Em 13 de Julho de 1929 a C.A deliberou convidar por meio de
editais, os habitantes da vila de Amieira, a caiarem os seus prédios no prazo
de seis meses e oficiou ao senhor Governador Civil declarando que “esta
Comissão concorda absolutamente para que o descanso semanal seja aos domingos.
Apesar da “concordância absoluta” dos eleitos camarários,
este assunto servirá de polémica nos anos seguintes.
Na sessão de 20 de Julho, a Comissão Administrativa decidiu
aceitar o pedido de exoneração do logar de facultativo municipal em Amieira,
referido pelo proprietário do referido logar, Dr. Joaquim de Moura Relvas e por
a concurso não só o logar de facultativo de Amieira, como o do 1º partido nesta
vila de Nisa, aquele pela exoneração requerida pelo Dr. Moura Relvas, e este
pelo falecimento do Dr. Henrique Miguéns.
A sessão de 3 de Agosto de 1929 marca o “arranque” da era
automobilística em Nisa e de uma assentada, a Câmara concedeu a instalação de
dois postos de abastecimento de combustíveis. O primeiro a Júlio Pires Bento,
representante da Vacuum Oil Company, autorizando-o a colocar um marco de venda
de gasolina com respectivo tanque no Largo Heliodoro Salgado e o segundo, com
igual aparelho, a José Araújo Baptista, no Largo da República, este em
representação da Shell. Ambos ficaram obrigados à renda anual de 200$00
(duzentos escudos).
Na mesma sessão, foi decidido comunicar à direcção da Sopa
dos Pobres, recentemente estabelecida nesta vila, que “esta Câmara aprova e
louva uma tal iniciativa e para contribuir com qualquer donativo, precisa que
lhe sejam fornecidos vários elementos de apreciação a saber: a) número mais ou
menos aproximado dos pobres a socorrer em cada freguesia do concelho; b) o
preço médio do custo de cada sopa; c) quais os fundos com que a Comissão conta,
para fazer face às respectivas despesas.
Ontem como hoje, a teia burocrática a impor-se, mesmo
tratando-se do apoio a situações de pobreza.
