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23.5.22

CRATO: Feira do Livro com a presença de Moita Flores

Francisco Moita Flores apresenta “A Despedida de Ulisses” na Feira do Livro
A Câmara Municipal do Crato promove, de 24 a 29 de maio, a Feira do Livro 2022, com exposição e venda de livros em diversas bancas, no Jardim Municipal, das 10h00 às 19h00. O certame contará ainda com uma programação cultural recheada com espetáculos musicais, sessões de leitura e poesia, contando ainda com a presença e a participação de escritores ilustres, tais como Francisco Moita Flores.
A inauguração do certame ocorre no dia 24, pelas 10h30, com um espetáculo musical protagonizado pelas crianças do centro infantil “A Eira” e uma atuação do grupo PLUSBAND.
A 25, a EBI Professora Ana Maria Ferreira Gordo promove a sessão de conversa e leitura “O que é a Poesia, para que nos serve”, para os alunos do 2º ciclo, com a presença da escritora Antonieta Félix. Da parte da tarde segue-se uma sessão de leituras encenadas na Biblioteca Municipal com o nome “Tenho uma carta escrita para ti cara bonita”.
No dia seguinte, a 26 de maio, o grupo Lanterna Mágica dá corpo ao espetáculo “Fernando Pessoa(s)”, no Auditório Municipal. A 27, é a vez do grupo Estórias com Asas subir ao palco da E B.I Professora Ana Maria Ferreira Gordo, com o espetáculo “O Livro Amigo”, para alunos do pré-escolar e 1º ciclo.
No dia 28, a partir das 15h30, há tempo para um encontro com a escritora Lénia Rufino, onde a obra “O Lugar das Árvores Tristes” estará em destaque. Para encerrar a programação, no dia 29, o Município recebe o escritor e investigador Francisco Moita Flores que vai apresentar o livro “A Despedida de Ulisses”, à qual se seguirá uma sessão de autógrafos.

28.12.21

OPINIÃO: NATAL!

Primeiro, levaram-nos o presépio, trocando-o por uma árvore. Depois, levaram o Menino Jesus, trocando-o por um indefinido Pai Natal promovido pela Coca-Cola, a seguir impingiram a ideia de que a troca de presentes da noite de Natal, deveria estar ao serviço grandes superfícies e consumos desenfreados que agradam aos grandes armazéns mas perderam a dimensão do afeto. O Deus consumista a reger as tão desejadas festividades. Há poucos dias, um caramelo importante da União Europeia veio propor que deixássemos de usar a palavra Natal para dizermos ‘festividades’ ou ‘férias’ porque usá-la não seria inclusivo. Por este andar, deixamos de celebrar a noite de Reis para celebrar a noite dos Presidentes.
Este esforço para a estupidificação coletiva não é de hoje. Em nome da inclusão está a haver um enorme esforço, reacionário e analfabeto, para que o sentido do tempo, o sentido da existência se esgotem no simplismo, pelo desvanecimento da memória, para quem só interessará o imediato e o instante. Sobretudo quando o maior símbolo do Natal é a inclusão, o amor e solidariedade.
Resisto a este cancelamento das palavras, da cultura, da identidade e exorto os meus leitores a celebrar o Natal. Sem eufemismos. Sem o preconceito que se esforçam por impor. A ceia de Natal, a festa de Natal, o nascimento do Menino Jesus, os abraços de Natal.
Não há pachorra para tanto modernismo indigente!
* Moita Flores
** Imagem: 'Natividade', de Caravaggio