16.7.21

NISA: CDU apresenta candidatos às autarquias do concelho

 
Apresentação pública dos candidatos da CDU do concelho de Nisa. Com a participação de Fernando Carmosino, mandatário da candidatura do distrito de Portalegre da CDU e membro da DRA do PCP.
Sexta-feira, 16 de Julho, às 19h00, na Praça da República, junto ao Posto de Turismo, em Nisa.
MAIS FORÇA PARA MUDAR O CONCELHO DE NISA! 
NÃO FALTES!

Conselho espanhol dá parecer negativo à construção da fábrica de concentrados de urânio a 30 Km da fronteira portuguesa (Retortillo, Salamanca)

 
O Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol deu hoje, em Madrid, um parecer negativo ao pedido de autorização para a construção da fábrica de concentrados de urânio em Retortillo (Salamanca), perto da fronteira portuguesa.
A razão para dar um parecer “desfavorável” ao pedido apresentado pela empresa Berkeley Minera Espanha deve-se à “baixa fiabilidade e nas elevadas incertezas das análises de segurança da instalação radioativa em relação aos aspetos geotécnicos e hidrogeológicos”.
As avaliações realizadas sobre a documentação que acompanha o pedido de autorização da instalação também detetaram “numerosas deficiências ao longo da avaliação”.
O parecer técnico será agora submetido ao Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico espanhol, que irá tomar a decisão final sobre a matéria.
A Berkeley Energy estava a cair mais de 12% na bolsa de Madrid ao início da tarde, depois de se saber que o plenário do Conselho de Segurança Nuclear tinha dado um parecer “desfavorável” à autorização para a construção da fábrica de concentrados de urânio em Retortillo.
Anteriormente, em 2015, a empresa obteve a autorização para uma instalação radioativa de primeira categoria do ciclo do combustível, válida até setembro do ano passado. 
No entanto, a decisão final estava pendente do relatório da CSN, que informou no início deste ano ter recebido pressões da Berkeley com o envio de várias cartas por gestores da entidade e membros do Governo de Castela e Leão, assim como vários investidores.
Ambientalistas portugueses e espanhóis têm-se manifestado contra a instalação da mina de urânio em Retortillo, a cerca de trinta quilómetros da fronteira entre Portugal e Espanha, a norte de Vilar Formoso.

ÉVORA: Conversa à volta da …mítica EN 2

 
A EN2 atravessa Portugal de Norte a Sul (Chaves a Faro) pelo interior do País. É hoje uma estrada mítica, objecto de estudo, de beneficiações e de descobertas diárias. São cerca de 750km onde todas as orografias se reconhecem: grandes e pequenos vales, montanhas, planaltos, planícies e rios. Todos os revestimentos dos solos são apresentados, como matas diversas, searas, montados, vinhas ou pastagens. Paisagens mais naturais ou mais humanizadas surpreendem a cada curva da estrada. Cidades, vilas, aldeias e casinhas dispersas, há de tudo. Além disso, como a versão “Arqueologia” foi a seleccionada na Agência de viagens escolhida, a riqueza da viagem foi muito maior. Sítios arqueológicos, catedrais, museus, etc., foram cuidadosamente organizados de forma a representarem o que de mais interessante poderia chamar a atenção dos visitantes. A gastronomia não ficou de lado. Nas diferentes regiões os pratos tradicionais foram servidos de forma a completarem todo um percurso riquíssimo representativo do interior de Portugal.
ORGANIZAÇÃO: ASSP – Associação de Solidariedade Social dos Professores Ass- Delegação de Évora
APOIOS: Câmara Municipal de Évora
OBSERVAÇÕES: Com inscrição prévia
data: 20 julho 2021 
horário: 18h00
sitioassociação de solidariedade social dos professores - assp - delegação de évora


15.7.21

PREVENÇÃO RODOVIÁRIA: Balanço da Campanha “Taxa Zero ao Volante”

 
A Campanha de Segurança Rodoviária “Taxa Zero ao Volante” da responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), decorreu nos dias 6 a 12 de julho e teve como objetivo alertar os condutores e todos os ocupantes dos veículos para os riscos da condução sob a influência do álcool.
Inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2021, a campanha foi divulgada nos meios digitais e através de cinco ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com as operações de fiscalização realizadas pela GNR pela PSP, em Lisboa, Bragança, Vila Real, Gouveia e Setúbal.
Na campanha foram sensibilizados 365 condutores e passageiros a quem foram transmitidas as seguintes mensagens:
§  Com uma taxa de álcool no sangue de 0,5 g/l o risco de sofrer um acidente mortal duplica;
§  Os acidentes que decorrem da condução sob a influência do álcool são particularmente graves;
§  Conduzir sob a influência do álcool causa perturbações ao nível cognitivo e do processamento de informação, o que acarreta, entre outros efeitos, uma menor capacidade e rapidez de decisão, aumento do tempo de reação, diminuição do campo visual (visão em túnel) e descoordenação de movimentos.
Durante as operações das Forças de Segurança, realizadas entre os dias 6 e 12 de julho, foram fiscalizados 55.264 veículos, tendo sido registado um total de 14.341 infrações, das quais 622 relativas à condução sob o efeito do álcool.
No período da campanha, de 6 a 12 de julho, registou-se um total de 2195 acidentes, de que resultaram 9 vítimas mortais, 53 feridos graves e 756 feridos leves. Relativamente ao período homólogo de 2020, verificaram-se menos 92 acidentes, menos uma vítima mortal, mais sete feridos graves e mais nove feridos leves.
Esta campanha, simultaneamente implementada a nível nacional por todas as entidades envolvidas, foi mais um passo para o envolvimento dos condutores no desígnio de tornar a segurança rodoviária uma responsabilidade de todos.

14.7.21

PORTALEGRE: Pedalar pela APSA chega a Portalegre este domingo

Informamos que no dia 18 de julho, domingo, pelas 14h00, a Presidente da Câmara recebe os promotores da iniciativa “Pedalar pela APSA” nos Paços do Concelho e teria muito gosto em poder contar com a V. presença para ajudar a dar visibilidade a esta nobre causa.  
A iniciativa "Pedalar pela APSA" chega a Portalegre no domingo, 18 de julho, às 14h00, com ponto de encontro marcado na Câmara Municipal, onde os ciclistas serão recebidos pela Presidente da Câmara. 
Adelaide Teixeira manifesta o seu apoio à iniciativa e, associando-se aos organizadores, convida os ciclistas e os grupos locais a juntarem-se ao grupo em “uma, em parte ou em várias etapas”.
"Pedalar pela APSA"  é uma viagem solidária que tem lugar de 13 a 24 de julho, pretende percorrer 1.300 km em bicicleta, de norte a sul do país pela Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger, uma condição enquadrada nas perturbações do espetro do autismo que afeta o modo como uma pessoa comunica e se relaciona com os outros. 
A organização, liderada por Filipe Gaivão, propôs-se angariar 1 euro por cada km pedalado e organizar encontros e debates em diversos pontos da viagem, com o fim de contribuir para a notoriedade da mesma e para a sensibilização do que é a Síndrome de Asperger ao mesmo tempo que procura dar a conhecer e reunir apoios para a causa.
A jornada em bicicleta teve início na Universidade do Minho e irá percorrer as seguintes etapas:
13 de julho - Braga - Montalegre
14 de julho - Montalegre - Vila Real
15 de julho - Vila Real - Viseu
16 de julho - Viseu - Guarda
17 de julho - Guarda - Castelo Branco
18 de julho - Castelo Branco - Portalegre
19 de julho - Portalegre - Évora
20 de julho - Évora - Beja - Castro Verde
21 de julho - Castro Verde - Faro
22 de julho - Faro - Odemira
23 de julho - Odemira - Setúbal
24 de julho - Setúbal - Lisboa (Casa Grande)
Mais informação em:
https://apsa.org.pt/pt/familias/pedalar-pela-apsa
https://www.facebook.com/pedalarpelaapsa/
  1.  


PORTALEGRE: Exposição comemorativa dos 50 anos da CGTP-IN

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano organiza esta sexta-feira, dia 16, pelas 16h, no Mercado Municipal de Portalegre, uma sessão de inauguração da Exposição comemorativa dos 50 anos da CGTP-IN, que contará com a participação da Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.
Esta exposição, que retrata os momentos mais marcantes de meio século de história da maior organização social do país, vai estar patente no Mercado Municipal de Portalegre até ao dia 23 de Julho.
O Depº de Informação da USNA/cgtp-in


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 
O injustiçado - Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

SINES: Comemorações dos 24 anos de elevação a cidade

A Câmara Municipal de Sines comemorou a 12 de julho o 24.º aniversário de elevação da vila de Sines a cidade com um programa que incluiu a abertura de equipamentos públicos e de património municipal, resultado de investimentos acima de 920 mil euros e a participação do Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel.
As comemorações tiveram início com a publicação, nos meios digitais do município, de uma mensagem do presidente da Câmara a propósito desta efeméride, seguida da inauguração das Fábricas Romanas e da Casa-Forte do Museu de Sines.
As Fábricas Romanas do Largo João de Deus, agora recuperadas e musealizadas, permitem que um conjunto de tanques de salga de peixe do período romano (século I) fique finalmente exposto ao público numa estrutura que recria a sua volumetria original, facilita a visita e comunica a sua história. Foi uma operação com um custo total elegível de 194 571,68 €, cofinanciado pelo programa operacional Alentejo 2020 / Portugal, com fundos FEDER / União Europeia, o que se traduziu numa comparticipação comunitária de 165 385,94 €.
Na Casa-Forte, um investimento municipal, passam a estar expostos os principais tesouros do Museu de Sines, como o Tesouro do Gaio (século VII A.C.), a coleção de moedas de José Miguel da Costa e o “Tesouro do Africano”, descoberto em Sines em 2012, composto por moedas de prata, algumas das quais cunhadas na América.
Também no contexto das comemorações, foi aberto ao público o passadiço integrado na operação de Qualificação do Canto Mosqueiro e Suporte à Visitação da Costa do Norte. A construção deste passadiço teve como objetivo desincentivar o pisoteio e permitir uma melhor recuperação dos sistemas costeiros, desenvolvendo também um recurso turístico sustentável. A operação, que inclui também a qualificação da zona do Canto Mosqueiro, a decorrer, tem um investimento elegível de 568 205,89 €, cofinanciado pelo programa operacional Alentejo 2020 / Portugal, com fundos FEDER / União Europeia, o que se traduz numa comparticipação comunitária de 482 975,01 €.
As comemorações prosseguiram, no Pátio das Artes, com a apresentação pública do glossário dos dizeres de Sines resultante do "Dizeres", um projeto do Arquivo Municipal de Sines, com parceria científica da Universidade de Évora e apoio do programa Tradições da EDP Produção. O projeto, que decorreu até finais de 2019, teve como objetivo a recolha e documentação deste património imaterial, para sua salvaguarda como parte da história e da identidade do concelho de Sines.
O programa das comemorações foi concluído com a entrada em funcionamento da nova fonte do Jardim das Descobertas, que assinala também a conclusão da empreitada de reabilitação do lago onde é implantada, um investimento municipal de 158 348 €.


12.7.21

“A caminhar para o Andanças” é o mote para o regresso do Festival Andanças, numa edição especial com dois dias de programação

O Festival Andanças marca o seu regresso numa edição especial, em 2021, na aldeia de Campinho (Reguengos de Monsaraz), nos dias 21 e 22 de agosto. Ao contrário da proposta inicial, que apontava para 5 dias de programação, a situação atual obrigou a Associação PédeXumbo a pensar num formato transformado, que se adapte aos tempos de hoje.
Porque não queremos deixar de assinalar o regresso do Festival Andanças e a sua chegada a esta nova casa no Alentejo Central, surge o mote para uma edição especial: “A caminhar para o Andanças”. Será um fim-de-semana dedicado ao festival e à sua nova casa, dois dias de atividades que, estando longe do programa habitual do Andanças que todos conhecemos, marcam a chegada do festival a uma nova casa, a uma nova comunidade e a uma nova região, cheia de riquezas e encantos que terão oportunidade de conhecer. Esta edição marca ainda a vontade de continuar.
Numa parceria da Associação PédeXumbo, organizadora do festival, com a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, o Andanças ancora-se assim na bela aldeia alentejana do Campinho, uma das mais bonitas aldeias ribeirinhas da albufeira de Alqueva, que será o ponto de partida e chegada de todas as atividades da programação, neste fim-de-semana de celebração. O festival conta ainda com mais dois parceiros locais, a União de Freguesias de Campo e Campinho e a Associação Gente Nova de Campinho.
Mantendo o objetivo de promoção da música e da dança tradicional, enquanto meios privilegiados de aprendizagem, intercâmbio cultural e geracional, bem como os seus 4 pilares base – Dança e Música, Voluntariado, Comunidade e Sustentabilidade -, o festival terá o seu Ano Zero neste lugar, com uma lotação muito reduzida. “A caminhar para o Andanças” vai propôr vários momentos de diálogo entre os pilares que sustentam o festival e alguns dos ícones que marcam este território. Será um programa composto por passeios que se cruzam com conversas para dar a conhecer a região, o seu artesanato, a sua gastronomia e outras artes, em fusão com a linguagem do Andanças, num conjunto de encontros entre a malha urbana e a natureza banhada pelas águas do grande Lago de Alqueva.
Em breve teremos mais novidades sobre a lotação, a bilheteira, a programação e o voluntariado.
Fiquem atentos em www.andancas.net e facebook.com/andancas

11.7.21

HISTÓRIA: A luta contra a ditadura salazarista - Neste dia em 1972

11 de julho de 1972, as Brigadas Revolucionárias (BR) destroem quinze camiões Berliet do Exército português que se destinavam à guerra colonial, usando explosivos roubados de uma pedreira em Boliqueime, no Algarve, um mês antes.
Foi a primeira ação das BR a atingir diretamente o aparelho colonial, tendo causado, segundo a organização, prejuízos na ordem dos quinze mil contos.
Dias depois, após a reeleição de Américo Tomás para a Presidência da República a 25 de julho, as BR lançam em pleno Rossio e em Alcântara dois porcos vestidos de Almirante, numa alusão ao recém-reeleito Américo Tomás. Simultaneamente foram distribuídos, através do rebentamento de petardos, vários panfletos denunciando a farsa eleitoral, definida como “uma fantochada maior e uma porcaria”.
Numa época em que a viragem das oposições para a luta armada estava diretamente ligada à guerra colonial, a luta política fazia-se não só com espingardas e explosivos, mas também pelo humor.

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Imagem retirada de “Documentos do Partido Revolucionário do Proletariado/Brigadas Revolucionárias (1971-1974)”, 1975, Edições Revolução, Lisboa, p.63.


TRADIÇÃO ORAL - ADÁGIOS DE JULHO (III)

- A jeira de Maio vale os bois e o carro, e a de Julho vale os bois e o jugo.
- Água de Julho no rio não faz barulho.
- Aí por Sant' Ana limpa a pragana.
- Aí por Santa Marinha vai ver tua vinha; qual a achares, tal a vindima.
- Aí por Santa Marinha vai ver tua vinha; tal a acharás, tal a vindimarás.
- Ao quinto dia verás que mês terás.
- Chuva de Julho que não faça barulho.
- Chuva de Julho, por Santa Marinha, vem com a cabacinha; por São Tiago traz o canado.
- Chuva de Julho, Sant'Ana vem com a cabacinha e Santiago traz o canado.
- Chuva de Julho: Santa Marinha vem com a cabacinha e S. Tiago com o canado.
- Chuva de Santa Marinha vem com a cabacinha e pelo São Tiago traz o canado.
- Deus ajudando, vai em Julho mercando.
- Dezembro com Julho ao desafio traz Janeiro frio.
- Dia de São Tiago, pinta o bago.
- Dia de São Tiago, vai à vinha e acharás bago.
- Dia de São Tiago, vai à vinha e prova o bago.
- Em dia de São Tiago, vai à vinha e acharás baço.
- Em Julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.
- Em Julho ceifo o trigo e debulho e, em o vento soprando, o vou limpando.
- Em Julho eu o ceifo e o debulho. 

* Recolha de Hernâni Matos in http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com 
** Foto - Cena da Vida Rural. Alentejo, década de 40. - Fotografia de Artur Pastor (1922-1999).


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

A caução - Cartoon editorial da revista Sábado - Vasco Gargalo

10.7.21

PORTALEGRE: pelo fim da discriminação dos trabalhadores

O distrito de Portalegre e a sua “capital” não vão só perdendo serviços e pessoas, vão envelhecendo e as ruínas de antigas fábricas e de edifícios públicos estão bem visíveis. A situação de pandemia veio agravar os problemas existentes.
O movimento reivindicativo dos trabalhadores tem ano após ano vindo a diminuir drasticamente no distrito de Portalegre. Os trabalhadores agrícolas há muito que deixaram de lutar, coincidindo com o fim da reforma agrária. Cabendo aos trabalhadores do Estado e das Autarquias, conjuntamente com os setores da Educação e da Saúde e dos CTT a fazerem paralisações e greves nos últimos anos, em defesa dos postos de trabalho e das condições de vida e de trabalho.
O distrito e a sua “capital” não vão só perdendo serviços e pessoas, vão envelhecendo e as ruínas de antigas fábricas e de edifícios públicos estão bem visíveis. A situação de pandemia veio agravar os problemas existentes. A rede pública de transportes é exígua, os horários não servem as populações, as ligações ao litoral e mesmo aos distritos limítrofes foram reduzidas. A ligação ferroviária entre Entroncamento-Elvas-Badajoz faz-se numa automotora de outras eras, com uma única carruagem e que demora 2h50m a efetuar o trajeto, tal a velocidade que alcança.
Ao contrário dos trabalhadores que manifestam dificuldade em se organizar, na defesa dos seus direitos e reivindicações, as entidades patronais sejam públicas ou privadas reforçam o seu poder e métodos de repressão, intimidação e chantagem, pondo em causa os mais elementares direitos dos seus trabalhadores ou funcionários. Restringindo fortemente o direito ao livre associativismo, à livre organização e participação politica e social na sociedade.
- As IPSS proíbem funcionários de lares de participar na ação cívica, nas listas para os órgãos autárquicos, ameaçando com o despedimento imediato, ao velho estilo Salazarento. Bem pode o papa Francisco abrir as janelas dos templos, que haverá sempre os fariseus para impor os hábitos seculares.
- O maior grupo económico proíbe a atividade sindical e organizativa dos trabalhadores, com o argumento de que “eles tratam do bem-estar dos seus trabalhadores”, ao mesmo tempo exercem feroz controle sobre os trabalhadores que se manifestam como sendo de outros partidos, inibindo a sua participação cívica, ameaçando com cortes e ajudas às famílias, controlando tudo e todos, bem como em que partidos votam e que atividade desenvolvem. Fazendo lembrar Alfredo da Silva apesar da diferença no tempo.
- As autarquias controladas pelo partido do governo exercem discriminação sobre os trabalhadores que não são do partido, ameaçando-os com processos, com não promoções, quando se abrem concursos haverá sempre os “Boys para os jobs”. As coletividades e outras instituições que não alinham tem cortes nos subsídios e noutras ajudas.
Norte do Alentejo, um regresso ao passado?
A deriva autoritária que vem percorrendo a nossa sociedade, tem como vimos defensores e aplicadores no nosso distrito, situações e práticas que se multiplicam com o passar dos anos. O mais caricato da situação é que muitos até se dizem democratas, defensores dos trabalhadores e outras coisas mais, como defensores da Constituição da República, dessa mesma Constituição que já reviram 7 vezes, mesmo assim não a cumprem, eles ou os seus representantes que a juraram defender e aplicar. Estas práticas, proibições, ameaças concretizadas estão fora da lei, torna-se necessário a denúncia e o combate sem tréguas às mesmas. As entidades patronais, sejam grandes empresários, autarquias ou as IPSS, já nem cumprem os já de si limitados direitos de quem trabalha por conta de outrem, quanto mais aceitar a reposição de tudo o que foi sonegado ao longo dos anos a mando da Comissão Europeia e do FMI. Têm que ser os trabalhadores e as suas organizações de classe, sindicais e politicas a exigir e lutar pelo fim imediato dessas práticas.
Para comparação entre o que se pratica e a nossa lei suprema aqui vos deixo uma resenha dos principais artigos sobre a matéria, após a VII revisão constitucional de 2005:
Constituição da República
Artigo 1.º
República Portuguesa
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
Artigo 2.º
Estado de direito democrático
A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efetivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa. 
Artigo 9.º
Tarefas fundamentais do Estado
São tarefas fundamentais do Estado:
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efetivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 46.º
Liberdade de associação
1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respetivos fins não sejam contrários à lei penal.
Artigo 48.º
Participação na vida pública
1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direção dos assuntos públicos do país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.
Artigo 50.º
Direito de acesso a cargos públicos
1. Todos os cidadãos têm o direito de acesso, em condições de igualdade e liberdade, aos cargos públicos.
2. Ninguém pode ser prejudicado na sua colocação, no seu emprego, na sua carreira profissional ou nos benefícios sociais a que tenha direito, em virtude do exercício de direitos políticos ou do desempenho de cargos públicos.
Artigo 51.º
Associações e partidos políticos
1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente para a formação da vontade popular e a organização do poder político.
Artigo 53.º
Segurança no emprego
É garantida aos trabalhadores a segurança no emprego, sendo proibidos os despedimentos sem justa causa ou por motivos políticos ou ideológicos.
Artigo 55.º
Liberdade sindical
1. É reconhecida aos trabalhadores a liberdade sindical, condição e garantia da construção da sua unidade para defesa dos seus direitos e interesses.
Artigo 58.º
Direito ao trabalho
1. Todos têm direito ao trabalho.
Artigo 59.º
Direitos dos trabalhadores
1.Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
* Higino Maroto in www.esquerda.net - 5/7/2021
Fotos
1 - Faixa da CGTP na fábrica Hutchinson, Campo Maior, Portalegre, 14 maio 2021 – Foto CGTP
2 - Edifício público degradado no centro de Portalegre - Foto de Higino Maroto


Teatro da Terra representa "O Lugre" de Bernardo Santareno no Fórum Cultural do Seixal

Venho convidá-lo(a) a estar presente no nosso ensaio para a imprensa, na próxima 4ª feira, 14 de Julho, pelas 15h, no Fórum Cultural do Seixal.
No final, a Maria João Luís e os actores, estarão disponíveis para entrevista, se assim for do vosso interesse.
Em anexo, o press release, o cartaz e algumas fotos em baixa resolução de Alípio Padilha, do espectáculo O LUGRE de Bernardo Santareno, uma encenação de Maria João Luís para o Teatro da Terra.
Agradeço desde já toda a atenção que possam dar a este assunto, e fico ao vosso dispor pelo endereço teatrodaterra@gmail.com, ou pelo nr. 967 710 598, para o que considerem necessário.


Monforte dá sangue no feminino



Mais uma brigada teve lugar, nesta oportunidade no quartel dos bombeiros de Monforte. Uma iniciativa que envolveu a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP, o Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Monforte e a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSNA.
O número de inscritos foi de 21. Destes, as mulheres estiveram em franca maioria pois compareceram 13 (61,9 %). Dádivas concretizadas somaram as 14 (66,7 % dos inscritos), depois dos indispensáveis exames clínicos. O Covid 19 e a inoculação limitaram o número de unidades de sangue total recolhidas em Monforte. 
Estreou-se a doar sangue uma mulher.

17 de julho em Castelo de Vide
O calendário de colheitas de 2021 da ADBSP poderá ser alterado devido às condições pandémicas. 
Proximamente a ADBSP prevê estar no sábado 17 de julho (parte da manhã) no centro de saúde de Castelo de Vide.
Sugerimos a consulta da nossa página, com indicações atualizadas, em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/ 
JR

9.7.21

9 de Julho - Pela Paz e pelo Desarmamento universal


ARMA SECRETA
Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.

Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.

A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.

Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.

António Gedeão


ASAE doa artigos de vestuário e calçado à Santa Casa da Misericórdia de Nisa

 
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) no âmbito da sua política de responsabilidade social procederá, amanhã dia 7 de julho, pelas 11h30, à doação de artigos de vestuário e calçado, a árias Instituições de Solidariedade Social, entre as quais a Santa Casa da Misericórdia de Nisa.
Segundo o comunicado enviado à nossa redação, a cerimónia de doação ocorrerá nas instalações da ASAE – Delegação de Castelo Branco, situdas na Estrada Nacional 18, Cruz do Montalvão – Edifício da antiga DIBEIRA em Castelo Branco.
Nesta cerimónia irão estar presentes, os Provedores das Instituições beneficiárias bem como o Inspetor Geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar.

Assembleia Municipal de Avis reitera a sua oposição à “Transferência de Competências do Património Classificado”

 
A Assembleia Municipal de Avis, na sua Sessão Ordinária realizada no dia 28 de junho, deliberou, por maioria, aprovar uma Tomada de Posição proposta pelo grupo de eleitos da CDU (Coligação Democrática Unitária) reiterando a sua oposição relativamente à "Transferência de Competências do Património Classificado” para os órgãos municipais, no domínio dos esquipamentos culturais.
A referida transferência de competências de gestão, valorização e conservação recai sobre imóveis que sendo classificados, se considerem de âmbito local, e implica a posse das respetivas infraestruturas, no caso o Castelo de Avis, ficando o Município obrigado a garantir o disposto no Decreto-Lei n.º 22/2019, de 30 de janeiro.
O grupo de eleitos da CDU (Coligação Democrática Unitária) votou contra esta proposta pelas seguintes razões:
“Transferência de Competências do Património Classificado”:
O governo chama transferência de competências a uma mera descentralização. O caso da transferência do Património Classificado, atualmente sobre a tutela da Direção Geral do Património Cultural é testemunho disso mesmo.
O Município recebeu o auto de efetivação da transferência de competências do Castelo de Avis, imóvel classificado como Monumento Nacional, identificando as obrigações do Município. Neste podem ler-se:
- “Assegurar a qualidade das atividades que envolvem o imóvel classificado Castelo de Avis, bem como garantir as condições de funcionamento e segurança das instalações adequadas, considerando a ausência de transferência de recursos financeiros” e 
- “Prestar à área governativa da Cultura as informações que esta considere necessárias à avaliação da qualidade de execução dos serviços e à adequada verificação e supervisão das condições de funcionamento do imóvel classificado”.
Há mais 20 anos que nem a DGPC nem as suas estruturas regionais (IPPAR, IGESPAR e DRC) realizaram qualquer intervenção neste monumento classificado. Em nenhuma altura, nestes 20 anos, estas entidades nos perguntaram sobre questões de recuperação ou conservação, de funcionamento, de qualidade do serviço que prestamos ou sobre a segurança das instalações.
É, no mínimo, ridículo que, agora, nos venham impor obrigações que, na prática, tem sido o Município a executar sem que a entidade responsável pelo património tenha demonstrado, em momento algum, qualquer preocupação nesta matéria. Depois de mais de 20 anos sem executar qualquer obra de conservação ou mais de 30 sem atribuir recursos financeiros e humanos para apoiar o Município na sua execução, vem o Governo elencar estas “obrigações” que, na prática, já eram nossas, porque zelamos diariamente pelo nosso território e pela herança patrimonial que nos deixaram. 
Nos últimos anos foi o Município, pelos seus meios, que executou obras de conservação neste Monumento Nacional. Existem áreas que não oferecem condições de segurança, estando mesmo um troço encerrado ao público, pelo que o Município se vê agora obrigado a executar obras que vão muito para além de meras obras de manutenção e não existe da parte do Estado qualquer palavra sobre esta matéria. Se depois desta data ruir um troço de muralha, vão-nos dizer que a responsabilidade é do Município de Avis, quando quem deixou chegar isto a este estado foi o Estado Português.
A Assembleia Municipal de Avis reitera a sua oposição a esta incongruente transferência de competências e denuncia as manobras do governo PS, cuja mera preocupação é a de se libertar de responsabilidades, sacudindo as mesmas com insuficiência de meios e de recursos (ou mesmo com a sua ausência) de que é exemplo a presente transferência na área do património.
A Assembleia Municipal de Avis reforça a sua posição quanto à premência de concretização das Regiões Administrativas, prevista há décadas na Constituição da República Portuguesa, como única forma de reforço efetivo do regime democrático.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 
A gaiola - Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

União dos Sindicatos do Norte Alentejano organiza a 1ª Feira do Trabalho com Direitos no distrito de Portalegre



Coincidindo com a Jornada Nacional de Acção e Luta convocada pela CGTP-IN e que decorre de 21 de Junho a 15 de Julho, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano, USNA/CGTP-IN, vai organizar este sábado, dia 10 de Julho, no Jardim do Tarro em Portalegre, das 9 às 13h, a 1ª Feira do Trabalho com Direitos no Distrito de Portalegre.
O objectivo desta iniciativa, que a USNA/CGTP-IN pretende que passe a ter carácter anual tal como a Eleição da Pior Empresa do Ano, é o esclarecimento. Para exercer os direitos é preciso conhecê-los. Para isto, todos os trabalhadores do distrito estão convidados a visitar a Feira, onde todas as normas da DGS serão cumpridas e onde encontrarão dirigentes e delegados sindicais de todos os sectores, disponíveis para dar a conhecer os direitos dos trabalhadores, em cada local de trabalho.Neste dia, irá ainda assinalar-se o 46º aniversário da USNA/CGTP-IN, que se comemorou a 4 de Julho.

ABRANTES: Desmantelada rede de tráfico de estupefacientes

O Comando Territorial de Santarém, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Abrantes, no dia 6 de julho, deteve cinco homens e duas mulheres com idades compreendidas entre os 33 e 45 anos por tráfico de estupefacientes, nos concelhos de Abrantes e Ponte de Sor.
No âmbito de uma investigação que decorria há dois anos, pelo crime de tráfico de estupefacientes, foi possível apurar que a rede de tráfico atuava na região centro, essencialmente nos concelhos de Abrantes e Ponte de Sor. No decorrer das diligências de investigação deram cumprimento a seis mandados de detenção e 26 mandados de busca (nove domiciliárias, 16 em veículos e uma em armazém) que culminaram no desmantelamento desta rede e na apreensão do seguinte material:
·         19 veículos;
·         Um ciclomotor;
·         54 doses cocaína;
·         45 doses de cannabis;
·         Sete doses de heroína;
·         14 telemóveis;
·         Um computador;
·         Duas televisões;
·         19 peças de ouro;
·         Uma arma branca;
·         Três armas de ar comprimido;
·         Uma besta;
·         Diverso material relacionado com a prática do tráfico de estupefacientes;
·         Diverso material mobiliário de requinte.
Um dos detidos foi presente, no dia 7 de julho, no Tribunal Judicial de Santarém, e os restantes detidos foram presentes no mesmo tribunal, ontem, dia 8 de julho, para lhes serem aplicadas as medidas de coação.
A ação contou com o apoio da Secção de Informações e Investigação Criminal (SIIC) e do Destacamento de Intervenção ambos do Comando Territorial de Santarém e o reforço do Comando Territorial de Portalegre e da Unidade de Intervenção.


CASTELO DE VIDE: IV Jornadas de Arqueologia do Norte Alentejano de 10 a 12 de Setembro

O Laboratório de Arqueologia Pinho Monteiro da Universidade de Évora e a FNSE - Fundação Nossa Senhora da Esperança estão a organizar em conjunto as IV Jornadas de Arqueologia do Norte Alentejano.
A iniciativa terá lugar em Castelo de Vide de 10 a 12 de Setembro próximo, nas instalações do recém inaugurado Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança.
Neste momento estão já a decorrer (até 31 de Julho) as inscrições AQUI para os interessados na apresentação de comunicações de até 15 minutos.
O valor das inscrições é de 15 euros para os investigadores e estudantes, de 30 euros para os profissionais e de 50 euros para os comunicantes. Os estudantes da Universidade de Évora ou do Instituto Politécnico de Portalegre têm acesso a participação gratuita nos trabalhos.
As inscrições e/ou o pedido de mais informações deve ser efetuado para o email fnsecultura@gmail.com.

7.7.21

CRATO: Dois detidos em flagrante por furto de metais não preciosos

 
O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial do Crato, no dia 5 de julho, deteve em flagrante dois homens de 29 e 38 anos, pelo crime de furto de metais não preciosos, na localidade do Crato.
No seguimento de uma denúncia de que estaria a ocorrer um furto, os militares da Guarda intercetaram os suspeitos em flagrante, a desmantelar e a carregar diversos metais não preciosos, que se encontravam no interior de um depósito para tratamento de resíduos da localidade do Crato. De imediato os suspeitos foram detidos, tendo ainda sido apreendidos 420 quilos de ferro e cobre que se encontravam na sua posse.
Os detidos foram constituídos arguidos e estão neste momento a ser presentes ao Tribunal Judicial de Portalegre, para aplicação de medidas de coação.

INIJOVEM promove Passeio de Canoas no rio Tejo

 
A INIJOVEM - Associação para Iniciativas para a Juventude de Nisa organiza no próximo dia 31 de Julho, um Passeio de Canoas no rio Tejo, entre Vila Velha de Ródão e Arneiro (Nisa), conforme o programa que consta do cartaz anexo.
As inscrições estão Abertas e podem ser feitas até 24 de Julho em: http://tiny.cc/z4z2uz


OPINIÃO: Justiça dá a mão ao populismo

 
O apoio aos mais pobres, aos pobres dos pobres, é uma gota no oceano dos gastos do Estado. Em Portugal, o rendimento mínimo garantido não chega a 40% do valor daquilo que é considerado o limiar da pobreza.
Ainda assim, há um discurso, outrora dominante à mesa do café, mas hoje transposto para a narrativa de uma certa política, a apresentar de forma pouco séria esse apoio aos que nada têm quase como responsável pela falência das finanças públicas. Uma narrativa populista e perigosa.
Ora na vizinha Espanha esse argumentário acabou de obter um apoio de peso. Um tribunal de Madrid recusou um pedido do Ministério Público para serem retirados cartazes, do partido de extrema-direita Vox, com a mensagem de que o apoio dado a crianças migrantes seria uma espécie de roubo aos idosos espanhóis. Os juízes não se limitaram a considerar tratar-se de um slogan eleitoral, cujas ideias não podem ser banidas. Foram mais longe. De acordo com o despacho judicial, citado pelo jornal "El País", os magistrados asseguram que "independentemente dos valores em causa serem verdadeiros ou não" os menores estrangeiros "representam um evidente problema social e político".
Um caminho perigoso está a trilhar a Justiça espanhola, colocando-se claramente ao lado de setores extremistas, legitimando em forma de lei o desrespeito pelos mais desprotegidos.
A onda populista ganha dimensão na Europa e também em Portugal. Ainda este fim de semana, não esqueçamos, André Ventura defendeu que se apurasse onde estão localizadas as comunidades subsiodependentes, a par da criação de um cadastro étnico-racial. Para já valha-nos a ministra do Trabalho, que tem em mãos a revisão do rendimento mínimo garantido, uma medida que considera ter sido visionária há 25 anos, e pretende manter em novos moldes.

* Paula Ferreira in "Jornal de Notícias" - 6/7/2021

NISA: A poesia popular ou mais um acto inqualificável de Censura e Discriminação?


"Não abandonamos o território"
- Diz a edil em tom triunfante
Sentada no carro, espampanante
A caminho da cidade-dormitório.

Um gesto "natural" de político finório
Usar diariamente o carro municipal
Pago por todos os munícipes, em geral
Mas sem dele tirarem proveito notório.

E lá vai ela no seu/nosso carrinho
Arrogante e em postura altaneira
Careca ao vento e fronha bonacheira
No banco de trás leva o Zézinho.

"Yes men!", diz ele a torto e a direito
Estou aqui pelo desenvolvimento
O Sever só teve reconhecimento
Quando eu nasci, sã e escorreito.

Nem as águas corriam no leito
Deste rio transfronteiriço
Os planos da ponte levaram sumiço
E do dinheiro não se sabe o que foi feito.

Ah! Mas agora tudo será diferente
Comigo em vereador municipal
A cultura não será um bem essencial
Nem haverá poesia p´ra toda a gente.

Quem quiser rima bem sucedida
Terá de acertá-la ao nosso jeito
Não está no seu legítimo direito
Fazê-la como "fato à medida"
Pois aqui só damos guarida
A quem ao poder está sujeito.

No passado sábado, dia 3 de Julho, foi apresentado no âmbito da Feira do Livro, a obra "Poesia Popular do Concelho de Nisa", um projecto que, de acordo com a Nota Introdutória,  "resultou da imperativa necessidade de dar voz através da corporização em texto escrito e impresso, em livro, das diferentes formas poéticas e histórias de vida de pessoas naturais do concelho de Nisa trazendo à "luz do dia" os seus recôndidos escritos que, através desta obra irão perdurar para a posteridade."
Não de trata de "uma antologia de poesia popular, nem tão pouco erudita", adianta a referida Nota, deixando o leitor na dúvida sobre o título escolhido para o livro.
Pela sua leitura e conhecendo, minimamente, o universo poético dos autores do concelho, a que o "Jornal de Nisa", em formato papel ou digital deu particular atenção e divulgação, chega-se facilmente à conclusão de que o "projecto" de livro, não respeita, sequer, os princípios a que se propôs e garbosamente anuncia, entre eles, o de, conforme escreve a edil, "dignificar as mulheres e homens que vão construindo o nosso património imaterial, letra a letra, palavra a palavra... " .
Não respeita a própria ideia de "estrutura da obra", nomeadamente, o facto de publicar uns e DISCRIMINAR outros autores naturais do concelho, "vivinhos da silva", alguns com obras publicadas e reconhecidas. O critério fundamental do aparatchik cultural da "roseira brava" e da sua sacerdotisa, foi o da publicação de textos dos "poetas do regime", com uma ou outra honrosa excepção, alguns de qualidade mais do que duvidosa. 
Poesias como as de José Hilário, Joaquim Maurício, José Mendes, Carlos Lucas Silva, Nazaré Valente e de outros que à memória não ocorrem, não "couberam" no livro e nos conceitos "poéticos e identitários" da presidente da Câmara de Nisa. Não são, para a edil amieirense, "pessoas de bem", munícipes de corpo e alma, com produção cultural, poética, eleitos, habitantes e contribuintes deste concelho. Pensam e agem pela sua própria cabeça e isso não agrada aos novos ditadores instalados na Praça do Pelourinho. Não abandonaram o território, como faz a edil, todos os dias e por isso o lápis cor de rosa da Censura e Discriminação rasurou os seus nomes. 
Abundam, em contrapartida, os escritos "pimba", a louvaminha à edil, à "rainha" como alguns se lhe referem,  em dose tripla, a "poesia" dos amigos do poder idalinista. 
É um vergonhoso acto de Censura e Discriminação exercido sobre Cidadãos do Concelho, mais um, diria, a juntar a tantos outros praticados neste período de oito anos, em que à luz da propaganda intensiva e goebelliana, se instaurou um regime de poder local que já pouco ou nada tem de democrático, mas tem muito de manipulação e prepotência. 
.. E assim se faz Portugal: uns vão bem (muito bem) e outros mal!

Mário Mendes


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 
Meias palavras - Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

6.7.21

Dádiva de sangue em Nisa

 

Pela primeira vez teve lugar uma colheita de sangue no novíssimo centro de saúde de Nisa. E as diferenças são muitas relativamente às antigas instalações degradadas e que serviram de hospital durante muitos anos. Pois a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – conjuntamente com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSNA efetuaram uma brigada em terras nizorras.
Eventuais dadores foram contabilizados 23, dos quais 11 mulheres (47,8 %).  Uma vez avaliados os presentes em termos das suas condições de saúde, só foi possível materializar em Nisa 14 unidades de sangue total (60,9 % dos inscritos). Ao que sabemos, a vacinação recente contra o Covid 19 foi a grande responsável por alguns voluntários nem se terem apresentado no local da colheita e de outros não terem passado na avaliação clínica que antecede a dádiva (pessoas vacinadas têm de aguardar um período antes de  uma doação). E tal facto já se repetiu noutras colheitas. 


Contudo, dois jovens doaram sangue pela primeira vez. Em termos do Registo Português de Dadores de Medula Óssea, concretizou-se uma inscrição.
Dada a situação de risco com que nos deparamos, o calendário das brigadas da ADBSP poderão ter de ser ajustadas. Assim sugerimos que se vá informando em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/ 
JR


PREVENÇÃO RODOVIÁRIA: Campanha “Taxa Zero ao Volante”

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam amanhã, dia 6 de julho, a Campanha de Segurança Rodoviária “Taxa Zero ao Volante” inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2021.
A decorrer entre os dias 6 e 12 de julho, a campanha tem como objetivo alertar os condutores para os riscos da condução sob a influência do álcool. Um em cada quatro condutores mortos em acidentes de viação apresenta uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5 g/l, e destes condutores, três em cada quatro apresentam uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l.
Vários estudos científicos demonstram que conduzir sob a influência do álcool causa perturbações ao nível cognitivo e do processamento de informação, o que acarreta, entre outros efeitos, uma menor capacidade e rapidez de decisão, aumento do tempo de reação, diminuição do campo visual (visão em túnel) e descoordenação de movimentos. Esta perda de capacidades, bem como as alterações de comportamento que podem levar a estados de euforia e desinibição, aumenta de forma muito significativa o risco de envolvimento em acidentes rodoviários.
O Plano Nacional de Fiscalização, enquadrado no Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária – PENSE 2020, o qual tem como desígnio “Tornar a Segurança Rodoviária uma prioridade para todos os Portugueses”, prevê a realização de campanhas de sensibilização em simultâneo com operações de fiscalização em locais onde ocorrem regularmente infrações que representam um risco acrescido para a ocorrência de acidentes.
Assim, a campanha “Taxa Zero ao Volante” integrará:
§  Ações de sensibilização da ANSR;
§  Operações de fiscalização pela GNR e pela PSP, com especial incidência em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário e de acordo com o Plano Nacional de Fiscalização 2021, de forma a contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de acidentes e para a adoção de comportamentos mais seguros por parte dos condutores no que tange à condução sob a influência do álcool.
As ações de sensibilização ocorrerão em simultâneo com operações de fiscalização nas seguintes localidades:
§  Dia 6 de julho, às 9h00: Campo Grande sentido Norte/Sul junto ao ginásio “Go Fit”, Lisboa;
§  Dia 7 de julho, às 14h00: EN15 – Amendoeira e EN15 – Santa Comba de Rossas, Bragança;
§  Dia 8 de julho, às 14h00: Avenida Cidade de Ourense – Junto ao Viaduto, Vila Real;
§  Dia 9 de julho, às 14h00: EN17, km 106, Rotunda da Estrela, Gouveia;
§  Dia 12 de julho, às 15h00: Praça Vitória Futebol Clube, frente ao Estádio do Bonfim no sentido Nascente-Poente, Setúbal.
A ANSR, a GNR e a PSP relembram que a condução sob a influência do álcool é um risco para a sua segurança e dos outros:
§  Com uma taxa de álcool no sangue de 0,5 g/l o risco de sofrer um acidente mortal duplica;
§  Os acidentes que decorrem da condução sob a influência do álcool são particularmente graves.
A sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e as suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros na estrada.