Mostrando postagens com marcador maio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maio. Mostrar todas as postagens

5.5.26

MAIO é mês de sensibilização para as Doenças Inflamatórias do Intestino


Durante este mês decorre a campanha nacional promovida pela Associação Crohn Colite Portugal, com o objetivo de dar visibilidade às Doenças Inflamatórias do Intestino (DII).

Em Portugal, estas doenças - como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa - afetam mais de 25 mil pessoas. São crónicas e muitas vezes invisíveis, mas com impacto real no dia a dia, na vida pessoal e no trabalho.

📌 Esta campanha pretende:

▪ Aumentar o conhecimento sobre as DII

▪ Promover o diagnóstico precoce

▪ Combater o estigma associado a sintomas como dor, fadiga ou urgência intestinal

Ao longo do mês, várias entidades juntam-se a esta iniciativa, reforçando a importância da literacia em saúde e de uma sociedade mais informada e empática.

3.5.26

EM MAIO, O FLORIR DE ABRIL - Baptista Bastos


Contar de Abril

Contarás de Abril o assombro, o desassossego, as súbitas visões de beleza longamente sonhadas, a hora vesperal; o renascer, meu e teu. Contarás de Abril instantes serenos, salivados de paz, o perfil de casas, as ruas docemente nossas que rimam connosco, as ternuras vagabundas, a utilidade dos gestos, o murmúrio discreto e comovido.

Contarás de Abril os gritos, as imprecações, as cóleras, o idioma ressurrecto na fraternidade de frases efusivas, no estertor.

Contarás de Abril aquele haver viagem, aquele cheiro antigo de chuva de infância, a peca sombra, o chouto curto, o bêbado de rua que te assustou, temulento, a frugal manhã.

Contarás de Abril o lado esquerdo da madrugada; cíclicos, os sismos: o chão em fissuras laceradas; devagarosa, a capa da terra a recobrir o oco, as galerias naturais do ódio, onde rebramia o mar, sobre o qual haviam colocado o pinho e a pedra e reconstruído a cidade, longa história de uma frustração.

Contarás de Abril os passos.

Contarás de Abril os sons, ínsitos na paisagem nocturna, nas betesgas.

Contarás de Abril que me viste trajado de estrelas, seteira ao ombro, num baixel de antigamente, soletrando palavras felizes, sem direcção nem sentido, como tudo o que é feliz.

Contarás de Abril, aos meus filhos, filhos teus, que os meus olhos míopes, ardidos, urbanos, ficaram cheios de um ofício de dizer coisas singelas, humildes e absurdas: como amor, liberdade.

Contarás de Abril os idos e os que voltaram; os que ficaram e ficam.

Contarás de Abril as pequenas pilhas de palavras, armazenadas numa necessidade que inventei; e as nossas almas ledas e limpas; e os braços que se estendem a outros abraços; e a cordialidade de anotarmos um nome, um número, numa flor; e os balaios sem reticências de mágoas, cheios, os balaios, de trissos de aves, de pássaros remotos de que ignoramos a voz ou havíamos esquecido o toque e a fímbria.

Contarás de Abril que na nossa terra já não apodrecem as raízes e que já não adiamos o coração; e que nascem crianças insubmissas e claras e livres; que já não nos dói a velhice e que os rios são todos nossos e íntimos e que já não perdemos a infância e que nascem crianças insubmissas e claras e livres.

Contarás de Abril a espessura mágica, o punho reflexo, o dia d'água, a lágrima, a vontade de sermos e de estarmos, o límpido grito, a forma inconsútil, o beijo proliferante, o vermelho e a brisa, as bambinelas vagantes nos sopros, o livor das coisas, a maravilha discreta de assear a vida, o caminhar, os semideiros, os rostos nesta dócil pausa e neste imenso perdão.

Contarás de Abril as casas de mil sóis, a imponderável descoberta dos sussurros, a brancura inadiável da perseverança, o resplendente varar dos dias, a feira alvoroçada das horas.

Contarás de Abril a visão e o visto.

Contarás de Abril as mãos dadas. Contarás de Abril o renascer da essencial frescura.

Contarás de Abril. Contarás, meu amor.

Baptista-Bastos

 

14.5.25

PROVÉRBIOS DE MAIO (II)

- Chovam trinta Maios e não chova em Junho.

- Chova-te o ano todo, mas a mim, Abril e Maio.

- Chuva da Ascensão, das palhinhas faz pão,

- Chuva de Ascensão não dá palhas nem pão.

- Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.

- Chuvas da Ascensão, bebem vinho e comem pão.

- Chuvinha da Ascensão, até da palha faz pão.

- De Maio a Abril, ainda que te pese, me hei-de rir.

- De Maio a Abril, há muito que pedir.

- De Maio a Abril, não há muito que rir.

- De Maio a Abril, pouco vai que rir.

- Deixa lenha para Maio, que a fome de Maio sempre veio e há-de vir.

- Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.

- Dia de Maio, dia de má ventura, mal amanhece, logo escurece.

- Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.

- Dias de Maio, dias de amargura, mal amanhece é logo noite escura.

- Diz Maio a Abril: ainda que te pese, me hei-de rir.

- Do mês de Maio o calor, de todo o ano, o valor.

- Em Abril, águas mil e em Maio, três ou quatro.

- Em Abril dorme o moço ruim e em Maio dorme o moço e o amo. 

- Em Abril e Maio, moenda para todo o ano.

- Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.

- Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.

- Em Abril queima a velha o carro e o carril e o que ficou, em Maio o queimou.

- Em Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro. 

* * Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com 

20.5.24

MAIO, MADURO MAIO!

 

1º. MAIO 
 
Há Maio em cada rosto
em cada olhar
que passa pelo asfalto da Avenida
Há Maio em cada braço
que se ergue
há Maio em cada corpo em cada vida
 
Há Maio em cada voz
que se levanta
há Maio em cada punho que se estende
há Maio em cada passo
que se anda
há Maio em cada cravo que se vende
 
Há Maio em cada verso
que se canta
há Maio em cada uma das canções
há Maio que se sente
e contagia
no sorriso feliz das multidões
 
Há Maio nas bandeiras
que flutuam
e mancham de vermelho
o céu de anil
Há Maio de certeza
em cada peito
que sabe respirar o ar de Abril
 
Mas há Maio sobretudo
no poema
que se escreve sem ler o dicionário
porque Maio há-de ser
mais do que um grito
porque Maio é ainda necessário
 
Canto Maio e se canto
logo existo
que o meu canto de Maio é solidário
  1. com o canto que escuto
e em que medito
e que sai da boca do operário
 
* Fernando Peixoto

14.5.23

CRÓNICAS DA TABANCA: Maio, maduro Maio, em Bissau

Há 49 anos, num dos dias de Maio, cheios de alegria e Liberdade e ainda alguma apreensão, neste edifício da imagem, que é a sede do Benfica de Bissau (já era, na altura) participei pela primeira vez na vida, num Grande Comício, uma  Reunião Geral das Forças Armadas, com representantes de todas as unidades militares da cidade. Foi uma coisa nunca vista, quase indescritível e reveladora do espírito e da ânsia de liberdade. O edifício cheio, a rebentar pelas costuras, toda a gente a querer falar e a "botar para fora" anos e anos de palavras sufocadas, aprisionadas, amordaçadas. Fez-se alguma ordem, por fim. Camaradas já com alguma experiência política de sessões da CDE ou outras, apelaram à calma, mas as reivindicações não se fizeram esperar. Cada unidade queria isto e mais aquilo. Os furriéis milicianos do Q.G exigiam utilizar a piscina dos oficiais. Era um nunca mais acabar de pedidos e exigências, até que um grupo de enfermeiros dos Serviços de Saúde, com as batas "ensanguentadas", pediu silêncio e entre tantas centenas de militares fez ecoar pela enorme sala a palavra de ordem: "Não queremos ver mais sangue nos Hospitais! Queremos a Paz! Fim à Guerra!".  
Tanto bastou para que se pedisse, de imediato, o fim das hostilidades e a Independência, não só para a Guiné como para as colónias.
Esta sessão ficou gravada na minha memória e com o decorrer dos anos, fui melhorando a percepção do que ali ocorrera e destacando muitos dos pormenores que tinham sido focados em "bruto". Entre estes, a presença de alguns militares dos "comandos africanos", uma tropa de elite que começara com o famoso grupo de Marcelino da Mata, estimulado pelo general Spínola e evoluiu para um pelotão e depois para um Batalhão. Procuravam passar despercebidos, mas, sei, agora que, devido às proporções que o movimento tomara - e aquela reunião era um claro sinal - estavam apreensivos quanto ao seu futuro. Para muitos não foi o melhor, perseguidos pelos seus próprios irmãos e compatriotas. A liberdade tem por vezes, caminhos diversos e obscuros. Para uns começava um tempo de alegria e de esperança no futuro. Para outros, o mesmo tempo de mudança, significava medo, incerteza, apreensão. Talvez, por isso, nunca esqueci aqueles rostos que no mesmo salão, esfuziante de alegria e entusiasmo, disfarçavam o desconforto e a tristeza de um tempo amargo e incerto que adivinhavam próximo...

Mário Mendes

3.5.22

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Maio (III)

 - Maio pardo, Junho claro, fazem o lavrador honrado.
- Maio pardo, Junho claro.
- Maio pardo. Junho claro, fazem pão grado.
- Maio pedrado destrói os pastos e não farta o gado.
- Maio pequenino, de flores enfeitadinho.
- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
- Maio que não rompe uma croça, não é Maio.
- Maio que seja de gota e não de mosca.
- Maio rompe uma croça.
- Maio serôdio ou temporão, espiga o grão
- Maio ventoso, ano formoso.
- Maio ventoso, ano rendoso.
- Maio venturoso, ano venturoso.
- Maio, ao princípio chuvoso e no meio pardo, enche o saco.
- Maio, cava de raio.
- Maio, come o trigo e Agosto, bebe o vinho.
- Maio, engrandecer; Junho, ceifar.
- Mal vai ao Maio se o boi não bebe na pegada.
- Março amoroso, Abril chuvoso, Maio ventoso, São João calmoso, fazem o ano formoso.
- Março amoroso, Abril ventoso e Maio remeloso, fazem o ano formoso.

* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

2.5.22

TRADIÇÃO ORAL - Provérbios de Maio (I)

- Águas de regar, de Abril e Maio hão-de ficar.
- Ainda não nasceu nem há-de nascer, quem em Maio o Sete-estrelo há-de ver.
- As favas, Maio as dá e Maio as leva.
- Boa cepa, Maio a deita.
- Borreguinho de Maio, se to pedirem, dai-o.
- Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
- Chova-te o ano todo, mas a mim, Abril e Maio.
- Chuva da Ascensão, das palhinhas faz pão,
- Chuva de Ascensão não dá palhas nem pão.
- Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.
- Chuvas da Ascensão, bebem vinho e comem pão.
- Chuvinha da Ascensão, até da palha faz pão.
- De Maio a Abril, ainda que te pese, me hei-de rir.
- De Maio a Abril, há muito que pedir.
- De Maio a Abril, não há muito que rir.
- De Maio a Abril, pouco vai que rir.
- Deixa lenha para Maio, que a fome de Maio sempre veio e há-de vir.
- Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.
- Dia de Maio, dia de má ventura, mal amanhece, logo escurece.
- Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.

* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

24.5.21

TRADIÇÃO ORAL: PROVÉRBIOS DE MAIO (VII)

- Em Maio, as cerejas, come-as a velha ao borralho.
- Em Maio, até a unha do gado faz estrume.
- Em Maio, bebe o boi no rego.
- Em Maio, canta o gaio.
- Em Maio, cerejas ao borralho.
- Em Maio, chocai-o.
- Em Maio, com sono caio.
- Em Maio, come a velha a cereja ao borralho.
- Em Maio, deixa a mosca o boi e toma o asno.
- Em Maio, espetam-se as rocas e sacham-se as portas.
- Em Maio, gradai-o.
- Em Maio, há muito ceifão, mas em Junho é que se vê quem eles são.
- Em Maio, iguala o pão com o mato, a noite com o dia, o Sol com a Lua e o Manei com a Maria.
- Em Maio, já a velha aquece o palácio.
- Em Maio, lava-se com água pelo rego.
- Em Maio, nem à porta de casa saio.
- Em Maio, o calor, a todo o ano dá valor.
- Em Maio, o rafeiro é galgo.
- Em Maio, onde quer eu caio.
- Em Maio, passarinho em raio. 

* Recolha de Hernâni Matos in http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

18.5.21

TRADIÇÃO ORAL: PROVÉRBIOS DE MAIO (VI)

- Março amoroso, Abril ventoso e Maio remeloso, fazem o ano formoso.
- Mês de Maio, mês de má aventura, apenas anoitece é logo noite escura.
- Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.
- Não há luar como o de Maio, mas lá virá o de Agosto que lhe dará no rosto.
- Não há Maio sem trovões, nem homem sem calções.
- O Maio me molha, o Maio me enxuga.
- Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir dai-o.
- Pela Ascensão coalha a amêndoa e nasce o pinhão.
- Pela Ascensão nasce o pinhão.
- Por Abril dorme o moço madraceirão e por Maio, dorme o moço e o patrão.
- Por Abril, dorme o moço ruim e por Maio, dorme o moço e o amo.
- Por onde Abril e Maio passou, tudo espigou.
- Por onde Maio passou nado, tudo deixou espigado.
- Por Santo Urbão (25 de Maio), gavião na mão.
- Primeiro de Maio molhado, fruta bichada.
- Primeiro de Maio, corre o lobo e o veado.
- Quando chove na Ascensão, até as palhinhas dão pão.
- Quando em Maio arrulha a perdiz, ano feliz.
- Quando em Maio não troa, não é ano de broa.
- Quando em Maio relva, nem pão, nem erva.

* Recolha de Hernâni Matos in http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

11.5.21

TRADIÇÃO ORAL: PROVÉRBIOS DE MAIO (IV)

- Dias de Maio, dias de amargura, mal amanhece é logo noite escura.
- Diz Maio a Abril: ainda que te pese, me hei-de rir.
- Do mês de Maio o calor, de todo o ano, o valor.
- Em Abril, águas mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril dorme o moço ruim e em Maio dorme o moço e o amo.
- Em Abril e Maio, moenda para todo o ano.
- Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.
- Em Abril queima a velha o carro e o carril e o que ficou, em Maio o queimou.
- Em Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro.
- Em casa vazia, Maio depressa se avia.
- Em Dezembro, descansar; em Janeiro, trabalhar.
- Em Janeiro junta a perdiz ao parceiro, em Fevereiro faz um rapeiro, em Março faz o covacho, em Abril enche o covil, em Maio, pi-pi-pi para o mato.
- Em Maio a quem não tem basta-lhe o saco.
- Em Maio bonitão, come-se vinho e muito pão
- Em Maio come a velha as cerejas ao borralho e ainda guarda o canhoto para Junho.
- Em Maio, a chuvinha da Ascensão dá palhinhas e dá pão.
- Em Maio, a quem não tem basta-lhe o saco.
- Em Maio, ainda os bois estão oito dias ao ramalho.
- Em Maio, as cerejas uma a uma, leva-as o gaio; em Junho a cesto e a punho.

* Recolha de Hernâni Matos in http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

1.5.21

TRADIÇÕES: Provérbios de Maio (I)

 

- Águas de regar, de Abril e Maio hão-de ficar.
- Ainda não nasceu nem há-de nascer, quem em Maio o Sete-estrelo há-de ver.
- As favas, Maio as dá e Maio as leva.
- Boa cepa, Maio a deita.
- Borreguinho de Maio, se to pedirem, dai-o.
- Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
- Chova-te o ano todo, mas a mim, Abril e Maio.
- Chuva da Ascensão, das palhinhas faz pão,
- Chuva de Ascensão não dá palhas nem pão.
- Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.
- Chuvas da Ascensão, bebem vinho e comem pão.
- Chuvinha da Ascensão, até da palha faz pão.
- De Maio a Abril, ainda que te pese, me hei-de rir.
- De Maio a Abril, há muito que pedir.
- De Maio a Abril, não há muito que rir.
- De Maio a Abril, pouco vai que rir.
- Deixa lenha para Maio, que a fome de Maio sempre veio e há-de vir.
- Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.
- Dia de Maio, dia de má ventura, mal amanhece, logo escurece.
- Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.

19.5.20

SAÚDE: Fundação Portuguesa de Cardiologia apela à demonstração de afectos "digitais" em tempo de pandemia

Campanha Maio, Mês do coração
 No mês dedicado à sensibilização para as doenças do coração, a Fundação Portuguesa de Cardiologia está a promover uma campanha que pretende consciencializar para a importância do distanciamento social e incentivar as pessoas a demonstrarem os afetos através dos meios digitais.
Na imagem da campanha pode ver-se um telemóvel à frente da boca das pessoas, como se de uma máscara se tratasse, lembrando o quão importante é a adoção de comportamentos de segurança. Por outro lado, a Fundação Portuguesa de Cardiologia quer passar uma mensagem de incentivo para que as pessoas não se isolem no que se refere às suas saudades e demonstrem os seus afetos “digitalmente”, protegendo o coração da Covid-19.
“Esta campanha pretende passar uma mensagem a todos os doentes cardiovasculares, que fazem parte do grupo de risco, mas também a toda a população no geral. Todas as pessoas devem seguir escrupulosamente as orientações das autoridades de saúde, nomeadamente o distanciamento social, mas acreditamos que os afetos são muito importantes nesta fase. Quem tem problemas cardiovasculares não deve facilitar, mas pode e deve reforçar a proximidade digital para matar saudades das pessoas que mais gosta”, sublinha Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
Luís Negrão, assessor médico da Fundação Portuguesa de Cardiologia, relembra que “os doentes não devem descurar as medidas de segurança. Devem utilizar a máscara, respeitar o confinamento e o distanciamento social, mas também nada impede a manifestação de afetos, ternura e carinho através de um computador, tablet ou telemóvel. Os afetos também são amigos do coração”.
19 de maio de 2020 – FPC