14.7.18

NISA: João Pedro Martinho – Empresário de Sucesso


O PORTAL DE NISA ao tomar conhecimento do destaque dado pela revista “Visão” ao jovem João Pedro Martinho, um filho de Nisa, não pode deixar de se congratular pela visão, capacidade empreendedora, arrojo empresarial e sucesso alcançado, apontando-o como um exemplo a seguir e que muito honra o concelho e a região alto alentejana.
Com a devida vénia à revista “Visão” e para todos os leitores/visitantes do Portal de Nisa, partilhamos a notícia que foi publicada, aproveitando para expressar ao jovem empresário as nossas felicitações.
Parabéns, João Pedro! E votos de novos êxitos empresariais!

MONTALVÃO: Caminhada Nocturna e Sardinhada


13.7.18

NISA: Poesia social do concelho (1)

JÁ ERA TEMPO DO HOME(M)
 Já era tempo do home(m)
Já era tempo também,
De dar pão a quem tem fome,
Trabalho a quem não o tem.
I
Se a vida é um paraíso
Para os que vivemos na terra,
Fabricar armas de guerra,
A meu ver, não é preciso.
Tomem conta neste aviso,
A minha ideia não dorme,
Esta mágoa me consome.
Querer todo o mundo em sossego
Para acabar com o desemprego
Já era tempo do home(m)
II
Construir centrais eléctricas,
Fazer muita viatura,
Socorrer a agricultura
Em vez de minas magnéticas.
Da Ásia às duas Américas
Em armas não ter ninguém.
Explorar o que a terra tem
Para a vida mecanizar,
Dessalgar águas do mar,
Já era tempo também.
III
Há tanto que vem debatido
O mercado comum europeu,
Ainda alguns estão com receio
Que ele não seja resolvido.
Tragam trigo donde há trigo,
Onde o povo o não consome;
Levem-lhe cortiça, ou conforme
O que necessita a vida interna.
É dever de quem governa
Dar pão a quem tem fome.
IV
Sou cavador é verdade,
Mas rogo a vossas excelências,
Para que empreguem as ciências
A bem da humanidade.
Ponham as armas de lado,
Não queiram matar ninguém;
Cada um que filhos tem,
Não os quer ver na batalha.
Valorizem quem trabalha,
Trabalho a quem o não tem.

Ti Zé do Santo (José António Vitorino)
Poeta popular de Salavessa - Nisa 
Foto de Cartier Bresson - 1955 (Alentejo - Estremoz) 

ALPALHÃO: Festas de Verão prometem animação


11.7.18

ALPALHÃO: 6ª Caminhada "Rota das Pedreiras"


EVOCAÇÃO: Manuel Alegre e Cruz Malpique no Liceu Alexandre Herculano (Porto)

O exemplo de PRELÚDIO - Gazeta dos Alunos do Liceu Alexandre Herculano (Porto)
Manuel da Cruz Malpique, nasceu em Nisa em 1902 e faleceu no Porto em 1992, com 90 anos.
Enquanto professor teve alunos que se viriam a destacar, a nível nacional e internacional, no campo das artes, das letras e da política, como são os casos de José Augusto Seabra (já falecido), Manuel Alegre e José Pacheco Pereira. Na prosa que segue e recordando o intelectual nisense, damos a conhecer alguns aspectos do seu trabalho no Liceu Alexandre Herculano, no Porto e, talvez, o primeiro poema publicado de Manuel Alegre, dedicado a... Cruz Malpique.
"Esta publicação do Liceu Alexandre Herculano, feitinha pelos alunos de então, é uma preciosidade. Eu, que sou um jovem, portanto insuspeito, posso bem dizer que antigamente havia coisas que já não há. Era bem diferente o ensino. Claro que houve a democratização e o país melhorou muito no acesso à educação, sem dúvida. Mas lá que agora já não se fazem coisas como o PRELÚDIO, lá isso não. Faltam professores como o Dr. Cruz Malpique, faltam exigência, rigor, seriedade. Será que não podemos ter isto com a democratização? Será que não podemos ter rigor e bons professores? Podia ir mais longe, mas fico-me por aqui. Ah, e convém dizer que não estou a dizer que todas as escolas são assim, claro que há muitas e honrosas excepções -- lá se ia o meu futuro político. Julgo mesmo que foi neste número 1 do PRELÚDIO que o Manuel Alegre terá publicado pela primeira vez, a avaliar pela idade que teria na altura. O seu poema "AS ROSAS DA MOCIDADE" virá já a seguir, e muitos ensinamentos... Até mais.Boa tarde.*AEF
AS ROSAS DA MOCIDADE
(Coronemus nos rosis ante quam marcessant)
Ao Exmo. Sr. Dr. Cruz Malpique

Ó rosas em flor da doce Mocidade,
Hoje vicejais, amanhã murchais!
Ai botões de rosa da santa idade,
Em que se vive ainda ao sabor dos pais!.

Gozemos,amigos, o feliz instante,
Destas rosas belas, a desabrochar!
Num dia futuro, não muito distante,
Vereis as florzinhas, tristes, a murchar...

Cantemos, cantemos, ao nosso esplendor!
Em taças de oiro, o furto da vida
Bebamos. A nossa alma pede amor,
Deixemo-la andar amando... perdida...

Andemos, que ela esvoaça depressa!
Ai rosas bonitas, que breves sois!
Chorarmos agora, ai, livrai-nos dessa,
Ó rosas viçosas que murchais depois!

Amigos, amigos, segui adeante,
Eu paro, que fico... que fico a chorar!
Gozai, que esta hora passa num instante,
É como uma noite de suave luar!

Vereis, depois, vir noites, noites infindas,
Que não passam nunca, que aborrecem sempre!
Olhai para estas rápidas e lindas,
Estas são assim, olhai... não duram sempre!

Ai rosas benditas, breves, talvez...
Ai rosas bonitas, que lindas que sois!
Vós brilhais um dia, mas uma só vez,
Vós brilhais um dia e murchais depois!.
M. Alegre Duarte (5.º ano)
Terá este sido o primeiro poema publicado por Manuel Alegre?*AEF
A produção poética desta fase adolescente ficou reunida num livro, Sensações Românticas, publicado ao 18 anos, que o poeta jamais incluiu na sua obra, e prefaciado pelo seu antigo professor no liceu Alexandre Herculano, do Porto, Cruz Malpique, que nos diz que Manuel Alegre "sendo um rapaz intelectualmente precoce, dotado de fina sensibilidade, que o separava, um tanto, dos seus camaradas nunca foi, porventura, devidamente apreciado pelos seus professores, sobretudo pelos de Letras. Pela minha parte, quero ser mais profeta que os meus colegas: Atrevo-me a supor que o Alegre Duarte virá a ser gente no mundo da poesia e... ilhas adjacentes. Ele que não se incomode com a circunstância de outros dos seus professores não terem feito profecia igual àquela que estou fazendo".
Sabemos que toda a previsão é difícil, mas o certo é que o livrinho rejeitado pelo poeta contém indícios que não fazem de Cruz Malpique um adivinho, principalmente se tivermos em conta algum do jogo metafórico e o ritmo de alguns poetas ou de algumas das estrofes contidas em Sensações Românticas que nos deixa também, ainda que de forma ingénua, uma formulação do terrível oxímoro que percorre a obra de Manuel Alegre – o o de que a [sua] poesia, escrita por "um homem sentado/à mesa da solidão", sendo tudo, é nada.
FICHA TÉCNICA PRELÚDIO
Ano I, Porto, 31 de Janeiro de 1953, N.º 1, Mensal, Preço 1$00
Gazeta dos Alunos do Liceu de Alexandre Herculano (ao abrigo do Art. 445 do Dec. 36.508) CENTRO ESCOLAR N.º 6 -- ALA DO DOURO LITORAL
Prof. Orientador: Dr. Cruz Malpique - Composto e impresso na: Esc. Tip. da Oficina de S. José, telefone 21 866 - Rua Alexandre Herculano, 123 PORTO
Redactores: José Miguel Leal da Silva, Manuel Carvalho e Cunha, Rui Abrunhosa.

AREZ: 3 dias de Festas a favor da construção da Casa do Cruzeiro


10.7.18

ALPALHÃO: Festa dos Avós no Largo do Adro


OPINIÃO: Sem tempo para nervosismos

 Abrandamento
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt
No Bloco de Esquerda nunca vimos o acordo com o PS ou a maioria parlamentar como um embaraço ou uma contrariedade. O programa de Governo do PS, tal como a sua atuação, estão muito longe do que achamos necessário para construir um futuro melhor para o país. Mas, em 2015, fomos confrontados com dois desafios, que aceitamos: i) começar a responder às urgências sociais deixadas pela Direita, e ii) usar a relação de forças existente para negociar avanços em áreas essenciais: combate à precariedade, justiça fiscal, liberdades individuais, serviços públicos, etc.

NISA: Torneio da Malha no próximo domingo


9.7.18

ALPALHÃO: III Passeio a Cavalo

III Passeio a Cavalo, inseridos na IVª Edição das Festas do Campo da Associação de Caçadores de Alpalhão

NISA: Leilão de Borrachos da Sociedade Columbófila


NISA: Memória Fotográfica (1) - A Columbofilia



Nisa foi sempre terra de campeões. Do futebol ao ciclismo, da pesca ao atletismo e sem esquecer a columbofilia, a paixão pelos desportos está bem vincada no carácter dos nisenses.
As fotos são retratos de campeões. Campeões e columbófilos, o popular desporto dos pombos-correios. O registo é, também, de um antigo columbófilo já falecido e campeão na arte de bem escrever: Carlos Franco Figueiredo. Aqui fica como registo e arquivo da memória presente e futura.

8.7.18

HOJE É DOMINGO! Meu Brasil, brasileiro...



P´ra não dizer que não falei das flores
 Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
- Geraldo Vandré (1968)

NISA: Gente da vila (1)




NISA: Memória Histórica - O Relógio

Desarranjos no Relógio "Hércules"
Carta à firma Andrade Melo (Porto) – 30/9/1927
"Permita-me Vª Exª que lhe venha expor, ainda que muito sucintamente, o estado de mau estado, digo, funcionamento, do relógio “Hércules” colocado na torre desta Câmara em Dezembro do ano passado.
No mês de Abril ou Maio começou com umas pequenas irregularidades que se nos afiguravam passageiras e por isto nada comunicamos a V.ª Exª. Durante este Verão chegou a parar-se algumas vezes em um terço da corda consumida. Presentemente no bater das horas também com a irregularidade de quando são 2 da tarde bate 12 e vice-versa. Quer-nos parecer que não será da máquina, porque qualquer, digo à simples vista vê que é uma peça bem trabalhada e que deve trabalhar bem. Será por ventura defeito da sua montagem?
Esta hipótese também me custa a admitir visto que V.ª Exª só para aqui mandaria um empregado da sua inteira confiança. Devo frisar que os relógios de Montalvão e de Alpalhão estão regulando bem. São da mesma marca, mas de tamanho mais pequeno. Todos estas circunstâncias se apresentam a V.ª Exª que certamente com a longa práctica e auctoridade no assunto saberá explicar este desarranjo no relógio e consequentemente a solução do assunto.

(Peliquito)

7.7.18

Caminhadas Verdes pela Serra de S. Mamede

Os Verdes organizam no próximo dia 21 de julho uma caminhada na Serra de S. Mamede “Conhecer para Proteger - Caminhadas Verdes pela Serra de São Mamede”, onde o tema será a biodiversidade/anfíbios e répteis desta área protegida. Para tal, Os Verdes contarão com o apoio científico de João Pargana, Biólogo no ICNF e co-autor do Livro Vermelho e do Atlas dos vertebrados de Portugal, que também trabalhou no Parque Natural de São Mamede.
O ponto de encontro para esta ação na natureza é em Marvão, junto à entrada da Fortaleza, às 8.00h. O percurso é fácil, tem cerca de 12km de extensão, e poderemos observar a calçada romana e o Rio Sever. Contamos contigo!
Cuidados a ter: Trazer chapéu, protetor solar, água, merenda e bons sapatos de marcha.

PROTESTO: Petróleo é Má Onda - 07 de Julho às 15H

Acção conjunta no mar ao longo de toda a costa, contra o furo de Aljezur e exploração de combustíveis fósseis em Portugal.
Convocamos um cordão humano de surfistas, body boarders e nadadores dia 7 de Julho ás 15h em todas as praias de Portugal continental, para reclamar o espaço do mar como espaço público de todos e contestar a prospecção de hidrocarbonetos promovida pelo estado português que avança em contrasenso e sem estudos ambientais, contra a opinião dos seus habitantes.
Convidamos todos aqueles que querem defender o mar a criar o seu grupo de solidariedade na sua praia e aparecer dia 7 do 7 ás 15h com uma cruz preta pintada na cara e a publicar documentação desta acção nos social media com o ashtag #PetróleoÉMáOnda
Por um futuro sem furos e pela protecção do ecossistema partilhado por todos, somos a favor da transição energética para as renováveis e descarbonização do país, especialmente tendo em conta os incríveis recursos naturais que temos, como as ondas, o vento e o sol.
Por uma política energética verde e pela liberdade de todos: Petróleo é Má Onda!
Email contacto: petroleoemaonda@gmail.com

6.7.18

Nisa dá sangue





A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – iniciou a segunda ronda 2018 na vila de Nisa, em articulação com o serviço de imunohemoterapia do hospital Doutor José Maria Grande. Por razões logísticas, agora as colheitas nesta terra bordada de encantos têm lugar no centro de saúde e não no vizinho quartel dos bombeiros. Ao todo compareceram 24 pessoas, entre elas uma dezena do sexo feminino. Destas, duas estrearam-se a doar sangue.
Uma vez avaliados os inscritos, em termos de saúde, nem todos puderam ser dadores de facto. Recolhidas foram 21 unidades de sangue, o que é de se assinalar.
O almoço convívio foi saboreado num restaurante da vila, tendo contado com o apoio da Câmara Municipal de Nisa.
Ainda em julho
As colheitas da ADBSP acontecem na parte da manhã de sábados. Em julho vamos estar: no centro de saúde de Castelo de Vide, dia 14; no salão da Junta de Freguesia de São Salvador da Aramenha, no sábado 28.
Antes, durante ou depois das férias, contamos com a sua dádiva!!!
https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/ já por lá passou?
JR

5.7.18

CGTP-IN vai a São Bento «contra o acordo laboral do Governo PS»

Ao mesmo tempo que os deputados vão discutir as propostas de alteração à legislação laboral no Parlamento, a CGTP-IN promove uma concentração junto ao Palácio de São Bento pela rejeição do acordo.
A discussão parlamentar da proposta de lei do Governo que dá corpo ao acordo de concertação social que este firmou com a UGT e as confederações patronais está agendada para amanhã. A CGTP-IN marcou uma concentração com início às 10h no mesmo local, mas do lado de fora, com o lema «Contra o acordo laboral do Governo PS, lutar pelos direitos e o aumento dos salários, valorizar os trabalhadores».
Este deve ser um momento de resposta à opção assumida pelo Executivo e pela UGT de privilegiar o acordo com os patrões, que resultou numa proposta que a principal central sindical nacional considera ser «contrária aos interesses dos trabalhadores e ao desenvolvimento do País, porque acentua desequilíbrios na repartição da riqueza, põe em causa a segurança no emprego, perpetua a precariedade, ataca a contratação colectiva e reduz direitos e rendimentos dos trabalhadores», numa nota enviada esta manhã à comunicação social.
Em discussão vão estar igualmente várias iniciativas do PCP, do BE, do PEV e do PAN, com destaque para a reposição dos 25 dias de férias e a revogação da facilitação dos despedimentos e outros instrumentos que facilitam a proliferação de vínculos laborais precários – que ficaram de fora do documento governativo.
A proposta de lei do Governo não poderá ser votada, já que ainda está na fase de discussão pública obrigatória, o que não acontece com os projectos do PCP e alguns do BE. O Governo já indicou que pretende que a sua iniciativa siga para discussão na Comissão parlamentar de Trabalho, só sendo votada em plenário depois do processo de discussão na especialidade, em que ainda pode sofrer alterações.
Abril Abril – 5/7/2018

4.7.18

SALAVESSA: Música, cor, convívio na Festa de S. Jacinto

A Comissão de Festas da Salavessa apresenta o seu Cartaz para a Festa em honra de São Jacinto, a realizar a 17,18 e 19 de Agosto de 2018.
Tentámos alargar a oferta a Todos e tentámos apresentar um programa para que os Salavessenses e Amigos da Salavessa passem 3 dias de verdadeira Festa na sua Aldeia.
O que principalmente nos motiva é que Todos na Salavessa, mas principalmente os mais novos, possam viver, mais uma vez, uma verdadeira Festa na Salavessa.
As Festas da Salavessa sempre foram um motivo de orgulho para as suas gentes e foi isto que esta Comissão tentou igualmente fazer.
CONTAMOS COM TODOS NA FESTA DA SALAVESSA..
A Comissão de Festas da Salavessa

3.7.18

CDU/NISA exige pedido de desculpas à Presidente da Câmara pela "insensatez e grosseria do discurso"

"A Presidente da Câmara Municipal de Nisa deve um pedido de desculpas a todos os eleitos, aos munícipes presentes na sala da sessão da Assembleia Municipal de dia 29 de junho, e a todos em geral, pela insensatez e grosseria do discurso, que em nada dignifica o nome de Nisa e das suas gentes."
Declaração lida e entregue na reunião da CMNisa, hoje, dia 3 de julho.


PÉ DA SERRA E VINAGRA: Festas de S. Simão já têm programa


OPINIÃO: Não se tira a troika de CDS e PSD

A Direita portuguesa bem se tem esforçado por moderar o discurso face ao evidente fracasso da estratégia de empobrecimento e austeridade que apresentaram como inevitável. Mas não é preciso procurar muito para encontrar no discurso de CDS e PSD as linhas mestras do programa que, com a ajuda da troika, impôs ao país a mais violenta austeridade. Afinal de contas, pode tirar-se o Governo da troika do país, mas não se tira a troika do CDS e PSD.
Desta vez foi Assunção Cristas. Questionada sobre as 35 horas semanais de trabalho, não hesitou em afirmar que "precisamos de trabalhar muito porque infelizmente continuamos a estar atrás dos outros países no que diz respeito à competitividade da nossa economia". Por outras palavras, diz-nos Cristas que a competitividade da economia depende de mais horas de trabalho, isto é, de mais trabalho por menos salário. Numa única frase, a presidente do CDS resumiu o pensamento bafiento da troika sobre o trabalho que, como se vê, não se distingue do seu. Em 2016, a Esquerda conseguiu aprovar a reposição das 35 horas no setor público. Os partidos que tinham aumentado o horário de trabalho no tempo da troika, PSD e CDS, votaram contra a medida e justificaram o voto também com a ideia de que estaria a ser criada uma desigualdade entre trabalhadores do público e do privado. Menos de um ano depois, CDS, PSD e PS chumbaram as propostas da Esquerda para alargar o horário de 35 horas semanais ao privado. A igualdade nunca foi e nunca será uma preocupação para a Direita, porque a desigualdade é e sempre foi a sua única política.

NISA: 37 TH Garage actuam nos Jerónimu´s Bar

No dia 7/7 vamos fazer barulho.
De regresso ao bar que é a nossa casa vamos mostrar o que temos feito e tudo o que vamos apresentar para o resto do ano. Apareçam, e vejam se pagam uma mini ao Cokas que ele está cheio de sede.

1.7.18

NISA: Caminhada da União de Freguesias, pelas fontes da Vila!

"O Verão é na Rua - Mexa-se pela Vida"
Passeio ao fim da tarde com muita animação e algum calor, mas com boa companhia e ambiente muito agradável.
Dia 12 de Julho vamos repetir mas um pouquinho mais tarde, às 19,00 horas, aparece, participa!

ALPALHÃO: Programação Cultural - Julho 2018


CRÓNICAS DA TABANCA: O Império dos "Cagalhões"

Já todos conhecíamos “O Império dos Sentidos”, obra do japonês Nagisa Oshima e que os anais do cinema classificaram como “obra-prima”, apesar de o filme, com mais de 40 anos de existência, não ser mais do que um repositório de “quecas” à boa maneira oriental e de a fita ter sido proibida em diversos países.
Por cá, a linguagem “pornográfica” tomou conta de uma instituição autárquica. Já tínhamos ouvido falar, em versão hard-core do presidente da Assembleia Municipal, na “puta da fonte”. Coisa inócua, quase inodora, comparada com a autêntica lição de filosofia de latrina dada pela edil de Amieira na passada 6ª feira na sessão da AM.
Disse a presidente da edilidade que tinha resolvido o “problema dos cagalhões da Cevadeira” e perante a estupefacção dos eleitos, questionou: “sabem o que é um cagalhão?”.
A linguagem de esgoto não podia ter sido empregue mais a propósito, talvez para concluir uma jornada de convívio gastronómico para a qual tinha convidado os deputados municipais.
Revela, por um lado, o nível cultural e institucional de uma autarca que ainda recentemente viu fugir-lhe dois dos eleitos no executivo, oito meses após terem tomado posse como vereadores, cansados de suportarem situações de desrespeito e prepotência, mostrando, por outro lado, que a edil nada aprendeu com a lição, antes intensificou o seu modus operandi assente no “quero, posso e mando” e alicerçado no apoio de dois vereadores “reservas” que aprenderam a venerá-la e a abanarem a cabeça, em troca do robusto vencimento que auferem. Ámen. Seja feita a sua vontade!
Mas, voltemos, ao “império dos cagalhões”. Se a edil amieirense se preocupa tanto com os ditos da Cevadeira, que, é preciso dizer, era (é) um problema de saneamento básico com origem nas piscinas municipais e com mais de 10 anos, porque não os resolveu durante o anterior mandato? Por que é que um problema de natureza tão simples deve merecer menção, desrespeitosa e mal educada na AM e referência nas páginas do facebook do Município? Pelo facto de a autarca lá ter estado há 15 dias, durante um minuto e enquanto posava para as fotos da propaganda?
Por que motivo uma pergunta simples, razoável e com toda a justiça de uma munícipe sobre a falta de esgotos na zona onde mora, em Nisa, não é respondida e a munícipe “apagada” (tal como eu fui desde que fiz a primeira crítica) das páginas do facebook da autarquia?
Os meios de comunicação do município estão ao serviço dos munícipes nisenses ou do sistema roseiral, imposto a “ferro e fogo” por uma presidente de Câmara que foi legitimamente eleita, mas exerce de forma ilegítima, prepotente e ditatorial o seu cargo?
É preciso lembrar à senhora Idalina Trindade que “não há machado que corte a raiz ao pensamento” por muitos batalhões de lápis azuis que instale no edifício da Praça do Pelourinho.
E dos muitos “cagalhões” que possam (des)temperar o seu esmero na linguagem...
Mário Mendes