A exposição “O Toque como Experiência Estética” do artista Luís Félix é
inaugurada na próxima quinta-feira dia 2 de Abril, pelas 18 horas, no Centro de
Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança em Castelo de Vide, onde
ficará patente até ao próximo dia 18 de Julho.
A cerimónia integra-se na apresentação pública do projeto “TODAGENTE –
Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais a partir do
Museu da Tiflologia de Castelo de Vide”.
Esta exposição tem a curadoria de João Guimarães e integra um ciclo de
mostras bianuais promovidas pelo Centro Português de Tiflologia, Equidade e
Inclusão, no âmbito das atividades do Museu da Tiflologia propondo uma reflexão
sobre a experiência artística a partir dos diferentes sentidos humanos. Depois
de terem sido exploradas em edições anteriores dimensões sensoriais como o
olfacto e a audição, desta vez o foco centra-se no toque.
Obras concebidas para serem tocadas
Ao contrário do que acontece na maior parte das exposições, onde o
contacto físico com as obras é geralmente interdito, nesta exposição todas as
peças foram concebidas para poderem ser tocadas. Esta possibilidade decorre da
própria abordagem do artista, cuja prática valoriza a dimensão material e
táctil da forma escultórica.
A prática artística de Luís Félix articula escultura, pintura e
desenho, frequentemente explorando a relação entre materiais tradicionais e
processos técnicos associados ao trabalho do metal.
A obra do artista distingue-se assim por uma atenção particular à
dimensão material da forma. A madeira, a pedra, a resina e metal não são
apresentados apenas como suportes técnicos da escultura, mas como componentes
ativos da experiência sensorial e perceptiva da obra. E mesmo as seis pinturas
que são apresentadas na galeria, em que o contorno da imagem é realçado através
de relevo em tinta de chumbo, foram pensadas tendo em conta esta dimensão
sensorial.
Luís Manuel Ferreira Félix
Ribeiro
Natural Portalegre (1973), Luís Manuel Ferreira Félix Ribeiro é
escultor, pintor e professor de artes, atualmente ao serviço do Agrupamento de
Escolas de Marvão.
Licenciou-se em Escultura na ARCA-EUTAC – Escola Universitária das
Artes de Coimbra, com classificação final de 17 valores e em 2017 complementou
a sua formação artística com especialização técnica em soldadura, integrando
processos industriais na sua prática escultórica.
A sua obra inclui diversas intervenções de escultura pública em Portugal e e desenvolveu experiência profissional internacional na Holanda, França, Bélgica e Moçambique.
Projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão”
Implementado pela Fundação Nossa Senhora da Esperança, o projeto
“TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços
Culturais a partir do Museu da Tiflologia de Castelo de Vide” tem a duração de
3 anos (até final de 2028) e é financiado pelo Fundo Social Europeu (FSE), no
âmbito da candidatura ao aviso “Inclusão pela Cultura”, integrada no Programa
Regional Alentejo 2030.
A Fundação Nossa Senhora da Esperança (FNSE) gere atualmente, no quadro
dos seus compromissos históricos e estatutários, duas Estruturas Residenciais
para Idosos, além do Centro de Arte e Cultura FNSE e o Centro de Experiência
Viva - Museu de Tiflologia em Castelo de Vide.
