Eram três abrunheiros, ali colocados junto ao recinto frente ao Cine
Teatro. Davam um ar de urbanidade e de beleza à própria fachada do nosso
"Cinema". Mas, vá la saber-se porquê, o camartelo municipal abateu-se
sobre eles, decepando-os e deixando desértico aquele espaço no centro da vila.
Abatem-se, mandam-se abaixo e pronto. Ninguém dá cavaco a ninguém, como se as
árvores fossem patriminónio seu, exclusivo Há quem diga que os abrunheiros,
rivalizavam com o gigantesco painel de propaganda à Valquíria, outrora tão mal
vista e criticada pelos mesmos que, agora, lhe tecem loas e mandam construir mastodontes
de cimento para a albergar. Dois milhões de euros, que é lá isso, para quem
constrói, à socapa, muros das lamentações. Peçonhentas é o que são, essas
personagens das mil e uma noites, que já nem suportam a vida e o crescimento de
três simples abrunheiros. Abrunhes? Dé, nom prestim. Dam caganêra!
