2.3.26

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXIX) - António Borrego


Febre alta

Por vezes...

insurge-se o medo e tremo

acredito na absolvição

e na "caminhada de cada um"

o infinito existe...

e, supõe-se que, o eterno é suave...

que verdade?

que mentira?

que sombras?

que coragem?

o sopro do vento...a luz do sol...

diz-me!

por favor diz-me...que vida temos?...

a amargura instala-se, dentro de nós...em todas as veias...

o cérebro, busca soluções...mas a vida...

morde...como um choque elétrico...

temos que ousar...ir, seguir...

ver bolas coloridas, e os seus movimentos lindos...

sentir o que fascina...e o que fere...

lembro-te em tantas coisas...umas minhas...outras não...

a dor é silenciosa...e, nenhuma peregrinação a retira...

em fogueiras de vento...ardem pensamentos, e desejos...

o agora, é este medo...esqueci as palavras...

delas não retiro nada...não me localizo...não sei quem sou...

o teu rosto, dança-me na alma...e, este medo, que busca perdão

e esta solidão que sufoca...

não há plenitude, na beleza das palavras...

que se irão dissolver, na superfície...de um azul imaculado...

só então vibraremos, e chamaremos a nós...todos os direitos...

os deuses silenciosos, ofereceram-nos o silêncio...

será no silêncio...em silêncio...

que O encontramos...

depois, temos a arte que nasce do caos...

aceitar as metamorfoses...

e o "nosso caos"...pulveriza-se, e será luz...

na conspiração dos porquês.

A.B. 2018.