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15.9.23

AMBIENTE: Peixes mortos no rio Caia, junto a Arronches, e poluição da ribeira de Arronches inquietam Quercus



O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus foi alertado para a morte de peixes no rio Caia, concelho de Arronches. Verificámos no local, junto à vila de Arronches, a poucos metros da ponte do Crato sobre o rio Caia, a morte de peixes e a água poluída, como se pode ver nas imagens captadas. A Quercus apresentou queixa ao SEPNA da GNR.
Constatámos também que a ribeira de Arronches, afluente do rio Caia está poluída, junto à ponte de Santa Maria, na estrada Nacional 371, há descargas efluentes (embora a água da ribeira também já venha poluída a montante desse local).
É urgente que se investigue este problema e se averigue a causa da morte dos peixes, de modo a evitar que situações destas se repitam.
Fotografias:
Madalena Caetano/Quercus: peixes mortos junto a pedras no rio Caia
José Janela/Quercus: ribeira de Arronches poluída e descarga poluente na ribeira
Portalegre, 13 de setembro de 2023

10.9.23

CRIME AMBIENTAL: Peixes mortos na ribeira de Seda, no Crato, preocupam Quercus

 


O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus foi alertado para a morte de peixes na ribeira de Seda, no concelho do Crato. Verificámos no local, perto da estação de caminho-de-ferro do Crato, a morte de peixes e a poluição da água, como se pode ver nas imagens captadas. Constatámos na aldeia do Pisão, a montante na mesma ribeira, que a situação descrita não se verifica.
Este é um problema preocupante, pelo que é urgente que se investigue a causa da morte dos peixes e se atue de modo a salvar o que resta deste ecossistema severamente afetado.
Devem ser tomadas medidas para que uma situação como esta não se volte a repetir.
Portalegre, 8 de setembro de 2023
A Direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – ANCN
Fotografias: Madalena Caetano/Quercus

8.6.15

Quercus alerta para a poluição no Rio Tejo

Situação é particularmente preocupante no troço entre Vila Velha de Ródão e Abrantes
A Quercus tem recebido, nas últimas semanas, várias denúncias de cidadãos, alertando para o facto de o rio Tejo estar com um caudal demasiado baixo para a época do ano e a água apresentar uma coloração acastanhada e com espuma à superfície, situação que tem sido recorrente no troço entre Vila Velha de Ródão e Abrantes. As denúncias recebidas davam também conta do aparecimento de peixes mortos junto à Barragem de Belver.

Em virtude destas denúncias, desde o dia 7 de Maio que a Quercus tem vindo a alertar as autoridades para poluição no Rio Tejo, nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA- ARHTejo) e o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA - GNR). Segundo este último, em resposta à denúncia feita pela Quercus, foi apurado que a espuma que ao longo das últimas semanas tem sido visível no Rio Tejo, em particular junto ao açude de Abrantes e junto à Barragem de Belver, tem origem numa fonte de poluição localizada em Vila Velha de Ródão, junto à Ribeira do Açafal, afluente do Tejo.
Da ação de fiscalização feita pela GNR, em colaboração com os serviços da Proteção Civil de Abrantes e a Administração de Região Hidrográfica (ARH), resultaram um Auto de Notícia por Crime contra a Natureza, que foi remetido para o Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco, e dois Autos de Notícia por Contra-Ordenação, por falta de licença para a rejeição de águas residuais.

A situação, que é recorrente, tem sido por diversas vezes denunciada pela Quercus. No entanto, desta vez, o caudal reduzido do Rio Tejo vem agravar ainda mais este problema de poluição, uma vez que a capacidade de autodepuração do rio se encontra comprometida.
O caudal reduzido que se verifica no Rio Tejo praticamente todos os anos na época de estiagem é uma prova de que a Convenção de Albufeira, da forma como atualmente se encontra implementada, não garante o bom estado ecológico das massas de água e é um obstáculo ao cumprimento da Diretiva Quadro da Água.
A Quercus vem assim uma vez mais alertar para a necessidade de renegociação da Convenção de Albufeira, no sentido de garantir caudais ecológicos com uma maior frequência, de modo a garantir o bom estado ecológico do Tejo ao longo de todo o ano, e em particular durante o período de estiagem.
A Quercus alerta ainda a Administração Pública para a necessidade do cumprimento cabal da legislação ambiental pelos vários utilizadores da água. O não cumprimento reiterado das normas ambientais, como tem sido a prática até aqui em Vila Velha de Ródão, não pode ficar impune ou passar apenas com uma coima.
Se não há capacidade para cumprir a legislação, os prevaricadores devem ter a sua licença de exploração revogada. O crime ambiental não pode compensar.
Lisboa, 8 de Junho de 2015
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza