10.10.21

ZERO denuncia plantação de abacateiros em áreas da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e VRSA

Denúncia foi feita à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
A associação ambientalista ZERO denunciou à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território a ocupação de áreas da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António por culturas intensivas de regadio, nomeadamente de abacateiros, por não se enquadrarem com o Plano de Ordenamento desta Área Protegida.
Em comunicado, a ZERO diz que, no Verão de 2019, comprovou «a instalação de vários projetos, num total de cerca de 40 hectares, ocupando espaços que chegam a confinar com a zona húmida».
Estas áreas, segundo a associação ambientalista, «não se enquadram no que se encontra disposto nos instrumentos de ordenamento em vigor, nomeadamente no Plano de Ordenamento desta Reserva Natural, nem com os objetivos de conservação que levaram à sua classificação como Zona Especial de Conservação (Rede Natura 2000) e Sítio RAMSAR».
A ZERO sustenta que «as instalações de abacateiros em causa ocupam áreas de Proteção Parcial tipo I, tipo II e áreas de Proteção Complementar tipo I, assim classificadas no Plano de Ordenamento» daquela Reserva Natural, sendo que, da análise das atividades permitidas e condicionadas, a associação considera que «não parece existir compatibilidade com este tipo de cultura não tradicional e em sistema de monocultura intensiva em regadio».
«Durante algum tempo, a ZERO aguardou para verificar qual seria a intervenção do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), mas a manutenção das plantações levou a que fosse questionada a Direção Regional da Conservação da Natureza e das Florestas do Algarve sobre a legalidade da situação».
«Incompreensivelmente, existe um parecer positivo da Direção Regional da Conservação da Natureza e das Florestas do Algarve (DRCN Algarve do ICNF), datado de 2018, para um dos projetos, onde apenas se exige o cumprimento de medidas muito gerais no âmbito da instalação e exploração deste espaço, estando ainda a decorrer os procedimentos legais para um outro projeto, onde foram levantados dois autos em Março e Maio de 2019», revela a ZERO.
Do teor da resposta do ICNF, «ressalta ainda a informação de que existe um grande interesse pela instalação de pomares desta cultura dentro das áreas classificadas, motivo pelo qual foram solicitadas orientações técnicas a especialistas na matéria, o que gera forte apreensão sobre a orientação deste organismo face a novos projetos que venham a ser propostos para áreas classificadas».
De acordo com a ZERO, «exige-se uma definição clara das políticas públicas no que toca à intensificação agrícola em áreas classificadas», pois «estamos perante uma situação onde não podemos apenas falar de falta de fiscalização, mas onde a autoridade nacional para a conservação da natureza foi conivente com os interesses económicos».
Perante a resposta do ICNF, a associação ambientalista «já enviou à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território uma exposição denunciando esta situação». Foi solicitada a intervenção desta entidade no sentido de averiguar o enquadramento legal da intervenção do DRCN do Algarve face ao disposto no Plano de Ordenamento» da Reserva Natural e «aos objetivos de gestão previstos no Plano Sectorial da Rede Natura 2000 para esta área classificada».
«Aguarda-se ainda o resultado desta intervenção, sem que a ZERO deixe de considerar a formalização duma queixa à Comissão Europeia, face ao que consideramos ser também uma infração à Diretiva Habitats e Diretiva Aves».
O Plano de Ordenamento estabelece «regimes de salvaguarda dos recursos e valores naturais, fixando os usos e o regime de gestão compatível com a manutenção e a valorização das características das paisagens naturais e seminaturais e a biodiversidade da respetiva área de intervenção», explica a ZERO.
Nos princípios orientadores, refere que «as atividades agrícolas e pastoris devem ser desenvolvidas de forma a garantir o seu papel essencial na manutenção dos habitats naturais e da estrutura da paisagem» e ainda que «devem ser fomentadas as práticas agrícolas adequadas à exploração do solo e de que não resulte a degradação dos valores naturais em presença, nomeadamente pela promoção dos produtos tradicionais de base regional».
* Rúben Bento6 de Outubro de 2021 


OPINIÃO: Obesidade – a Pandemia do Presente e do Futuro!

 
Até quando vamos ignorar?
A palavra pandemia invadiu as nossas casas nos últimos tempos. Passou a fazer parte do nosso vocabulário e até os mais pequeninos a reconhecem. Percebemos, da pior forma, o impacto de uma pandemia nas nossas vidas. Mudou a forma como víamos a vida, a saúde e a doença. Restabeleceu prioridades. Subjugou conceitos dados por inquestionáveis, como liberdade ou sociabilização. Gastou recursos. Roubou vidas. Consumiu-nos tempo e anos de vida... E desfocou-nos de outros problemas...
Agora que todos percebemos a força da palavra pandemia, está na altura de olharmos para outra pandemia. Não menos importante, não menos valorizável, e seguramente com elevado impacto em termos de morbilidade e mortalidade: A OBESIDADE. Ou, se quisermos ser mais abrangentes, em duas pandemias gémeas que eventualmente serão o espectro de um continuo fisiopatológico: A DIABESIDADE (Diabetes & Obesidade).
Está na altura de nos voltarmos a focar nos verdadeiros problemas de saúde pública que teimamos em (fingir) ignorar.... Sob pena de chegarmos tarde demais. Está por isso está na altura de, de forma séria e responsável, avaliar a dimensão do problema e elaborar estratégias de intervenção eficazes.
Deixo-vos as premissas:
- A prevalência da obesidade aumentou em todo o mundo nos últimos 50 anos, atingindo níveis de pandemia. Em 2020, 650 milhões de pessoas viviam com obesidade. Em Portugal, de acordo com o Inquérito nacional de Alimentação e Atividade Física, que recolheu informações no período de 2015-2016, cerca de 6 em cada 10 portugueses têm excesso de peso ou obesidade (34,8% e 22,3% respetivamente). Estima-se que estes números tenham aumentado significativamente nos últimos anos, e que continuem a aumentar drasticamente. E é de salientar que aumenta proporcionalmente com a idade e inversamente com o nível socioeconómico.
- A obesidade é uma DOENÇA CRÓNICA. É fundamental mudar o “mindset” da sociedade em geral (e dos profissionais de saúde também...), que estigmatiza estes indivíduos. É um erro acreditar que chamar obeso é um insulto à sua dignidade. A obesidade é uma doença crónica, muito complexa e multifatorial. A gordura corporal anormal ou excessiva (adiposidade) compromete a saúde, aumentando o risco de complicações a longo prazo e reduzindo a esperança de vida. Não é – apenas - um problema estético e não resulta – apenas - do excesso de ingesta alimentar.
- A obesidade aumenta substancialmente o risco de doenças como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, demência, osteoartrite, apneia obstrutiva do sono e vários tipos de cancro. E está, como tal, associada a elevada morbilidade e mortalidade. É difícil encontrar qualquer patologia que não seja mais prevalente no individuo obeso, ou cuja obesidade não a agrave. A Covid 19 mostrou-nos isso mesmo, com as elevadas taxas de mortalidade nestes doentes.
- Para além da sua dimensão clínica a obesidade tem ainda grandes repercussões de dimensão económica e social. Para além do impacto direto nos custos de Saúde, está ainda associada ao desemprego e à diminuição da produtividade, e assume contornos de flagelo social.
- Existem atualmente instrumentos e tratamentos farmacológicos de provada eficácia e segurança. Porém, por não serem comparticipados, o seu acesso é limitado a quem os pode pagar, e praticamente vedado aos setores mais desfavorecidos da sociedade, precisamente os mais afetados, onde é maior a incidência da doença.
Com tanta premissa, fica a mensagem:
A obesidade é uma das doenças mais prevalentes, mais subvalorizadas, menos diagnosticadas e menos tratadas da atualidade. Mais que um Problema de Saúde Pública é um Problema Prioritário de Saúde Pública!
Para o enfrentar são requeridas estratégias de prevenção, mas também de tratamento, em abordagens que combinem intervenções individuais com mudanças sociais e políticas. Abordagens que têm de envolver profissionais de saúde, mas também a sociedade civil e, naturalmente, os decisores políticos. Mas tem de ser JÁ, porque já deveria ter sido ontem!
Até quando vamos ignorar?
* Joana Louro - Medicina Interna & Diabetes CHO-Unidade de Caldas da Rainha


Dádiva de sangue em Portalegre

 


Numa parceria entre a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP, o Grupo Motard Novo Milénio e a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSNA, realizou-se a habitual colheita. Foi no kartódromo de Portalegre e por ocasião do 22.º aniversário dos motard’s. 
A brigada envolveu 20 voluntários, entre eles oito mulheres. E para além de Portalegre, estenderam o braço motard’s de Montargil e também da vizinha Espanha, sinal de que o altruísmo não conhece fronteiras. Foram assim granjeadas indispensáveis 17 unidades de sangue total.
16 de outubro em Vale de Cavalos
Temos agendado para a manhã do sábado 16 de outubro uma colheita na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social Vale de Cavalos (Alegrete / Portalegre).
Venha daí e dê uma olhadela em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/ 
JR


8.10.21

FEIRA DE S. MIGUEL (Nisa): Vira ó disco e toca o mesmo!

 


MARVÃO: Festa do Castanheiro - Feira da Castanha | 13 e 14 de novembro

 
O Município de Marvão informa que estão a decorrer as inscrições para a participação de produtores locais na Festa do Castanheiro - Feira da Castanha, nos dias 13 e 14 de novembro, com a venda de: produtos hortícolas, doces, compotas, licores, azeite, vinho e artesanato, assim como para os espaços de restauração.
As inscrições são limitadas a residentes no concelho de Marvão e só serão aceites mediante apresentação do Cartão de Cidadão (com o pin da morada válido) ou cópia da folha de rosto da Certidão Permanente da Empresa.
👉 Pode inscrever-se no Posto de Turismo de Marvão.
ℹ Mais informação: 245 909 131 
turismo@cm-marvao.pt


7.10.21

TRADIÇÃO ORAL - Adágios de Outubro (III)

 
- Em Outubro, semeia, cria e terás alegria.
- Em São Simão (28/10), fava na mão.
- Janeiro gear, Fevereiro chover. Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer. Junho ceifar, Julho debulhar, Agosto engavelar. Setembro vindimar, Outubro revolver, Novembro semear, Dezembro nasceu Deus para nos salvar.
- Logo que Outubro venha, procura a lenha.
- No dia de São Simão (28/10) e São Judas já colhidas são as uvas.
- No dia de São Simão (28/10), barcos para trás do portão.
- No Outono o Sol tem sono.
- No São Simão (28/10), fava no chão.
- Outubro chuvoso faz ano venturoso.
- Outubro chuvoso toma o lavrador venturoso.
- Outubro erveiro, guarda para Março o palheiro.
- Outubro lavrar, Novembro semear, Dezembro nascer.
- Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.
- Outubro nublado, Janeiro molhado.
- Outubro quente traz o Diabo no ventre.

* Recolha de Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

6.10.21

OPINIÃO: Contra a discriminação, doar sangue, doar!

 

O estudo do Instituto Ricardo Jorge concluiu que “não existe evidência científica que suporte a (…) suspensão da dádiva entre homens que têm sexo com outros homens”.
Discute-se no Parlamento esta quinta-feira um projeto de lei do PS para proibir a discriminação na dádiva de sangue de homens que fazem sexo com homens. Este projeto, que arrastou para a discussão projetos sobre a mesma matéria, entretanto submetidos pelo PAN, BE e pela deputada Cristina Rodrigues, visa acabar com uma saga que se arrasta há anos, dando força de lei à norma científica que a DGS publicou no dia 19 de março deste ano.
Sabemos o quão difícil foi chegar aqui. Há décadas que o movimento LGBT e deputados como Maria Antónia Almeida Santos se batem por esta causa. Nos anos 80, a pandemia do HIV/SIDA fez parecer que o sangue dos homens gay era de risco. O mesmo preconceito que deixou muitos morrer fez também com que os homens que fazem sexo com homens fossem proibidos de dar sangue. Em 2010, ainda o questionário preenchido pelos dadores de sangue perguntava se, “sendo homem, teve contacto sexual com outro homem”. Por pressão da Assembleia da República, isso foi corrigido, mas a prática continuou.
Os homossexuais estavam proibidos definitivamente de dar sangue até que, em 2016, a igualdade avançou, titubeante. A norma n.º 9/2016 assegurou que, nas palavras do Ministério da Saúde, “não são, nem serão, recusadas quaisquer dádivas devido à orientação sexual.” Todavia, a norma manteve uma suspensão temporária de um ano após o último contacto sexual com “subpopulações com risco infecioso acrescido”. O Ministério da Saúde dizia que essa definição “não é dependente da orientação sexual” mas o Instituto Português do Sangue achava que essa suspensão abrangia os homossexuais, como escreveu o responsável pelos seus laboratórios, dr. José António Duran, num email a um cidadão ainda em novembro 2020. Tanto havia discriminação que, em 2017, lançou-se um estudo para ver se ainda fazia sentido. Só que este atrasou-se e em 2021 não tinha conclusão à vista.
A pandemia deixou reservas de sangue escassas. Milhares de portugueses responderam ao apelo para dar sangue e foi posto a nu que o ato cívico de dar sangue estava vedado a qualquer homem gay que não praticasse o celibato. A Juventude Socialista, cidadãos e coletivos retomaram então esta luta. A 28 de janeiro propusemos ao Grupo Parlamentar do PS este projeto, que deu entrada pouco depois de a DGS rever a norma e permitir a dádiva de sangue pelos homens gay. Queremos isto na lei para não haver espaço para ambiguidades, como sucedeu em 2016, nem para recuos.
Agora ninguém mais cerra as portas que a ciência abriu!
Esta decisão venceu o preconceito não só por convicção mas também com ciência. O estudo do Instituto Ricardo Jorge concluiu que “não existe evidência científica que suporte a (…) suspensão da dádiva entre homens que têm sexo com outros homens”. Concluiu por análises individuais de risco, como já faz Itália, desde 2001, Espanha, desde 2005, Argentina, desde 2015, e o Reino Unido e a Hungria, desde 2020. Se esta quinta-feira avançarmos para proibir por lei a discriminação, afirmaremos outra conclusão, parafraseando Ary - Agora ninguém mais cerra as portas que a ciência abriu!

Miguel Costa Matos - Público - 6 de Outubro de 2021

HÁ CINEMA NO GAVIÃO! E por cá?

 
Há cinema no Gavião. Há actividades culturais em todos os concelhos vizinhos. E por Nisa? O Cine-Teatro, prestes a comemorar 90 anos da sua criação, fechado, como um espaço fantasma e sem vida. Só abre para os "actos oficiais" e de propaganda eleitoral da edil de Amieira, como foi o pomposo ( e só para a família rosa) acto da Assinatura da Contratualização da obra de construção da ponte internacional sobre o Sever, que ninguém sabe onde fica e quem vai servir, mas que serviu para trazer a Nisa em plena campanha eleitoral para as Autárquicas, todo o séquito socialista, requisitado e disponível para dar uma ajuda onde fosse preciso. Foi preciso, por exemplo, em Portalegre e nem os focos incandescentes de uma comunicação social cada vez mais dependente, conseguiram demover os portalegrenses que não acreditaram na mensagem da "capital do desporto" ou de "capital do património" abandonado, tal como está, aliás, o distrito, em quase todas as áreas. Só isto já dava argumento para um grande "filme".
Mas, voltamos ao princípio. Há Cinema no Gavião! E em Nisa, não há porquê? Logo agora que está na "moda" (e as modas como todos sabemos e tal como o poder, são efémeras) que ganhou "atractividade", tão atractiva que não tem, aos domingos, um restaurante, para servir uma simples sopa. 
As pessoas não precisam de comer, dirá, eufórica, a edil. Precisam é de baloiços lilazes, esticar os braços e as pernas, espraiar a vista pelas magníficas paisagens fluviais que o Município oferece, mesmo quando o Tejo vai carregado de cheiros pestilentos e de poluição.
Mas, isso, faz parte da vida, não é?
Mário Mendes


5.10.21

OPINIÃO: Que mudanças vamos ter?

 
Nem com o crescimento dos movimentos independentes, nem com o aparecimento de novos partidos denominados de protesto, se evitou mais uma preocupante abstenção no recente ato eleitoral autárquico. O argumento de que as pessoas estão fartas da política e dos políticos, deve ser substituído pela explicação de que afinal, as pessoas não têm uma atitude consciente. Afinal, todos somos responsáveis pelos políticos e pelas políticas que temos.
O PS manteve a supremacia autárquica, mas contra as expectativas perde Lisboa; Rui Rio teve assim a sua tábua de salvação dentro do PSD que não cresce, com o CDS à boleia e ambos ganham ânimo. A CDU a precisar de renovação e o Bloco à procura de afirmação, são os principais derrotados; enquanto o Chega, apesar de não ter atingido os objetivos, consegue um bom arranque no plano autárquico.
Estas autárquicas ficaram marcadas em todo o país por temas nacionais e menos locais, com o 1.º Ministro a disparar a “bazuca” por todo o lado. A questão, é se a “bazuca” vai estar ao alcance de todos com a mesma intensidade. Porque para o distrito de Portalegre, a tendência é ficarmos esquecidos.
Não falem em descentralização e regionalização, se este distrito continuar nesta pobreza de acessibilidades e esvaziamento de serviços públicos. Os portalegrenses vão a Évora, Castelo Branco e Lisboa tratar da sua saúde e deixam nessas terras os seus gastos a contribuírem para as economias dessas localidades. Sem inversão da situação e sem investimento público, só nos resta definhar.
Na qualidade de dirigente associativo, reuni com as candidaturas do PSD/CDS e do PS; falei pessoalmente com os candidatos do Chega e com o candidato da CDU. Do ponto de vista pessoal e com a experiência política que tenho, li todos os programas e não existem dúvidas das boas intenções de todos os candidatos, que defendem Portalegre no essencial.
CLIP e PS insistiram mais na vinda de investimento para Portalegre, o PSD/CDS na organização da cidade, a CDU, na democratização do exercício camarário e unir as forças vivas locais; enquanto o candidato do Chega a destoar de André Ventura, distribuiu simpatia e muita vontade de mudar o concelho, que acusa estar assim por culpa do sistema, que acusa ser responsabilidade da esquerda; o que lhe faz jus à sua declaração de que não é político, pois revela desatenção…
O candidato do Bloco, desconhecido e pouco visto, apesar de estar há sete anos à frente dos destinos do BE distrital, alinhou pelo diapasão nacional ao falar mais de problemas nacionais do que locais. Apontou o objetivo de querer ser eleito vereador com a maior votação de sempre, mas apenas conseguiu o pior resultado de sempre do BE em Portalegre.
De propostas para Portalegre nada de novo e muito menos, destemidas. Gostava de ter ouvido falar em aproveitar dignamente as majestosas instalações do Clube de Ténis na Marrada Alta e ligar à Quinta da Saúde; transformar a Quinta Formosa num Parque Cultural de Lazer e Merendas; a Piscina Municipal reformulada com um bom serviço de restauração e com atividades culturais, promovendo inclusive os nossos artistas.
É necessária, uma carta da restauração para garantir oferta aos visitantes, um roteiro turístico em sintonia com o restante distrito, destacando além da nossa gastronomia e natureza, a riqueza de um produto nosso, único no mundo, as Tapeçarias de Portalegre. Tudo isto, dava vida à cidade, captava visitantes, investimentos e melhorava a vida de quem cá vive. É preciso arregaçar as mangas e unidos, mostrar esta linda cidade ao mundo.
Claro que precisamos do comboio na zona industrial, do IC 13 concluído, de ligações decentes à A6, A23 e a Elvas. Temos de ter atração e condições de receber os que vêm de fora e condições para quem cá vive. Como autarquia temos a receita mais baixa a nível nacional e recordo que, também nos financiamentos é assim e sempre assim foi. Que o digam, os obscuros, PIDDAC’s [1], que sempre deixaram Portalegre para trás, quer por governos PS, quer PSD/CDS.
Parabéns ao PSD e ao CDS e à vencedora Fermelinda Carvalho, pela vitória em Portalegre. Defendo que o problema de Portalegre não são os presidentes, mas sim, o abandono por parte dos governos e dos modelos políticos errados. Acontece que desde 2001, há duas décadas, Portalegre é governado à direita do PS e assim vai continuar. Agora é preciso perceber que mudanças vamos ter…
Nota: Não foi referido na emissão da Rádio Portalegre, mas sempre defendi uma Escola Superior de Artes em Portalegre.

Paulo Cardoso - Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre - 1/10/2021

5 DE OUTUBRO: VIVÁ REPÚBLICA!

Comemora-se, hoje, 5 de Outubro de 2021, o 111º aniversário da Implantação da República Portuguesa. Este novo regime político surgiu de um golpe de estado apoiado pelo Partido Republicano Português, pela Maçonaria, pela Carbonária e pelas classes populares que desceram à rua. O ideário Republicano constituiu o móbil de esperança política para muitos patriotas portugueses desejosos de regenerar o país. A organização do golpe de estado, a mobilização generalizada dos lisboetas e a recusa de grande parte das forças armadas em defender a Monarquia possibilitou o êxito do golpe de estado.
O país ficou entregue a um governo provisório chefiado por Teófilo Braga, até à aprovação da Constituição de 1911que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da República, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.
Hino nacional:

A Portuguesa  
Heróis do mar, nobre Povo. 
Nação valente, imortal 
Levantai hoje de novo 
O esplendor de Portugal! 

Entre as brumas da memória, 
Ó Pátria sente-se a voz 
Dos teus egrégios avós, 
Que há-de guiar-te à vitória! 

Refrão:  
Às armas, às armas 
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas 
Pela Pátria lutar, 
Contra os canhões marchar, marchar! 

A saber: o hino original tinha mais duas partes que foram retiradas em 1957,  pois achava-se que ficava muito comprido e difícil de decorar. Aqui fica a parte retirada:  
II
Desfralda a invicta Bandeira, 
À luz viva do teu céu! 
Brade a Europa à terra inteira 
Portugal não pereceu. 
Beija o solo teu jucundo 
O oceano, a rugir d'amor, 
E o teu braço vencedor 
Deu mundos novos ao Mundo! 

(Refrão)

III 
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir; 
Seja o eco duma afronta 
O sinal de ressurgir. 
Raios dessa aurora forte 
São como beijos de mãe, 
Que nos guardam, nos sustêm 
Contra as injúrias da sorte.

OPINIÃO: “Boa viagem”, diz a justiça a Rendeiro

 
Depois da fuga de João Rendeiro, Mariana Mortágua relembra que “pagamos um sistema judicial para que os crimes sejam punidos, sejam eles praticados por quem tem tudo ou por quem nada tem. Rejeitamos um sistema judicial que acabe o seu trabalho a desejar àqueles que condena que façam uma boa viagem”.
A fuga para Londres de João Rendeiro, o banqueiro que custou 450 milhões de euros aos portugueses com a falência do BPP, foi o tema da declaração política de Mariana Mortágua na Assembleia da República esta quarta-feira.
A deputada do Bloco de Esquerda começou por lembrar o trabalho feito ao longo dos últimos dez anos. “O Parlamento investigou os crimes, as fraudes e os abuso de uma elite que viu na banca o passaporte para o poder e o enriquecimento fáceis. Do BPP ao BES, passando pelo BPN, pelo BCP ou pela Caixa, essas histórias foram contadas e documentadas”.
Rendeiro está condenado em três processos a penas de dez, cinco e três anos de prisão.
Banqueiro em fuga após autorização judicial para viagem a Londres
De todos estes casos, “ficou quase sempre o sabor amargo da impunidade resultante de um sistema incapaz de prevenir estes crimes, bem como de puni-los”. De facto, até hoje, “o Banco de Portugal não consegue explicar ao país porque passou tantos anos a olhar para a banca portuguesa sem querer ver nada”. A lista é longa. Desde as fraudes no BPP, o banco fantasma do BPN, as contas offshore que insuflavam as ações BCP, o suporte da Caixa ao assalto ao BCP, à drenagem de recursos do BES para o GES, “a lavagem de dinheiro dos bancos angolanos em Portugal e dos bancos portugueses em Angola, nada disto foi visível para um supervisor que, mais do que supervisionar, queria estar nas boas graças dos regulados”.
Por seu lado, “na justiça, os processos arrastam-se, testando a paciência de um país que assiste, impotente, à sucessão de escândalos financeiros”.
E se “a investigação do grande crime económico é difícil e complexa”, Mariana não deixa de considerar “gritante a disparidade de meios entre investigados e investigadores, os mega-processos arrastam-se no tempo, a prescrição tem prazo curto e os crimes de intenção demoram a provar”.
“Neste jogo viciado, quando se segue o percurso de um euro, da origem até ao destino, atravessa-se sempre um emaranhado de contas offshore, veículos financeiros e testas de ferro, um labirinto cuidadosamente desenhado por reputados consultores e advogados”, acusou.
BPP: João Rendeiro foi condenado a 10 anos de prisão
No caso de Rendeiro, “um desses juristas arquitectos de labirintos foi José Miguel Júdice, célebre avaliador televisivo dos vícios e virtudes da praça. Face a qualquer contratempo de um banqueiro como João Rendeiro, os seus advogados e consultores sabem que terem colocado um elo desta cadeia na Suíça, no Panamá ou nas ilhas Caimão garante meses de atraso nas investigações judiciais, à espera de um acordo de troca de informações”, relembrou.
No fim de tudo, “mesmo que a justiça tenha completado o puzzle a tempo, haverá ainda quem argumente, do alto da sua reputação, que tudo foi feito por meios legais. Quem tem os recursos certos, usa a lei para fugir à lei.
Ainda assim, “às vezes os astros alinham-se, as vontades organizam-se, e é possível uma justa condenação. Às vezes mais do que uma condenação até - como foi o caso de João Rendeiro”.
Para a deputada, é aqui que, “ao problema da regulação e da investigação, vem somar-se o problema do efetivo cumprimento de penas. O sistema insiste em provar que a impunidade é um privilégio que o dinheiro e o poder podem comprar”.
Ministério Público deixou caducar arresto de imóveis do fundador do BPP
E relembrou a história do banqueiro fugido. Em 2013 João Rendeiro foi condenado pelo Banco de Portugal a uma multa de 1,5 milhões de euros. Em 2015, foi a vez da CMVM determinar uma sanção de 1 milhão de euros. Ambas as coimas foram confirmadas pelos tribunais, mas ficaram por pagar.
No dia 10 de julho de 2020, João Rendeiro foi condenado a 5 anos e 8 meses de prisão efetiva por falsidade informática. Passado um ano, o Tribunal Constitucional confirmou que não admitia o recurso. Assim, desde há um mês que se sabe que esta sentença seria definitiva.
Em maio de 2021, Rendeiro foi condenado a 10 anos de prisão efetiva por crimes de fraude fiscal, abuso de confiança e branqueamento de capitais.  
Esta terça-feira, o ex-banqueiro foi novamente condenado: mais três anos e seis meses, por burla. Desta vez, “Rendeiro não estava no tribunal para ouvir a sentença do juiz porque se encontrava em Londres, de onde comunicou ao país que não tem qualquer intenção de voltar para cumprir a sua pena”.
Para a deputada, “há várias perguntas que não queremos calar: o que estava a fazer em Londres um homem duas vezes condenado por crimes económicos, a poucos dias da sua terceira condenação? Como é possível ter-se excluído o risco de fuga num caso como este? Por que razão decidiu um juiz (terá ele nome?) conceder a João Rendeiro uma medida de coação que, de facto, é uma tácita autorização de fuga a um criminoso condenado?”, questionou.
“O Bloco de Esquerda respeita escrupulosamente o princípio da separação de poderes. Mas essa garantia constitucional, que protege a nossa democracia, não é um voto de silêncio ou uma dispensa de escrutínio democrático da atuação do sistema judicial. Decisões tomadas sob critérios obscuros e com consequências muito graves minam não só a aplicação da justiça, mas a sua credibilidade aos olhos da população”, disse.
João Rendeiro “vai agora reunir-se com a fortuna que acumulou e escondeu num qualquer offshore. A migração do dinheiro foi protegida pelas regras absurdas da economia. Já a sua fuga pessoal, tem responsáveis diretos no sistema judicial. A democracia exige que sejam identificados e investigados até às últimas consequências”.
“Pagamos um sistema judicial para que os crimes sejam punidos, sejam eles praticados por quem tem tudo ou por quem nada tem. Rejeitamos um sistema judicial que acabe o seu trabalho a desejar àqueles que condena que façam uma boa viagem”, concluiu.
Rendeiro é o resultado da impunidade do sistema! 

in esquerda.net - 29 de Setembro, 2021

TRADIÇÃO ORAL - Adágios de Outubro (II)

- Outubro seca tudo.
- Outubro seca tudo. Se em Outubro demorares a terra a lavrar, pouco hás-de enceleirar.
- Outubro secão, negaças de verão.
- Outubro sisudo colhe tudo.
- Outubro sisudo, recolhe tudo.
- Outubro suão, negaças de Verão.
- Outubro vaca para o palheiro e porco para o outeiro.
- Outubro, paga tudo.
- Outubro, pega tudo.
- Outubro, recolhe tudo.
- Outubro, rega tudo.
- Outubro, revolver.
- Outubro, seca tudo.
- Outubro, vaca para o palheiro e porco para o outeiro.
- Ouvidos a comer, água que vai chover.

* Recolha de Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com
DESENHO: Figuras populares - Os calceteiros - Aguarela de Roque Gameiro


4.10.21

“Caminhos da Pedra” passa pelo Sardoal com espetáculos de teatro e música

 

O terceiro ciclo do projeto Caminhos do Médio Tejo 2021 – “Caminhos da Pedra” – passa pelo Sardoal nos dias 16 e 17 de outubro, com espetáculos de teatro e música. 
O teatro “Sopa de Jerimu”, por Circolando, será apresentado na Praça Nova, no dia 16 de outubro, pelas 16 horas. No espetáculo, “as entranhas revelam-se e a sopa ferve na panela. Nascem histórias… as abóboras transformam-se… na verdade são conhecidas universalmente pelos seus poderes transformadores. Florescem, amadurecem, crescem, crescem, crescem e apodrecem.”
Ainda no dia 16 de outubro, Lika sobe ao palco do Centro Cultural Gil Vicente, pelas 21h30m, num espetáculo onde estará em destaque o seu primeiro disco, do qual faz parte o single “Thousand”. Lika é uma cantora, guitarrista e compositora com origens do Cazaquistão e a sua música tem influências no rock, jazz e funk dos anos 70.  
“Sorriso” é o nome do espetáculo de teatro de rua, levado à cena pelo Teatro Só, no dia 17 de outubro, pelas 16 horas, no Jardim do espaço Cá da Terra. A história de “Sorrisos” não se inspira na morte heroica de Romeu e Julieta, mas sim na vida comum de um velho casal para quem o amor se consumou numa vida de sorrisos.
Além de Sardoal, este terceiro ciclo do Caminhos terá lugar em cinco municípios do Médio Tejo – Entroncamento, Ourém, Sertã, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. O projeto Caminhos da Pedra é uma ação de programação cultural em rede promovida pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) em parceria com os Municípios aderentes. Criado em 2017, este projeto pretende proporcionar encontros em redor da cultura, colocando os recursos e espaços naturais ao serviço das comunidades. 
Os espetáculos têm entrada livre, mas estão sujeitos às normas de prevenção do Covid-19, com limitação de participantes e sujeitos ao levantamento de bilhetes no caso dos espaços interiores. 
O programa completo pode ser consultado em www.cm-sardoal.pt e no Facebook do Município.

3.10.21

Quercus preocupada com vedações no Parque Natural da Serra de São Mamede, Marvão

Novo Executivo da Câmara Municipal de Marvão deverá tomar posição firme sobre este assunto
O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus participou, durante o mês de julho, a convite da Assembleia Municipal de Marvão, numa reunião sobre o tema das vedações construídas no concelho de Marvão pela empresa Recprop Townhill Unipessoal, Lda.
Este é um tema em que a Quercus tem estado envolvida há vários anos, juntamente com os habitantes do concelho de Marvão, na proteção da natureza e da paisagem que são agredidas pelas vedações de grandes dimensões, que têm vindo a ser instaladas neste concelho, desde o ano de 2010
A Quercus fez um pedido de esclarecimento, em 2011 sobre estas vedações, com cerca de 2,30m (2,00 de rede + 0,30m de linhas de arame farpado), que estavam a ser instaladas na área Norte do Parque Natural da Serra de São Mamede a várias entidades: ICNF, Ministério do Ambiente, Câmara Municipal de Marvão, Câmara Municipal de Castelo de Vide, Região de Turismo e empresas envolvidas.
A Quercus fez também uma queixa ao Provedor de Justiça em 2014, tendo, na sequência destas queixas e de outras apresentadas por habitantes locais, sido a empresa alvo de vários processos de contraordenação.
Fruto de várias iniciativas, algumas situações foram corrigidas e as vedações novas já não são tão altas.
Neste momento, a preocupação da Quercus, e da população, prende-se com mais vedações que estão a ser instaladas em terrenos adquiridos pela empresa em questão e na zona a Sul de Marvão, junto à aldeia da Portagem, tendo também já Vereadores, Eleitos na Assembleia Municipal e Presidentes de Juntas de Freguesia manifestado a sua insatisfação em relação a estas novas vedações que estão a ser colocadas.
O Presidente da Junta de Freguesia de Santo António das Areias afirmou que vedaram um caminho público, e fez um apelo para a empresa retirar duas vedações num caminho público em Vale de Carvão. O Presidente da Junta de Freguesia de São Salvador da Aramenha disse que vedaram uma linha de água e fizeram uma vedação junto a uma nascente.
Durante a reunião do passado mês de Julho a Quercus questionou a empresa sobre qual a área total dos terrenos e de qual a extensão das vedações já instaladas. Os representantes da empresa disseram não conhecer a área total, que poderia ser de 500 ou 600 hectares, e disseram não conhecer o perímetro, limitando-se a dizer que deve ter uns milhares de metros.
A Quercus condena a instalação de vedações de grandes dimensões em linhas de água, em caminhos públicos e em locais que agridem a paisagem, como aqueles que estão integrados no Parque Natural da Serra de São Mamede. A Associação continua, por isso, muito preocupada com esta questão, não apenas pelo seu impacte na vida selvagem, uma vez que este tipo de estruturas fragmenta os habitats, mas porque representa também um grande impacto negativo na paisagem.
A Quercus apela, assim, ao novo Executivo eleito da Câmara Municipal de Marvão e a todas as outras entidades públicas com competências na matéria, que exerçam uma ação fiscalizadora e reguladora neste assunto tão sensível e com repercussões relevantes ao nível do ordenamento do território, conservação da natureza e preservação da paisagem tradicional.

SAÚDE: Cuide do seu fígado. Previna o cancro

Sabia que há cada vez mais pessoas com cancro no fígado? Estamos em outubro, o Mês da Consciencialização para o Cancro do Fígado. É altura de falar sobre esta doença, cuja frequência é crescente e que pode ter consequências gravíssimas, quando não detetada e tratada precocemente.
Em países industrializados, o número de casos tem vindo a aumentar, sendo cerca de 2,5 vezes mais frequente nos homens. De acordo com dados da Globocan, de 2018, em Portugal, todos os anos, surgiram 1386 novos casos de cancro do fígado, o que corresponde a 2,4 por cento de todos os cancros. Em Portugal temos assistido a um aumento do número de casos todos os anos. Com a pandemia COVID-19 acreditamos, que o número de casos venham a diminuir, com menos e mais tardios diagnósticos efetuados, com consequências devastadoras.
É o 11.º tipo de cancro mais frequente no nosso país. Representa a 7.ª causa de morte por cancro, vitimando 1372 pessoas em 2018. A sua taxa de sobrevivência a cinco anos é inferior a 10 por cento, quando diagnosticado em fases avançadas.
Na maioria dos casos o diagnóstico é feito tardiamente. É tempo de consciencializar a população para a existência desta doença e, sobretudo, de a informar acerca da importância da sua prevenção e diagnóstico precoce.
O cancro do fígado é uma doença que é prevenível, evitável, tratável e, por vezes, até curável. É crucial apostar na prevenção. Contudo, não tendo sido possível, é fundamental iniciar um tratamento atempadamente, algo que só vai acontecer se a deteção for feita em fase inicial.
Tenha um estilo de vida saudável, de forma a manter a saúde do seu fígado; esteja atento aos sinais e sintomas corpo; consulte o seu médico assistente frequentemente; e faça exames de rotina.
O fígado é um órgão essencial, que remove as toxinas do organismo e distribui e armazena os nutrientes essenciais. Tem múltiplas funções: produção de proteínas e fatores de coagulação, de colesterol e triglicéridos. É um órgão que tem a capacidade única de se regenerar a si próprio, mesmo quando danificado pelas toxinas que processa. Mas atenção: não é indestrutível!
Existem vários subtipos de cancro do fígado, mas as suas causas ainda não são conhecidas. No entanto, há vários fatores de risco, muitos deles modificáveis, que estão relacionados, sobretudo, com os estilos de vida: infeção pelos vírus das hepatites B ou C; antecedentes familiares de cancro de fígado; cirrose hepática, que pode ser causada pelo consumo abusivo de álcool; obesidade; diabetes.
A prevenção desta doença está precisamente na mudança destes fatores. Adote uma alimentação equilibrada, faça exercício físico, não beba álcool, não consuma drogas, não partilhe seringas nem outro tipo de objetos, como sejam os de higiene pessoal, vacine-se contra a hepatite B, use preservativo, lave as mãos com frequência e certifique-se de que a comida que ingere foi devidamente higienizada, conservada e cozinhada, nomeadamente se estiver em países com condições higieno-sanitárias deficitárias.
Os sintomas do cancro do fígado são comuns a muitas outras doenças. Esteja atento aos sinais seu corpo, sobretudo se tem antecedentes familiares ou comportamentos de risco, e procure de imediato um médico, com o objetivo de detetar quanto antes a doença. Quando iniciado precocemente, o tratamento é eficaz e a cura é possível.
Esteja atento aos seguintes sintomas:
Fadiga sem razão aparente;
Dor ou desconforto do lado direito do abdómen superior, abaixo das costelas;
Aparecimento de uma massa do lado direito do abdómen superior;
Dor na omoplata direita;
Perda de apetite ou sensação de enfartamento;
Perda de peso sem razão;
Náuseas;
Vómitos;
Icterícia.
 No mês de outubro e em todos os meses, cuide do seu fígado. Aposte na prevenção e na deteção e no tratamento precoce do cancro hepático. Este é um dos objetivos que integram a missão da APEF: prevenir, diagnosticar, tratar e minimizar, tanto quanto possível, as consequências do cancro do fígado.

* Artigo de Opinião de José Presa, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)


TRADIÇÃO ORAL: Adágios de Outubro (I)

 
- Em Outubro pega tudo e recolhe tudo.
- Em Outubro pega tudo.
- Em Outubro recolhe tudo.
- Em Outubro sê prudente: guarda o pão, guarda a semente.
- Em Outubro semeia e cria, terás alegria.
- Em Outubro, centeio ruivo.
- Em Outubro, cordoadas de São Francisco (4/10).
- Em Outubro, meu trigo cubro.
- Em Outubro, Novembro e Dezembro, abre o teu celeiro e o teu mealheiro.
- Em Outubro, Novembro e Dezembro, quem come do mar, tem que jejuar.
- Em Outubro, o fogo ao rubro.
- Em Outubro, o lume já é amigo.
- Em Outubro, ou secam as fontes ou passam os rios por cima das pontes.
- Em Outubro, S. Simão (28/10), favas no chão.
- Em Outubro, S. Simão (28/10); semear, sim; navegar, não. 

* Recolha de Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

Resultado eleitoral - Cartoon editorial da revista Sábado - Vasco Gargalo


ÉVORA: Festa da Bicicleta 2021 – Passeio da Família


É uma prova aberta e acessível à participação de todos, pois tem um percurso de intensidade baixa, com uma extensão de 10Km.
Serão sorteados 10 prémios pelos dorsais inscritos.
Concentração: 09h00
Partida: 10h00
PARTIDA/CHEGADA: Praça do Giraldo
Características técnicas: Circuito: Estrada / Distância: 10Km / Intensidade: Baixa
CONDIÇÕES PARTICIPAÇÃO:
Disponível para inscrição Kit Basic 3€ (Dorsal/Seguro/T-Shirt técnica/abastecimento), habilitado no final da prova ao sorteio de 10 prémios pelos dorsais inscritos (Bicicletas/ Mochilas/ adereços da bicicleta etc);
Inscrições neste link (A Festa da Bicicleta / BikÉvora / Passeio da Família 2021), com número limitado de vagas (300 kits);
Pagamento nas Piscinas Municipais de Évora, nos dias 04, 06, 07, 08 e 09 de outubro, entre as 09h00 e as 20h00;
Caso não consiga poderá efetuar o pagamento na Praça do Giraldo, no dia da iniciativa, entre as 08h00 e as 10h00;
Levantar o kit de participação aquando do pagamento.
Inscrições: https://inscricoes.cm-evora.pt/FormularioInscricao.aspx
Organização conjunta:
CÂMARA MUNICIPAL ÉVORA
Os Pára e Bebes – Secção de BTT da Casa do Povo Nª Srª Machede
 Apoio: PSP


OPINIÃO: Raspadinha da proibição

 
Não são precisos muitos estudos ou investigações para percebermos que as raspadinhas estão a tornar-se um vício preocupante em Portugal.
Em cada esquina conseguimos ter essa perceção. Os números também não enganam. Portugal é o país da Europa onde se gasta, em média por pessoa, mais dinheiro em raspadinhas. Cada português despende 160 euros por ano, dez vezes mais do que em Espanha. Em abril, os psiquiatras alertaram, no "Jornal de Notícias", que a dependência deste jogo cresceu "muitíssimo" e comparam-no ao álcool. Nessa altura, a Segurança Social também referenciou casos para tratamento.
PCP, PAN e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues querem agora proibir a publicidade a jogos e apostas, entre as 7.00 e as 22.30 horas, independentemente do meio onde é exibida. Já o Bloco de Esquerda pretende impedir qualquer anúncio ao popular jogo da Santa Casa da Misericórdia.
Mas será que proibir ou condicionar a publicidade às raspadinhas resolve um problema que está à vista de todos? Percebe-se a preocupação destes partidos. Mas as propostas contêm alguma demagogia e muito pouco sentido prático. Por exemplo, como se condicionam algoritmos que executam operações complexas que definem quais e que conteúdos de marcas comerciais os utilizadores devem receber, especialmente no Google e nas redes sociais?
Numa sociedade que se quer livre, é preciso que as pessoas sejam bem informadas. E esse devia ser o primeiro papel do promotor deste jogo ou de qualquer outro. Seria bem mais interessante que as propostas dos partidos se centrassem nas ações e aplicação das verbas que a Santa Casa da Misericórdia canaliza para políticas de consciencialização dos apostadores.
Não são as proibições que fortalecem as sociedades. O que a realidade nos tem dito é que é melhor educar do que proibir.
Manuel Molinos in Jornal de Notícias

2.10.21

CASTELO DE VIDE: Detido e recuperação de dinheiro furtado

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Castelo de Vide, ontem, dia 30 de setembro, deteve um homem de 25 anos, na sequência de um furto, em Castelo de Vide.
No seguimento de uma denúncia por furto de uma carteira, foi possível apurar que o suspeito subtraiu uma mala que continha dinheiro e alguns cartões de multibanco, enquanto se encontrava num estabelecimento. No momento em que foi detetado pelo proprietário do estabelecimento colocou-se em fuga com recurso a um veículo. Através das patrulhas acionadas e dos principais eixos controlados, foi o suspeito intercetado e detido ainda na posse do dinheiro furtado, tendo a sua viatura sido apreendida.
Foram recuperados 660 euros, bem como os documentos que se encontravam na carteira, que foram devolvidos ao legítimo proprietário.
O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Portalegre, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

SUICÍDIOS NO ALENTEJO: Médicos reclamam meios para "combater esta tragédia"

A taxa de suicídio no Alentejo é o dobro da média nacional. A depressão, demência e ansiedade registam na região também os valores mais altos do país. Falta de recursos humanos, pobreza, iliteracia e desemprego são causas apontadas. Especialistas criticam a “naturalização” desta realidade.
A conclusão parte dos últimos dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2017. Na região alentejana há 54,2 mortes por suicídio por 100 mil habitantes, quando a média do restante território nacional se situa nas 22,4. Paralelamente, os problemas de depressão, ansiedade e demência registam níveis bastante acima do resto do país.
Em 2017, foram registadas mil mortes por suicídio e cerca de 200 pessoas tinham entre 45 e 54 anos. As vítimas são sobretudo homens, com 43,6 óbitos por 100 mil habitantes na região, contra 17,4 a nível nacional.
O suicídio é a principal causa de morte em crianças e jovens adultos portugueses. Uma em cada seis mortes ocorre em pessoas com idades entre os 10 e os 29 anos e a depressão, que afetou 716 mil portugueses em 2019, multiplica por 20 a hipótese de suicídio.
Em declarações ao Jornal de Notícias, a diretora do serviço de Psiquiatria do Baixo Alentejo, Ana Matos Pires, considera que “o isolamento [da região] é certamente importante, mas é na precariedade brutal de recursos humanos que coloco o acento tónico”.
A psiquiatra relembra que “quando aqui cheguei, em 2013, havia um psiquiatra reformado e um outro colega que fazia 16 horas de trabalho por semana”. Em contraste, “hoje somos, para todo o território do Baixo Alentejo, quatro psiquiatras e três prestadores de serviço. Está bom de ver que não se resolve um problema de décadas e com esta gravidade com tão escassos recursos”, conclui.
Esta posição é acompanhada por Sofia Tavares, da Associação Sobre Viver Depois do Suicídio, uma associação com sede em Évora, criada este ano para ajudar e apoiar o sobrevivente e combater o estigma em volta do suicídio. “Num país tão pequeno como o nosso não faz sentido a existência de assimetrias tão grandes na distribuição de recursos humanos. A falta de estruturas de apoio médico e psicológico é gritante no Alentejo. A isso soma-se, ainda, a dificuldade de acesso aos serviços e a falta de sensibilização das pessoas”.
Para Sofia Tavares, "Há até uma espécie de "naturalização" desta realidade no Alentejo. As representações culturais associados a esta prática, como a resignação e o fatalismo, devem ser consideradas na análise deste fenómeno". Por isso, Ana Matos Pires reclama a "elaboração de um estudo científico que aprofunde todos os fatores de risco", de modo a conhecer em profundidade a realidade alentejana. "Há muitos "achismos", e do que precisamos mesmo é de instrumentos que nos ajudem a combater esta tragédia", conclui.
in Esquerda.net - 29/9/2021

1.10.21

SAÚDE: Núcleo de Estudos de Geriatria da SPMI lança campanha “Vacinação é Proteção”

Pelo segundo ano consecutivo o Núcleo de Estudos de Geriatria (NEGERMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lança a campanha “Vacinação é Proteção” no dia 1 de outubro, Dia Internacional do Idoso.
A campanha destina-se a sensibilizar todos os idosos, os seus cuidadores e familiares, para a necessidade, segurança e eficácia da vacinação contra diversas infeções, com destaque nesta altura do ano para a gripe e a pneumonia, na população idosa. Este ano foi ainda desenvolvida uma publicação com as “Recomendações Clínicas para a Vacinação da População Idosa em Portugal”, destinada a médicos e profissionais de saúde.
“A Direção Geral de Saúde (DGS) já recomenda a vacinação de alguns doentes crónicos e imunodeprimidos contra a doença pneumocócica invasiva e a pneumonia pneumocócica, mas, pela elevada suscetibilidade dos idosos a estas infeções e a sua potencial gravidade, consideramos importante expandir esta recomendação a todos os idosos, com ou sem doenças associadas”, afirma Paulo Almeida, do NEGERMI e responsável da campanha.
Para além das vacinas antipneumocócicas, a vacinação contra a Zona assume particular importância nos idosos considerando a maior frequência, gravidade e morbilidade da doença, assim como a influência na comorbilidades.
Com esta campanha relembra-se também a vacina contra o tétano e a difteria, a única incluída no Programa Nacional de Vacinação para idosos, e a vacina contra a gripe recomendada anualmente pela DGS para os indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos.
“Os idosos são mais suscetíveis às infeções devido à diminuição progressiva da resposta imune com o envelhecimento associada às comorbilidades e síndromes geriátricas, pelo que sem programas específicos de vacinação, as doenças infeciosas continuarão a ter um impacto muito negativo nesta população nas próximas décadas”, conclui Paulo Almeida.
O aumento da esperança de vida justifica uma cuidadosa adaptação das recomendações vacinais à terceira idade, tendo por base uma melhor compreensão das razões subjacentes à baixa taxa de cobertura, bem como um melhor conhecimento da imuno-senescência. Ao contrário das crianças, para quem existem programas de imunização bem definidos, para os idosos não tem havido um plano de vacinação específico, o que tem como consequência uma baixa taxa de cobertura vacinal neste escalão etário.
As doenças infeciosas são uma significativa causa de morbilidade e mortalidade na população idosa podendo algumas ser prevenidas através de vacinação. As infeções do trato respiratório inferior são a quarta causa de morte nos países desenvolvidos, sendo três vezes mais frequentes acima dos 60 anos. Em particular, a pneumonia pneumocócica é uma das principais causas de morte nos idosos e a vacina previne as formas mais graves. O tétano ainda aparece em muitos países, incluindo Portugal, especialmente na população acima dos 50 anos.
As vacinas atualmente disponíveis têm um potencial suficiente para baixar o peso das doenças infeciosas nos idosos, independentemente de viverem no domicílio ou em instituições, prevenindo internamentos hospitalares e a deterioração funcional com subsequente diminuição da qualidade de vida.

MÚSICA: Carlos Alves na direcção artística do Festival Internacional de Clarinete de Castelo Branco

 

MARVÃO: Al Mossassa, a Lenda…

 
Um espetáculo que celebra a história de Marvão 
Após um ano de interregno devido à pandemia de COVID-19, Marvão volta a celebrar as suas origens e o seu fundador, o guerreiro islâmico Ibn Maruan, nos dias 1 e 2 de outubro, com dois espetáculos que vão decorrer, exclusivamente, no Pátio do Castelo.
Com início agendado para as 21h30 de sexta-feira e sábado, estes espetáculos são de entrada gratuita, mas estão sujeitos a reserva prévia (Posto de Turismo: 245 909 131), devido à lotação limitada de lugares. 
Já os habituais mercados de rua, demonstrações de artesanato ou espaços de restauração, serão adiados para a edição do próximo ano. 
“Acreditamos que, ao criar formas alternativas e inovadoras de promover estes grandes eventos, temos condições de os promover em contexto de pandemia e em segurança. Não podíamos deixar de celebrar esta grande festa, reconhecida no Alto Alentejo e também na região da Extremadura espanhola. Assim sendo, decidimos promover a Al Mossassa num formato diferente, mas que irá certamente ser igualmente memorável”, explica Luís Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Marvão.
No próximo ano, Marvão vai voltar a recuar no tempo, até ao séc. IX, num espaço aberto à imaginação e à história, repleto de fabulosas recriações e animações, numa celebração cultural única, onde coabitam os legados islâmico, judaico e cristão.
O regresso do Festival Al Mossassa a Marvão está agendado para os dias 30 de setembro, 1 e 2 de outubro de 2022.