Por vezes...
insurge-se o medo e tremo
acredito na absolvição
e na "caminhada de cada
um"
o infinito existe...
e, supõe-se que, o eterno é
suave...
que verdade?
que mentira?
que sombras?
que coragem?
o sopro do vento...a luz do
sol...
diz-me!
por favor diz-me...que vida
temos?...
a amargura instala-se, dentro de
nós...em todas as veias...
o cérebro, busca soluções...mas
a vida...
morde...como um choque elétrico...
temos que ousar...ir, seguir...
ver bolas coloridas, e os seus
movimentos lindos...
sentir o que fascina...e o que
fere...
lembro-te em tantas
coisas...umas minhas...outras não...
a dor é silenciosa...e, nenhuma
peregrinação a retira...
em fogueiras de vento...ardem
pensamentos, e desejos...
o agora, é este medo...esqueci
as palavras...
delas não retiro nada...não me
localizo...não sei quem sou...
o teu rosto, dança-me na
alma...e, este medo, que busca perdão
e esta solidão que sufoca...
não há plenitude, na beleza das
palavras...
que se irão dissolver, na
superfície...de um azul imaculado...
só então vibraremos, e
chamaremos a nós...todos os direitos...
os deuses silenciosos,
ofereceram-nos o silêncio...
será no silêncio...em
silêncio...
que O encontramos...
depois, temos a arte que nasce
do caos...
aceitar as metamorfoses...
e o "nosso
caos"...pulveriza-se, e será luz...
na conspiração dos porquês.
A.B. 2018.