16.1.26

POLÍTICA: Comunicado do PCP Sobre os resultados das eleições para a CCDR Alentejo


Após a publicação pela DGAL dos resultados das eleições para o Presidente e um Vice-Presidente da  CCDR Alentejo, o Executivo da Direcção Regional do Alentejo do PCP:

1 – Reafirma a sua posição expressa em comunicado do passado dia 6 de Janeiro relativo às  alterações na composição dos Conselhos Directivos das CDDR e ao “negócio” que PS e PSD levaram a  cabo tratando as regiões do País como coutadas partidárias. 

2 - Sublinha que que o processo de nomeação do novo Conselho Directivo da CCDR Alentejo ficará  marcado pelo desrespeito pelo poder local democrático, pela região e suas instituições e pelo  abandono por parte do PS e PSD de práticas de diálogo democrático que marcaram várias décadas do  relacionamento e respeito institucional na região. 

3 – Realça que dos 1284 membros que constituíam o colégio eleitoral para a eleição do Presidente  da CDDR, 350 decidiram não votar, 210 votaram em branco e 28 anularam o seu voto. Ou seja, 588  eleitos autárquicos da região Alentejo (44,7% dos membros do colégio eleitoral) decidiram ou não  legitimar este processo com o seu voto, ou, votando, não manifestar o seu apoio à solução  previamente decidida por PS e PSD. Este é um número que fala por si quanto à gravidade do ocorrido.

4 – Salienta que a percentagem de não votantes nesta eleição (que não pode ser meramente  apresentada como “abstenção” pois é tradução de um posicionamento político consciente de protesto institucional) e de votos brancos ou nulos constitui um facto político importante e inédito que PS e  PSD não podem ignorar ou esconder (por mais que o tentem) e que terá consequências políticas na  região. 

5 – Lamenta que vários responsáveis políticos e estruturas regionais do Partido Socialista tenham  vindo a público comemorar e saudar a eleição dos novos dirigentes da CCDR Alentejo, ainda no  próprio dia da eleição, sem que fossem conhecidos publicamente os resultados, e divulgados pela  entidade que os deve divulgar, a DGAL. Tal facto só vem reforçar as posições críticas do PCP quanto à  “democratização” das CDDR, e demonstra uma lamentável atitude de desrespeito por elementares  princípios democráticos de funcionamento das instituições, que visou tentar apagar por antecipação o  facto político que marca e marcará estas ditas eleições – a não participação de centenas de autarcas  em protesto contra este processo e a dimensão dos votos em branco ou nulos. 

6 – Afirma que a dimensão da contestação a um processo ferido por atropelos ao respeito  institucional e a princípios democráticos, constitui uma expressiva demonstração de apego à  democracia e uma importantíssima base para prosseguir a luta em defesa do poder local  democrático, da democracia, da Constituição da República Portuguesa e da regionalização que  esta consagra.

7 – Apela a todas as instituições e personalidades que venham a compor o Conselho Regional da  CCDR Alentejo que expressem, pela formas que entenderem mais efectivas e consequentes, a  condenação pelo desrespeito à sua autonomia de decisão e a recusa da tentativa de  instrumentalização partidária deste órgão na eleição do segundo vice-presidente da CCDR Alentejo.

15 de Janeiro de 2026

O Executivo da DRA do PCP