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14.5.25

PROVÉRBIOS DE MAIO (II)

- Chovam trinta Maios e não chova em Junho.

- Chova-te o ano todo, mas a mim, Abril e Maio.

- Chuva da Ascensão, das palhinhas faz pão,

- Chuva de Ascensão não dá palhas nem pão.

- Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.

- Chuvas da Ascensão, bebem vinho e comem pão.

- Chuvinha da Ascensão, até da palha faz pão.

- De Maio a Abril, ainda que te pese, me hei-de rir.

- De Maio a Abril, há muito que pedir.

- De Maio a Abril, não há muito que rir.

- De Maio a Abril, pouco vai que rir.

- Deixa lenha para Maio, que a fome de Maio sempre veio e há-de vir.

- Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.

- Dia de Maio, dia de má ventura, mal amanhece, logo escurece.

- Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.

- Dias de Maio, dias de amargura, mal amanhece é logo noite escura.

- Diz Maio a Abril: ainda que te pese, me hei-de rir.

- Do mês de Maio o calor, de todo o ano, o valor.

- Em Abril, águas mil e em Maio, três ou quatro.

- Em Abril dorme o moço ruim e em Maio dorme o moço e o amo. 

- Em Abril e Maio, moenda para todo o ano.

- Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.

- Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.

- Em Abril queima a velha o carro e o carril e o que ficou, em Maio o queimou.

- Em Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro. 

* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com 

9.3.25

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

 


A todas as Mulheres do Mundo...

...mas em especial à Gina Ferro,

                                                       pelo privilégio da sua amizade.

 

As mulheres são nossas mães, nossas filhas, nossas companheiras, nossas amantes, nossas cúmplices, o bálsamo para os maus momentos, a nossa inspiração para a ode triunfal e o estímulo para a vitória.

Com elas apanhamos bebedeiras de azul, quando não gostam de vinho.

E fartos de azul, por elas bebemos vinho, até dizer basta!

Com elas e por elas, lutamos por amanhãs que não sabemos quando vêm, mas que temos a certeza inabalável que hão de vir.

A elas nos agarramos quando sentimos que estamos a mergulhar no abismo.

Delas gostamos do carinho, do amor e do sexo-porto de abrigo.

Nelas nos fundimos e com elas fazemos filhos, erguemos projectos e por vezes engendramos mudanças de paradigma.

Com elas nos derretemos em sangue, sémen, suor e lágrimas, com gemidos e ais, punhos erguidos e bandeiras vermelhas, raiva incontida que nos vem de baixo e que desfraldamos ao vento, porque somos insurrectos. É um direito que nos assiste!

Para além de sustentarem metade do céu sobre os seus ombros, as mulheres são a metade que nos falta, que nos dá força e que nos faz vacilar, qual travão que adocica o motor.

E mais não digo…

·        Hernâni Matos

1.7.24

JULHO, o mês das colheitas

O mês de Julho era anteriormente conhecido por Quintilis em latim, uma vez que era o quinto mês do calendário romano, que começava em Março.
Em 46 a.C., Júlio César, reformou o calendário romano, acrescentando dois meses, Unodecembris e Duocembris, no final do ano de 46 a.C., deslocando assim Januarius e Februarius para o começo do ano de 45 a.C. Os dias dos meses foram fixados numa sucessão de 31, 30, 31, 30... de Januarius a Decembris, à excepção de Februarius, que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, teria 30 dias. Com tais mudanças, o calendário anual passou a ter doze meses que perfaziam 365 dias.
Em 44 a.C., Júlio César foi homenageado pelo Senado, que mudou o nome do mês Quintilis para Julius, visto ser o mês em que César nasceu.
Julho tem 31 dias e é o sétimo mês do calendário juliano e também do caledndário gregoriano, utilizado na maior parte do mundo e que foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582, para substituir o calendário juliano.
É, em média, o mês mais quente na maior parte do Hemisfério Norte (onde é o segundo mês de Verão) e o mês mais frio em grande parte do Hemisfério Sul (onde é o segundo mês de Inverno). A segunda metade do ano começa em Julho. No Hemisfério Sul, Julho é o equivalente sazonal de Janeiro no Hemisfério Norte.
Julho começa no mesmo dia da semana que Abril de um ano comum e que Janeiro em anos bissextos. Num ano comum nenhum outro mês termina no mesmo dia da semana que Julho, enquanto que num ano bissexto, Julho termina no mesmo dia da semana que Janeiro.
Os Signos do Zodíaco que correspondem ao mês de Julho são:
- Caranguejo (21 de Junho a 22 de Julho;
- Leão (23 de Julho a 22 de Agosto).
A pedra zodiacal de Julho é o rubi.
Como noutros meses há datas especiais a assinalar. Temos Dias Internacionais (ONU):
- 1º sábado de Julho - Dia Internacional das Cooperativas;
- 11 de Julho - Dia Mundial da População.
Temos também outras datas comemorativas:
-  Primeiro Domingo de Julho – Dia Mundial do Salvamento.
- 1 de Julho - Dia da Região e das Comunidades Madeirenses;
                      Dia Mundial da Arquitectura;
                      Dia da Mulher Portuguesa;
                      Dia da Força Aérea Portuguesa;
                      Dia do Antigo Estudante de Coimbra;
                      Dia das Bibliotecas.
- 2 de Julho – Dia da Polícia de Segurança Pública.
- 4 de Julho - Dia Mundial do Salvamento.
- 7 de Julho - Dia das Cooperativas.
- 8 de Julho - Dia da Marinha.
- 11 de Julho - Dia Mundial da População.
- 12 de Julho - Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.
- 13 de Julho - Dia do Agricultor;
                       Dia Mundial do Rock.
- 14 de Julho – Dia do Doente;
                       Dia Mundial da Liberdade de Expressão.
- 20 de Julho – Dia Internacional da Amizade.
- 22 de Julho – Dia do Cantor Lírico.
- 25 de Julho - Dia do Exército Português.
- 26 de Julho - Dia Mundial dos Avós.
- 28 de Julho – Dia Nacional da Conservação da Natureza.
Temos ainda datas patrióticas (Portugal):
- 25 de Julho (1139) - Trava-se a Batalha de Ourique. D. Afonso Henriques derrota os reis mouros da Península, o que se traduz na Reconquista Cristã de Portugal. A data é assinalada no Dia do Exército Português.
- 25 de Julho (1415) - Parte do Tejo a Armada de D. João I, para a conquista de Ceuta.
- 26 de Julho (1139) – Afonso, conde portucalense é aclamado rei de Portugal e proclama a sua independência face a Leão.
No calendário Mariano, Nossa Senhora, Mãe de Deus, é honrada com muitos e muitos títulos e festejada ao longo do ano. No mês de Julho temos:
- Dia 1 de Julho – Dia de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
- Dia 13 de Julho - Dia de Nossa Senhora da Rosa Mística.
- Dia 16 de Julho - Dia de Nossa Senhora do Carmo.
- Dia 29 de Julho - Dia de Nossa Senhora da Ajuda.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

IMAGEM: A ceifa no Alentejo. Alberto de Souza (1880-1961). Aguarela sobre papel (14x20 cm).


14.1.24

ADÁGIOS DE JANEIRO (3)

 
- Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.
- Em Janeiro, sete casacos e um sombreiro.
- Em Janeiro, sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires tarrejar, põe-te a cantar.
- Em Janeiro, um porco ao sol, outro ao fumeiro.
- Em Janeiro, um porco morto, outro no fumeiro.
- Em Janeiro, um salto de carneiro.
- Em mês de Janeiro Verão, nem palha nem pão.
- Em metade de Janeiro mete obreiro.
- Em minguante de Janeiro, corta o madeiro.
- Em São Vicente (22/1) de Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar; se vires luzir, põe-te a sorrir.
- Fermento de Janeiro, de quarteiro.
- Janeiro e Fevereiro, enchem ou vazam o celeiro.
- Janeiro frio e molhado não é bom para o gado.
- Janeiro frio e molhado, enche a tulha e farta o gado.
- Janeiro frio ou temperado, passa-o enroupado.

* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

10.1.24

ADÁGIOS DE JANEIRO (2)

 
- Em Janeiro meia o celeiro; se o vires meado, come regrado.
- Em Janeiro não metas obreiro.
- Em Janeiro neve e frio, é de esperar ardor no estio.
- Em Janeiro pasta a lebre no lameiro e o coelho à beira do regueiro.
- Em Janeiro põe-te no outeiro e se vires verdear, põe-te a chorar, e se vires terrear, põe-te a cantar.
- Em Janeiro seca a ovelha suas madeiras no fumeiro e em Março no prado e em Abril as vai urdir.
- Em Janeiro semeiam-se muitas abóboras.
- Em Janeiro sobe ao outeiro e se vires verdejar, põe-te a chorar e se vires torrear, põe-te a cantar.
- Em Janeiro sobe ao outeiro: se vires verdegar, põe-te a chorar; se vires terregar, põe-te a dançar.
- Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires terrear, põe-te a cantar; se vires verdejar, põe-te a chorar.
- Em Janeiro todo o cavalo é sendeiro.
- Em Janeiro, busca parceiro.
- Em Janeiro, cada ovelha com seu cordeiro.
- Em Janeiro, mete obreiro, mês meante que não ante. Em Janeiro, nem galgo lebreiro, nem açor perdigueiro.
- Em Janeiro, o boi e o leitão engordarão. 

* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


8.1.24

ADÁGIOS DE JANEIRO (I)

 
- A água de Janeiro traz azeite ao olival, vinho ao lagar e palha ao palheiro.
- A água de Janeiro vale dinheiro.

- Água de Janeiro, todo o ano tem concerto,
- Até Janeiro qualquer burro passa o regueiro, mas daí para a frente, tem que ser forte e valente.
- Bons dias em Janeiro pagam-se em Fevereiro.
- Bons dias em Janeiro, enganam o homem em Fevereiro.
- Canta o melro em Janeiro, temos neve até ao rolheiro.
- Cebola ramuda, com neves em Janeiro, anuncia dinheiro.
- Chuva de Janeiro, cada gota vale dinheiro.
- Chuva em Janeiro e não frio, riqueza no Estio.
- De flor de Janeiro ninguém enche o celeiro.
- Em Janeiro deixa a fonte e vai ao ribeiro.
- Em Janeiro deixa o rábano ao rabaneiro.
- Em Janeiro faz a cama em palheiro.
- Em Janeiro todo o burro é sendeiro.

*  Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

IMAGEM: Página do calendário de Janeiro, do Golf Book (Livro de Horas, Uso de Roma), oficina de Simon Bening, Bruges, Holanda, c. 1540, MS Adicional 24098, f. 18v.


12.11.23

CULTURA: O vinho na mitologia greco-latina

Dioniso (ou Baco), filho de Zeus e da princesa Semele, era o deus grego das festas, do vinho, da fecundidade, do lazer e do prazer, símbolo do desencadeamento ilimitado dos desejos e da libertação de qualquer inibição. É representado geralmente como um jovem imberbe, risonho e de ar festivo, de longa cabeleira, pegando um cacho de uvas ou uma taça numa das mãos e empunhando na outra um tirso (bastão envolvido em hera e ramos de videira e encimado por uma pinha). Tem sido sugerido o carácter fálico do tirso, no qual a pinha seria o símbolo do sémen.
Dioniso é por vezes figurado com o corpo coberto por um manto de pele de leão ou de leopardo, com uma coroa de pâmpanos na cabeça e conduzindo um carro puxado por leões. Pode igualmente ser apresentado sentado num tonel, segurando numa das mãos uma taça donde absorve a embriaguez que o faz cambalear.
Dioniso é normalmente representado na companhia de outros bebedores:
- Sileno – Tutor de Dioniso, companheiro fiel e o mais velho, sábio e beberrão dos seus seguidores, que embriagado tinha o poder da profecia. Representado quase sempre bêbado, amparado por sátiros ou carregado por um burro.
- Sátiros (ou Faunos) - divindades menores da natureza com aspecto humano, cabelos eriçados, com grande cauda e orelhas bicudas de bode, pequenos cornos na testa, narizes achatados, lábios grossos, barbas longas e órgãos sexuais de proporções sobre-humanas, frequentemente mostrados em estado de erecção. Viviam nos campos e nos bosques, onde tinham relações sexuais frequentes com as Ninfas e as Ménades, que a eles se juntavam no cortejo de Dioniso, além de copularem com mulheres e rapazes humanos, cabras e ovelhas. A embriaguês era a fonte inesgotável da sua perpétua jovialidade e lubricidade.
- Ménades (ou Bacantes) - mulheres apaixonadas por Dioniso e entregues com fervor ao seu culto. Levadas à loucura pelo deus do vinho, que provocava nelas um estado de êxtase absoluto, entregavam-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e auto-flagelação. Representadas nuas ou vestidas com véus ligeiros, coroadas de hera e segurando um tirso ou um cântaro, por vezes tocavam flauta de dois tubos ou tamboril e entregavam-se a uma dança livre e lasciva (orgia ou menadismo), em total concordância com as forças mais primitivas da Natureza. Vagueavam por montanhas e campinas e entregavam-se aos sátiros que também integravam o cortejo de Dioniso.
- Ninfas – jovens mulheres que povoavam o campo, os bosques e as águas. São os espíritos dos campos e da Natureza em geral, de que personificam a fecundidade e a graça. Apesar de serem consideradas divindades secundárias, a elas se dirigiam orações e por elas se nutria temor. Eram frequentemente alvo da luxúria dos sátiros.
O culto a Dioniso não tinha santuário fixo, sendo praticado onde quer que existissem adoradores do deus, na sua maioria mulheres (Ménades ou Bacantes). Os festivais realizados em homenagem do deus, eram basicamente festas da Primavera e do vinho. As danças frenéticas a que se entregavam as mulheres, davam-lhes uma sensação de liberdade e força, sendo-lhes atribuídos actos impressionantes como desenraizar árvores. As mulheres caçavam também animais que consumiam crus, acreditando que com este acto adquirissem a vitalidade e a imortalidade do deus. Os Gregos consideraram este culto nocivo e muitos governantes das cidades-estado procuraram proscrevê-lo.
Em 370 a.C., o culto a Dioniso (Baco) penetrou em Roma e tinha sacerdotisas conhecidas por bacantes. As festas, de natureza ritual, em homenagem ao deus Baco, conhecidas por bacanais eram nocturnas, secretas e frequentadas exclusivamente por mulheres durante três dias no ano. Posteriormente, os homens foram admitidos e as comemorações passaram a ocorrer cinco vezes por mês. A promiscuidade conjugada ao furor báquico no qual todos se entregavam a excessos de vinho e de sexo, estiveram na origem do facto destas festas se saldarem por envenenamentos, testamentos falsos, desaparecimento de homens e mulheres, etc. Ao invadirem as ruas de Roma, dançando, soltando gritos estridentes e atraindo adeptos do sexo oposto em número crescente, os bacanais tornaram-se factor de desordem e de escândalo, o que levou à publicação de um decreto por parte do Senado, em 186 a.C., proibindo as bacanais em toda a Itália. Contudo, mesmo com a proibição, o culto não desapareceu naquele tempo.
Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com/2010/07/o-vinho-na-mitologia-grego-latina.html
IMAGENS:
1- DIONISO E SÁTIRO - pintura sobre vaso grego, atribuída a Makron, cerca de 490-480 a.C., Antikenmuseen, Berlim.
2 - JUVENTUDE DE BACO - pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825–1905), executada em 1884.
3 - BACO - óleo sobre tela de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), executada em 1593-1594. Galeria dos Ofícios, Florença.


19.10.23

CULTURA: Adagiário português do pão (II)

O professor Hernâni Matos, estremocense de gema, é um autêntico celeiro de cultura e o seu site "Do Tempo da Outra Senhora", constitui um dos mais importantes acervos do património cultural e popular alentejano e ao qual aconselhamos uma visita em https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com
Visitem-no que não se arrependerão.
Para este Adagiário que Hernâni Matos, pacientemente, construiu, dividimo-lo, tal como o autor, em dois grandes grupos. Este é o segundo. Deliciem-se com a sua leitura.
CONSUMO DO PÃO
- A boa fome não há mau pão.
- À gana de comer não há mau pão.
- À míngua de pão, boas são as tortas.
- A pão duro, dente agudo.
- Abril frio, pão e vinho.
- Agora dá pão e mel, depois, dará pão e fel.
- Água de S. João, tira o vinho e não dá pão.
- Água e pão, de corrida te vão.
- Água fria e pão quente, nunca fizeram bom ventre.
- Ainda agora comem pão da boda.
- Ainda que entres na vinha, e voltes o gibão, se não trabalhares, não te darão pão.
- Amigos que se desavêm por um pão de centeio, ou a fome é muita, ou o amor pequeno.
- Antes pão com amor do que galinha com dor.
- Antes pão do que fortuna.
- Antes pão duro que figo maduro.
- Antes pão seco com amor do que galinha com dor.
- Antes quero pão enxuto que tal conduto.
- Bem estou com o meu amigo, quando come seu pão comigo.
- Bem haja o pão que presta e a moça que o come.
- Bem haja o pão que presta.
- Bem haja o pão que resta e a moça que o come.
- Bem sei o que digo, quando pão pido.
- Boca que erra, não merece pena, nem pão que lhe falte.
- Bocado de mau pão, não o comas, nem o dês a teu irmão.
- Bocado de mau pão, nem para ti, nem para o teu cão.
- Bom é o pão que com honra se come.
- Bom é saber, que pão te há-de manter.
- Bom é um pão em dois pedaços.
- Bom grão fará bom pão.
- Caldo com pão, bom patrão.
- Caldo sem pão, mau patrão; caldo com vinho, já vai servindo.
- Caldo sem pão, só no Inferno o dão.
- Carne que baste; vinho que farte; pão que sobre.
- Cartas, mulheres e carradas de pão, para onde pendem, para aí vão.
- Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
- Chama vinho ao vinho e pão ao pão e todos te entenderão.
- Com pão e vinho se anda caminho.
- Com unto e pão de milho, o caldo faz bom trilho.
- Come pão e bebe água e viverás sem mágoa.
- Comer pão que o diabo amassou.
- De mau grão, nunca bom pão.
- Dos cheiros o pão, do sabor o sal.
- É bom o pão duro, quando não há nenhum.
- É melhor pão duro que figo maduro.
- Em Abril, dá a velha a filha por pão, a quem lha pedir.
- Em broa encetada, todos querem tirar uma côdea.
- Em toda a parte se come pão.
- Estar a pão e água.
- Ficar a pão e laranja.
- Fidalgo sem pão é vilão.
- Guarda pão para Maio e lenha para Abril.
- Haja pão e satisfação.
- Já come pão com côdea.
- Meia vida é a candeia, pão e vinho a outra meia.
- Mesa sem pão é mesa de vilão.
- Mesa sem pão, mesa de galego.
- Muito pão e má colheita.
- Na casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
- Na fome não há pão duro.
- Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como o carneiro.
- Nem mesa sem pão, nem exército sem capitão.
- Nem pão quente, nem vinho que salte ao dente.
- Neste mundo mesquinho, quando há para pão, não há para vinho.
- Nozes com pão sabe a casar.
- Nozes e trigo é merenda de amigo.
- O menino e o pão de trigo no Verão têm frio.
- O mesmo canivete me corta o pão e o dedo.
- O pão pela cor, o vinho pelo sabor.
- Onde há cães há pulgas, onde há pães há raios, onde há mulheres há diabos.
- Onde lhes cabe o pão lhes não cabe o mais.
- Ovo de uma hora, pão de um dia, vinho de um ano, mulher de vinte, amigo de trinta e deitarás boa conta.
- Pão a uns e pau a outros.
- Pão achado não tem dono.
- Pão afatiado não farta rapaz esfaimado.
- Pão alheio tem bom gosto.
- Pão alheio, caro custa.
- Pão bolorento, abre-me a boca e põe-mo dentro.
- Pão com bolor e sardinha assada, descansa corpo, trabalha enxada.
- Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos.
- Pão com pão e serra na mão.
- Pão comeste, companhia desfeita.
- Pão comido, pão esquecido.
- Pão comido, sequaz despedido.
- Pão comprado não enche barriga.
- Pão da Ilha, arca cheia, barriga vazia.
- Pão de amanhã pertence a Deus.
- Pão de caldo, filhos de manteiga.
- Pão de centeio só é bom quando é alheio.
- Pão de centeio, melhor é no ventre que no seio.
- Pão de hoje, carne de ontem e vinho do outro Verão fazem um homem são.
- Pão de padeira não farta nem governa.
- Pão de trigo tremês, não o comas nem o dês.
- Pão de vizinho tira o fastio.
- Pão do vizinho sabe mais um bocadinho.
- Pão durázio, caldo de uvas, salada de carne e deixar a medicina.
- Pão duro é melhor que figo maduro.
- Pão duro, caldo de uvas, salada de carne e deixar as medicinas.
- Pão e queijo é mesa posta.
- Pão e queijo, mesa posta é.
- Pão e roupa nunca carregou ninguém.
- Pão e roupa, uma semana melhor que outra.
- Pão e vinho anda caminho, que não o moço garrido.
- Pão e vinho e parte no Paraíso.
- Pão e vinho, para andar caminho.
- Pão e vinho, um ano meu e outro do vizinho.
- Pão grande não acha freguês.
- Pão mexido é pão crescido.
- Pão mole e uvas, às moças põe mudas, e às velhas tira as rugas.
- Pão mole, a rir se engole.
- Pão mole depressa se engole.
- Pão nascido, nunca perdido.
- Pão numa mão e pau na outra.
- Pão ou pães, é questão de opiniões.
- Pão pela cor, vinho pelo sabor.
- Pão proibido abre o apetite.
- Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte.
- Pão que veja, vinho que salte, queijo que chore.
- Pão quente faz mal ao ventre.
- Pão quente fome mete.
- Pão quente, muito na arca e pouco no dente.
- Pão quente, muito na despensa, pouco no ventre.
- Pão quente, nem a são nem a doente.
- Pão tremês, não o comas nem o dês.
- Pão, carne e vinho andam caminho.
- Pão, roupa e vintém, não carrega ninguém.
- Papas sem pão abaixo se vão.
- Para boa fome não há pão duro.
- Para quem tem fome não há pão duro.
- Por carne, vinho e pão, deixo quantos manjares são.
- Prova teu caldo, não prometerás teu pão.
- Putas, cartas e carradas de pão, para onde pendem, para onde vão.
- Quando há fome não há ruim pão.
- Quando o carpinteiro tem madeira que lavrar, e a mulher pão que amassar, não lhes falta pão que comer, nem lenha que queimar.
- Queijo com pão, comida de vilão.
- Queijo com pão faz o homem são.
- Queijo, pão e pêro, comer de cavaleiro.
- Queijo, pão e pêro, comer de cavaleiro; queijo, pêro e pão, comer de vilão.
- Queijo, pêro e pão, comer de vilão.
- Quem compra pão na praça e vinho na taberna, filhos alheios governa.
- Quem dá o pão dá o pau.
- Quem guerreia por pão de centeio, ou a fome é muita ou a vergonha é pouca.
- Quem não tem pão alvo, come do ralo.
- Quem pão e vinho compra, mostra a bolsa.
- Quem quer pão, tenha pão.
- Quem terá as mãos quedas, com pão fresco e beringelas?
- Quem tiver muitos filhos e pouco pão, tome-os da mão, e cante-lhes uma canção.
- Ração de pão, o que a perde há mau grado.
- Rente como pão quente.
- Se em tua casa me não quiseres tratar mal, não me faltes com o pão e com o sal.
- Se hei-de dar de comer, mister hei de pão no caldo.
- Se queres que te siga o cão, dá-lhe pão.
- Se vier o Deus te salve, antes pelo pão que pela carne.
- Seja o marido cão, mas tenha pão.
- Tal é o pão, tal a sopa.
- Tal terra andar, tal pão manjar.
- Também os ameaçados comem pão.
- Tanto o pão como o polegar, leva a alma ao seu lugar.
- Tanto um pão como um polegar, toma a alma a seu lugar.
- Tudo com pão faz o homem são.
- Um dia de jejum e três de cruenta, guerra ao pão.
- Um dia de jejum, três dias maus para o pão.
- Um pão não enche celeiro, mas ajuda seu companheiro.
- Um pão no mato dá para quatro.
- Uvas, pão e queijo, sabem a beijo.
- Vinho pela cor, pão pelo sabor.
- Vinho que baste, carne que farte, pão que sobre, e seja eu pobre.
- Vinho que chegue, carne que baste e pão que sobre.
- Vinho turvo e pão quente são inimigos da gente.
- Vinho turvo, madeira verde e pão quente são três inimigos da gente.
- Quando há pão em casa, até as aranhas balham!
- Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

* Hernâni Matos
* IMAGEM: Padeiras - Mercado de Figueiró dos Vinhos - Pintura de José Malhoa

16.10.23

CULTURA: Adagiário português do pão (I)

O professor Hernâni Matos, estremocense de gema, é um autêntico celeiro de cultura e o seu site "Do Tempo da Outra Senhora", constitui um dos mais importantes acervos do património cultural e popular alentejano e ao qual aconselhamos uma visita em https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com
Visitem-no que não se arrependerão.
Para este Adagiário que Hernâni Matos, pacientemente, construiu, dividimo-lo, tal como o autor, em dois grandes grupos. Deliciem-se com a sua leitura.
AMASSADURA E COZEDURA DO PÃO
- A quem coze e amassa não furtes a massa.
- A quem tem seu pão no forno podemos dar do nosso.
- Ano caro, padeira em todo o cabo.
- Ano caro, padeira em todo o caso.
- Coze-se o pão, enquanto o forno está quente.
- Descansai mulheres que caiu o forno.
- Fazer a broa maior que a boca do forno.
- Forno chorado, pão queimado.
- Forno de padeira, com qualquer molho de lenha se aquece.
- Forno feito, vintém no corucho.
- Muitos padeiros não fazem bom pão.
- Não sejais forneira, se tendes a cabeça de manteiga.
- Em casa do sisudo faz-se o pão miúdo.
- Enquanto ladra o cão, coze-se o pão.
- Não te ponhas a soalhar com quem tem forno e pé de altar.
- Nem sempre o forno faz rosquilhas.
- No fogo se ganha, no fogo se perde.
- No forno e no moinho vai quem quer cochicho.
- No forno se ganha o pão, no forno se perde.
- No Inverno forneira, no Verão taberneira.
- O velho e o forno, pela boca se aguentam.
- Para forno quente, três molhos de ramasca ou um torgo somente.
- Para forno quente, uma torga somente.
- Pela boca se aquenta o forno.
- Quem mói no seu moinho e coze no seu forno, come o seu pão todo.
- Se toda a gente fosse padeiro, ninguém comprava pão.
- Uns aquecem o forno, outros amassam o pão.
- Ninguém morre sem ter primeiro amassado pão sem sal.

** Hernâni Matos
* IMAGEM: FORNEIRA - Peça da barrística popular estremocense da autoria das Irmãs Flores


22.6.23

CURIOSIDADES: O Verão no adagiário português

É diversificado, ainda que não muito vasto o adagiário português, onde é utilizada explicitamente a palavra "Verão":
- A água com que no Verão se há-de regar, em Abril há-de ficar.
- A água que no Verão há-de regar, de Abril e Maio há-de ficar.
- A burra de vilão mula é no Verão.
- A formiga faz as suas provisões no Verão, ajunta no tempo de ceifa o seu alimento.
- A Inverno chuvoso, Verão abundoso.
- A vaca do vilão se de Inverno dá bom leite, melhor dá de Verão.
- Ande por onde andar, o Verão chega sempre pelo S. João.
- Ande por onde andar, o Verão há-de vir no S. João.
- Bácoro fiado, bom Inverno e mau Verão.
- Calcanhar de homem, cu de mulher e nariz de cão só aquecem no Verão.
- Em o Verão por calma, e no Inverno por frio, não lhe falte achaque de vinho.
- Em Verão cada um lava seu pano.
- Inverno chuvoso, Verão abundante.
- Nem no Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça.
- No Inverno forneira e no Verão taverneira.
- No Verão acabam as ceias e começam os serões.
- No Verão ardem os montes e secam as fontes.
- No Verão o sol dá paixão.
- O menino e o bezerrinho, no Verão hão frio.
- O Verão colhe e o Inverno come.
- Orelha de homem, nariz de mulher e focinho de cão, nunca viram o Verão.
- Outubro suão, negaças de Verão.
- Pão de hoje, carne de ontem, vinho de outro Verão, fazem um homem são.
- Quando o vento vem do mar, na noite de S. João não há Verão.
- Quem no Verão colhe, no Inverno come.
- Sol nascente desfigurado, no Inverno, frio, no Verão, molhado.
- Vento suão molha no Inverno, seca no Verão.
- Verão fresco, Inverno chuvoso, Estio perigoso.
Adágios existem, que apesar de utilizarem explicitamente a palavra "Verão", não dizem respeito a esta época do ano:
- Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão.
- Março marçagão, de manhã Inverno, de tarde Verão.
- Março marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão.
- Março marçagão, pela manhã rosto de cão, à tarde Verão.
- Março marçagão, tarde de Verão.
- Março marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.
- Março marçagão, pela manhã rosto de cão e a tarde de bom Verão.
- Março marçagão, de manhã cara de carvão, à tarde sol de Verão.
- Março, marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.
- Primeiro dia de Janeiro: primeiro dia de Verão.

IMAGEM: Verão (data desconhecida). Enrico Fanfani (1824 - 1885).
Óleo sobre tela (82,5 × 63 cm). - Letchworth Museum and Art Gallery, Inglaterra

20.6.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Junho (V)

 - Cerejas e más fadas, cuidais tomar poucas e vêm dobradas.
- Chovam trinta maios e não chova em Junho.
- Chovam trinta Maios, mas não chova em Junho.
- Chuva de Junho, peçonha do mundo.
- Chuva junhal, fome geral.
- Chuva no S. João, bebe o vinho e come o pão.
- Chuva no S. João, talha o vinho e não dá pão.
- Chuva pelo S. João, bebe o vinho e come o pão.
- Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
- Dia de S. Barnabé, seco a cesto e a punho.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

19.6.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Junho (IV)

 - Em Junho, foicinha em punho.
- Em Junho, frio como punho.
- Em Maio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho a cesto e a punho.
- Favas das mais caras, cerejas das mais baratas.
- Favas, as primeiras; cerejas, as últimas.
- Feno, alto ou baixo, em Junho é segado.
- Galinhas de S. João, pelo Natal poedeiras são.
- Galinhas pelo S. João no Natal ovos dão.
- Guarda pão para Maio, lenha para Abril e o melhor tição para o S. João.
- Junho calmoso, ano formoso.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

13.6.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Junho (III)

 - Lavra pelo São João, se queres haver pão.
- Lavra por S. João, se queres haver pão.
- Lavra por S. João, se queres ter pão.
- Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar.
- Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.
- Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.- Maio pardo, Junho claro.
- O milho pelo São João deve cobrir um cão.
- O sol de Junho madruga muito.
- Ouriços no S. João, são do tamanho dum botão.
- Para Junho guarda um toco e uma pinha, e a velha que o dizia guardados os tinha.
- Para o S. João, guarda a velha o melhor tição.
- Pelo S. João a sardinha pinga no pão.
- Pelo S. João deve o milho cobrir o chão.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


8.6.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Junho (II)

 - A água de Junho, bem chovidinha, na meda faz farinha.
- A cortiça em Junho sai a punho, em Agosto a mascoto.
- Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.
- Água de S. João tira o vinho e não dá pão.
- Ande o Verão por onde andar, no S. João há-de chegar.
- Ande o Verão por onde andar, pelo S. João cá vem parar.
- Ande onde andar o Verão, há-de vir no S. João.
- As cerejas são alegres à vista e tristes ao coração.
- Até ao S. Pedro, o vinho tem medo.
- Até S. Pedro, há o vinho medo. 
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

2.6.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Junho (I)

- Pelo S. João, deve o milho cobrir o rabo do cão.
- Pelo São João, foice na mão.
- Pelo São Pedro vai ao arvoredo; se vires uma, conta um cento.
- Pintos de S. João pela Páscoa ovos dão.
- Quando Jesus se encontra com João, até as pedras dão pão.
- Quando o troque troqueleja, já a cereja vermelheja.
- Quando o vento ronda o mar na noite de S. João, não há Verão.
- Quando se junta Jesus com João, em cima de pedra dá pão.
- Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
- Quem quiser bom melão, semeia-o na manhã de São João.
- Sardinha de S. João, já pinga no pão.
- Se o vento bailar, em noite de S. João, vai tardar o Verão.
- Se queres ter pão, lavra pelo São João.
- Sol de Junho madruga muito. 

* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


29.5.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Maio (XIII)

- Maio pardo, ano farto e ventoso, ano formoso.
- Maio pardo, ano farto.
- Maio pardo, centeio grado.
- Maio pardo, enche o saco.
- Maio pardo, faz o pão grado.
- Maio pardo, Junho claro, fazem o lavrador honrado.
- Maio pardo, Junho claro.
- Maio pardo. Junho claro, fazem pão grado.
- Maio pedrado destrói os pastos e não farta o gado.
- Maio pequenino, de flores enfeitadinho.
- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
- Maio que não rompe uma croça, não é Maio.
- Maio que seja de gota e não de mosca.
- Maio rompe uma croça.
- Maio serôdio ou temporão, espiga o grão.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


28.5.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Maio (XII)

- Maio ventoso, ano formoso.
- Maio ventoso, ano rendoso.
- Maio venturoso, ano venturoso.
- Maio, ao princípio chuvoso e no meio pardo, enche o saco.
- Maio, cava de raio.
- Maio, come o trigo e Agosto, bebe o vinho.
- Maio, engrandecer; Junho, ceifar.
- Mal vai ao Maio se o boi não bebe na pegada.
- Março amoroso, Abril chuvoso, Maio ventoso, São João calmoso, fazem o ano formoso.
- Março amoroso, Abril ventoso e Maio remeloso, fazem o ano formoso.
- Mês de Maio, mês de má aventura, apenas anoitece é logo noite escura.
- Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.
- Não há luar como o de Maio, mas lá virá o de Agosto que lhe dará no rosto.
- Não há Maio sem trovões, nem homem sem calções.
- O Maio me molha, o Maio me enxuga.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


20.5.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Maio (XI)

 
- Quando Maio chegar, é preciso enxofrar.
- Quando Maio chegar, quem não arou tem de arar.
- Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
- Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.
- Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.
- Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
- Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
- Sardinha de Maio não vale um zangaio.
- Sáveis em Maio, maleitas todo o ano.
- Se chover em Maio, carregará el-rei o carro e em Abril, carril e entre Abril e Maio, o carril e o carro.
- Se chover entre Maio e Abril, carregará o lavrador o carro e o carril.
- Se não chover em Maio, carregará el-rei o carro e em Abril o carril e, entre Abril e Maio, o carril e o carro.
- Se não chover em Março e Abril, dará el-rei o carro e o carril por uma fogaça e um funil e a filha a quem a pedir.
- Se não chover entre Maio e Abril, dará a velha o carro e o carril, por uma fogaça e um funil e a filha a quem lha pedir.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

18.5.23

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Maio (X)

 
- Em Maio, nem à porta de casa saio.
- Em Maio, o calor, a todo o ano dá valor.
- Em Maio, o rafeiro é galgo.
- Em Maio, onde quer eu caio.
- Em Maio, passarinho em raio.
- Em Maio, queima-se a cereja ao borralho.
- Em Maio, vai e torna com recado.
- Em Maio, verás a água com que regarás.
- Em princípio de Maio, corre o lobo e o veado
- Entre Abril e Maio, moenda para lodo o ano.
- Enxames em Abril, mil; em Maio, apanhai-os; pelo São João, apanhai-os ou não.
- Favas, Maio as dá, Maio as leva.
- Fevereiro couveiro faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril, cheio está o covil; Maio, pio-pio pelo mato; Junho, como um punho; em Agosto as tomarás a cosso.
- Fevereiro couveiro, faz a perdiz ao poleiro; Março, três ou quatro; Abril, cheio está o covil; Maio pio, pio pelo mato.
- Fevereiro faz o rapeiro; Março põe três ou quatro; Abril enche o covil; Maio, pi-pi pelo mato.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com