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19.3.22

19 MARÇO - Poema para o Dia do Pai

 
Pai...
É aquele que nos dá a vida,
sem pedir nada em troca.
É quem cuida de nós, dando-nos amor e protecção.
É quem nos guia, até termos asas para voar...
Pai, é aquele que deixa de comer para nos dar,é quem se levanta cedo, e vai trabalhar,
para nada nos faltar.
Pai, é quem nos dá um grande sorriso, e um forte abraço.
Pai, é quem brinca connosco, é quem diz sim,
mas que também, diz não!
Pai, é aquele que mesmo não estando presente,
tem sempre o filho , no pensamento, e no coração.
Pai é aquele que nos transmite tanto com o seu olhar...
transmite-nos amor, segurança, alegria...
também, tristezas e preocupações,são tantas as emoções!
Pai, é aquele homem que ri,
que grita, e que também chora!
Pai, é um amor para toda a vida,
é único, amigo e verdadeiro!!!

"Obrigado pai, por existir, e por me ter feito existir também!"P.S-Dedico a todos os pais,e em especial ao meu: Manuel Nunes da Conceição.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta
19 de Março de  2022


19.3.12

AMOR DE PAI - Poesia do Ti Zé do Santo

Eu queria saber, porém
Se alguém souber, explicai!...
Porque tudo escreve amor de mãe
E ninguém escreve amor de pai.

É preciso pensar a fundo,
Quando essa fala se diz,
Procurar ao filho a raiz.
A mãe é já amor segundo;
Está provado em todo o mundo
Que sem pai não há ninguém.
Porque não se há-de escrever também,
Amor de pai com paciência...
Porque lhe acham tanta diferença,
Eu queria saber, porém!

Nossa mãe dá-nos beijinhos
No tempo da criação.
O nosso pai dá-nos o pão,
Que são dobrados carinhos.
O meu pai é dos mais velhinhos
E ainda de casa sai!...
Procurar à praça vai
O futuro do meu interesse.
Porque é que esse amor nos esquece?
Se alguém souber, explicai!...

Amor de mãe, amor santo!
É o que diz o geral;
Eu acho que o do pai é igual,
Porque é que não se há-de adorar tanto?!
Lá porque a mãe tem mais encanto
E está justo que nos quer bem,
Do nosso pai é que vem
O início da nossa vida.
Se houver quem saiba, que diga
Porque tudo escreve amor de mãe.

Conheço pais relaxados,
Que pensam somente em gastar;
O que é preciso é relembrar
Que pelas mães há filhos enjeitados.
Eu deixo os dois igualados
E vós sociedade decifrai,
Se assim vai bem ou não vai.
Dai-me a resposta em breve:
Porque é que amor de mãe tudo escreve
E ninguém escreve amor de pai?
José António Vitorino
(Ti Zé do Santo) in “Terra Pousia”