Alpalhão e Tolosa voltam, passados (quantos?) anos, a integrar o
itinerário de transporte municipal, de onde nunca deveriam ter saído. Mudam-se
os tempos, mudam-se as vontades, o fogo controleiro da madame de Amieira começa
a debilitar-se, mau grado toda a força que tem feito para se agarrar ao poder,
ainda que noutra “faceta”. Deixemos isso. O actual presidente da Câmara, tem
tomado medidas polémicas e seguidistas da ordem idalinista, mas, honra lhe seja
feita, rompeu com as medidas discriminatórias que impediam os habitantes de
Alpalhão e de Tolosa de usufruírem de um bem, o autocarro municipal, que é de
todos e não da construtora do muro das lamentações.
Alpalhão e Tolosa já podem vir a Nisa e fazer “mércolas” na Feira de
Janeiro. Uma coisa tão simples, caramba! E que o espírito da birrinha
instituída, da vingançazinha de recreio, impediu durante tantos anos. Não
sabemos, nem isso interessa agora, o que fizeram os autarcas dessas freguesias
(Alpalhão e Tolosa) para alterar este estado, vergonhoso, de discriminação
entre freguesias do mesmo concelho. Para mim, foram cúmplices. Aceitaram, sem
reservas as imposições anti-democráticas e lesivas das populações que deviam,
em primeiro lugar, defender.
Alpalhão e Tolosa já podem vir a Nisa no autocarro municipal. O
presidente da Câmara merece, desta vez, um aplauso pela medida que repõe a
verdade e a justiça. Sem esquecer, no entanto que, enquanto vereador, foi
conivente com ela.
Mário Mendes
