1.3.26

NISA. A moda da "continuidade" e as árvores indefesas


Eram três abrunheiros, ali colocados junto ao recinto frente ao Cine Teatro. Davam um ar de urbanidade e de beleza à própria fachada do nosso "Cinema". Mas, vá la saber-se porquê, o camartelo municipal abateu-se sobre eles, decepando-os e deixando desértico aquele espaço no centro da vila. Abatem-se, mandam-se abaixo e pronto. Ninguém dá cavaco a ninguém, como se as árvores fossem patriminónio seu, exclusivo Há quem diga que os abrunheiros, rivalizavam com o gigantesco painel de propaganda à Valquíria, outrora tão mal vista e criticada pelos mesmos que, agora, lhe tecem loas e mandam construir mastodontes de cimento para a albergar. Dois milhões de euros, que é lá isso, para quem constrói, à socapa, muros das lamentações. Peçonhentas é o que são, essas personagens das mil e uma noites, que já nem suportam a vida e o crescimento de três simples abrunheiros. Abrunhes? Dé, nom prestim. Dam caganêra!