20.1.26

NISA: Quem acode às ruas da vila?


Rua 25 de Abril em estado calamitoso

Bem sei que vão dizer que é uma Estrada Nacional (EN18) e que a sua administração pertence ao Estado. Mas isso não chega. É também uma rua, por sinal, a mais extensa de Nisa e, por isso, a que terá mais moradores. Situação que justifica, por si só, uma maior atenção por parte da Câmara Municipal e não, como acontece, uma enorme imagem de desleixo e abandono.

Vários moradores queixaram-se da falta de limpeza e da varredura que é comum noutras artérias da vila. Mas o que ali ocorre na rua também conhecida como Estrada de Alpalhão, é muito mais grave e obriga a que a autarquia tome medidas com urgência. O pavimento está em péssimo estado, degradado, esventrado, com buracos e rupturas, a que não escapam as caixas de retenção de esgotos. As tampas dessas caixas que deviam estar à superfície e em linha com o pavimento, quase sumiram, “enterradas”, absorvidas pelo alcatrão, abrindo mais buracos e que os condutores têm de evitar, protegendo os veículos que conduzem e evitando a ida à oficina. O piso da rua, que é também Estrada Nacional e “roteiro” de passagens de veículos de grande porte, está a desintegrar-se. Em vários sítios, devido à degradação, apareceram diversas “lagoas”, mais uma situação deplorável a contemplar os moradores e caminhantes na artéria, obrigados a utilizarem apenas um dos passeios e que, não raras vezes, são mimoseados com um banho, imprevisto, de água das chuvas, ali depositadas.

É preciso, imperioso e urgente que a Câmara tome medidas. Que resolva por si, aquilo que pode fazer e entre estes, o reforço da limpeza urbana. É preciso que a autarquia não se  “feche em copas” e aponte a responsabilidade da degradação da rua 25 de Abril, a outra entidade.

Nisa precisa desde há muito de uma via de circulação externa. Via que retire do atravessamento da vila, camiões e outros meios de viação, principalmente os de transporte de eucaliptos destinados a Vila Velha de Ródão.

A Câmara não pode, por mais tempo, ignorar esta situação. Como outras que constatamos noutro locais da urbe e sobre as quais daremos também, aqui, notícia.

Durante anos, demasiados, a propaganda camarária concentrou-se em fazer “arranjos” de flores no centro da vila. Gastou-se o que havia e não havia na construção de “cenários idílicos” imaginados pela arquitectona-mor, ao mesmo tempo que eram desprezadas as melhorias e a construção de novas infra-estruturas tão necessárias ao dia a dia dos seus habitantes e de quem por aqui passa. A entrada de Nisa para quem vem da A23 não é apenas escandalosa, é criminosa.  Ainda mais para quem tanto reclama o “boom” do turismo e das visitas à “terra bordada de encantos”.

Que triste entrada no Alentejo…