Bem sei que vão dizer que é uma Estrada Nacional (EN18) e que
a sua administração pertence ao Estado. Mas isso não chega. É também uma rua,
por sinal, a mais extensa de Nisa e, por isso, a que terá mais moradores.
Situação que justifica, por si só, uma maior atenção por parte da Câmara
Municipal e não, como acontece, uma enorme imagem de desleixo e abandono.
Vários moradores queixaram-se da falta de limpeza e da
varredura que é comum noutras artérias da vila. Mas o que ali ocorre na rua
também conhecida como Estrada de Alpalhão, é muito mais grave e obriga a que a
autarquia tome medidas com urgência. O pavimento está em péssimo estado, degradado,
esventrado, com buracos e rupturas, a que não escapam as caixas de retenção de
esgotos. As tampas dessas caixas que deviam estar à superfície e em linha com o
pavimento, quase sumiram, “enterradas”, absorvidas pelo alcatrão, abrindo mais
buracos e que os condutores têm de evitar, protegendo os veículos que conduzem e
evitando a ida à oficina. O piso da rua, que é também Estrada Nacional e “roteiro”
de passagens de veículos de grande porte, está a desintegrar-se. Em vários
sítios, devido à degradação, apareceram diversas “lagoas”, mais uma situação
deplorável a contemplar os moradores e caminhantes na artéria, obrigados a utilizarem
apenas um dos passeios e que, não raras vezes, são mimoseados com um banho,
imprevisto, de água das chuvas, ali depositadas.
É preciso, imperioso e urgente que a Câmara tome medidas.
Que resolva por si, aquilo que pode fazer e entre estes, o reforço da limpeza
urbana. É preciso que a autarquia não se “feche em copas” e aponte a responsabilidade
da degradação da rua 25 de Abril, a outra entidade.
Nisa precisa desde há muito de uma via de circulação
externa. Via que retire do atravessamento da vila, camiões e outros meios de viação,
principalmente os de transporte de eucaliptos destinados a Vila Velha de Ródão.
A Câmara não pode, por mais tempo, ignorar esta situação.
Como outras que constatamos noutro locais da urbe e sobre as quais daremos
também, aqui, notícia.
Durante anos, demasiados, a propaganda camarária concentrou-se
em fazer “arranjos” de flores no centro da vila. Gastou-se o que havia e não
havia na construção de “cenários idílicos” imaginados pela arquitectona-mor, ao
mesmo tempo que eram desprezadas as melhorias e a construção de novas
infra-estruturas tão necessárias ao dia a dia dos seus habitantes e de quem por
aqui passa. A entrada de Nisa para quem vem da A23 não é apenas escandalosa, é
criminosa. Ainda mais para quem tanto
reclama o “boom” do turismo e das visitas à “terra bordada de encantos”.
Que triste entrada no Alentejo…
