30.3.26

CASTELO DE VIDE: Acessibilidade e inclusão em espaços culturais


Luís Félix inaugura na quinta-feira em Castelo de Vide a exposição “O Toque como Experiência Estética”

A exposição “O Toque como Experiência Estética” do artista Luís Félix é inaugurada na próxima quinta-feira dia 2 de Abril, pelas 18 horas, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança em Castelo de Vide, onde ficará patente até ao próximo dia 18 de Julho.

A cerimónia integra-se na apresentação pública do projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais a partir do Museu da Tiflologia de Castelo de Vide”.

Esta exposição tem a curadoria de João Guimarães e integra um ciclo de mostras bianuais promovidas pelo Centro Português de Tiflologia, Equidade e Inclusão, no âmbito das atividades do Museu da Tiflologia propondo uma reflexão sobre a experiência artística a partir dos diferentes sentidos humanos. Depois de terem sido exploradas em edições anteriores dimensões sensoriais como o olfacto e a audição, desta vez o foco centra-se no toque.

Obras concebidas para serem tocadas

Ao contrário do que acontece na maior parte das exposições, onde o contacto físico com as obras é geralmente interdito, nesta exposição todas as peças foram concebidas para poderem ser tocadas. Esta possibilidade decorre da própria abordagem do artista, cuja prática valoriza a dimensão material e táctil da forma escultórica.

A prática artística de Luís Félix articula escultura, pintura e desenho, frequentemente explorando a relação entre materiais tradicionais e processos técnicos associados ao trabalho do metal.

A obra do artista distingue-se assim por uma atenção particular à dimensão material da forma. A madeira, a pedra, a resina e metal não são apresentados apenas como suportes técnicos da escultura, mas como componentes ativos da experiência sensorial e perceptiva da obra. E mesmo as seis pinturas que são apresentadas na galeria, em que o contorno da imagem é realçado através de relevo em tinta de chumbo, foram pensadas tendo em conta esta dimensão sensorial.

Luís Manuel Ferreira Félix Ribeiro

Natural Portalegre (1973), Luís Manuel Ferreira Félix Ribeiro é escultor, pintor e professor de artes, atualmente ao serviço do Agrupamento de Escolas de Marvão.

Licenciou-se em Escultura na ARCA-EUTAC – Escola Universitária das Artes de Coimbra, com classificação final de 17 valores e em 2017 complementou a sua formação artística com especialização técnica em soldadura, integrando processos industriais na sua prática escultórica.

A sua obra inclui diversas intervenções de escultura pública em Portugal e  e desenvolveu experiência profissional internacional na Holanda, França, Bélgica e Moçambique.

Projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão”

Implementado pela Fundação Nossa Senhora da Esperança, o projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais a partir do Museu da Tiflologia de Castelo de Vide” tem a duração de 3 anos (até final de 2028) e é financiado pelo Fundo Social Europeu (FSE), no âmbito da candidatura ao aviso “Inclusão pela Cultura”, integrada no Programa Regional Alentejo 2030.

A Fundação Nossa Senhora da Esperança (FNSE) gere atualmente, no quadro dos seus compromissos históricos e estatutários, duas Estruturas Residenciais para Idosos, além do Centro de Arte e Cultura FNSE e o Centro de Experiência Viva - Museu de Tiflologia em Castelo de Vide.