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22.4.20

DIA DA TERRA: Saúde, digital e energia nas propostas da associação Zero para o novo futuro

A Associação Zero quer o cumprimento dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu, incluindo os compromissos mais ambiciosos de redução de emissões para 2030 e de neutralidade carbónica para 2050.
Fortalecer o setor da Saúde, mas também investir no digital, para que mais pessoas trabalhem de casa, e nas energias renováveis são algumas das propostas da organização ambientalista Zero, divulgadas quando se assinala o Dia da Terra.
O Dia da Terra é comemorado em 22 de abril e destina-se a alertar para a importância de preservar os recursos naturais do planeta. Foi assinalado pela primeira vez faz esta quarta-feira 50 anos e é atualmente celebrado em mais de 190 países.
Em plena crise mundial devido ao novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, o Dia da Terra acontece quando se fala cada vez mais da retoma económica, pelo que a Zero divulga um extenso documento com sugestões para uma retoma sustentável, o qual vai enviar, diz em comunicado, ao Governo, ao Presidente da República, aos Grupos Parlamentares e aos representantes portugueses no Parlamento Europeu.
Se “agirmos com sapiência e coragem, esta crise pode ser superada através da união de esforços na transformação dos modelos socioeconómicos, focando-nos no bem-estar das pessoas e no estabelecimento de uma relação de equilíbrio e respeito pelos limites do planeta”, afirma a organização ambientalista ao apresentar propostas para o novo momento após a Covid-19.
A nova estratégia, diz a Zero, tem de ser assente no cumprimento dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu, incluindo os compromissos mais ambiciosos de redução de emissões para 2030 e de neutralidade carbónica para 2050.  O Pacto, defende, deve ser o elemento central “para a construção de uma nova União Europeia”.
E os apoios devem ter em conta o desenvolvimento sustentável e “ser preferencialmente usados para fortalecer o setor da saúde” e promover “o bem-estar” e “proteger o rendimento dos trabalhadores e das pequenas e médias empresas”.
Depois deve apostar-se na mobilidade sustentável, “mais assente na oferta de transportes públicos e interoperabilidade”, na “redução da pobreza energética através de investimentos em reabilitação de habitações e promoção da eficiência energética junto dos agregados familiares mais vulneráveis”, no aproveitamento alargado das energias renováveis, no aumento da utilização de materiais reutilizáveis e na redução da produção de resíduos.
A Zero defende ainda que se usem as compras públicas como “motor de investimento”, que os produtos colocados no mercado sejam sustentáveis, e que se aposta na formação para uma transição justa.
O momento deve ser ainda, acrescenta, de promoção de uma nova abordagem do comércio internacional, evitando promover o transporte de bens a longa distância e privilegiando as trocas comerciais dentro de cada país e entre os países da União Europeia, e de as universidades integrarem a sustentabilidade nos currículos dos cursos.
A associação identifica como uma das principais ameaças a possibilidade de se aproveitar o momento atual, de pandemia, para atrasar, enfraquecer ou mesmo fazer retroceder medidas fundamentais para a sustentabilidade, ou direcionar apoios para atividades “intensivas em termos de emissões de carbono”, esquecendo questões como a perda de biodiversidade. Ou mesmo aumentar o controlo do Estado sobre a liberdade das pessoas.
Mas o momento é também de oportunidade para apostar numa economia de base mais local e nacional, refletir sobre o que é essencial em termos de consumo, preparar a sociedade para outras crises, como a climática, ou reduzir as viagens com a experiência acumulada de organizar eventos virtuais.
A Zero deixa ainda propostas para setores como o turismo, que deve assentar numa base de maior proximidade geográfica, para a aviação (IVA a 23% nos bilhetes ou imposto sobre o combustível), para o trabalho (incentivos ao teletrabalho) ou para a indústria automóvel, onde todos os apoios devem ir no sentido da construção de veículos elétricos.
E na agricultura, onde é fundamental “redirecionar a produção para as necessidades nacionais” e apostar na agroecologia e nos mercados locais.

30.3.20

No Dia da Terra, palestinianos em casa e bandeiras nos telhados

 A 30 de Março, os palestinianos assinalam o Dia da Terra com mobilizações de massas, mas este ano, num contexto de pandemia, os eventos foram cancelados e foi feito um apelo para mostrar a bandeira nacional.
Diversas facções palestinianas cancelaram, no sábado passado, as mobilizações que haviam convocado, na Faixa de Gaza cercada, para assinalar o 44.º aniversário do Dia da Terra Palestina e o segundo aniversário do início das mobilizações da Grande Marcha do Retorno, tendo em conta o contexto de pandemia de Covid-19.
A 30 de Março de 1976, no Norte de Israel, foram assassinados seis palestinianos que protestavam contra a expropriação de terras para dar lugar a aldeamentos judaicos. Além disso, cerca de 100 pessoas ficaram feridas e centenas foram presas durante a greve geral e as grandes manifestações de protesto que, no mesmo dia, ocorreram no território do Estado de Israel. A partir de então, os palestinianos passaram a comemorar o Dia da Terra a cada 30 de Março.
Precisamente nesse dia, em 2018, os palestinianos residentes no enclave cercado da Faixa de Gaza deram início aos protestos da Grande Marcha do Retorno. Com essas mobilizações, exigiam – e exigem – o direito dos refugiados palestinianos e seus descendentes a regressarem às terras, na Palestina histórica, de onde foram expulsos em 1948, no âmbito da campanha de limpeza étnica realizada pelas forças sionistas, por ocasião da criação de Israel, bem como nas décadas subsequentes.
Reclamam igualmente o levantamento do cerco imposto por Israel há mais de uma década ao enclave costeiro, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas em condições humanitárias dramáticas.
No sábado, Khaled al-Batsh, representante da Jihad Islâmica, comunicou o cancelamento das iniciativas programadas e instou as pessoas a ficar em casa, para sua segurança, tendo em conta «a pandemia letal». Em vez disso – e tal como fizeram outros responsáveis palestinianos na Margem Ocidental ocupada –, pediu à população que exibisse a bandeira da Palestina nos telhados das suas casas, informam a PressTV e a Quds News Network.
Liga Árabe pede a organismos mundiais que denunciem crimes de Israel
Num comunicado emitido este domingo, a propósito do 44.º aniversário do Dia da Terra Palestina, a Liga Árabe (LA) denunciou as violações dos direitos da Palestina perpetradas por Israel e instou os organismos internacionais a expor abertamente as políticas racistas e os crimes que a entidade sionista comete contra o povo palestiniano.
Israelitas intensificam o roubo de terras nos territórios ocupados
«Israel continua a violar os princípios básicos do direito internacional e as resoluções da Organização das Nações Unidas ao aumentar os seus colonatos ilegais nos territórios palestinianos ocupados», denunciou a LA, advertindo que as autoridades de Telavive pretendem transformar os territórios palestinianos em zonas exclusivamente judaicas, refere a HispanTV.
Reafirmando o seu apoio total aos palestinianos na luta contra Israel, o bloco pan-árabe insistiu na necessidade de criar um Estado palestiniano independente tendo como capital Jerusalém.
A Liga Árabe alerta ainda que Israel se está a aproveitar do facto de o foco mediático mundial estar centrado na pandemia da Covid-19 para levar a efeito os seus planos expansionistas e usurpar mais terras palestinianas.
AbrilAbril - 30/3/2020

22.4.14

EVOCAÇÃO: Hoje é Dia da Terra

Hoje (22 de Abril) é o Dia da Terra. Efeméride para reflectirmos, todos, sobre a forma como temos tratado este planeta que habitamos, a nesga de terra que pisamos.
EU GOSTO DA PRIMAVERA
Quando chega a Primavera
Regressam as andorinhas
Gosto de vê-las voar
As bonitas avezinhas.

Foi também na Primavera
Que eu casei com o meu amor
O campo todo verdinho
Todo cercado de flores.

As bonitas andorinhas
Quando chega a Primavera
Se está para chover
Elas voam junto á terra

Eu gosto da Primavera
O campo está a florir
Foi também na Primavera
Que o meu amor conheci

O meu amor conheci
Quando fomos passear
Só para ver as andorinhas
Tão lindas, a voar.

Primavera, deita muitas flores
Todas são bonitas, mas não iguais
Primavera vai e volta sempre
Vai-se a mocidade para nunca mais.

Ao longe cortando o espaço
Vai um bando de andorinhas
Que levam te um grande abraço
E muitas saudades minhas.
Poema de Maria Freire Sampaio Temudo
Pintura de José Reizinho Serra

22.4.12

Quercus enumera 7 pecados ambientais de Portugal no Dia da Terra

A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, anunciou, no Dia da Terra, os 7 pecados ambientais com que Portugal se depara.
Identificados como pecados de insustentabilidade, estes são os principais problemas relacionados com o ambiente que Portugal apresenta:
1. O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável caiu no esquecimento
A cimeira das Nações Unidas sobre o Ambiente e Desenvolvimento realizou-se há 8 meses, e o prometido Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável ainda não ganhou forma. Mais uma vez as promessas do governo, continuam somente a ser promessas e sem implicações práticas.
2. A remodelação ao financiamento das autarquias não é o correcto
Numa fase em que o Governo decidiu alterar as taxas do Imposto de Selo e a contribuição autárquica é necessário ponderar o método de distribuição do financiamento público. Não se deve construir inconscientemente, há que ter em conta valores naturais e paisagísticos.
3. Portugal consume cada vez mais energia
Vivendo em tempo de crise, Portugal apresenta valores preocupantes, tendo em conta que estamos em recessão económica e continuamos a aumentar a intensidade energética do país. Isto significa que para além de estarmos a gastar muito mais energia do que era suposto para a nossa face de desenvolvimento económico, estamos também a desperdiçar, cada vez mais, energia e recursos.
4. Excesso de tráfico em circulação
O excesso de carros e transportes em circulação origina: mais gasto energético, mais emissões, mais ruído e mais congestionamento.
Portugal é um dos cinco países que está na rota para uma insustentabilidade no sector dos transportes, tendo também concentrações de poluentes muito acima da média do que é permitido pela legislação europeia.
5. Portugal desperdiça por ano 3 100 000 000 000 litros de água
Portugal consegue desperdiçar por ano vários milhões de litros de água. Apesar de existir um Programa Nacional para o Uso Eficiente de Água, este só teve parte teórico, pois nunca foi aplicado. É necessário que na agricultura, na indústria e no consumo privado, se faça um uso eficiente e sustentável da água.
6. A Conservação da Natureza ainda não passou à parte prática
Apesar de já ter sido elaborada uma Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, muitos dos seus objectivos ainda continuam por concretizar. Os Planos de Ordenamento do Território das áreas protegidas continuam por implementar, bem como, ainda existem muitas áreas da Rede Natura 2000 por ordenar.
7. Reciclagem ainda longe dos hábitos portugueses
Reutiliza-se menos que o desejável, recicla-se menos que o esperado e no final de contas instalam-se mais incineradoras.
A reutilização de embalagens com tara de retorno verifica-se menos, e a reciclagem urbana ainda não apresenta valores significativos para o ambiente. Por sua vez, a última opção desejável é aquele que se procura mais, a incineração, ou seja, a queima de resíduos.
Posto isto, é tempo de reflectir sobre o ambiente e aquilo que será o nosso futuro próximo. Estas opções calham a todos, e todos temos que contribuir.
Tenha um papel activo para uma vida mais verde.