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11.6.19

NISA: A poesia popular de Maria Sampaio Freire Temudo





SANTO ANTÓNIO 
Ó meu rico Santo António
Que tanto gostas de cravinhos
Faz-me lá esse milagre
Arranja-me um rapazinho.

Ó meu rico Santo António
És um demónio que me vem tentar
Envia-me o matrimónio
Ando morta por casar.

Ó meu rico Santo António
É linda a tua capela
Se me arranjares matrimónio
Dou-te uma fita amarela.

No dia da sua festa
Fui à capela rezar
P´ra pedir ao Santo António
Um noivo para casar.

Santo António das cachopas
Com a porta de pau de pinho
Ó meu santo milagreiro
Arranja-me um rapazinho.

Santo António és tão bonito
E tão gordito o teu menino
Com uma capela na cabeça
Está vestido de fradinho.

Um lindo ramo de cravos
Ofereci a Santo António
Em troca me prometeu
Que me arranjava matrimónio.

Santo António era bom santo
Se não fosse tão velhaco
Foram as moças á fonte
Foram três vieram quatro.

Maria Sampaio Freire Temudo
Fotos: Mário Mendes (Junho 2014)

12.6.18

NISA: Chegaram os Santos Populares - Marchas de Santo António





SANTO ANTÓNIO
Ó meu rico Santo António
Que tanto gostas de cravinhos
Faz-me lá esse milagre
Arranja-me um rapazinho.

Ó meu rico Santo António
És um demónio que me vem tentar
Envia-me o matrimónio
Ando morta por casar.

Ó meu rico Santo António
É linda a tua capela
Se me arranjares matrimónio
Dou-te uma fita amarela.

No dia da sua festa
Fui à capela rezar
P´ra pedir ao Santo António
Um noivo para casar.

Santo António das cachopas
Com a porta de pau de pinho
Ó meu santo milagreiro
Arranja-me um rapazinho.

Santo António és tão bonito
E tão gordito o teu menino
Com uma capela na cabeça
Está vestido de fradinho.

Um lindo ramo de cravos
Ofereci a Santo António
Em troca me prometeu
Que me arranjava matrimónio.

Santo António era bom santo
Se não fosse tão velhaco
Foram as moças á fonte
Foram três vieram quatro
Maria Sampaio Freire Temudo





25.2.18

NISA: Poesia popular de Maria Sampaio Freire Temudo



MARCHA POPULAR 
A nossa marcha é bonita
Todo o povo gosta dela
Quando pela rua passa
Vaidosa, cheia de graça
Todos vêm à janela.
CORO
Lá vem a marchar a passar
Tão bonita e tão contente
Quando a nossa marcha passa
A cantar e a dançar
Ela encanta toda a gente.
II
Passa a marcha e quando passa
Muito alegre e tão bonita.
Com o seu arco na mão
Tendo no meio um balão
Todo enfeitado de fitas.
CORO
Lá vem a marchar a passar
Tão bonita e tão contente
Quando a nossa marcha passa
A cantar e a dançar
Ela encanta toda a gente.
III
Há balões pelas janelas
Andam foguetes no ar
Eu saio prá minha rua
E ando de esquina em esquina
P´ra ver a marcha passar.
CORO
Lá vem a marchar a passar
Tão bonita e tão contente
Quando a nossa marcha passa
A cantar e a dançar
Ela encanta toda a gente.
IV
Moças com saias vermelhas
E com os lenços bordados
Com a sua chinelinha
As meias todas branquinhas
A dançar com os namorados.
CORO
Lá vem a marchar a passar
Tão bonita e tão contente
Quando a nossa marcha passa
A cantar e a dançar
Ela encanta toda a gente.
V
Segue a marcha pela rua
E tudo contente vai
Quando a nossa marcha passa
E já vai chegando à praça
Começa o arraial
CORO
Lá vem a marchar a passar
Tão bonita e tão contente
Quando a nossa marcha passa
A cantar e a dançar
Ela encanta toda a gente.
VI
Lá vem a marcha a passar
De arquinho e balão
Juntam-se as raparigas
A cantar lindas cantigas
Na noite de S. João.

 Maria Sampaio Freire Temudo

4.1.17

POETAS DA NOSSA TERRA (II): Maria Sampaio Freire Temudo (1)

POEMA DO AMOR  
É com os pobres repartir
E sabermos definir
O que é um grande amor:
É dos pobres não fugir
É dar um pouco de si,
Cumprir a lei do Senhor!

Visitar um doentinho,
Dar-lhe um pouco de carinho,
À criança dar a mão:
É proteger um amigo,
E livrá-lo do perigo,
Quando tem uma aflição.

É procurar a pobreza,
E sentar à nossa mesa,
Aquele que nada tem:
É ensinar quem não sabe,
P´ra não ser um desgraçado,
É praticar sempre o bem.

É tratar com indulgência,
Quando temos uma ofensa,
E sabermos perdoar:
Não atirar com pedras aos ninhos
Dar liberdade aos passarinhos
Para poderem voar.

É tratarmos dum velhinho
Acalentar um menino,
Quando tiver de dormir:
Dar a mão a um ceguinho,
Ampará-lo no caminho,
P´ra não chegar a cair.

Não esquecer que há Deus,
E uma alma p´ra salvar.
Ter que amá-lo com fervor:
É não parar de rezar,
E mesmo sacrificar,
Cumprindo as leis do Senhor! 
Desenho de Manuel Ribeiro de Pavia

22.4.14

EVOCAÇÃO: Hoje é Dia da Terra

Hoje (22 de Abril) é o Dia da Terra. Efeméride para reflectirmos, todos, sobre a forma como temos tratado este planeta que habitamos, a nesga de terra que pisamos.
EU GOSTO DA PRIMAVERA
Quando chega a Primavera
Regressam as andorinhas
Gosto de vê-las voar
As bonitas avezinhas.

Foi também na Primavera
Que eu casei com o meu amor
O campo todo verdinho
Todo cercado de flores.

As bonitas andorinhas
Quando chega a Primavera
Se está para chover
Elas voam junto á terra

Eu gosto da Primavera
O campo está a florir
Foi também na Primavera
Que o meu amor conheci

O meu amor conheci
Quando fomos passear
Só para ver as andorinhas
Tão lindas, a voar.

Primavera, deita muitas flores
Todas são bonitas, mas não iguais
Primavera vai e volta sempre
Vai-se a mocidade para nunca mais.

Ao longe cortando o espaço
Vai um bando de andorinhas
Que levam te um grande abraço
E muitas saudades minhas.
Poema de Maria Freire Sampaio Temudo
Pintura de José Reizinho Serra

22.12.13

O NATAL "visto" pelos poetas do concelho de Nisa (VIII)


POEMA DO AMOR
Amor
É com os pobres repartir
E sabermos definir
O que é um grande amor:
É dos pobres não fugir
É dar um pouco de si,
Cumprir a lei do Senhor!

Visitar um doentinho,
Dar-lhe um pouco de carinho,
À criança dar a mão:
É proteger um amigo,
E livrá-lo do perigo,
Quando tem uma aflição.

É procurar a pobreza,
E sentar à nossa mesa,
Aquele que nada tem:
É ensinar quem não sabe,
P´ra não ser um desgraçado,
É praticar sempre o bem.

É tratar com indulgência,
Quando temos uma ofensa,
E sabermos perdoar:
Não atirar com pedras aos ninhos
Dar liberdade aos passarinhos
Para poderem voar.

É tratarmos dum velhinho
Acalentar um menino,
Quando tiver de dormir:
Dar a mão a um ceguinho,
Ampará-lo no caminho,
P´ra não chegar a cair.

Não esquecer que há Deus,
E uma alma p´ra salvar.
Ter que amá-lo com fervor:
É não parar de rezar,
E mesmo sacrificar,
Cumprindo as leis do Senhor!
Maria Sampaio Freire Temudo 

15.4.13

Poetas Nisenses: Maria Sampaio Freire Temudo

EU GOSTO DA PRIMAVERA
Quando chega a Primavera
Regressam as andorinhas
Gosto de vê-las voar
As bonitas avezinhas.

Foi também na Primavera
Que eu casei com o meu amor
O campo todo verdinho
Todo cercado de flores.

As bonitas andorinhas
Quando chega a Primavera
Se está para chover
Elas voam junto á terra

Eu gosto da Primavera
O campo está a florir
Foi também na Primavera
Que o meu amor conheci

O meu amor conheci
Quando fomos passear
Só para ver as andorinhas
Tão lindas, a voar.

Primavera, deita muitas flores
Todas são bonitas, mas não iguais
Primavera vai e volta sempre
Vai-se a mocidade para nunca mais.

Ao longe cortando o espaço
Vai um bando de andorinhas
Que levam te um grande abraço
E muitas saudades minhas.