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10.9.23

CRIME AMBIENTAL: Peixes mortos na ribeira de Seda, no Crato, preocupam Quercus

 


O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus foi alertado para a morte de peixes na ribeira de Seda, no concelho do Crato. Verificámos no local, perto da estação de caminho-de-ferro do Crato, a morte de peixes e a poluição da água, como se pode ver nas imagens captadas. Constatámos na aldeia do Pisão, a montante na mesma ribeira, que a situação descrita não se verifica.
Este é um problema preocupante, pelo que é urgente que se investigue a causa da morte dos peixes e se atue de modo a salvar o que resta deste ecossistema severamente afetado.
Devem ser tomadas medidas para que uma situação como esta não se volte a repetir.
Portalegre, 8 de setembro de 2023
A Direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – ANCN
Fotografias: Madalena Caetano/Quercus

8.9.23

CRIME AMBIENTAL: Milhares de peixes mortos identificados em ribeira no Crato

Milhares de peixes e outros animais estão a aparecer mortos numa ribeira que passa junto à vila do Crato, denunciou hoje um clube de caçadores e pescadores do concelho, no distrito de Portalegre.
Numa nota publicada na sua página na rede social Facebook, acompanhada de vídeos e fotos, os responsáveis do Clube Amadores de Caça e Pesca Desportiva do Crato referem que as descargas poluentes na ribeira de Seda “são uma constante há vários anos”.
Segundo o clube, a origem de algumas descargas está identificada, mas nada é feito para colocar um ponto final na situação. Por isso, diz, é hora de a população se unir e “dizer basta”.
“Aquilo que presenciámos aqui hoje é uma catástrofe ambiental e que nos próximos dias irá piorar bastante. Todas as espécies que ainda lutam pela sobrevivência irão morrer”, lê-se na publicação.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, manifestou-se preocupado com a situação, indicando que o município já apresentou uma queixa ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR – já presente no local – e uma denúncia à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“É uma situação recorrente. Nós temos feito queixas, há menos de seis meses houve uma vistoria à indústria, que teve uma conclusão. Eles [indústria] cumprem com quase todos os requisitos para poder laborar – houve ali algumas coisas que foram notadas, alguns melhoramentos, algumas situações específicas que eles têm de introduzir, mas nada de substancial”, relatou.
O autarca sublinhou que tem seguido a situação com “muita preocupação”, lamentando não se conseguir imputar até esta altura responsabilidades, já que a ribeira aparece poluída periodicamente.
“Isto não pode continuar assim, é demais. Não pode, nós não podemos aceitar. Nós temos de chegar a uma conclusão de onde vem [a poluição] rapidamente e tem de haver mão forte com quem faz este tipo de derrames para dentro da ribeira”, acrescentou.
Contactado também pela agência Lusa, o dirigente da associação ambientalista Quercus José Janela manifestou-se preocupado com o problema e reivindicou uma “investigação com caráter de urgência” a este caso.
“A Quercus vai averiguar melhor este caso no terreno, mas exigimos que a situação seja investigada com urgência”, disse.
* Green Savers com Lusa - 7 Setembro 2023


17.6.20

NISA: Quem "roubou" a água da Galiana?

O abastecimento de água à vila de Nisa constituiu, a par da construção do Hospital da Misericórdia, uma das principais obras feitas no tempo do Estado Novo. 
O sistema lançado a partir da Serra de S. Miguel e alicerçado nas captações de águas das nascentes da Galiana foi inaugurado em 1944. A partir dessa altura Nisa passou a dispor, finalmente, de água em quantidade e, sobretudo, em qualidade.
Para isso foram precisos alguns anos, uma vontade férrea de executivos autárquicos, esmolando do poder central cada escudo a investir em tamanho empreendimento. Uma obra colossal para a época, cada metro de vala escavada a pá e pica, mulheres com grande couchos de cortiça à cabeça transportando a areia onde assentava a tubagem de fibrocimento, numa extensão de cerca de dez quilómetros, desde a serra até à Estação Elevatória e daqui até ao Depósito construído para o efeito numa das extremidades da vila. 
A Central Elevatória e o Depósito das Águas constituíram, em si mesmos, outros empreendimentos de vulto, para os quais foi preciso uma paciente e persistente acção junto do Governo para que a obra se concluísse e não representasse o fiasco que foi a "inauguração" de 1932. 
Doze anos depois, a vila de Nisa dispunha de água suficiente e de grande qualidade para o abastecimento humano da sua população, situação que se manteve até início dos anos 70 quando o aumento da rede e a mudança dos hábitos de consumo (introdução das máquinas de lavar) veio tornar problemática a satisfação das necessidades da população.
Da estação elevatória da Galiana eram bombeados, diariamente, no Verão, 500 metros cúbicos de água, ainda assim insuficientes no maior aperto do calor e das férias dos emigrantes. 
De carência era pois a situação que se deparou aos primeiros executivos autárquicos eleitos após o 25 de Abril. A Galiana foi garantindo um abastecimento irregular, foi dando o que tinha e não tinha,  sempre insuficiente face ao brutal aumento do consumo. Estudar e implantar um sistema de abastecimento alternativo, tornou-se um "quebra cabeças" para os autarcas da época, face à urgência de uma solução, e de um problema que se agudizava com a chegada de cada Verão. 
Garantido o abastecimento à população, em quantidade, a partir do Tarabau e estação de tratamento no Santo António, a qualidade perdeu-se. Mas havia água para os usos e consumos domésticos e industriais. A Galiana continuou a "dar" o seu contributo para o abastecimento dos nisenses. Depois, veio a "febre empresarial", a ambição de tornar a água pública em negócio privado, uma fonte de rendimento para alguns. O abastecimento em "alta" ("alta" e "baixa" surgiram como novas designações de um negócio florescente) passou a ser feito pela empresa das Águas do Norte Alentejano e a partir de captações na Barragem de Póvoa e Meadas e Apertadura. 
Os sistemas municipais e os equipamentos que lhe estavam adstritos tornaram-se "obsoletos" e foram deixados ao abandono. O edifício e anexos da Central Elevatória da Galiana na EN18 é uma casa esventrada de onde foram roubados diversos equipamentos. As portas escancaradas deixam ver a quem espreita, um cenário de lixo, sujidade, de abandono precipitado, uma imagem nada edificante para um edifício público e para um equipamento municipal que tantos e tão bons serviços prestou à população. Estão ali, aos olhos de quem passa, mostrando o desleixo e a degradação. 
As nascentes da Galiana na Serra de S. Miguel, os nossos "Olhos de Água" são um local luxuriante, quase paradisíaco. Nesta altura mais parecem pertencer à floresta tropical, tal a quantidade de fetos e silvas que cobrem as diversas casas de nascente e também a "casa-mãe" onde as águas depois de passarem por um crivo gigante eram encaminhadas para a tubagem rumo à estação elevatória.
Onde não chega. Perdeu-se no percurso. Ainda alimenta a "Fonte da Tijela", mas depois perde-se-lhe o rasto, encaminhada talvez para outros "rumos" ou, perdida, numa ruptura da canalização, que as boas consciências entendem não dever reparar.
Em tempos não muito distantes e face à emergência de nova fonte de abastecimento, pensou-se no aproveitamento das Águas da Galiana para fins medicinais ou para comercialização como águas de nascente. Propriedades, dizem os especialistas, não lhe faltariam. Mas ficou tudo em " águas de bacalhau"
O que se lamenta, o que é vergonhoso, quando tanto se fala no ambiente e no aproveitamento dos recursos endógenos (esta palavra irrita-me!), é que um caudal de água pura e cristalina que fez as "delícias" de milhares de nisenses, seja jogada fora, deixada ao abandono, como coisa sem préstimo e desnecessária.
Água é vida! A água da Galiana é vida a dobrar!
Desprezá-la, como os poderes públicos o estão a fazer, é um crime de lesa ambiente e lesa população.
Mas "isto" é música que não entra em certos ouvidos...
Mário Mendes

1.11.18

Quercus alerta para a destruição de montado de azinho

Em causa a instalação de olival intensivo em Avis e Sousel
A Quercus foi alertada recentemente para o arranque de centenas de azinheiras de grande porte, sem autorização do ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, com o objetivo de instalar um olival intensivo na Herdade do Ramalho, situada nos concelhos de Avis e de Sousel, no Alto Alentejo.
 A empresa agrícola que arrendou a Herdade do Ramalho, terá, segundo as denúncias que chegaram à Associação, cortado recentemente e arrancado mais de um milhar de azinheiras, no total em diversas parcelas incluídas em povoamento de montado de azinho, fortemente protegido pela legislação nacional de proteção aos povoamentos de sobreiro e azinheira.
Só numa das parcelas atingidas por este corte foram arrancadas cerca de 900 azinheiras verdes, o que pode ser visualizado nas fotografias de satélite do Google Earth, comparando-se as fotografias recentes de 2018 com as de anos anteriores.
O Dec. Lei n.º 169/2001, relativo à proteção do sobreiro e azinheira, apesar de prever a possibilidade de cortes de exemplares destas espécies para empreendimentos agrícolas, refere que o projeto tem de ser obrigatoriamente reconhecido pelo Governo como relevante e de sustentável interesse para a economia local, o que manifestamente não aconteceu neste caso.

9.2.17

CRIME AMBIENTAL: Poluição excessiva no Rio Tejo

Quercus quer atuação firme do Ministério do Ambiente sobre descargas de empresa em Vila Velha de Ródão
A Quercus recebeu nos últimos dias, várias denúncias de cidadãos, denunciando descarga poluente de extrema gravidade no rio Tejo com uma coloração acastanhada e com muita espuma à superfície, alegadamente com origem numa celulose em Vila Velha de Ródão.
As descargas poluentes têm sido recorrentes nos últimos anos, e a espuma que ao longo dos últimos dias tem sido visível no rio Tejo, em particular junto ao açude de Abrantes e junto à Barragem de Belver, tem origem numa fonte de poluição junto à Ribeira do Açafal, afluente do Tejo, em Vila Velha de Ródão.
Da atuação anterior das autoridades já tinha resultado um levantamento de Auto de Notícia por Crime contra a Natureza, remetido para o Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco e autos de Notícia por Contra-Ordenação, remetidos para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA - ARH Tejo).
Na sequência destas denúncias, a Quercus tem vindo a alertar as autoridades para a poluição no Rio Tejo. Esta situação ocorre pela falta de atuação em conformidade com a gravidade da situação, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e do próprio Ministério do Ambiente.
O Ministério do Ambiente em dezembro de 2015, já referia que “identificou os efluentes da empresa Celtejo, em Vila Velha de Ródão, como um preocupante foco de poluição do rio Tejo”.
O Relatório da Comissão de Acompanhamento sobre a Poluição do Rio Tejo, propõe uma “redução do caudal e da carga orgânica poluente nos efluentes setoriais e no efluente rejeitado no meio hídrico pela Celtejo, por recurso à ampliação ou substituição da atual ETAR”.
A Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A., do grupo Altri, tem um projeto de investimento ao abrigo do Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial e Empreendedorismo (Inovação Produtiva Não PME), para a introdução de inovações no processo de produção de pasta de papel ‘tissue’. Isto significa que o projeto é financiado por fundos europeus, que no caso da Celtejo são 21,37 milhões de euros.
A Quercus considera inaceitável a recorrência de crimes ambientais por parte de entidades infratoras e apela ao senhor Ministro do Ambiente para retirar a licença de descarga de efluente e a licença de exploração, até resolução definitiva dos problemas que atingem o rio Tejo.
Lisboa, 9 de fevereiro de 2017
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

14.11.16

CRIME AMBIENTAL: Rio Tejo um esgoto

AZU denuncia em Comunicado situação de catástrofe ambiental
Continuamos na mesma, o que vieram os deputados da Comissão de Ambiente fazer pelo Tejo acima desde Lisboa? Onde pára o Ministro do Ambiente? Denúncias, exposições, manifestações, tantas acções de cidadãos e cidadãs anónimos, dos partidos políticos, do SEPNA, o poder económico contínua imparável, incorrigível e insensível, disposto a acabar com o Tejo, a fazer deste esgoto. Onde está o poder local, que é feito das Câmaras de Nisa e Vila Velha de Ródão? Não há respeito pelos pessoas que tirem o seu sustento do rio, por milhares de cidadãos que vivem a jusante das Portas de Ródão?
Na sexta-feira da tarde do dia 11 de Novembro, milhares de lagostins tentaram sair da água e refugiar-se nas margens do rio Tejo no Cais do Arneiro, Freguesia de Santana, Concelho de Nisa, fugindo à imensa mancha negra com origem nas indústrias de VV de Ródão. Segundo alguns pescadores e populares, o cheiro era horrível e, no sábado dia 12, a mancha já se alongava para mais de 1,5km para jusante do referido cais, confirmando-se o pior, milhares de lagostins morreram “sufocados” nas armadilhas que são o único sustento para algumas famílias nesta época do ano.
Na tarde do Domingo, dia 13 de Novembro, populares descreveram que no cais de Vila Velha de Ródão estava a efectuar-se a maior descarga que há memoria com origem na empresa Celtejo. A mancha negra recuou para junto da tomada de água da citada empresa, numa situação inédita. Também aqui milhares de lagostins procuram refúgio nas margens, com falta de oxigénio na água.
Há cerca de uma semana e meia que as descargas se têm agravado, tornando-se visível nos concelhos de Vila Velha de Ródão, Nisa, Gavião, Mação e Abrantes. Segundo os pescadores e populares, a empresa Celtejo, é a responsável, argumentando com o facto das águas do rio Tejo, a montante do do cais de Vila Velha de Ródão estarem límpidas razão que leva alguns pescadores do Arneiro, a colocarem aí as suas gaiolas, salvaguardando assim os lagostins das descargas sucessivas da referida empresa.
14-11-2016
Núcleo da AZU Associação Ambiental do Alto Tejo

12.8.16

ALERTA: A Ribeira de Nisa vai secar!

Os afluentes dos rios funcionam como viveiros, os peixes sobem as linhas de água quando o inverno termina e se aproxima a primavera. Aí depositam as ovas, vem o verão os peixinhos crescem, mantém-se até que a nova estação das chuvas ocorra e os leve para o rio. Assim devia ser, no caso da ribeira de Nisa o problema não é a poluição industrial, a alteração deve-se ao facto da mudança de uso, sem se pensar na hidrografia como uma rede complexa. A barragem da Póvoa e Meadas passou a ser mais importante fonte abastecimento de água para consumo humano de todo o distrito de Portalegre, é preciso libertar um pouco de água, especialmente no verão para a permanência de vida, equilíbrio, para que alguns pontos se mantenham com os recém nascidos peixes. Para diluir os esgotos domésticos recebidos das ETARs, senão a ribeira de Nisa não é mais que um esgoto onde proliferam as infestantes mimosas.
Os pescadores do Arneiro no concelho de Nisa pescam agora lagostins do Lousiana não somente por causa da poluição vinda da produção da pasta de eucalipto em Rodão, mas também porque carpas, bogas, barbos, achigãs e outros peixes não se podem reproduzir, é a mensagem, a de um habitante desta região, o senhor Silveiro.
Rio Tejo esgoto, não se deve somente às afrontas mais visíveis, aos efluentes das indústrias, aos transvases para a agricultura intensiva no sul Espanha, á Central Nuclear de Almaraz, aos esgotos de Madrid. Isso não quer dizer que é um problema sem solução, que a nossa agricultura passe a ser o eucaliptal, até porque temos um problema bem grave, que nos lembramos somente nesta altura os fogos. Há que olhar o Tejo como um sistema complexo e não somente um vector.

José Maria Moura

9.5.15

CRIME AMBIENTAL: Rio Tejo cheio de espuma

 O Rio Tejo está cheio de espuma e ninguém faz nada. Quando os caudais são baixos aumenta a espuma no Tejo. Que se saiba ninguém investiga ou analisa as águas. 
A imagem desta fotografia é de um amigo e foi tirada esta quarta-feira, 6 de Maio. Poderiam ser duas fotos de dois amigos ou uma dúzia de outros tantos amigos ou um milhar de fotos feitas por um milhar de amigos. É um cenário que se repete a cada dia e em vários pontos do percurso nacional do rio Tejo. Há muitas teorias sobre as causas destes mantos brancos que deslizam nas águas do rio.
Este caso regista-se no açude insuflável de Abrantes mas há registos de que o mesmo acontece na barragem de Belver. Pode até haver desculpas de que a queda de água provoca a espuma. Mas a grande pergunta é se a queda de água provoca uma espuma que teima em não desaparecer e flutua por vários quilómetros empurrada pelas águas do rio, sabe-se lá por quantos quilómetros.
Ontem, 5 de Maio, um amigo alertava-me para o facto de o rio ter um caudal muito baixo, talvez abaixo dos níveis ecológicos, mesmo que ninguém o diga formalmente. O rio Tejo parece um ribeiro de colina e não um rio internacional, tão pouca é a água que leva. Nalguns pontos poderá mesmo atravessar-se a pé. Ora esse amigo dizia-me que se fala muito no cheiro e na cor das águas do rio. Pode ser por estarem mais paradas. Ou não. Como o caudal é menor, os focos de poluição aumentam exponencialmente. Num exercício puramente de senso comum, ora se em dez litros de água colocar um centilitro de corante vermelho fica uma tonalidade. Se juntar mais 90 litros de água a esta mistura a tonalidade passará de rosa a vermelha. Isto é senso comum. Como no rio Tejo poderá estar a passar-se a mesma coisa.

Quanto menor é o caudal mais se notam os níveis de espuma que correm rio abaixo. E o que observo do meu canto, pelo menos que se saiba no domínio público, é que nenhuma instituição política ou ambientalista anda a investigar ou a analisar as águas. Ou tão pouco a falar no assunto. Ou, tão somente, a mostrarem-se preocupados com os caudais, com os cheiros da água ou então com os "litros" de espuma que flutuam pelas águas, pouco, correntes do rio.
Ou então, como o caso não é novo, já estão tão habituados a ver a espuma e a não ligar ao nosso rio internacional que não ligam patavina ao assunto. E estamos na primavera. Como não chove em quantidades que aumentem os caudais estaremos dependentes das descargas das barragens espanholas. Logo, e meramente no senso comum, a coisa vai piorar um pouco mais. A espuma vai continuar a verificar-se. Cada um de nós vai habituar-se a este cenário. As instituições não vão fazer nada.

Se aparecerem duas dúzias de peixes mortos ali num canto qualquer, daqui a umas semanas, aí sim temos as instituições ambientalistas e de inspecção de volta do rio. Enquanto isso não acontece resta-nos olhar a espuma que o rio nos mostra.
Jerónimo Belo Jorge - in www.blackstingnews.com