4.5.26

OPINIÃO: O meu país


Não sendo nacionalista tenho muito orgulho de pertencer a este nobre povo que deu a conhecer ao mundo outros mundos. O país não é a geografia das terras, das ruas e das casas, mas sim a alma profunda do povo que aqui vive. Já andei por diversos países e não troco Portugal por nenhum deles. O português é um povo gentil e acolhedor na arte de bem receber, e tem no fado a memória de tempos audazes fabulosos. Já se vestiram de mais escuro, agora preferem cores mais suaves – os tempos são outros. Amo o meu país, de praias brancas no litoral, à planície alentejana e ribatejana, às serras verdejantes do norte. Na varanda da velha Europa, como periférico, aqui acolhemos à nossa maneira as novidades que nos chegam de fora, sem nunca perder a nossa matriz. Com as guerras lá fora damos mais valor à paz cá dentro, porque somos pacíficos. É o sentido da pertença e da identidade por partilharmos o mesmo solo que nos une. Espalhados pelos sete cantos do mundo é a partilha dos nossos valores que nos identifica. Somos um povo trabalhador que gosta de partilhar com os outros aquilo que tem, com uma alma grandiosa e eloquente. 

José Oliveira Mendes

Portalegre, 4 de Maio de 2026