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8.5.20

Movimento Ibérico Antinuclear considera extensão do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 2028 grave e errado

Conselho de Segurança Nuclear espanhol autoriza funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 2028
Movimento Ibérico Antinuclear considera este parecer extremamente grave e errado e exige que o Governo Espanhol, a quem cabe a decisão final, não autorize o perigoso prolongamento da vida da Central
De acordo com notícias recentes, o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol emitiu um parecer em que autoriza o prolongamento do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz, em Espanha, até outubro de 2028, impondo algumas condições ao seu funcionamento. Infelizmente, este parecer vai ao encontro do já esperado pelo Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), uma vez que a indústria do Nuclear tem exercido uma forte pressão no sentido de todas as Centrais em funcionamento em Espanha verem o seu período de vida alargado.
Para o MIA, esta notícia que hoje veio a público, relativamente ao parecer favorável do CSN para a continuação do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz pós 2020, é ilógica, errada e de uma gravidade extrema, pois viabiliza que a Central de Almaraz, totalmente envelhecida e obsoleta, continue a trabalhar e a colocar toda a Península Ibérica em risco até ao ano de 2028.
A Central Nuclear de Almaraz fica situada junto ao rio Tejo, na província de Cáceres, em Espanha, a cerca de 100 km da fronteira com Portugal e tem tido incidentes com regularidade, existindo situações em que já foram medidos níveis de radioatividade superiores ao permitido. Portugal pode vir a ser afetado, caso ocorra um acidente grave, quer por contaminação das águas, uma vez que a central se situa numa albufeira afluente do rio Tejo, quer por contaminação atmosférica, pela grande proximidade geográfica existente. Para além disto, Portugal não revela estar minimamente preparado para lidar com um cenário deste tipo, pelo que a acontecer um acidente grave, isso traria certamente sérios impactes imediatos para toda a zona fronteiriça, em especial para os distritos de Castelo Branco e Portalegre.
O MIA vai solicitar urgentemente que o Governo português intervenha e tome posição contra este eventual prolongamento do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz, uma vez que o mesmo terá implicações diretas em território nacional e dado que será o Governo Espanhol, depois deste parecer favorável do CSN, a tomar a decisão final sobre a questão.
Lisboa, 8 de Maio de 2020

26.2.13

AZU defende: Encerramento da central nuclear de Almaraz



"A Central Nuclear de Almaraz está com graves problemas, são 26 incidentes desde 2012! Não vale a pena discutir o grau de classificação do incidente. Se a peça que avariou é vital ou não! Sabemos dos problemas em geral que afectam o funcionamento da central, a corrosão dos geradores de vapor, a insuficiência dos sistemas de refrigeração de emergência entre outros, conforme explanou Francisco Castejón na sessão pública ocorrida a semana passada na Biblioteca Pública de Cáceres.
São paragens consecutivas que realçam de forma clara e evidente a degradação de toda a estrutura. A sua vida útil terminou há dois anos, não queremos acreditar que tenha sido a crise que levou a que se prolongasse o seu funcionamento por mais 10 anos.
A central nuclear fica a pouco mais 100Km de Portugal (Portas de Ródão), é refrigerada pelo Rio Tejo já de si tão maltratado pelos transvases, pela poluição dos esgotos de Madrid, pela escorrência dos químicos utilizados na agricultura intensiva, pelas industrias de celulose, entre outros!!!
Chega-nos a Lisboa um Rio completamente poluído e sem água, a poluição que se vê e a oculta (Almaraz). E não se manifestam? Há tanta água que confundem o Rio com o Oceano!
As populações dos distritos de Portalegre e Castelo Branco devem pedir transparência neste assunto ao governo português, e que este pressione o governo espanhol no sentido de encerramento definitivo da Central de Almaraz!"
A direção da AZU - 25.02.2013

21.2.13

Ambientalistas contestam classificação de falha na central nuclear de Almaraz


O Conselho de Segurança Nuclear espanhol considerou como nível 0 de risco avaria momentânea em pressurizador. Há mais de duas dezenas de casos semelhantes por ano.
Ambientalistas espanhóis estão a contestar que uma falha técnica na central nuclear de Almaraz, a 150 quilómetros da fronteira com Portugal, no final da semana passada, tenha sido classificada como um evento sem qualquer significado em termos de segurança.
O evento ocorreu na sexta-feira, segundo uma nota divulgada pelo Conselho de Segurança Nuclear espanhol. Uma falha numa válvula do reactor Almaraz II afectou um pressurizador, que esteve temporariamente com níveis acima dos estabelecidos pelas normas técnicas da central. Na nota, não há qualquer indicação de paragem do reactor. O problema foi solucionado em 25 minutos.
O episódio foi classificado como sendo de nível 0 (sem problemas de segurança), segundo a escala internacional de eventos nucleares – ou seja, nem sequer foi considerado como um “incidente”. Houve 26 episódios de nível 0 nas centrais nucleares espanholas desde Janeiro de 2012, cinco dos quais em Almaraz.
A associação espanhola Ecologistas en Acción entende, porém, que o episódio de sexta-feira deveria ser classificado como um incidente de nível 2. Num comunicado, os ambientalistas dizem que o pressurizador em causa é uma peça central para a segurança do reactor, pois é este equipamento que garante o bom funcionamento do sistema de refrigeração das barras de combustível. Mesmo que não tenha consequências, uma falha num sistema principal de segurança é suficiente para classificar um evento nuclear com o nível 2.
O episódio também deixou inquietos os ambientalistas portugueses. “É uma situação que nos preocupa, porque a central devia ter encerrado há dois anos, depois de ter trabalhado durante 25, mas o Governo espanhol acabou por prolongar a sua actividade por mais dez anos”, disse o presidente da associação ambientalista Quercus, citado pela agência Lusa.
in "Público" - 19/2/2013