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3.4.20

OPINIÃO: Desinformação e crise dos Media - combatendo a profecia de Orwell

O poder das redes sociais já compete com o do poder político e a informação tóxica alimenta o populismo fascizante. A luta pela liberdade e diversidade de pensamento passa por encontrar saídas para a crise que a imprensa atravessa.  
“Para que um dia seja melhor a condição humana, filósofos, teólogos, legisladores, políticos e moralistas hão-de verificar que o  perigoso e importante que têm para resolver é a regulação da Imprensa. A humanidade já não pode ser governada sem a Imprensa – nem, atualmente, com ela.”  - Adams, 1815
Nunca estas palavras do 2º presidente dos Estados Unidos da América do Norte terão sido tão certeiras como desde que o 45º ocupante do cargo, Donald Trump, se arrogou o direito de decidir o que são e não são notícias, cunhando o termo “fake news” para as que lhe são desfavoráveis, levando a acordar para a existência de desinformação e informação tóxica diversos países que não tinham reagido quando falsas informações de outro presidente dos EUA deram início à guerra do Iraque e aos subsequentes anos de violência e devastação. A confirmar Pierre Bourdieu: «O que faz o poder das palavras e das palavras de ordem, poder de manter a ordem ou de a subverter, é a crença na legitimidade das palavras e daqueles que as pronunciam, crença cuja produção não é da competência das palavras.» (“O poder simbólico”, 1989)