15.12.16

Quercus e Ceras vão libertar ave de rapina

O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus e o CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens vão amanhã, quinta feira dia 15 de dezembro, proceder à libertação, na Tapada da Escola Básica José Régio, em Portalegre, de uma ave de rapina (Mocho-galego, Athene noctua) que foi encontrada debilitada no concelho de Portalegre e posteriormente recuperada no Centro de Recuperação de Animais Selvagens da Quercus, localizado em Castelo Branco.
 O ponto de encontro para a acção de libertação será o seguinte:
 16.15h – na Escola Básica José Régio, em Portalegre
 Vimos assim convidar os senhores jornalistas a comparecerem nesta acção, sendo que para qualquer informação adicional poderão contactar através dos telemóveis 96 010 70 80 ou 93 778 84 74.

14.12.16

PORTALEGRE: Há Festa no Hospital


Caminhada de Nisa ao Tejo, pelas Portas de Rodão






Realizou-se na manhã de dia 10 de dezembro de 2016, a caminhada “De Nisa ao Tejo, pelas Portas de Ródão”, promovida pela União de freguesias do Espirito Santo, Nª Srª da Graça e São Simão e pela Junta de Freguesia de Santana.
O percurso seguia o traçado do “Caminho Português Interior de Santiago” Etapa de Nisa, numa extensão de aproximadamente 19 Km’s.
Contou com 100 caminheiros vindos de diversos pontos do País mas na sua grande maioria naturais do concelho.
A concentração foi na Porta da Vila em Nisa, percorrendo algumas ruas do Centro Histórico, seguimos em direção ao complexo religioso e histórico da Senhora da Graça, onde se situam várias referências ao Apóstolo: “a antiga capela de Santiago, um cruzeiro e a barroca de Santiago”, sempre desfrutando de paisagens maravilhosas. Em Pé da Serra assistimos à “ apanha da azeitona” e desfrutámos de algumas iguarias gastronómicas; vislumbramos o “Monte Cimeiro” e sempre pelo sopé da serra de S.Miguel chegámos ao “Monte do Zé dos Santos” já com o Tejo à vista. Entrámos na freguesia de Santana apreciando as formações rochosas quartzíticas acompanhados pelo olhar dos grifos, sempre vigilantes, e rodeados pelos “zimbrais”, chegamos ao monumento natural das Portas de Ródão.
Terminado o passeio em Ródão regressámos a Nisa, em viaturas cedidas pelas várias associações do concelho, não podia terminar sem um almoço/convívio onde se começou a delinear o próximo passeio.
Estiveram presentes alguns eleitos das freguesias: João Malpique, António Martins e Patrícia Carmona; do município a vereadora Fátima Dias; contámos também com a companhia de Manuela Cunha, membro do Partido Ecologista “Os Verdes”.

DO ALTO DO TALEFE (16): Sonho de Natal?

O frio aperta nestes dias de Dezembro. Ao andar no campo sinto as ervas partirem-se como se fossem de vidro, e as pequenas poças de água ficam vidradas com uma fina camada de gelo, o caramelo, para os nisenses.
Nestes dias refugio-me junto à lareira. A grande cavaca de azinho vai transformando-se em brasas que me acompanham ao longo de todo o serão, que não raras vezes se prolonga até altas horas da madrugada.
O som do lume a atacar o madeiro, é a única vocalização que adormece os neurónios, transportando-me para um nível de consciência assimptótica da inconsciência. A realidade confunde-se com o sonho. E muitas vezes saio dessa estranha letargia com dúvidas acerca do que foi sonhado, lido ou reanalisado mentalmente.
As notícias dos factos ocorridos no mundo, com realce para as práticas selvagens, primitivas e animalescas do bicho Homem que mata, rouba e engana, misturam-se com outras onde é realçado o lado humano, solidário e afectuoso do mesmo bicho.
A publicidade ao consumo desregrado de bens inúteis, surge no cérebro ao mesmo tempo que os apelos a um regresso às origens infanto-juvenis em que o idealismo, a ingenuidade e a capacidade sonhadora se revelam.
O lado bom e o lado mau. O bem e o mal. As metamorfoses do Homem, que, num momento acaricia uma criança, para no momento seguinte, agredir outra.
Que num momento cria escolas e a seguir explora o trabalho infantil.
Que num momento desenvolve tecnologias capazes de lhe facilitar o trabalho e promover o bem estar e noutro momento promove a destruição rápida ou lenta de pessoas, instalações e em muitos casos degrada os oceanos, a atmosfera e a crosta terrestre.
O homem que sob a capa vermelha de um S. Nicolau, de um St. Claus, de um Papa Noel, ou simplesmente Pai Natal, distribui presentes que fazem sonhar os olhos de milhões de crianças, amputadas por minas em Angola, crianças que vivem nas ruas de S. Paulo, crianças que trabalham na Índia e em Portugal, crianças que se prostituem nas Filipinas.
O Homem que se distingue dos outros animais pela sua capacidade de pensar inteligentemente, evoluiu desde os tempos pré-históricos. Mas conservou em si mesmo essa dualidade do bem e do mal.
É tempo de Natal. Frio, como frios são os Homens. No entanto é tempo de fogo na lareira, que noutros tempos primitivos consubstanciava a sobrevivência.
Entre o frio e o calor da fogueira, entre o bem e o mal, venha o Pai Natal e faça-me sonhar...
Zé de Nisa – “Jornal de Nisa” –nº 23 – 23/12/1998

13.12.16

AMIEIRA DO TEJO: David Esteves eleito Provedor da Santa Casa da Misericórdia

Realizaram-se no passado dia 11 de Dezembro as eleições para os órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo que irão gerir a instituição no quadriénio 2017/2020.
Ao acto eleitoral concorreu uma lista, designada como Lista A, uma vez que, devido "a irregularidades detectadas na lista Provisória B e não sanadas atempadamente" durante o processo de candidatura,  a mesma lista não foi aceite pela Mesa Eleitoral, sendo desta decisão dado conhecimento público à Irmandade, conforme documento em anexo.
De acordo com António Sena, o anterior presidente da Assembleia Geral, as eleições decorreram num ambiente extraordinariamente concorrido, com todos  os Associados muito motivados, a quererem pronunciar-se sobre o futuro da Santa Casa.
No final, pelo resultado inequívoco resultante, "ficou mais uma vez demonstrado a confiança na continuidade da linha que vem sendo seguida há cerca de uma quinzena de anos, que tornaram esta Santa Casa uma Instituição modelar em todo o Concelho", considera António Sena.



Do acto eleitoral realizado em 11 de Dezembro resultou a seguinte composição dos Corpos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo:
Mesa da Assembleia Geral

José Manuel Costa Alves - Presidente
António Sena Leote - Vice-Presidente
José Albino Sabino - Secretário
Mesa Administrativa
David José Nunes Esteves - Provedor
Maria Alice Martins - Vice-Provedora
Fernando Metelo Falcão - Tesoureiro
Arménio Pestana Semedo Miguéns - Secretário
Saúl Mota Fonseca - Vogal Efectivo
Ana Rita Fonseca Alves, Vítor Manuel Martins Pereira e José Almeida da Fonseca - Vogais Suplentes
Conselho Fiscal /Definitório
Rui Manuel Severino Marques de Almeida - Presidente
Joaquim Sena de Almeida - Vice-Presidente
Rui Metelo Marques - Secretário
João Manuel Silva Farinha de Sena, João Sena Paixão e Francisco da Silva Pereira - Vogais Suplentes

Milhafre-real envenenado foi recuperado e será devolvido à Natureza

06.12.16 - Será devolvido à natureza o único sobrevivente de 14 animais silvestres vítimas do maior caso de envenenamento identificado na Zona de Protecção Especial de Castro Verde: um milhafre-real, recuperado no Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS) de Olhão, no dia 7 de dezembro, pelas 12h00, em Castro Verde.
O rápido encaminhamento da ave, realizado por um técnico da LPN, e a eficaz intervenção da equipa do RIAS durante as últimas três semanas possibilitaram a recuperação deste milhafre-real, uma espécie ameaçada em Portugal. Os casos de deteção de aves selvagens ainda vivas com sintomas de envenenamento são raros, dada a toxicidade dos compostos usados e a dificuldade de localização das aves na natureza, pelo que uma atuação célere e eficiente foi essencial para o sucesso desta recuperação.
A devolução à natureza deste milhafre-real irá ocorrer no dia 7 de dezembro, pelas 12h00, em Castro Verde, perto do Centro Escolar nº2 e contará com a presença de alunos desta escola, ficando o convite para que participem também neste momento.
 Para mais informações contactar:
Rita Alcazar – 96 4439067 | Paulo Marques – 92 5068990
Saiba mais em www.lifeimperial.lpn.pt.

12.12.16

1976-2016: 40 Anos de Poder Local Democrático - Doc.1




Assinala-se hoje, dia 12 de Dezembro, 40 anos sobre a realização das primeiras eleições para os órgãos das Autarquias Locais (Câmaras e Assembleias Municipais, Juntas de Freguesia) após a Revolução de 25 de Abril de 1974 que restitui ao povo e ao país a Liberdade e a Democracia.
Ao longo do dia (se houver disponibilidade) iremos colocar outras mensagens e documentos, não apenas sobre o concelho de Nisa como de outros municípios do país.
O Poder Local Democrático, 40 anos após a sua implantação e sem esquecer o trabalho profícuo ( e ingrato) de muitas centenas de homens e mulheres que deram o corpo ao manifesto" e garantiram, nas Comissões Administrativas, a transição democrática para o regime que possibilitou a realização das primeiras eleições livres, bem merece ser evocado e apontado como exemplo aos mais novos.
A partir de 1976 operou-se, em Portugal, uma autêntica "revolução localista", que transformou, quase por completo a "face" visível e invisível de aldeias, vilas e cidades que não dispunham das infra-estruturas básicas, desde o abastecimento de água ao saneamento básico, electricidade, vias de comunicação decentes, escolas, espaços de lazer, cultura e desporto, etc.
Essas foram, sem dúvida, as grandes conquistas ou obras, se preferirem, do poder local democrático português, que deu um contributo assinalável e insubstituível ao desenvolvimento do país, principalmente das zonas mais desfavorecidas e longínquas do Terreiro do Paço.

ALPALHÃO: Agenda Cultural - Dezembro


ÉVORA: Comemorações do 110.º Aniv. Nascimento de Fernando Lopes Graça

Dia 12 | 18h00 INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO "EVOCAÇÃO E HOMENAGEM A FERNANDO LOPES-GRAÇA" com a participação do CORAL ÉVORA, Átrio da Câmara Municipal de Évora
Dia 13 | 18h00 CONCERTO COMENTADO POR FAUSTO NEVES, pianista, maestro doutorado na obra de Lopes-Graça, Salão Nobre de Teatro Garcia de Resende
Dia 15 | 15h00 MOMENTO EVOCATIVO DA FIGURA DO COMPOSITOR FERNANDO LOPES-GRAÇA,) com intervenção dos Coros de alunos do ensino articulado de Música do Conservatório Regional de Évora "Eborae  Musica" e da Escola de Santa Clara. Apresentação teórica pelo Professor Octávio Martins, Claustros da EB Santa Clara
Dia 16 | 18h00 CONCERTO PELO CORO POLIFÓNICO EBORAE MVSICA E CORO DA UNIVERSIDADE DE ÉVORA (CORUÉ), Escadaria da Câmara Municipal​
Informações Adicionais
​Organização: Associação Fernando Lopes-Graça e Câmara Municipal de Évora
Contactos: 266777000 | www.cm-evora.pt​

Apoios: Ministério da Educação, Cendrev, Associação Eborae Musica, Coral Évora, Coro da Universidade de Évora (CORUÉ), e Agrupamento de Escolas Severim de Faria e Escola de Santa Clara.

10.12.16

DIREITOS HUMANOS: Não deixaremos cortar as asas ao rouxinol...


Imagine...
...Que, na sua terra, numa cadeia fora do uso comum e num país que vive em democracia há mais de 40 anos, está alguém, uma pessoa, um ser humano, encerrada num gabinete, isolada do mundo exterior, despojada da sua dignidade profissional e social, e prisioneira de consciência, só porque ousa pensar de maneira diferente daquela que o novo mapa cor de rosa lhe quer impor?
... Imagine, que, essa pessoa, mulher ou homem, com qualificações, experiência, competências e conhecimento do seu universo laboral, devidamente comprovadas ao longo de anos do exercício da profissão e auferindo um vencimento que todos nós, contribuintes, pagamos, se vê destituída de todas as suas competências fundamentais e remetida para um papel de quase inacção que, na gíria administrativa do Estado Novo, era catalogado como “prateleira”. Posto ou posta na “prateleira”, como os pratos e utensílios já sem uso e votados ao abandono...
...Imagine, imaginemos todos, que vivemos em Democracia. Em Liberdade. Num regime político e num Estado de Direito, em que os seus lídimos representantes, tanto a nível central, regional ou local, se regem por normas de conduta assentes na ética, moral e bom senso. Com a preocupação de gerirem bem os recursos, tanto financeiros como humanos, partilhando uma ideia e esforço colectivo no sentido da boa prestação de contas e da transparência na gestão da coisa pública...
...Imagine, imaginemos, agora, neste preciso momento, uma pessoa, um profissional competente – usando de todas as faculdades (direitos, deveres, liberdades e garantias) que a Constituição lhe confere enquanto cidadão, ser “riscada”, “apagada” e remetida para o “sótão das inutilidades”, enquanto o mesmo poder político ou instituição que a emprega, “escolhe” para o seu lugar e num processo, escuro, azul ou cor de rosa, de favoritismo político, uma outra pessoa, sem qualquer experiência, conhecimento e competência para a função, “escolha” essa baseada, única e exclusivamente, no fervor partidário militante e na subserviência política...
... Imagine, imaginemos, com força e determinação, como se fosse verdade, que, a nível da política, nacional ou local, o termo Jobs of the Boys é inadequado, injusto e tem uma forte carga pejorativa, tanto para a classe política (onde esses Jobs ou jotinhas acabam por ingressar) como para os próprios partidos que os promovem...
... Imagine, que, na vila ou aldeia onde vive, bem longe de Cuba (a das Américas, não a do Alentejo) os eleitos da Junta, livremente escolhidos pelo povo, são discriminados, votados ao ostracismo e indiferença, desqualificados e reduzidos à sua mera condição de actores secundários, sem meios e ajuda financeira para realizarem obras essenciais para as populações que juraram servir, e sem personalidade própria enquanto sujeitos que se querem activos, tal qual os definiu o Poder Local Democrático instituído pelo 25 de Abril...
... Imagine, que, bem perto de si, quase ao seu lado, na instituição política local que ajudou, com o seu voto, a eleger e a ter vitalidade democrática, um poder pessoal, prepotente e discriminatório, pressiona trabalhadores em função das suas orientações político-sindicais...
...Imagine, com alegria e satisfação, que tudo o que acima ficou descrito não existiu, não existe e não existirá. Que, este texto apenas foi feito para lembrar que os Direitos Humanos e o Dia Internacional dos Direitos da Pessoa Humana, principalmente os Direitos Laborais, são, cabalmente, cumpridos e respeitados em todo o território nacional. Em todos os municípios e freguesias, sem excepção...
... Imagine, por último, e com a força da certeza (e da esperança?), que “o sonho comanda a vida” e no próximo ano, se cá estivermos, todo este cenário, estas situações serão, não tenhamos dúvidas, imensamente melhores...
Mário Mendes 

Exemplo para Nisa: Mafra reverte privatização da água

Fornecimento da água estava na mão de privados há 22 anos. Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local espera que este seja o primeiro de muitos casos. Em 2011, Bloco propôs anulação da privatização da água no município. Na altura, PSD e PS chumbaram a proposta.
Em comunicado, a Câmara Municipal de Mafra informa que “deliberou, por unanimidade, na prossecução do superior interesse público municipal, iniciar o processo de resgate da concessão do serviço público de abastecimento de água e de reversão do serviço público de saneamento de águas residuais (em baixa), com vista à assunção da gestão integral dos referidos serviços pelo Município de Mafra”.
Segundo a autarquia, esta deliberação teve como base um pedido, por parte da concessionária, “de reequilíbrio económico-financeiro que implicava, no imediato, aumentos médios da tarifa na ordem dos 30% (25% relativos à agua e 35% ao saneamento)”.
Sublinhando que “considera inaceitável o aumento das tarifas requerido pela concessionária”, a autarquia lembra que “o resgate da concessão pode ser efetuado, por justificado interesse público e decorrido um quinto do prazo da concessão, mediante aviso prévio com, pelo menos, um ano de antecedência, pelo que será este o período máximo de transição”.
No comunicado, a Câmara Municipal de Mafra refere que “promoveu a realização de um estudo de viabilidade económico-financeira e jurídico com vista a efetuar o regaste da concessão do serviço público de abastecimento de água e de reversão do serviço público de saneamento de águas residuais (em baixa)”, sendo que, “com a assunção da gestão integral dos referidos serviços, e depois de decorrido o prazo de acionamento do resgate, poderá reduzir as tarifas até 5%”.
A autarquia garante ainda que “todos os trabalhadores da concessionária serão transferidos para a futura entidade gestora do serviço, que será 100% municipal” e que “o fornecimento do serviço será sempre garantido com o máximo de qualidade”.
Conforme assinala a agência Lusa, a proposta que ditou a reversão da privatização da água no concelho foi aprovada por unanimidade pela maioria PSD e pelo PS, sendo que a CDU esteve ausente.
Em abril de 2011, os bloquistas alertaram para o aumento de cerca de 17% da fatura de água no concelho de Mafra, sublinhando que o mesmo estava a “causar grande descontentamento na população, pois ataca fundo o seu poder de compra”. O Bloco de Esquerda propôs, em Assembleia Municipal, a revisão imediata deste tarifário e a anulação da privatização do abastecimento de água no município. Na altura, PSD e PS chumbaram a proposta.
Em declarações à TSF, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) destacou que não estava à espera desta decisão, e que a mesma é muito importante e simbólica.
José Correia assinalou que há décadas que os sindicatos têm vindo a alertar para os efeitos negativos de privatizar um bem essencial como a água, destacando que acredita que este regresso a mãos públicas pode ser o primeiro de vários.
Há três anos a empresa que tinha a concessão da água em Mafra foi comprada pela maior empresa chinesa do setor.
in www.esquerda.net - 10/12/2016 

ALPALHÃO: Presépio Vivo Infantil


5.12.16

NISA: Miguel Mota Pais é o novo Coordenador Municipal de Protecção Civil

De acordo com o Aviso publicado no Diário da República, Miguel da Mota Pais foi nomeado o novo Coordenador Municipal de Protecção Civil, em regime de comissão de serviço.
MUNICÍPIO DE NISA
Aviso n.º 15165/2016
Nomeação do Coordenador Municipal de Proteção Civil
Em cumprimento do disposto no n.º 4, do art. 22.º, do Decreto –Lei n.º 73/2013, de 31 de maio, e para os devidos efeitos, no uso da competência que me é conferida pelo n.º 2 do artigo 13.º da Lei n.º 65/2007, de 12 de novembro, conjugado com o artigo 22.º do Decreto –Lei n.º 73/2013, de 31 de maio, a alínea v), do n.º 1 e alínea a), do n.º 2, ambos do artigo 35.º, da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, e na sequência do meu Despacho n.º 08/2016, datado de 10/11/2016, torna –se público, a nomeação do licenciado, Miguel Filipe Araújo da Mota Pais, para o cargo de Coordenador Municipal de Proteção Civil (CMPC), em regime de comissão de serviço, pelo período de 3 anos, com efeitos a 11 de novembro de 2016.
Nota relativa ao currículo académico e profissional
Miguel Filipe Araújo da Mota Pais, licenciado em Proteção Civil e Mestrado em Monitorização de Riscos e Impactes Ambientais.
Desempenhou funções de Comandante dos Bombeiros Voluntários de Nisa de junho de 2013 a janeiro de 2016.
Possui formação especializada teórica e prática em várias áreas da proteção civil (combate a incêndios florestais urbanos e industriais, tripulante de ambulâncias de socorro e de transporte, condutor de embarcações de socorro, salvamento e desencarceramento) e é Técnico de Gestão de Ambiente.
10 de novembro de 2016. — A Presidente da Câmara Municipal de Nisa
Maria Idalina Alves Trindade.

3.12.16

MONTALVÃO: Grupo EmCanto actua em Cedillo

A próxima actuação do Grupo de Cantares EmCanto, de Montalvão, realiza-se em Cedillo, a convite de Agrupación "Jara y Tomillo".
O evento "Recital de Villancicos" terá lugar em Cedillo no próximo dia 17 de Dezembro, pelas 18 horas (hora portuguesa).

Estando franqueada a passagem para Cedillo e com entrada livre, é uma excelente oportunidade para assistir a um agradável espectáculo e motivo para um bom convívio com os nossos amigos e vizinhos cedilhanos.

NISA: Inscrições abertas para a Escola de Música da SMN


2.12.16

PERIGO NUCLEAR: Almaraz, uma central obsoleta, um pesadelo real

No sábado 25 realizou-se, em Madrid, a reunião ibérica dos grupos ecologistas e ambientalistas que se organizam no M.I.A. , Movimento Ibérico Anti-nuclear*.
Num momento crucial em que as autoridades espanholas, com o beneplácito do nosso Ministro do Ambiente, que há 2 meses que tem uma solicitação nossa com vista a esclarecê-lo dos mecanismos e trafulhices com que o Conselho de Segurança Nuclear ( espanhol) e as autoridades do Estado o andam a enganar,  ao contrário do Parlamento, dos grupos parlamentares e de inúmeras autarquias ao longo da linha do Tejo e próximas à fronteira, que foram informados e já tomaram a posição que a segurança das populações e o ambiente exigem.
A situação da nuclear a nível mundial é de estertor. Em França, campeã da nuclear, mais de metade das centrais estão paradas, por problemas de segurança, curiosamente alguns que não impedem Almaraz de continuar a debitar para as suas companhias proprietárias e também o Tejo onde muitos há muito não comem peixe...
Em Inglaterra, apesar da contratação de preço exorbitante a central de Hinckley, a única em projecto desde há vinte anos, encalhou na falência da empresa nuclear francesa (AREVA) e nos meandros do Brexit e das regras comunitárias.
Na Finlândia a nova central já está 10 anos atrasada e os custos davam para em eficiência poupar muito mais e reduzir as emissões de CO2.
Com a eleição, a todos os títulos um rude golpe para os direitos civis, a sustentabilidade e a protecção, mínima, do ambiente de um Donald para a presidência dos Estados Unidos foi o “quac” final da mirífica ressurgência nuclear, uma vez que atrás deste estão os interesses do carvão e do petróleo e gás de xisto.
A China vai ser o próximo nó górdio da nuclear, mas não é previsível que sem mercado esta tecnologia possa concorrer num mercado global.
Aqui em Espanha, e um pouco por todo o lado a única ressurgência nuclear é... prolongar a vida das centrais... até que os materiais envelhecidos, a geologia, alguns incidentes ou acidentes, que neste momento já são altamente previsíveis, e oxalá não nos caia na sopa... acabem com a continuidade de uma tecnologia que antes de entrar em base já era obsoleta, e prometia resolver os problemas dos seus resíduos, há 40 anos, e continua a prometer hoje... e amanhã.
Mas estamos com um problema sério. Devido à incapacidade das forças políticas que defendem alternativas, ainda que mínimas de desenvolvimento energético em Espanha se entenderem, o governo agora sem gestão  prepara-se para dar a luz verde para mais 10, 20 anos a Almaraz, uma das centrais com um registo histórico de mais problemas, incidentes e mesmo acidentes.
A Declaração de Impacto Ambiental para um armazém para manter e guardar os resíduos, actualmente em piscinas de refrigeração, acaba de ser emitida, sem que o governo português, mais uma vez tenha sido ouvido ou achado, além de umas palmadas nas costas, e sabe-se lá mais o quê.
Não podemos continuar a assobiar para o lado. Portugal tem que ao abrigo da legislação internacional e no quadro da União da Energia impor-se. A central de Almaraz já foi totalmente amortizada. A central de Almaraz é desnecessária para o sistema eléctrico espanhol ou ibérico (exportamos para França!). A central de Almaraz tem problemas, peças avariadas, e este anos várias paradas “técnicas”, para resolver problemas já do sistema. As alternativas sociais e económicas existem e são conhecidas.
Só falta vontade política. E um murro na mesa.
* Nesta reunião foi decidido, contrariando o apoio tácito que algumas organizações deram ao governo e ao ministro português realizar uma conferencia internacional em Lisboa, para pressionar também o governo e o ministro português para adoptar uma política firme em relação ao Estado Espanhol.
António Eloy - Membro do Movimento Ibérico Anti-Nuclear

AREZ (Nisa): Formação prática em podas de mirtilos


A Agim - Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial vai organizar uma formação prática em podas de mirtilos na localidade de Arez, concelho de Nisa, na tarde do dia 16 de dezembro.
Esta formação será dividida em duas partes: uma teórica, a decorrer em sala, onde serão explicados os princípios básicos da poda, os tipos de poda existentes e as boas práticas para a realização desta importante tarefa. A segunda parte da formação será prática: os participantes irão para o pomar de mirtilos onde podem observar o que anteriormente foi explicado na teoria e são incitados eles próprios a podar as plantas de mirtilo com a supervisão de um técnico e, deste modo, colocar em prática os conhecimentos adquiridos.
Solicita-se que os participantes levem tesoura de poda e calçado apropriado.
O preço de inscrição é de 35 euros para associados da Agim e de 40 euros para o público em geral (valores com IVA incluído).
As inscrições são limitadas e podem ser feitas através do link https://docs.google.com/forms/d/1icCBCHmCQVvWdqxeqWBrO6DVBkzrC5fbjcHLCQ6M-pE/edit.
Para mais informações, contactar através do número 912010596 ou e-mail eventos@agim.pt.

28.11.16

CRATO: Os Verdes querem salvar edifício da moagem

Delegação da direção nacional do PE Os Verdes amanhã no Crato
Na sequência de um “S.O.S.”, lançado pelos eleitos locais da CDU,  para todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, no sentido de salvar o edifício da Moagem do Crato da destruição, uma delegação da Direção Nacional do PEV irá deslocar-se amanhã, terça– feira, dia 29 de novembro ao Crato, para ver “in loco” o problema.
A delegação da direção de Os Verdes incluirá a dirigente, Manuela Cunha que foi a cabeça de lista da CDU ao distrito de Portalegre nas últimas eleições legislativas.

OPINIÃO: Hasta siempre, Comandante!

Ao longo dos anos e desde a minha juventude, principalmente depois do 25 de Abril, segui com entusiasmo e carinho, o percurso do heróico povo cubano, a sua resistência activa e a determinação na construção de uma pátria livre e liberta das grilhetas do ditador Baptista.
Lia, todas as semanas o “Gramna”, órgão do Partido Comunista Cubano, e acompanhava com emoção, cada batalha travada pelos cubanos em busca da sua independência e soberania, uma luta gigantesca travada com o seu vizinho (EUA) imperialista, que lhe impôs um criminoso e selvático embargo político e económico, que ainda hoje -  passadas quatro décadas e milhentos discursos de compreensão e simpatia – perdura.
A Revolução Cubana, a odisseia dos “barbudos” na Sierra Maestra que conduziram ao derrube da ditadura de Fulgêncio Baptista, apoiada pelo Tio Sam e à restituição da dignidade aos cubanos, constituíram uma das mais belas páginas da história do século XX das Américas e um exemplo a seguir para os povos oprimidos de todo o mundo.
Talvez por isso e por que novos ventos de liberdade começaram a soprar pelo continente americano, os EUA moveram a Cuba, em todos os domínios, uma implacável perseguição e permanente discriminação em todas as instâncias políticas internacionais.
Vergar, pelo isolamento, pela fome e pela miséria, o povo vizinho “revolucionário e rebelde” foi o objectivo central da política norte-americana, ao longo de mais de meio século, mesmo com os “democráticos” Kennedy, Clinton e Obama no poder.
O embargo manteve-se, Cuba resistiu e estimulou, pelo exemplo de determinação e orgulho, o aparecimento de novas lutas e frentes anti-imperialistas em todo o mundo, principalmente na América Latina.
Admirava Fidel, Guevara, Camilo Cienfuegos, como admiro Amílcar Cabral, Mondlane, Neto, Machel, Xanana e outros líderes que nas antigas colónias sob dominação portuguesa, levaram a cabo, inspirados no exemplo revolucionário de Fidel, lutas de libertação nacional que conduziram á independência.
Homens que não foram, nem são “santos”. Erraram como todos os humanos. Afrontaram poderes, corporações, multinacionais e interesses estabelecidos. Tal como fizeram, em 1974, os capitães de Abril, em Portugal, restituindo ao povo, após 48 anos de ditadura, a liberdade e a democracia.
Lembro, nos idos de 1975, e a propósito da segunda guerra de libertação de Angola (guerra civil) a “indignação” de muitos ex-combatentes, amigos e conterrâneos, contra a presença dos “cubanos” em Angola. Ainda recordo muitas dessas discussões (nesse tempo ainda discutíamos política com fervor, sem que ficasse a nódoa do azedume a moldar-nos as relações de amizade) onde, não raras vezes, lembrava a presença de forças estrangeiras (americanas e sul-africanas, ainda sob o regime do apartheid) do outro lado do conflito.
A imprensa nacional pendia, larga e ostensivamente, para o lado da UNITA e FNLA e fazia do MPLA o inimigo a abater. O rumo da história, no entanto, alterou-se. Americanos e sul-africanos foram vencidos em Angola, o regime do apartheid ficou mais fragilizado e acabou mesmo por sucumbir, muito por graças da acção e do prestígio de Nelson Mandela.
Passaram-se quarenta anos. Fidel saiu do poder, em Cuba, há dez. Pouco mais se falou dele. Guantánamo e a prisão discricionária instalada pelo “amigo americano” na ilha, tomou o seu lugar.
Dizem, de Fidel, que é um “mito” do século XX, um exemplo revolucionário e para os povos (ainda) oprimidos de todo o mundo. Outros, chamam-lhe, agora que a sua morte foi anunciada, um ditador e um assassino.
Querem fazer história, catalogar uma vida, num momento e que esse instante, televisivo ou não, fique como dado histórico definitivo e indiscutível.
Fidel e os seus companheiros da Sierra Maestra terão, sempre, duas faces: a de exemplos revolucionários para aqueles que se libertaram ou que almejam libertar-se do jugo opressor; a de ditadores e assassinos para os outros, os mesmos que, sendo ou não ditadores, procuram por todos os meios perpetuar o medo, a discriminação e a opressão.
Fidel Castro, foi, de facto, um “sacana”. Aquilo que ele e os seus companheiros fizeram há 60 anos atrás não tem perdão. Restituir a liberdade e a dignidade a um povo, pagando muitos deles com a própria vida, é coisa de malucos, de barbudos. Lembram-se do “Tango dos Barbudos”?
Ser temerário e pessoa de bem, hoje, é receber robalos no conforto do lar e em troca de favores políticos e financeiros. É destruir bancos e patrocinar acções danosas de empresas e ser condecorado por isso. É tirar cursos superiores de engenharia aos domingos e encomendar a outros a escritura de livros, arvorando-se como escritor.
É fazer da política, não uma actividade nobre como esta merece ser, mas um palco de ensaio para as grandes negociatas e a arte da manipulação das consciências.
Fidel foi um ditador. Homens de bem e acima de qualquer suspeita, que nunca fizeram mal a uma mosca, foram Salazar, Caetano, Franco, Mussolini, Hitler, Estaline, Videla, Baptista, Pinochet e tantos outros.
Fidel morreu. Honremos a sua memória, exemplo, o seu espírito vivo de combatente e revolucionário.
Hasta Siempre, Comandante!
Mário Mendes

26.11.16

MEMÓRIA: Médico amieirense homenageado nas Caldas da Rainha


Evocação da vida e obra do Dr. João Vieira Pereira no centenário do seu nascimento
As cerimónias de homenagem ao médico João Vieira Pereira, que coincidiram com o centenário do seu nascimento, decorreram com grande emoção na terça-feira, dia 2 de Setembro, na cidade das Caldas da Rainha e foram presididas pelo Cardeal Patriarca D. José Policarpo que sublinhou as qualidades humanas do homenageado.
A Câmara Municipal atribuiu-lhe a medalha de ouro do município e o Montepio inaugurou o novo equipamento de Radiologia, ao qual atribuiu o nome de Vieira Pereira porque foi este médico que iniciou esta especialidade naquela casa. Trata-se de equipamento de ponta e que custou mais de 400 mil euros.
A família ficou surpresa com a grande adesão da população ao evento. “É fantástico como passados 15 anos da sua morte, ainda há tanta gente que fala do meu pai como se ele estivesse vivo”, disse a filha, Luísa Vieira Pereira, que fez ainda questão de relembrar o papel fundamental que teve a sua mãe, Maria Ofélia Vieira Pereira.
A homenagem ao ilustre médico, falecido em 1993, foi organizada pelo Montepio Rainha D. Leonor, pela edilidade caldense e pelas Juntas de Freguesia de Alvorninha e de Alfeizerão.
As cerimónias iniciaram-se com a realização de uma missa solene com a presença de D. José Policarpo na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e prosseguiram com uma sessão solene de homenagem presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, realizada no salão nobre dos Paços do Concelho e contou com a participação de representantes de várias entidades oficiais, entre as quais responsáveis do Montepio, da autarquia, do Governo Civil e da família.
Mais tarde, na Casa de Saúde do Montepio, decorreu o descerramento do busto representativo da figura deste médico e ainda a inauguração do novo serviço de Radiologia com o seu nome, após as obras de remodelação que ali foram efectuadas e a aquisição de novo equipamento.
MÉDICO “JOÃO SEMANA” QUE TAMBÉM FUNDOU UM JORNAL
João Vieira Pereira era natural de Amieira do Tejo (concelho de Nisa) tendo nascido a 2 de Setembro de 1908. Cursou Medicina em Coimbra (1927- 1933) e foi primeiro médico em Alvorninha (1934), da Casa do Povo de Alfeizerão e dos SMS (Serviços Médico Sociais) do concelho das Caldas da Rainha.
Dirigiu o dispensário Antituberculoso da cidade e foi médico no Montepio onde fez Clínica
Geral dos sócios, banco, e anestesia e medição do metabolismo basal. Foi primeiro médico radiologista do Montepio, do Hospital das Misericórdia das Caldas e do Centro Hospitalar.
Era no início da sua vinda para as Caldas um autêntico “João Semana” que percorria a região das Caldas a cavalo para cuidar dos seus doentes e fez parte de uma época áurea do Montepio – tendo feito parte da equipa que incluía os médicos Ernesto Moreira e Mário de Castro – e ali trabalhou durante 52 anos em diversas áreas. Foi, no entanto, à Radiologia que Vieira Pereira dedicou muito trabalho e pesquisa. Foi congressista no Congresso de Radiologistas de Cultura Latina e do Congresso Espanhol em Sevilha (1964) e autor de vários trabalhos de temas clínicos, radiológicos, de anestesiologia e de História da Medicina. Vieira Pereira fez várias conferências nas Caldas e Bombarral sobre temas do foro clínico e radiológico.
Foi fundador de “O Progresso”, um semanário regionalista caldense, publicado pela primeira vez a 18 de Agosto de 1946 e do qual foi director.
Este médico era muito querido pela população caldense tendo sido já distinguido com várias sessões de homenagem. É recordado ainda hoje com saudade. Faleceu a 19 de Janeiro de 1993, após 57 anos de vida profissional, 53 dos quais no Montepio.
Vieira Pereira escreveu na Revista Portuguesa de Clínica Geral – 1986 nº 14: “Com isto tudo e depois de 57 anos de labor direi: Sinto saudades da Clínica Rural com as suas dificuldades, o espírito de sacrifício, as caminhadas, as chamadas nocturnas, os partos no domicilio, os perigos e as canseiras, o afogamento, duas fracturas da bacia, uma rotura tendinosa num joelho, um trabalho sem férias sem feriados, sem horários, sempre às
ordens e ao serviço do Povo, sem chegar a ser rico. Mas eu queria voltar atrás, não para querer mais nem querer melhor. Só queria apenas repetir-me…”.
Natacha Narciso in “Gazeta das Caldas”
Morreu um homem bom *
Deve ter morrido feliz e de consciência tranquila. Fez bem sem olhar a quem, guiou-se pelos princípios mais simples e valorosos que um homem pode ter.
Um Homem com H maiúsculo. Se quiséssemos escolher um cidadão exemplar, amigo de todos, especialmente dos mais modestos, não teríamos dúvidas em eleger do Dr. João Vieira Pereira.
Viveu quase 85 anos, com uma juventude imbatível, com uma força de viver inigualável, com uma amizade pelos outros, transbordante, como uma actividade incansável.
Há muito que o tínhamos por amigo e em momentos recentes que passámos por provações difíceis, tivemos sempre dele uma visita oportuna, uma palavra amiga.
As palavras e as homenagens, muitas delas de circunstância não alterarão a imagem e a gratidão de todos os que o conheceram, que privaram com ele, que foram seus doentes e amigos.
Pena foi que em vida não tenha sido consagrado ao mais alto nível pela sua dedicação à comunidade, mas isso não lhe fará incómodo, porque muitos dos que são agraciados nessas circunstâncias, não merecem nem de perto aquilo que ele é credor.
Não temos mais palavras para testemunhar a nossa gratidão, porque a comoção ao escrevê-las nos impede de continuar.
Para nós, a vida vale a pena pelo facto de termos conhecido o Dr. João Vieira Pereira e alguns como ele, que são verdadeiros amigos, que sabem comungar o sofrimento e as alegrias de forma perene.
Obrigado Dr. João Vieira Pereira.
JLAS
* Texto publicado em 1993 na “Gazeta das Caldas” por ocasião do falecimento do médico amieirense.
Dr. João Vieira
Ao Dr. João Vieira Pereira, pelo seu espírito humanista e abnegação que sempre teve para com o seu semelhante, sem qualquer discriminação de raça ou credo.
Médico é profissão
Que dizem ser liberal.
Mas não pode dizer não,
A quem por vezes faz mal.

Como a mulher de mau porte,
Não rejeitam clientes.
Vai pobrezinho sem sorte,
Ou rico impertinente.

Aturam de tudo um pouco,
Sejam gordos, esqueléticos,
Pode por vezes, vir louco,
Ou então velhos caquéticos.

À consulta vai quem quer,
Seja de noite ou de dia.
Por vezes quase a morrer,
Outras vezes é mania.

Menina com histerismo,
E fazendo olhar dengoso.
Um homem com paludismo,
Solteironas com nervoso.

Talvez que não, por descrédito,
Doentes que vão à bruxa.
Mas voltam de novo ao médico,
Tal como a velha cachucha.

Sofre bastante se falha naquilo,
Naquilo que por bem faz.
Espera vencer a batalha,
Este soldado da Paz.

Alheios à televisão
Raros praticam desporto.
Têm pouca diversão,
Vida dura, desconforto.

No Inverno cai a chuva,
No verão calor abrasa.
Todos querem lhes acuda,
Seja na rua ou em casa.

Nesta honrosa missão,
Em que o homem se redime.
Para ele é galardão
Tarefa tão sublime.
José Augusto Pimentel (20-12-86)
NOTA DA REDACÇÃO – Agradecimento
A publicação deste artigo só foi possível graças à excelente colaboração do semanário “Gazeta das Caldas” e da jornalista Natacha Narciso, que foi incansável, no sentido de nos garantir todos os dados e fotos que ilustrassem a história de vida desta figura de grande dimensão social, profissional e humana que foi o médico amieirense Dr. João Vieira Pereira, justamente homenageado na cidade a que deu importante contributo.
Para a “Gazeta das Caldas” na pessoa do seu director e para a Natacha Narciso, os nossos agradecimentos e um fraternal abraço.
* Artigo publicado no "Jornal de Nisa" nº 262 - 2008
Mário Mendes