Vamos realizar uma grande greve geral. Vamos continuar a trilhar este caminho
de denúncia, mas também de luta por uma vida melhor. Vamos continuar a trilhar
este caminho de exigência da retirada do pacote laboral", declarou ainda o
secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses.
O líder da CGTP estava a referir-se ao pacote laboral que o Governo
pretende apresentar ao parlamento para introduzir mudanças na Lei do Trabalho.
"É sempre importante o dia 1 de Maio. É um momento de festa e de
comemoração, mas é um momento de luta", afirmou Oliveira.
Segundo o secretário-geral da CGTP, o sindicato tem denunciado as
grandes dificuldades que os trabalhadores estão a enfrentar atualmente.
"Aquilo que estamos a viver não corresponde ao que o Governo coloca na
retórica pública", disse o secretário-geral da CGTP, referindo que as
propostas governamentais só aumentarão, por exemplo, a precariedade no
trabalho.
"Em relação ao pacote laboral, passaram-se nove meses desde o
início daquilo que foi apresentado ao país e aos trabalhadores e que conduziu à
greve geral de 11 de dezembro. Nada mudou, está tudo lá", nomeadamente a
precariedade no trabalho, a facilitação no despedimento, o
"outsourcing", o banco de horas, dificultar a atuação dos sindicatos
e o ataque ao direito à greve.
"Tem tudo sido uma encenação, uma telenovela", afirmou
Oliveira, lembrando que os trabalhadores já rejeitaram o pacote laboral.
UGT aponta à concertação social
Em entrevista também à RTP Notícias, o secretário-geral da União Geral
de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, declarou que não pensaram ainda sobre a
realização de uma greve geral, pois ainda estão num período de negociações com
o Governo.
A UGT tem negociado o pacote laboral com o Governo, ao contrário da
CGTP que está afastada do processo, mas, segundo este último, por culpa do
Executivo. "Tenho uma reunião no dia 7 na concertação social. Portanto, a
seu tempo, nós analisaremos quais são as respostas que temos de dar relativamente
ao processo de negociação que está em curso sobre o projeto do Governo",
afirmou Mourão.
"Neste momento, não está excluída nenhuma forma de luta da UGT.
Ainda não é o momento de fazer o anúncio de qualquer iniciativa de resposta a
este pacote laboral", afirmou o líder da UGT, referindo que, mesmo que o
sindicato não chegue a acordo com o Governo, continuará a realizar o seu
trabalho no parlamento, para onde será enviado o projeto governamental.
"Estamos muito longe de chegar a um acordo" face às propostas
apresentadas pelo Governo, indicou Mourão.
Jornal de Notícias - 1 de maio, 2026
