
O resultado foi incrível, mais de 100 artistas, enviando cerca de 200 trabalhos, participaram nesta primeira edição e a exposição que agora se apresenta é uma mostra destes trabalhos.
Convidamos agora para a inauguração desta exposição, que acontece dia 19 de outubro a partir das 16h até às 20h, no piso 4 do Museu do Aljube Resistência e Liberdade.
Este evento não apenas marca o início da exposição, mas também uma oportunidade para celebrarmos juntos o impacto que a arte pode ter na promoção de valores essenciais para a sociedade.
2.4.16
Borreguinho de Abril, tomaras tu mil!
ADÁGIOS DE ABRIL
- A
água de Abril é água de cuco, molha quem está enxuto.
- A
água, em Abril, carrega o carro e o carril.
- A
geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir.
- A
ti, chova todo o ano, e a mim, Abril e Maio.
-
Abril chuvoso e Maio ventoso fazem o ano formoso.
-
Abril e Maio são as chaves de todo o ano.
-
Abril leva as peles a curtir.
-
Abril molhado, sete vezes trovejado.
-
Abril, Abril, está cheio o covil.
-
Abril, Abrilete, é o mês do ramalhete.
-
Abril, águas mil, coadas por um funil.
-
Abril, águas mil.
-
Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
-
Água que em Abril ficar, no Verão há-de regar.
-
Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.
-
De Março a Abril há muito que pedir.
-
Do pão te hei-de contar, que em Abril não há-de estar nascido, nem por semear.
-
Em Abril a velha sai e volta ao seu covil.
-
Em Abril cada pulga dá mil.
-
Em Abril deita-te a dormir.
-
Em Abril guarda o gado e vai onde tens de ir.
-
Em Abril pelos favais vereis o mais.
-
Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para
comer as cerejas ao borralho.
-
Em Abril quer-se águas mil coadas por um mandil.
-
Em Abril, águas mil e em Maio, três ou quatro.
-
Em Abril, corta um cardo e nascerão mil.
-
Em Abril, guarda o teu gado e vai aonde tens de ir.
-
Em Abril, o cuco há-de vir.
-
Em Abril, um pão e um merendil.
-
Em Janeiro junta a perdiz ao parceiro, em Fevereiro faz um rapeíro, em Março
faz o covacho, em Abril enche o covil, em Maio, pi-pi-pÍ para o mato.
-
Em lua de Abril tardia, nenhum lavrador confia.
-
Em tempos de cuco, de manhã molhado, à tarde enxuto.
-
Entre Março e Abril, o cuco há-de vir.
-
Estação primaveril, cravos de Abril.
-
Fevereiro couveiro, faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril,
cheio está o covil; Maio pio-pio pelo mato; Junho como um punho; em Agosto as
tomarás a cosso.
-
Guarda pão para Maio e lenha para Abril.
-
Janeiro geadeiro, Fevereiro aguadeiro, Março chover cada dia seu pedaço, Abril
águas mil coadas por um funil. Maio pardo celeiro grado, Junho foice em punho.
-
Mais vale uma chuvada entre Março e Abril, do que o carro, os bois, a canga e o
canzil.
-
Março ventoso, Abril chuvoso, fazem o ano formoso.
-
Mau é por todo o Abril ver o céu a descobrir.
-
Nevoeiro de Março não faz mal, mas o de Abril leva o pão e o vinho.
-
No fim de Abril ninguém gabe madressilva nem desfolhe malmequeres.
-
Nódoa de Abril não há mês que a tire.
- O
que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.
- O
vinho de Abril é gentil
-
Pelo São Marcos (25/4) o trigo sacho, nem nabo, nem saco.
-
Por Abril dorme o moço madraceirão e por Maio, dorme o moço e o patrão.
-
Por onde Abril passou, tudo espigou.
-
Primeiro de Abril, mentiras mil.
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Quando chegar Abril, tudo vai florir.
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Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.
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Quem caracóis come em Abril, aparelhe cera e panil.
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Quem em Abril não merenda, ao cemitério se encomenda.
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Ramos molhados, são louvados.
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Rir e cantar em Abril faz saltar.
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Sáveis por São Marcos (25/4) enchem os barcos.
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Se entre Março e Abril o cuco não vier, o fim do Mundo está para vir.
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Se não chove em Abril, perde o lavrador o carro e o carril.
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Se não chover entre Março e Abril, podes vender o carro e o carril.
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Sol de Abril aquece e o trabalho esquece.
-
Sol de Abril, quem no vir, abra a mão e deixe-o ir.
-
Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e
os mais têm trinta e um.
-
Uma água de Maio e três de Abril, valem por mil.
-
Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
-
Videira em Abril a florescer, uvas em Agosto a amadurecer.
-
Vinho de Abril é gentil.
-
Vinho de Março não vai ao cabaço e vinho de Abril não enche cantil.
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