31.3.22

USNA/CGTP-IN organiza tribuna de denúncia do processo de Municipalização

 
No próximo dia 1 de Abril, os Municípios recebem definitivamente competências descentralizadas em mais de 20 áreas, por via da aplicação da Lei nº 50/2018.
O Movimento Sindical Unitário de Classe da CGTP-IN tem vindo a denunciar o verdadeiro objectivo deste processo, a desresponsabilização do Estado das suas funções sociais, bem como as suas consequências, já sentidas nos concelhos onde se implementaram os chamados projectos piloto.
Porque este é um processo que diz respeito a todos e todos merecem perceber o que está em causa, no dia 1 de Abril, sexta-feira, pelas 8h15, junto à Escola Secundária de Ponte de Sôr, uma das escolas que passará a ser gerida pela autarquia, a USNA/CGTP-IN irá organizar uma tribuna pública com distribuição de documentos à comunidade escolar.
O Depº de Informação da USNA/cgtp-in


ALPALHÃO: General Rovisco Duarte apresenta livro no Centro Cultural

O General Rovisco Duarte irá apresentar no próximo sábado, 2 de abril, pelas 16 horas, no Centro Cultural José Maria Moura, em Alpalhão, o livro da sua autoria "Exército Português 1974-2019, 45 Anos em Democracia", que aborda a história do ramo de 1974 a 2019 e conta com prefácio de Ramalho Eanes.

27.3.22

VILA VELHA DE RÓDÃO: Apresentação de livro junta à conversa Luís Raposo e Luís Osório na Casa de Artes

No próximo dia 2 de abril, sábado, às 15h30, o auditório da Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, recebe a apresentação do livro “Arqueologia, Património e Museus” da autoria de Luís Raposo, uma iniciativa que juntará à conversa o arqueólogo e membro da “Geração do Tejo” e o jornalista Luís Osório.
Antigo diretor do Museu Nacional de Arqueologia e presidente da Associação Profissional de Arqueólogos, Luís Raposo é igualmente presidente da Aliança Regional Europeia do Conselho Internacional dos Museus e vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses e tem sido consultor e parceiro indispensável na criação e desenvolvimento da estratégia de divulgação do património arqueológico do concelho, particularmente no que respeita à arte rupestre do vale do Tejo.
Meio século de intervenção cívica e cultural com a arqueologia, o património e os museus como o pretexto será o mote para esta conversa, que esteve inicialmente agenda para novembro do ano passado e teve de ser adiada. Frente a frente estarão dois grandes comunicadores, que prometem proporcionar uma tarde estimulante e imperdível, como sempre nos habituaram Luís Raposo e Luís Osório.
A participação neste evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição através dos contactos da Casa de Artes e Cultura do Tejo (cactejo@cm-vvrodao.pt) ou da Biblioteca Municipal José Baptista Martins (biblioteca@cm-vrodao.pt).


26.3.22

VILA VELHA DE RÓDÃO: Município e Associação de Estudos Alto Tejo promovem colóquio sobre a arqueologia em Ródão


O Município de Vila Velha de Ródão e a Associação de Estudos do Alto Tejo promovem no próximo dia 1 de abril, na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, um colóquio dedicado ao tema “Arqueologia em Ródão: trabalhos recentes”.
A iniciativa, que decorre ao longo do dia, entre as 9h00 e as 19h00, assume-se como uma jornada de divulgação dos resultados obtidos com as mais recentes intervenções arqueológicas realizadas no território do concelho e conta com a presença dos principais académicos que, nos últimos anos, têm desenvolvido trabalho na região, palco de descobertas arqueológicas de importância internacional, como são os casos da ocupação do Paleolítico e do Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo.
De entre os participantes, destacam-se Luís Raposo, arqueólogo da chamada “Geração do Tejo” e presidente da Associação Profissional de Arqueólogos e da Aliança Regional Europeia do Conselho Internacional dos Museus, que falará sobre o “muito que foi feito” e o “muito que falta fazer” sobre o Paleolítico de Ródão; Telmo Pereira, professor do Departamento de História, Artes e Humanidades da Universidade Autónoma de Lisboa e investigador e colaborador em vários projetos na área da pré-história, cuja intervenção se centrará sobre a investigação e o património relacionado com os Neandertais e pré-Neandertais na região; ou Mário Benjamin, arquiteto responsável pelo projeto do Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo, que apresentará um balanço prospetivo sobre este equipamento que está atualmente a ser alvo de obras de requalificação.
A participação neste colóquio é gratuita, mas está sujeita a inscrição obrigatória através do formulário online disponível na página do Município de Vila Velha de Ródão ou da página de Facebook da Associação de Estudos do Alto Tejo (https://forms.gle/BjX6a6UNYVZUeLbX7).

PORTALEGRE: Exposição “Louça de Sacavém na memória da vida portuguesa”

A 26 de março, pelas 18h00, inaugura no Museu Municipal de Portalegre a exposição “Louça de Sacavém na memória da vida portuguesa”, que reúne peças do colecionador Miguel Calado e de alguns sócios dos Amigos da Loiça de Sacavém.
Sendo o Museu Municipal de Portalegre conhecido por ser detentor de uma coleção de faiança portuguesa, que reúne peças de olarias e fábricas que laboraram entre o séc. XVI e o séc. XX, esta mostra vem dar a conhecer a produção de uma marca que laborou ininterruptamente de meados do séc. XIX até 1994, evoluindo e adaptando-se às exigências de cada tempo.
A expressão “Sacavém é outra loiça” evidencia a versatilidade da fábrica naturalmente, mas também desta exposição, que consegue congregar e dar a conhecer um variado conjunto de peças utilitárias e artísticas, abarcando a loiça de mesa, a loiça decorativa, a loiça sanitária e de higiene e a azulejaria.
Em destaque a coexistência de peças comuns, presentes em quase todos os lares nacionais, com algumas de notável antiguidade, de que apenas sobrevivem raros exemplares.
Patente até 30 de outubro de 2022, a exposição pode visitar-se de terça a domingo nos seguintes horários:
9h00 – 12h30 e 13h30 – 17h00 (horário de inverno)
9h30 – 13h00 e 14h30 – 18h00 (horário de verão, vigente a partir de 29 de março)


25.3.22

EXPOSIÇÃO: "A Resistência Estudantil à Ditadura" em Braga e Guimarães

 
UNIVERSIDADE DO MINHO – ABERTURA A 24 DE MARÇO
Em colaboração com a Universidade do Minho apresentamos a Exposição que esteve originariamente no ISCTE, sobre o papel da resistência estudantil à ditadura. A exposição divide-se por dois núcleos, um na Biblioteca Geral, no Campus de Gualtar, em Braga, e outro na Biblioteca do Campus de Azurém, em Guimarães.
A abertura ao público ocorre no dia 24 de Março próximo e a Exposição estará aberta até ao fim de Abril.
Em data a anunciar faremos uma visita guiada à Exposição.


AMIEIRA DO TEJO: Cerimónias dos Santos Passos

 

24.3.22

VIDIGUEIRA: Sessão de Reabertura da Universidade Sénior

Tendo em vista dar continuidade à Universidade Sénior, o Município de Vidigueira vai realizar uma sessão de reabertura para os cerca de 70 alunos inscritos neste ano letivo, na próxima terça-feira, 29 de março, pelas 10 horas,  no Centro Interpretativo do Vinho de Talha, em Vila de Frades.
O transporte para a sessão é assegurado pela autarquia nos seguintes locais e horários:
Alcaria da Serra │8H30
Marmelar │ 8H45
Pedrógão do Alentejo │ 9H
Selmes │ 9h15
Vidigueira │ 9H30
A Universidade Sénior de Vidigueira é projeto socioeducativo e cultural, promovido pela autarquia, que tem como finalidade implementar um ensino informal que contribua para a formação ao longo da vida da população com mais de 55 anos, proporcionando maior qualidade de vida e um envelhecimento ativo saudável.
Para além das disciplinas lecionadas em contexto sala de aula, tem igualmente como objetivo proporcionar aos alunos visitas de estudo e outras atividades complementares que promovam o convívio, a troca de saberes, de experiências e a consolidação de conhecimentos adquiridos nas aulas.
Os alunos podem escolher de entre as seguintes disciplinas que serão complementadas, ao longo do ano letivo, com a realização de diversas atividades socioeducativas (workshops temáticos, visitas de estudo, atividades culturais, desportivas e de lazer):
Novas Tecnologias de Informação e Comunicação 
Promoção da Saúde 
História (Património Regional e Local) 
Língua Inglesa 
Área das Expressões (plástica, musical, tuna, motora, hidroginástica) 
Laboratório de Memórias
Mais informações:
Câmara Municipal de Vidigueira
Tel. 964 369 497
universidade.senior@cm-vidigueira.pt

Passeio guiado pelo Centro Histórico de Portalegre

 
Assinala o dia 28 de Março - DIA NACIONAL DOS CENTROS HISTÓRICOS
O projeto Entre Tempos irá desenvolver o segmento Entre Museus e Património, no próximo dia 28 de março 2022, neste dia comemora-se o Dia Nacional dos Centros Históricos.
Neste sentido, vimos convidar a V. Exa a participar e a conhecer alguns dos marcos importantes do Centro Histórico da Cidade de Portalegre, o passeio será guiado pela Professora Isilda Garraio.
Informações do Passeio:
Dia: 28 março 2022
Horário: 10 horas
Local de encontro: Porta de Alegrete (junto à Praça da República)
Pontos de interesse do passeio:
- Arco do Bispo (Crato)
- Rua da Sé
- Largo do Pocinho. 
- Rua do Pirão 
- Porta do Postigo
- Porta da Devesa 
Compareça, estamos à sua espera!

ALPALHÃO: Procissão dos Passos 2022

 

23.3.22

ALPALHÃO: XXIII Feira dos Enchidos 2022

 
Alpalhão volta a estar em festa no próximo dia 2 de abril com a XXIII Feira dos Enchidos!
Os sabores! Os saberes! A cultura alpalhoeira num evento que promove a nossa terra e prova o seu elevado valor!
Contamos com a sua presença!

PONTE DE SOR: Prémio literário José Luís Peixoto dedicado à Poesia

 
A Câmara Municipal de Ponte de Sor volta a promover mais uma edição do Prémio Literário José Luís Peixoto, como forma de homenagear o escritor natural da freguesia de Galveias, concelho de Ponte de Sor, que dá nome ao Prémio.
«A necessidade de incentivar a criatividade literária entre os jovens, bem como o gosto pela escrita, que se consideram atividades essenciais para um bom desenvolvimento intelectual são predicados que norteiam este Prémio Literário que tem granjeado muita notoriedade há mais de uma década», refere a autarquia.
Podem concorrer cidadãos de nacionalidade portuguesa e a naturais e/ou residentes em países de língua oficial portuguesa que completem 25 anos até ao dia 31 de dezembro de 2022
Este ano, o Prémio Literário é referente à Poesia, estando fixada a data limite 31 de maio do presente ano, para a entrega dos trabalhos para o endereço eletrónico premio.jlpeixoto@cm-pontedesor.pt.
O regulamento do Prémio e todas as informações estão disponíveis em www.cm-pontedesor.pt


NISA VIVA: Saíu a público o número 35 da Revista

 
História, património, tradições, poesia, novas publicações sobre o concelho e uma diversidade de outros assuntos, fazem do número 35 da revista "Nisa Viva", acabado de sair a público, um autêntico manancial de informações de carácter cultural e histórico sobre o concelho de Nisa.
A abrir, no Editorial, António Montalvo escreve sobre a guerra na Ucrânia, tema que é retomado na última página nas "Cartas do Dr. Fadagosa".
De Património tratam as páginas seguintes em artigos de José Carmona Ribeiro sobre os "Rostos de Maria", texto suporte de uma Exposição de Escultura e Pintura patente na Capela do Calvário em Nisa, e de José Dinis Murta sobre os "Postigos de Nisa", enquanto José Manuel Lopes recorda a restauração da Capela de Santo António há 50 anos.
A revista dá conta de três edições literárias publicadas em 2021, nomeadamente, a publicação dos livros "Pé da Serra - Memórias colectivas" da autoria de Vera Sousa; de "Alpalhão - Palavras, falares e modos de dizer de uma vila alentejana, escrito por José Caldeira Martins e de "Loetras" que inclui " O falar de Montalvão" e "Dicionário de Montalvão", obra da autoria de João Fidalgo, que assina o texto de apresentação do livro. Maria da Cruz Moura lembra o Entrudo em Nisa nas décadas de 50 e 60 do século passado num texto pleno de energia, humor e... nostalgia. 
As páginas centrais da "Nisa Viva" reproduzem textos e quadros sobre um drama da história local (e nacional) que atingiu milhares de crianças e famílias. Jorge Catarino fala-nos de "Os Expostos no concelho de Nisa" no período de 1843 a 1851. É um estudo que merece ser lido e... reflectido. 
Tema em destaque é também a  questão, tantas vezes mal tratada da Velhice e da necessidade de apostar num envelhecimento saudável, num texto é de Maria José Mandeiro. 
Um poema sobre a Pandemia, de João R., conselhos úteis sobre a segurança na internet e a exposição nas redes sociais são um alerta de Filipa Pimentel para todos quantos utilizam as plataformas digitais. Não faltam neste número da "Nisa Viva" notícias sobre algumas iniciativas da Associação, uma Receita Gastronómica de Lúcia Bicho Temudo e a finalizar, as "Cartas do Dr. Fadagosa" esta, a destoar dos textos críticos, humorísticos e mordazes a que o autor nos habituou, ou não fosse a guerra e suas implicações na vida das pessoas e dos povos, o tema sério e final desta edição da revista.

22.3.22

LISBOA: Colóquio "Primaveras Estudantis - da crise de 1962 ao 25 de Abril"

 
No próximo dia 24 de março assinalam-se mais dias de democracia do que ditadura em Portugal. Este momento, de um profundo simbolismo, é o ponto de partida para as comemorações oficiais dos 50 anos da revolução em Portugal – e, coincidência feliz, é também a data em que se cumprem os 60 anos da crise académica de Lisboa. (...) O papel do movimento associativo estudantil, traduzido nas várias crises académicas que enfrentaram a ditadura, é, por isso, um dos temas em destaque nas celebrações».
Para assinalar a data, realiza-se na quinta-feira, a partir das 9h30, o colóquio Primaveras Estudantis: Da crise de 1962 ao 25 de Abril, promovido pela Comissão Comemorativa do 25 de Abril e pela Universidade de Lisboa. A entrada é livre, sujeita a inscrição.
No decurso da sessão, será apresentado o documentário «Sampaio, Caetano e Salazar: o confronto de 1962», realizado pelo jornalista Jacinto Godinho e produzido pela RTP. Também amanhã, às 18h00, será inaugurada a exposição alusiva ao tema do colóquio, que ficará patente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa.

Abril é Agora promove visita guiada à “Lisboa Operária”

 
A 26 de março, realizar-se-á a visita guiada por Raimundo Santos “Lisboa Operária: A classe operária na zona Oriental de Lisboa”. O roteiro inclui coletividades e associações culturais, recreativas, musicais e desportivas, cooperativas de consumo e sedes e delegações de sindicatos ou associações de classe e um centro republicano.
Mais informações em www.abrilagora.pt

GAVIÃO: Caminhada de Inauguração da Rota da Sirga - PR8

 

PONTE DE SOR: Apreensão 157 artigos contrafeitos

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Ponte de Sor, no dia 19 de março, identificou um homem e uma mulher de 62 e 65 anos pelo crime de contrafação, tendo apreendido 157 artigos contrafeitos, em Ponte de Sor.
No decorrer de uma operação policial, na feira de Ponte de Sor, foram apreendidos 157 pares de calçado contrafeitos de diversas marcas, que se encontravam a ser comercializados no recinto da feira. No decorrer da ação foram identificados um homem e uma mulher de 62 e 65 anos.
Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre.
Esta ação contou com o reforço de uma equipa do Destacamento de Intervenção (DI) de Portalegre e um binómio cinotécnico.

20.3.22

OPINIÃO: Fim à Guerra!

Da Idade Média, temos muitos registos de crueldades de figuras com poder. É o caso de Genghis Khan (ac. 1158 –1227) na Mongólia, responsável por 40 milhões de mortos e Tomás de Torquemada (1420–1498), o Grande Inquisidor, responsável por aproximadamente 20 mil pessoas queimadas na fogueira.
Já no século XX, tivemos Estaline (1878–1953) com os terríveis gulags, campos de trabalhos forçados, 700 mil executados e mais de um milhão de presos; o nazi Adolf Hitler (1889–1945), foi o responsável pelas duas maiores guerras no mundo com milhões de mortos; Hitler foi apoiado pelo fascista italiano Benito Mussolini (1883–1945) e estes dois apoiaram o ditador espanhol Francisco Franco (1892–1975) que, também, era apoiado pelo ditador português, António Salazar responsável pela morte de cerca de 10 mil portugueses, milhares de feridos e deficientes na guerra colonial.
Podemos ainda nomear o romeno Ceausescu (1918–1989), que perseguiu dezenas de milhões de pessoas e foi responsável pela morte de centenas de milhares de pessoas; ainda Augusto Pinochet (1915–2006) no Chile com milhares de torturados e desaparecidos. E as guerras mais recentes como o Vietnam, Iraque, Kosovo, Afeganistão, Síria, assim como os conflitos em África, outros no Médio Oriente e agora na Ucrânia, mostram que a paz é um déjà vu.
As tiranias continuam e perante os interesses, até são toleradas; as guerras continuam e perante os interesses até são ignoradas. Desde os horrores no Darfur (Sudão), ao que a Nato fez com a ex-Jugoslávia e o que a Rússia já tinha feito na Tchetchénia e agora na Ucrânia, são a prova de que as Nações Unidas, infelizmente têm servido de capa ao imperialismo russo e americano.
Além dos conflitos, a história recente, mostra-nos as grandes potências mundiais na origem das maiores dores de cabeça para o mundo. Depois de uma crise financeira em 2008, com o epicentro nos EUA, a seguir fomos atacados por uma pandemia que parece ter vindo da China. Quando ainda não estamos refeitos, a limpeza étnica no Donbass feita por neonazis ucranianos contra ucranianos russófonos, também serviu de desculpa a Putin para esta guerra hedionda que abraçou.
O desastre humanitário está em curso e um dos exemplos mais relatados à parte dos que fogem da guerra, tem a ver com Mariupol sem eletricidade, água, comida e medicamentos. O frio, a fome e as pessoas a adoecerem, revela um cenário desolador impróprio do século XXI. As guerras têm provocado milhões de refugiados, umas por motivos religiosos, outros étnicos, económicos e também, perigosos interesses ideológicos.
Zelensky tem pedido ajuda para defender a Ucrânia da bárbara invasão e o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano (Dmytro Kuleba) anunciou a formação de uma Legião Estrangeira Ucraniana, uma ambição de uma parte da extrema-direita ucraniana. E está a atrair um pouco por todo o mundo, militantes de extrema-direita, o que dá alento ao batalhão terrorista Azov, milícia neonazi ucraniana, acusada de crimes de guerra.
Esta gente é contra a União Europeia e depois desta guerra, quem lhes tira as armas e o treino militar? E quem é que responde pelos milhões de euros que França, Alemanha e Itália entre outros encaixaram pela venda de armamento à Rússia nos últimos anos? Acreditem, a solução para a guerra não é a guerra e estes nacionalismos de extrema-direita que fomentam o ódio conseguem opor povos irmãos, perante a impotência da ONU. A solução passa por políticas unificadoras e internacionalistas.
Os neonazis e a extrema-direita de leste estão ao rubro, indianos e negros que querem sair da Ucrânia são obrigados a dar prioridade aos ucranianos. Na Europa a extrema-direita está dividida entre a supremacia branca na Ucrânia e na Rússia; Gandhi, teria vergonha disto tudo. E o povo russo? Quem lhes vai dar força para combater o tirano e mafioso Putin, a reedição de Salazar na Rússia? Não são só os russos, todos temos de combater estes crescentes nacionalismos personificados pela extrema-direita, que só promovem o ódio entre pessoas e povos.
Como se constata, da idade-média até hoje, assistimos ao aparecimento de pessoas e de políticas que causam muitas vítimas inocentes. O preço é alto e neste contexto, são sempre os mais vulneráveis a sofrer mais e a fome está aí à porta! Amanhã, é o dia do pai e devido à guerra, muitos pais estão afastados dos seus filhos, crianças que vivem cenários horríveis e muitas delas vão perder os seus pais numa guerra que não devia existir. Em nome dessas crianças, das mães e desses pais, FIM À GUERRA!
* Paulo Cardoso 18-03-2022 - Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre

HUMOR EM TEMPO DE GUERRA

Limpezas | cartoon editorial da revista de Domingo do CM. - Vasco Gargalo

TRADIÇÃO ORAL - Provérbios de Março (VIII)

 - Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
- No dia vinte e cinco de Março vêm as merendas, abalam os serões.
- No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
- O enxame de Março mete-o no regaço.
- O grão em Março, nem em casa nem no saco.
- O grão, em Março, nem na terra nem no saco.
- O sol de Março queima a menina no palácio.
- Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
- Poda em Março, vindima no regaço.
- Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.
- Podar em Março é ser madraço.
- Podar em Março ou no folhato.
- Pouca água em Março, pouco bagaço.
- Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
- Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.
- Quando o Março sai ventoso, sai o Abril chuvoso.
- Quando Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
- Quando troveja em Março, aparelha os cubos e o baraço.
- Quando troveja em Março, aparelha os cubos e o braço.
- Quando troveja em Março, aparelha os cubos e o sargaço.


* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


IPPORTALEGRE: Nova pós-graduação em Enoturismo

O Instituto Politécnico de Portalegre em colaboração com a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e com a Comissão Vitivinícola da Região Alentejana desenvolveram a Pós-Graduação em Enoturismo, que conta com o apoio da Agência Regional de Promoção Externa do Alentejo e da Comissão de Coordenação da Região Alentejo. 
A criação desta oferta formativa decorre da elevada importância que o setor do vinho e do turismo têm vindo a assumir na economia nacional. O setor do Enoturismo foi reconhecido como prioritário para o desenvolvimento turístico do país como pilar para a criação de produtos exclusivos dirigidos a segmentos de mercado que valorizem não só o vinho, mas também a identidade social e cultural das regiões onde se inserem estes projetos.
Nesse sentido, e sendo o Alentejo uma região de excelência em termos de produção de vinho e com vários projetos de Enoturismo de elevada qualidade, entendeu-se estarem reunidas as condições ótimas para a criação da Pós-Graduação em Enoturismo. 
Esta formação destina-se a empresários do setor, gestores e colaboradores de empresas enoturísticas, profissionais relacionados com a hotelaria e o turismo e todos os interessados na área da vinha, do vinho e do turismo. 
O curso funcionará em regime de B-Learning. Durante os dias úteis da semana, os formandos terão duas aulas online em horário pós-laboral. Por outro lado, e de forma a possibilitar o contacto presencial com as componentes mais sensoriais do curso e o conhecimento in loco de projetos emblemáticos de Enoturismo, realizar-se-á uma aula presencial por mês. De cariz prático, esta aula poderá decorrerá na Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre ou poderá consistir numa visita de estudo a projetos de Enoturismo, palco de experiências diferenciadoras e sustentáveis. 
Com esta oferta formativa, pretende-se dotar os formandos de conhecimentos sobre vinho, turismo e Enoturismo, que lhes permitam desenvolver projetos inovadores de Enoturismo, complementar os conhecimentos teóricos e práticos de profissionais que já desenvolvam as suas atividades nessa área ou na do vinho, proporcionar uma formação multidisciplinar que contribua para a aquisição ou aprofundamento de conhecimentos nas áreas da produção do vinho, do turismo, da gestão, do marketing, do empreendedorismo, do comportamento do consumidor, da história e da geografia das regiões vinícolas, entre outros.
Para que a frequência deste curso seja um momento de partilha de experiências e de conhecimentos enriquecedor, a formação estará a cargo de professores do Politécnico de Portalegre mas também de empresários e profissionais com vasta experiência e conhecimentos no setor Vitivinícola e do Turismo regional e nacional. 
Até 31 de março poderá ser possível realizar a candidatura online em www.ipportalegre.pt.

19.3.22

PONTE DE SOR: Lançamento do livro "Puta de Vida" de António Ricardo

 
Temos o prazer de comunicar o lançamento do livro “Puta de Vida” de António Ricardo. Será a 26 de março, pelas 16:00 h, em Ponte de Sor.
“Puta de Vida”, livro de António Ricardo com apresentação em Ponte de Sor
Acaba de ser dado à estampa um magnífico livro de um ponte-sorense de coração e penichense de berço.
“Puta de Vida”, assim se denomina o livro das edições Vieira da Silva e com assinatura de António Ricardo. Tem lançamento previsto para 26 de março, pelas 16:00 horas, na esplanada do Estaminé, em Ponte de Sor. Antes, a 20 de março, será apresentado em Carnaxide, prevendo-se sessões de testemunhos noutros locais do Alentejo, Peniche, Amadora, Braga e ainda na cosmopolita São Paulo.
Higino Maroto refere que: “puta de vida é o título que o António Ricardo dá às crónicas romanceadas que escreveu sobre a vivência nos bairros pobres dos arrabaldes de Lisboa, antes e após o 25 de Abril. (…) sem esforço, podem ser integradas na corrente literária do neorrealismo, tal a força das palavras e do relato da vida dos que nada tinham”.
António Ricardo possui um currículo invejável em termos de ações que visam modificar a vida das pessoas, possibilitando-lhes uma casa digna desse nome. Acompanhou profissionalmente, por exemplo, a reconversão do Casal Ventoso e participou em diversos fóruns ligados ao realojamento social. De momento reside em Ponte de Sor.
JR


SAÚDE: Bem-vinda Primavera, época das alergias!

Curiosamente, as diferentes estações do ano podem provocar alterações no nosso organismo. O velho ditado "a primavera, o sangue altera", poderá ter a ver com isto…
É frequente as pessoas se queixarem nesta altura do ano de "falta de energia", cansaço, cefaleia, problemas de concentração, alterações do humor, do sono... a famosa "astenia primaveral". Tudo isto parece ter relação com a adaptação à nova estação, aos dias maiores, com maior exposição solar, mudança de temperatura e de pressão atmosférica, e ainda ao aparecimento dos sintomas alérgicos.
As alergias primaveris são um problema cada vez mais frequente nas crianças, mas também nos adultos. Rinite, conjuntivite, asma e urticária são as manifestações alérgicas mais comuns na primavera, sendo os principais sintomas:
- Prurido ocular, lacrimejo, olhos vermelhos;
- Congestão nasal, espirros, rinorreia, prurido nasal, faríngeo, palato e canal auditivo;
- Prurido cutâneo, exantema, aparecimento ou exacerbação do ezcema;
- Tosse e dificuldade respiratória.
Trata-se de uma resposta exagerada do sistema imunológico frente a um ou vários alergénios do ambiente, ácaros e, principalmente, pólens. Em Portugal, devido ao clima, existem pólenes no ambiente o ano todo, sobretudo de fevereiro a outubro, com um pico máximo de abril a junho. Os principais pólenes implicados nos quadros alérgicos variam de região para região, sendo os mais frequentes, de um modo geral, algumas espécies de árvores, como a oliveira e o plátano, erváceas, como a parietária, plántago e artemísia e, sobretudo, o pólen de gramíneas, sendo este o principal responsável pelas alergias primaveris. É bastante comum haver sensibilização para mais do que uma espécie de pólen, inclusive a combinação de alergia a pólen e, concomitantemente, a ácaros ou fungos. Podem surgir em qualquer idade, embora sejam muito raras no recém-nascido, surgindo ao longo dos primeiros anos de vida.
Quando existe uma exposição ao alergénio, este é reconhecido por umas células presentes na pele e nas mucosas que, por sua vez, desencadeiam uma resposta com formação de anti-corpos do tipo IgE. Estes anti-corpos, quando se fixam aos mastócitos presentes em pele e mucosas, serão os responsáveis pela libertação de Histamina e outras substâncias inflamatórias que provocarão os sintomas alérgicos, sobretudo a nível de pele, mucosas e aparelho respiratório. Por vezes, os sintomas alérgicos podem ser confundidos com uma simples “constipação” ou um quadro de rinofaringite vírica, porém, a doença alérgica raramente se manifesta com febre e os sintomas não se prolongam no tempo ou são recidivantes.
De todas as manifestações alérgicas, a rinite é a mais prevalente, estimando-se que 30% dos portugueses sofram de rinite alérgica. A gravidade das manifestações está ligada ao grau de sensibilização alérgica e à concentração de pólen no ar e da sua exposição, no caso dos polínicos. Este processo inflamatório alérgico tem tendência a persistir e cronificar ao longo do tempo, com sintomas recorrentes, ou mesmo agravar-se, desenvolvendo asma.
O diagnóstico de alergia ao pólen passa por uma história clínica detalhada, acerca do tipo de sintomas e os períodos de agravamento, uma exploração física completa e um rastreio de sensibilização alérgica através de testes cutâneos e/ou análises.
Podemos prevenir os sintomas alérgicos?
É impossível a evicção completa da exposição aos pólenes responsáveis pelos nossos sintomas alérgicos, mas podemos reduzir a exposição através de algumas medidas:
Consultar o boletim polínico semanal que divulga as previsões de quantidades de pólen nas diferentes regiões, evitando-se sair nos dias de maior concentração polínica;
Evitar estar ao ar livre nas primeiras horas da manhã, sobretudo nos dias de muito vento e sol, quando existe mais pólen, e arejar as divisões da casa na parte da tarde;
Ao chegar a casa, tomar banho, mudar de roupa e fazer lavagem nasal com soro fisiológico;
Optar por ir de carro ou de transporte público até à escola ou trabalho; ir de janelas fechadas e usar/substituir regularmente os filtros anti pólen do ar condicionado;
Usar óculos escuros para aliviar os sintomas oculares;
Evitar idas ao campo e atividades ao ar livre nos dias de maior concentração de pólen.
A importância da alimentação
Sendo a base deste problema um quadro inflamatório mediado pela libertação de histamina, faz sentido o consumo de alimentos ricos em vitaminas e minerais, com efeito anti-inflamatório e antioxidantes, evitando outros alimentos considerados "libertadores de histamina", os quais poderão contribuir negativamente no controlo dos sintomas alérgicos.
No que respeita aos alimentos que funcionam como "aliados", privilegiar o consumo de peixe azul, sementes de cânhamo, linhaça, kefir, leguminosas, levedura de cerveja, gérmen de trigo, cebola, alho, agrião, couve kale, gema de ovo, tomilho, algas clorella, espirulina, sementes de chia, bagas de goji, geleia real, açaí, gengibre e canela.
Por outro lado, é aconselhado evitar alimentos chamados “libertadores de histamina”, pró-inflamatórios, nomeadamente: açúcar, cacau, enchidos, fumados, enlatados/conservas, queijos curados, vinagre, citrinos, tomate, marisco, molhos com glutamato, entre outros.
Medicamentos para alívio de sintomas
Nos doentes alérgicos, sobretudo nas crianças, os medicamentos homeopáticos são uma excelente opção terapêutica, quer a nível da prevenção quer no controlo de sintomas nos períodos críticos. Também podem ser usados como complemento à medicação habitual, nomeadamente anti-histamínicos ou de outro género, uma vez que não há incompatibilidades. São seguros, eficazes e sem efeitos secundários de relevo.
Pulmo Histaminum 15CH: excelente medicamento que atua quer na prevenção como na fase aguda da doença; tem um efeito inibidor na libertação de histamina e de outros mediadores da cascata alérgica; pode ser tomado na forma de 5 grânulos duas vezes por dia a modo de prevenção desde a fase pré-polínica até junho; pode-se aumentar as tomas na fase mais crítica;
Allium cepa 9CH: indicado quando predomina um corrimento nasal claro e irritativo, espirros (estes sintomas pioram com o calor);
Apis mellífica 15CH: têm um efeito anti-inflamatório, alivia a sensação de “comichão” e ardor nos quadros de rinite e conjuntivite alérgica;
Euphrasia officinalis 9CH: conjuntivite com lacrimejo claro irritativo, olhos vermelhos com sensação de “areia” nos olhos;
Nux vómica 9CH: se predominar a obstrução nasal e os espirros “em salvas”.
A dosagem será de 5 grânulos por toma, com intervalos e frequência variáveis consoante a sintomatologia.
A Homeopatia para os sintomas alérgicos pode ser uma boa opção terapêutica para reequilibrar o organismo e para reduzir sua reação à exposição a esses agentes.
Torna-se fundamental fazer um diagnóstico correto e um controle adequado dos sintomas, pelo impacto tão importante na qualidade de vida dos pacientes polínicos ao longo destes meses do ano.
* Dra. Maria Alfaro, Médica Pediatra


19 MARÇO - Poema para o Dia do Pai

 
Pai...
É aquele que nos dá a vida,
sem pedir nada em troca.
É quem cuida de nós, dando-nos amor e protecção.
É quem nos guia, até termos asas para voar...
Pai, é aquele que deixa de comer para nos dar,é quem se levanta cedo, e vai trabalhar,
para nada nos faltar.
Pai, é quem nos dá um grande sorriso, e um forte abraço.
Pai, é quem brinca connosco, é quem diz sim,
mas que também, diz não!
Pai, é aquele que mesmo não estando presente,
tem sempre o filho , no pensamento, e no coração.
Pai é aquele que nos transmite tanto com o seu olhar...
transmite-nos amor, segurança, alegria...
também, tristezas e preocupações,são tantas as emoções!
Pai, é aquele homem que ri,
que grita, e que também chora!
Pai, é um amor para toda a vida,
é único, amigo e verdadeiro!!!

"Obrigado pai, por existir, e por me ter feito existir também!"P.S-Dedico a todos os pais,e em especial ao meu: Manuel Nunes da Conceição.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta
19 de Março de  2022


18.3.22

EXEMPLO: Refugiados da Ucrânia chegaram ao Crato

O concelho do Crato acolheu 23 refugiados do conflito na Ucrânia numa articulação entre a Câmara Municipal do Crato, as Instituições Particulares de Solidariedade Social, a Segurança Social, o IEFP, os Bombeiros e as paróquias locais. 
O Município disponibilizou apoio logístico, transporte e acompanhamento técnico para acolher, acomodar e orientar a vida das famílias. Ficaram alojados em três locais distintos no concelho. 
Será dado apoio psicológico, médico e providenciadas condições de acomodação e habitabilidade. As crianças em idade escolar farão a sua integração no Agrupamento de Escolas do Crato e no Jardim Infantil a Eira, entidades que já se encontram preparadas para as receber. 
Joaquim Diogo, presidente da Câmara Municipal do Crato refere que “não podíamos ficar indiferentes a este conflito. Desde o primeiro momento condenámos publicamente a atuação da Rússia e assumimos o compromisso de envidar todos os esforços que estivessem ao nosso alcance para contribuir ativamente para encontrar uma solução, um futuro para estas pessoas,” e acrescenta que “para a nossa região é fundamental recebermos novas famílias, mas queremos que tenham condições para reconstruir as suas vidas e fixarem-se onde tiverem melhores oportunidades. Daremos o nosso melhor para os integrar e que vejam no Alto Alentejo um futuro com qualidade de vida.” 

NISA: Comemoração do Dia Internacional das Florestas

Praça da República - Nisa
21 de março | 10h

NISA: Conheça os Poetas do Concelho (XIV) - Joaquim Dias Tremoceiro


É da terra que nos vem 
É da terra que nos vem
Toda a nossa alimentação
Não a tenham ao desdém
Prestem-lhe mais atenção

A freguesia de Montalvão
Está muito abandonada
Essa pobre desgraçada
Que nos dava tanto pão
Hoje vive na solidão
Sem carinhos de ninguém
Todos a têm ao desdém
Ninguém lhe presta atenção
Sabendo que a nossa alimentação
É da terra que nos vem

Eu peço ao agricultor
Que a terra mande semear
E se fome não quer passar
E à terra tem amor
Mostre que é produtor
E do ser humano tenha compaixão
Deite à terra qualquer grão
Não a tenha ao desdém
Porque é dela que provém
Parte da nossa alimentação

Ao governo eu vou pedir
Que te dê condições
E te ceda alguns tostões
Para que possas prosseguir
E alguns até adquirir
Para nele empregares alguém
E como é dela que provém
Parte da nossa alimentação
Por ela tem consideração
Não a tenhas ao desdém.

Se o abandono for total
Nossa subsistência corre perigo
Por isso semeia trigo
Ou qualquer outro cereal
E cuida do teu olival
Para te dar melhor produção
E como a nossa alimentação
Também é dela que provém
Não a tenhas ao desdém
Prestem-lhe mais atenção.
Joaquim Dias Tremoceiro

PORTALEGRE celebra o Dia Mundial da Poesia


A 21 de março Portalegre celebra o Dia Mundial da Poesia com atividades na Biblioteca Municipal de Portalegre e na Casa Museu José Régio.
Tendo como público-alvo os Agrupamentos de Escolas e o público em geral, a Biblioteca Municipal de Portalegre associa-se a estas comemorações através da "MARATONA DE POESIA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN", que consiste em ler ininterruptamente poemas da autora entre as 10h00 e as 18h00.
A escolha recaiu nesta autora, uma vez que no dia 22 de março se assinala o Dia Mundial da Água e que a presença recorrente deste elemento na obra de Sophia é uma constante.
Este evento, aberto a toda a comunidade, pretende reforçar o ato de ler e divulgar a obra de uma das mais importantes poetisas portuguesas.
A Casa Museu José Régio junta-se à Escola Secundária de São Lourenço, à Banda Juvenil Euterpe e à Euterpe Five, para realizar uma atividade lúdico-pedagógica que liga artes várias (poesia, música, pintura e ilustração) e património, num itinerário pela cidade, com destaque para José Régio e outros poetas de língua portuguesa.
Com início às 10h30 o percurso começa no Calvário e passa pelo Largo da Câmara Municipal de Portalegre, Largo António José Lourinho, Largo do Café Central, Café Alentejano e Praça da República.
Em cada ponto do percurso, serão feitas pequenas referências ao local e à sua ligação ao poeta José Régio e lidos poemas pelos alunos do 9ºA da ESSL.
Para culminar, na Casa Museu José Régio, haverá um momento musical pela Banda Juvenil Euterpe e Euterpe Five, bem como a mostra de um trabalho coletivo, uma tela alusiva a Camões feita por alunos do 9º A da Escola Secundária de S. Lourenço.
A coordenação da atividade está a cargo das professoras Helena Antunes e Helena Nabais, com a colaboração do Agrupamento de Escolas do Bonfim e do Agrupamento de Escolas José Régio.


SARDOAL: Apresentação do Projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo

19 de março no Centro Cultural Gil Vicente
No próximo dia 19 de março, o Centro Cultural Gil Vicente recebe a sessão de apresentação do Projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, coordenado pela Tagus Ribatejo-Interior em parceria com os Municípios de Abrantes, de Constância e de Sardoal.
A sessão promove a integração dos participantes deste projeto com a comunidade, demonstrando as suas áreas de atuação num projeto que, além de pretender valorizar as artes e ofícios tradicionais, tem como objetivo complementar a oferta dos produtos turísticos do Médio Tejo.
No decorrer desta iniciativa, irá ser oficializada a assinatura do protocolo de colaboração entre a TAGUS e o CEARTE, no âmbito deste projeto, envolvendo presidentes dos Municípios de Abrantes, de Constância e de Sardoal, e Luís Rocha, Diretor do Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património.
Engloba ainda, uma vertente expositiva referente às artes e ofícios do Ribatejo Interior, que se traduz numa exposição do artesanato emblemático dos municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, terminando o evento com uma degustação de produtos locais.
A entrada no evento é gratuita, mas é necessária inscrição prévia.
Pode fazer a sua inscrição em https://docs.google.com/.../1FAIpQLSfhk9bhVxMkH6.../viewform, através do e-mail tagus@tagus-ri.pt, ou do telefone 241 106 000 .
O projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior é resultado de uma candidatura ao Programa Operacional do Centro, e cofinanciado pelo FEDER – Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional.


TRABALHO E EMPREGO: A Filstone está a recrutar!

Envie o seu currículo por email ou inscreva-se diretamente em https://www.filstone.com/recrutamento

17.3.22

TRADIÇÃO ORAL: Provérbios de Março (VII)

- Em Março, onde quero eu passo.
- Em Março, queima a velha o maço.
- Em Março, rebenta a erva nem que lhe dês com um maço.
- Em Março, tanto durmo como faço.
- Em tardes de Março, recolhe teu gado.
- Em vinte cinco de Março, se o cuco não se ouvir, ou é morto ou não quer vir.
- Entre Março e Abril o cuco há-de ouvir.
- Entre Março e Abril o cuco há-de vir.
- Enxame de Março apanha-o no regaço.
- Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
- Janeiro geoso, Fevereiro nevado, Março frio e ventoso, Abril chuvoso e Maio pardo, fazem o ano abundoso.
- Janeiro geoso, Fevereiro nevoso, Março mulinhoso, Abril chuvoso, Maio ventoso, fazem o ano formoso.
- Lá vem o irmão Março, que não deixará ovelha, nem farrapo, nem o pastor se for fraco.
- Lua cheia em Março trovejada, trinta dias é molhada.
- Março amoroso faz o ano formoso.
- Março amoroso, Abril chuvoso, Maio ventoso, São João (24/6) calmoso, fazem o ano formoso.
- Março amoroso, Abril ventoso, Maio remeloso, fazem o ano formoso.
- Março baço, a noite com o dia, o pão com o sargaço.
- Março chove cada dia o seu pedaço.
- Março chuvento, ano lagarento.
* Hernâni Matos in https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


MARVÃO: Masterclass e Música de Câmara

🎼 Masterclass de Instrumentos de Sopro e Música de Câmara
📆 6 a 9 de abril
👉 Candidaturas em: marvaoacademy.com 


SÉRGIO GODINHO: Celebração de "Abril em Lisboa" no Campo Pequeno

CAPICUA, FILIPE RAPOSO, MANUELA AZEVEDO, SAMUEL ÚRIA E TÓ TRIPS SÃO OS CONVIDADOS
23 MARÇO 2022 | 21H30 | ENTRADA GRATUITA
A convite da Câmara Municipal de Lisboa e no âmbito da abertura da programação "Abril em Lisboa", Sérgio Godinho levará ao Campo Pequeno no próximo dia 23 de Março, um espectáculo inédito e de celebração da liberdade - em palco com o "escritor de canções", Capicua, Manuela Azevedo, Samuel Úria, os instrumentistas Filipe Raposo e Tó Trips, e os "inevitáveis" Assessores dirigidos por Nuno Rafael.
O que me ocorre, quando penso que vou estar no Campo Pequeno no dia 23?
 Lisboa, desde logo. A minha familiaridade com esta cidade fez-se também com a vivência das suas salas de espectáculos, uma a uma vibrante e cúmplice. Os seus públicos sabem, e levaram com eles o que me tinham dado a mim.
 E agora o Campo Pequeno. Tinha-o já habitado, de casa repartida com os meus companheiros dos Três Cantos. Mas desta primeira vez, em nome próprio. Sim. Porém, mais importante, em nome próprio repartido. Porque o distribuo pelos ilustres convidados, que acharam por bem comparecer – a Ana, o Filipe, a Manuela, o Samuel e o Tó. An offer you can’t refuse, pensaram. Fico feliz.
 Eles serão o esteio da diversidade da música que partilho e admiro – cruzando os nossos territórios e referências. Espero já o que é já bom.
 Por fim, os meus inevitáveis Assessores, que moldam e activam o chão onde iremos pousar. A nossa cumplicidade não tem já nome.
 E, mais largo que tudo isto, a comemoração de um momento importante da nossa luta comum pela liberdade. Uma pedra plantada ao alto no chão, assinalando uma data da história. 48-48. Quarenta e oito aos de fascismo, quarenta e oito de democracia. Abril de 74. Está passado o cabo. Pode não querer dizer nada, mas diz tudo.
Sérgio Godinho, Março 2022
É inegável colocar Sérgio Godinho no centro do quotidiano da vida portuguesa desde que nos finais de 1971 publicou o seu primeiro trabalho discográfico, o EP “Romance de um dia na estrada”, que antecedeu em pouco meses a edição do LP “Os Sobreviventes”, obra charneira da nova música portuguesa. A celebrar 50 anos de actividade criativa, onde se incluem mais de três dezenas de registos discográficos, entre gravações em estúdio, ao vivo e em colaboração, o “escritor de canções” é figura central no que de mais importante e interessante se produziu em termos líricos e musicais em Portugal.
 Respondendo ao convite efectuado pela CML, para este espectáculo em que a “palavra” assumirá papel principal, para além de uma selecção de repertório representativo da sua obra, Sérgio Godinho (e respectivos “Assessores”) propõe-se complementar essa visita à banda sonora das nossas vidas, com a partilha do palco com alguns dos artistas e músicos que mais admira e respeita, e que, dalguma forma, têm na sua obra e postura o “lastro godineano”.
 A saber, para este momento único, a lista de presenças inclui:
os já referidos “Assessores”, banda que o acompanha há cerca de duas décadas;
Manuela Azevedo, cúmplice de Sérgio Godinho de muitas aventuras, a voz dos Clã e para os quais Sérgio compôs alguns dos seus maiores êxitos;
Capicua, rapper de eleição, cuidadora da palavra, e que tem o fétiche de evocar a obra de Godinho nas suas criações; e Samuel Úria, uma das novidades deste espectáculo, o mais respeitado cantautor da sua geração, que recentemente colaborou com Sérgio na composição de “O Novo Normal”.
Ainda, o interesse em chamar a palco dois instrumentistas que embora de origens completamente distintas, têm em comum o facto de serem também eles compositores: Filipe Raposo, exímio pianista, colaborador assíduo de Sérgio Godinho na última década e com quem teve a oportunidade de partilhar a autoria de “Noite e Dia”, a magnifica abertura de “Nação Valente”, ou ainda a banda sonora do filme “Refrigerantes e Canções Amor”, distinguida com o “Prémio Sophia”; e Tó Trips, uma das metades dos Dead Combo, para os quais escreveu “Ouvi o texto muito ao longe”, que antecipa a ideia de que “Lisboa Que Amanhece” se pode mesclar com as sonoridades da “Lisboa Mulata” criada pelo músico lisboeta.
 Uma noite especial a não perder.
SÉRGIO GODINHO & CONVIDADOS
CAMPO PEQUENO | 23 MARÇO | 21H30
Entrada gratuita limitada a 2 bilhetes por pessoa. Levantamento feito na bilheteira do Campo Pequeno e nas Fnacs da Área Metropolitana de Lisboa (Alcochete, Almada, Barreiro, Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sintra, Sesimbra, Setúbal e Vila Franca de Xira)

PORTALEGRE: Quinzena Gastronómica dos Doces Conventuais regressa de 19 de Março a 3 de Abril


São duas dezenas os restaurantes do concelho de Portalegre que participam na Quinzena Gastronómica dos Doces Conventuais que regressa de sábado dia 19 de Março a 3 de Abril.
A Câmara Municipal de Portalegre promove esta iniciativa com o objetivo de dar a conhecer os tesouros da doçaria local, oriundos do receituário dos conventos da cidade e confecionados à base de ovos e açúcar em diferentes pontos e combinações irresistíveis e visando dinamizar a economia local de forma a atrair novos visitantes.
Com receitas que passaram inalteradas de geração em geração, Portalegre continua a dar a provar doces como o toucinho-do-céu, a lampreia de ovos, o manjar branco, o leite serafim ou os pastéis de Santa Clara, provenientes do Convento de Santa Clara, ou os famosos rebuçados de ovo, as morcelas doces ou o torrão real de ovos do Mosteiro de S. Bernardo, evidenciando-se como um destino de excelência que junta gastronomia, natureza e património em cada visita.
O Município de Portalegre convida a saborear a doçaria conventual de Portalegre nos restaurantes aderentes.