13.11.17

POESIA POPULAR: As Fontes de Amieira do Tejo

As Fontes de Amieira do Tejo (1984)
Amieira do Tejo é terra ideal
Cercada por vários montes
Tem água pura, fresca e natural
Nas suas belíssimas fontes

Por cima da Ponte do Rio junto à Ribeira
Com duas bicas de metal
Está uma fonte de primeira
Chamada a Fonte da Cal

Quer seja para encher uma bilha
Ou mesmo até um barril
Está uma fonte, que maravilha!
Que é a Fonte de Álvaro Gil.

E para abrir o apetite
E comer mais um bocadinho
Aquele que não acredite
Vá à Fonte de Estanquinho.

E na Estrada do Tejo
Na curva furtada ao vento
Sempre que lá passo a vejo
A da Tapada do Bento.

Para não pesar na barriga
E ficar que nem um lorde
Não há melhor: há quem diga
Que a água da Vinha de Ordem

Há uma que já não tem valor
E quem lá passa tira a prova
Junto à estrada de Vila Flor
Está também a Fonte Nova.

 Esta uma fonte desprezada
Mas muito antiga em Amieira
Devia ser arranjada
A velha Fonte Romeira
João de Matos Rico (1984)
Fonte da Cal - Foto de Armando Gaspar


NISA: "36 Anos a Aprender e a Ensinar" - Espectáculo de António Maria Charrinho


Verdes pedem esclarecimentos sobre mortandade de peixes entre Vila Velha de Ródão e a Barragem de Fratel

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre mortandade de milhares de peixes entre Vila Velha de Ródão e a Barragem de Fratel tendo esta catástrofe sido associada às descargas de efluentes por parte de empresas localizadas nessa área, bem como à eutrofização das águas do Tejo.
Pergunta:
O Partido Ecologista Os Verdes tem, ao longo dos anos, denunciado a poluição a que o rio Tejo tem sido exposto, nomeadamente na Assembleia da República, e exigido a sua resolução e respetiva monitorização das águas por partes das entidades competentes.
Ainda no passado mês de outubro Os Verdes questionaram o governo, através da pergunta n.º 79/XIII/3ª sobre as causas da frequente mortandade de peixes no Rio Tejo, entre Vila Franca de Xira e Alhandra (a qual ainda não obteve resposta por parte do Ministério do Ambiente) e sobre as medidas a serem tomadas para minimizar os danos daí decorrentes.
Recentemente foi denunciada por ambientalistas uma nova mortandade de milhares de peixes entre Vila Velha de Ródão e a Barragem de Fratel tendo esta catástrofe sido associada às descargas de efluentes por parte de empresas localizadas nessa área, bem como à eutrofização das águas do Tejo.
A eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas, nomeadamente de algas devido à maior concentração de nutrientes existentes nas águas sobretudo nitrogénio e fósforo, em resultado da poluição e da redução do caudal. Este processo é mais frequente em ambientes em que as águas estão mais contidas, como nas albufeiras, reduzindo os níveis de oxigénio da água e colocando em causa estes ecossistemas.
A eutrofização embora possa também levar à mortandade de peixes, não é a causa em si mesma, mas o resultado nítido do excesso de poluição a que o rio Tejo tem sido sujeito, tornando-se ainda mais evidentes os seus efeitos catastróficos na biodiversidade em períodos de seca como o que se está a verificar neste ano em Portugal. Considerando que é urgente atuar no sentido de identificar as causas e a sua resolução de forma a evitar estas catástrofes ambientais que comprometem a fauna e flora do rio Tejo, bem como a própria saúde pública.
Considerando por fim que o Grupo Parlamentar Os Verdes, tendo em conta a relevância do tema, já propôs uma audição sobre a poluição do rio Tejo com o Ministro do Ambiente, a realizar na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, e que, para a própria preparação dessa audição, é importante que nos dotemos de elementos relevantes,
Assim ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1- O Ministério do Ambiente confirma que a mortandade de peixes que se tem verificado no rio Tejo, na zona de Vila Velha de Ródão é o resultado das descargas de efluentes de empresas que laboram nesse concelho?
2- Quantas licenças foram emitidas, na última década, para a rejeição de águas residuais diretamente no rio Tejo ou em afluentes entre a barragem do Fratel e Vila Velha de Ródão?
3- Que tipo de monitorização e fiscalização tem sido efetuado às águas do rio Tejo no sentido de identificar focos de poluição e a sua eliminação?
4- Que diligências foram tomadas para resolver esta situação que conduziu à morte de milhares de peixes na zona de Vila Velha de Ródão?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

10.11.17

MEMÓRIA: Colheita de sangue em Nisa muito participada (Janeiro de 2006)

Quarenta e seis dadores benévolos de sangue responderam ao apelo da Associação distrital e compareceram no passado dia 7 de Janeiro, nas instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Nisa, dispostos a doar um pouco do seu sangue, naquela que seria a primeira acção de recolha de dádivas do presente ano.
O presidente da associação, António Eustáquio e a sua equipa, vindos de Portalegre, estavam satisfeitos com a adesão dos dadores, tendo em conta o facto de a mesma se realizar num dos primeiros dias do ano.
Nesta acção promovida pela Associação dos Dadores Benévolos de Sangue do Distrito de Portalegre, António Eustáquio refere como dados muito positivos, o número de mulheres que ofereceram dádivas e a participação de dadores jovens, situações que, na sua opinião, demonstram que os apelos e a mensagem da Associação a que preside é escutada e entendida como uma causa humanitária ao serviço da comunidade.
No final das recolhas e como habitualmente, técnicos de saúde, dirigentes da associação, pessoal administrativo e dadores de sangue participaram num agradável almoço-convívio que decorreu no refeitório municipal e oferecido pela autarquia nisense.
SER DADOR DE SANGUE
UMA FORMA DE AJUDAR QUEM PRECISA
Quem são, o que fazem e quais as motivações dos dadores benévolos de sangue? Estas e outras, foram interrogações que colocámos a diversos dadores. As respostas aqui ficam, acompanhadas de um apelo: Dê sangue! Vai ver que não custa nada!
Isabel Bizarro – 50 anos
Dei sangue pela primeira vez em 1972, quando um dos meus irmãos partiu uma perna, num acidente. O meu irmão tinha um tipo de sangue raro, tal como o meu e eu fui dar-lhe.
Foi aí que percebi a importância das dádivas de sangue. Desde então já contribuí por 21 vezes. Não custa nada e como sei que não há muita gente com este tipo de sangue, é uma forma de poder ajudar outras pessoas que precisam e por vezes têm dificuldade em obter o sangue de que necessitam.
Joaquim Dinis Miguel – Funcionário público
A primeira vez que dei sangue foi em 1964, na tropa, em Angola. Depois, a partir de 1975 fui dando cada vez que me pediram e desde a criação da Associação de Dadores venho sempre contribuir com uma dádiva de sangue. Contando com as do Ultramar, foram mais de vinte as vezes que dei sangue.
Nunca tive problemas e acho que aquilo que a Associação diz está certo: hoje os outros, amanhã, nós.

Avelino Silva – 43 anos
Sou dador desde 1999 e já dei sangue por sete vezes. A primeira vez foi porque me pediram e nessa altura é que eu tive a noção deste problema e da ajuda que com o nosso sangue podemos dar a pessoas que dele necessitam.
Deixo um apelo às pessoas para que sempre que possam venham dar sangue, porque amanhã podem ser elas a precisar.

Zulmira Silva – 44 anos - Desempregada
Já dei sangue por 14 vezes e a primeira vez vim de livre vontade. Dar sangue é um modo de ajudarmos os outros e ajuda-nos a sentirmo-nos bem connosco próprios. Nunca tive problemas após as recolhas de sangue e aconselho as pessoas a virem contribuir para esta causa humanitária. Para além do mais ficamos a saber também se estamos ou não de boa saúde.

Pedro Mourato – 56 anos- Aposentado da função pública
A primeira vez que dei sangue foi em Nisa, em 1968. Depois disso, dei quando estava na tropa, em Nisa, Portalegre e em Angola. Foram já 61 as vezes que dei sangue e sou um dos dadores que mais vezes contribuiu com a sua dádiva. Não o faço por louvores, mas por saber que posso salvar vidas e cada vez que venho dar sangue ficamos a saber que estamos bem de saúde e fisicamente. E não esquecer que: uma gota de sangue pode evitar um mar de lágrimas!”

Francisco Nascimento – 51 anos –operário construção civil
Comecei a dar sangue há três anos e a primeira vez ouvi falar nas colheitas realizadas pela Associação de Dadores e apresentei-me. Já dei sangue por quatro vezes e sinto-me bem. Julgo que é uma tarefa em prol da humanidade, que nos ajuda a ser solidários e com o sangue que damos voluntariamente podemos ajudar outras pessoas e até a salvar vidas.

Ana Meira (enfermeira)
“Faço aquilo que gosto e sempre idealizei”
É uma das caras mais conhecidas e simpáticas de entre o pessoal que participa na recolha das dádivas de sangue. Falamos da senhora Ana Maria Fernandes Meira, natural de Portalegre, 58 anos, enfermeira, responsável pelo Banco de Sangue. A conversa foi curta, entre o vai e vem de uma recolha de sangue, mas ficou desde logo prometido, retomarmos o diálogo num dia destes.
“Estou nesta actividade (colheitas de sangue) há 31 anos e sou uma das fundadoras e dinamizadoras com o senhor Eustáquio da Associação dos Dadores de Sangue do Distrito de Portalegre.”
Convidada a fazer um pequeno balanço sobre os 15 anos desta Associação, Ana Meira, diz-nos:
“Tem sido uma actividade muito positiva. Incentivamos toda a gente a vir dar sangue e no nosso trabalho procuramos cativar cada vez mais pessoas, sobretudo jovens, para contribuírem com as suas dádivas de sangue. Tem havido uma boa recepção por parte das populações, talvez pela nossa simpatia, pelo carinho e pela dedicação que pomos neste trabalho. Eu já podia estar reformada desde há um ano, mas estou aqui porque continuo a fazer aquilo que gosto e sempre idealizei”.
A senhora Ana Meira nunca deu sangue porque, informa, “estive em África e por causa do paludismo não posso dar”, mas logo acrescenta que “tenho um filho que é mais jovem dador medalhado de prata. Tem 38 anos e já deu sangue 53 vezes”.

Mário Mendes in "Jornal de Nisa" nº 199 - Janeiro de 2006

9.11.17

MEMÓRIA DESPORTIVA: A Inijovem e o Ténis de Mesa (2006)

12ª Taça Regularidade de Ténis de Mesa do INATEL
Torneio do CCD do Juventude Atlético de Vila Boim
Realizou-se no dia 14 de Janeiro de 2006, sábado, pelas 10h00 no Pavilhão Multiusos de Vila Boim a 7ª Jornada a contar para a XII Taça de Regularidade de Ténis de Mesa da Delegação do INATEL de Portalegre, desta feita o clube anfitrião foi o Juventude Atlético de Vila Boim. Participaram 38 jogadores em representação das seguintes equipas:
- CCD do Juventude Atlético de Vila Boim
- Secção de Ténis de Mesa do CCD da Inijovem/Nisa
- CCD de Santo António das Areias
- CRP do Bairro da Boa Fé / Elvas
- CCD do C. C. Marvão
- Grupo Desportivo Montargilense
- Clube de Ténis de Mesa de Alcórrego / Avis
(Nota: CCD = Centro de Cultura e Desporto, designação de todos os clubes e associações inscritos no INATEL)
Pela nossa equipa jogaram, José Jorge Marchão, Vítor Massa, Francisco Madeira, Daniel Ramalhete e Ricardo Semedo, ficando a classificação final do Torneio ordenada da seguinte forma:
1º Lugar – Clube de Ténis de Mesa de Alcórrego / Avis
2º Lugar – CCD de Santo António das Areias 
3º Lugar – Secção de Ténis de Mesa do CCD da INIJOVEM 
4º Lugar – CRP do Bairro da Boa Fé / Elvas 
5º Lugar – Juventude Atlético de Vila Boim
6º Lugar – Grupo Desportivo Montargilense
* O CCD do C. C. de Marvão não se classificou por equipas
Destaque para as excelentes prestações individuais de Vítor Massa (1º
Classificado na categoria juniores/seniores), jogador que protagonizou dois emocionantes jogos (1/2 final e final do torneio), de José Jorge Marchão (1º classificado na categoria de veteranos) e também a boa prestação colectiva com um honroso 3º lugar por equipas.
Já agora fica a informação que o próximo Torneio terá lugar em Caia (Portalegre), organizado pelo CCD Caiense, a 28 de Janeiro de 2006, sábado, a partir das 10h00.
NR: A notícia foi publicada na edição nº 199 do "Jornal de Nisa" - Janeiro 2006 

Apresentação de livro de Fernando Eduardo Carita (edição póstuma)


PCP de Nisa denuncia: Catástrofe ambiental no rio Tejo

"Milhares de peixes mortos devido à poluição
Nos últimos tempos tem-se verificado a lamentável ocorrência de milhares de  peixes mortos a boiar nas águas do rio Tejo no troço entre as Portas de Ródão e a Barragem do Fratel, com maior incidência junto à central de Velada.
Já em outras ocasiões se verificou a morte massiva de peixes por causa da poluição no Tejo, mas nunca com a dimensão da mortandade brutal que agora se verifica.
Perante esta catástrofe ambiental o Secretariado da Comissão Concelhia de Nisa do PCP, alerta para a perda de qualidade das águas do rio que provoca a destruição da fauna e flora do Tejo.
A morte massiva de peixes e a espuma esbranquiçada à superfície da água é certamente provocada por poluição que chega de Espanha acrescida das contínuas descargas poluentes de unidades fabris instaladas na proximidade e da diminuição dos caudais do próprio rio Tejo e dos seus afluentes..
Impõe-se que de forma eficaz e determinada sejam detetados os focos de poluição e as suas origens e que se actue de modo a apurar responsabilidades, a exigir penalizações e indemnizações face aos danos provocados.
Impõe-se a eficaz vigilância e a intervenção de entidades como a GNR, a IGAMAOT [Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território] e a APA [Agência Portuguesa do Ambiente].
Impõe-se a adopção de medidas de prevenção e de monitorização que evitem a repetição de ocorrências lamentáveis como as que agora testemunhamos."
Nisa, 9 de novembro de 2017
Secretariado da Comissão Concelhia de Nisa do PCP

Centro de Marcha e Corrida Morujo Júlio vai nascer em Montalvão


8.11.17

NISA: Vereadores da CDU propõem realização de reuniões nas freguesias e cumprimento do Estatuto do Direito de Oposição

Na reunião ordinária da Câmara Municipal de Nisa de 7 de novembro, os vereadores Vitor Martins e Fátima Dias (eleitos pela CDU) apresentaram um documento onde referem a recepção foram dos prazos legais da convocatória e da documentação referente á reunião do executivo camarário.
Os Vereadores da CDU solicitaram a inclusão na ordem de trabalhos da próxima reunião de um ponto com a proposta de realização de reuniões descentralizadas da Câmara Municipal de Nisa, com a realização de uma reunião por ano em cada uma das seis freguesias rurais do concelho de Nisa. É também proposto que as reuniões de câmara,a realizar na sede de concelho possam ter lugar noutros espaços que não apenas a Biblioteca Municipal, propondo-se a realização de uma reunião por ano na sede do Agrupamento de Escolas, convidando os jovens a vivenciar a participação ativa neste órgão do poder local democrático
Foi igualmente solicitado que na próxima reunião ordinária da Câmara Municipal de Nisa seja agendado um ponto referente ao cumprimento do Estatuto do Direito de Oposição, disponibilizando aos vereadores os meios necessários ao exercício da função de Eleitos, conforme legalmente estabelecido ( Lei nº 75/2013 de 12/Set), designadamente: - documento de identificação de eleitos enquanto Vereadores; - gabinete de apoio próprio; - endereços de correio eletrónico personalizados disponíveis na página do município.
CDUNisa

NISA: União de Freguesias "lança-se" no Caminho de Santiago


SANTANA (Nisa): Magusto popular no Arneiro e no Pardo


5.11.17

NISA: Memória(s) Política(s) Autárquicas - 1979

Intervenção em Nisa na campanha eleitoral para as Autarquias Locais (Dezembro de 1979)
Amigos, Camaradas, Povo de Nisa
Em primeiro lugar apresento a todos as mais fraternais saudações.
É com grande entusiasmo que me dirijo a todos vós, nesta sessão da Aliança Povo Unido, integrada na campanha das eleições para os órgãos autárquicos do nosso concelho.
Apesar de não terem direito a campanha na televisão, estas eleições do próximo dia 16, não são de modo algum, menos importantes do que aquelas realizadas no passado dia 2 de Dezembro.
No próximo domingo trata-se de, por um lado, eleger os representantes do Povo, aos órgãos do concelho, que, mais directamente têm a ver com a nossa vida do dia a dia, com a resolução de muitos problemas que nos afectam, com a melhoria das condições e do nível de vida.
Por um lado, trata-se também, para nós candidatos da Aliança Povo Unido e para todos aqueles que acreditam no Portugal nascido com o 25 de Abril, de dar expressão a nível do nosso concelho, à grande maré de entusiasmo e adesão, verificada nas eleições anteriores de 2 de Dezembro, e que se traduziu numa significativa subida da Aliança Povo Unido, em todas as regiões, em todos os distritos do nosso país.
Trata-se de a nível da Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia traduzir esse apoio popular, colocando mais homens, mulheres e jovens da Aliança Povo Unido nesses órgãos, de modo a garantirem com a sua presença, com a sua dedicação, com o seu dinamismo e competência, que as autarquias, que o Poder Local esteja, de facto, ao serviço das populações e não como forma de trampolim para a promoção pessoal ou para o “aparecimento” de novos caciques, como acontecia antes do 25 de Abril, e como ainda hoje – 5 anos depois do 25 de Abril – acontece em muitas regiões do Norte do país, nos Açores e na Madeira, particularmente em autarquias que têm à frente homens da chamada Aliança Democrática, ou seja, das forças que começaram por em 25 de Abril querer o socialismo, depois a social-democracia e hoje, já sem máscara, querem a mudança de regime, a revisão inconstitucional da Constituição que aprovaram, com aplausos há 3 anos. Querem, no fundo, o regresso ao 24 de Abril, ainda que de uma forma mais liberal.
Tem sido a tónica dominante da nossa campanha para as autarquias, chamar a atenção da importância destas eleições.
Nelas vão ser eleitos os homens e mulheres que terão de orientar a nossa vida colectiva no nosso concelho. Da nossa votação irá depender o progresso da nossa terra, ou a resolução de muitos problemas que nos afectam diariamente.
Os candidatos da APU apresentam-se às populações de todo o concelho, como de resto em todos os concelho do país, com um programa realista, virado essencialmente para a resolução dos grandes problemas, para satisfazer as carências mais gritantes e essenciais.
Não prometemos piscinas, quando em Nisa e no concelho não está resolvido satisfatoriamente o problema do abastecimento de água, problema que as populações sentem principalmente no Verão. Prometemos, sim, o trabalho, o dinamismo, a dedicação e competência, de que temos dado sobejas provas, tanto nas Câmaras onde temos a maioria, como naquelas em que estamos inferiormente representados.
Só por isso, amigos, o voto na APU para as autarquias é aquele que melhor corresponde às aspirações de todo o Povo.
Com o voto na APU, com a eleição de homens e mulheres do Povo Unido para as autarquias, não há hipóteses de se repetirem casos de corrupção, compadrio e caciquismo como o de Valpaços, como o de Vimioso, como o de Vila da Feira, para apenas citar alguns entre tantos exemplos, do que são a gestão de Câmaras onde predominam os homens do “Chefe”
Sobre a actuação da Câmara de Nisa e da Assembleia Municipal falarão, seguidamente, outros oradores, mais qualificados para o fazerem, mas justo será salientar nesta sessão que, pese embora as inúmeras críticas à sua actuação, não se deixou corromper nem pelo compadrio, nem pela corrupção.
Obrigado pela vossa atenção.
Mário Mendes

3.11.17

NISA: A Velhice pede desculpas...




A Velhice Pede Desculpas
Tão velho estou como árvore no inverno,
vulcão sufocado, pássaro sonolento.
Tão velho estou, de pálpebras baixas,
acostumado apenas ao som das músicas,
à forma das letras.

Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético
dos provisórios dias do mundo:
Mas há um sol eterno, eterno e brando
e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir.

Desculpai-me esta face, que se fez resignada:
já não é a minha, mas a do tempo,
com seus muitos episódios.

Desculpai-me não ser bem eu:
mas um fantasma de tudo.
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo,
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras.

Desculpai-me viver ainda:
que os destroços, mesmo os da maior glória,
são na verdade só destroços, destroços.

Cecília Meireles, in 'Poemas (1958)'


2.11.17

QUERCUS DENUNCIA: "Não houve travão! O eucalipto continua em acelerada expansão em Portugal"

A QUERCUS e a ACRÉSCIMO analisaram os dados da mais recente nota informativa, difundida pelo Instituto de Conservação da natureza e das Florestas (ICNF), relativa à evolução das novas áreas de plantações de eucalipto em Portugal. Em análise está o período decorrido entre 17 de outubro de 2013, data da entrada em vigor do Decreto-lei n.º 96/2013, de 19 de julho, e o final do primeiro semestre de 2017.
Desde a entrada em vigor da “Lei que liberaliza a plantação de eucaliptos” (conforme identificada no Programa do Governo, página 179), em outubro de 2013, até 30 de junho de 2017, a área ocupada por esta espécie exótica em Portugal registou um aumento próximo da superfície da cidade de Lisboa.
Na distribuição por Governos, constata-se que no Governo anterior foram autorizados 43% das novas plantações de eucalipto, sendo que o atual Governo é responsável, só até ao final do primeiro semestre do presente ano, por 57% da expansão legal desta espécie exótica em Portugal.
 Há que relembrar que o Governo em funções se comprometeu a travar a expansão desta espécie em Portugal (conforme consta no seu Programa, página 179). Todavia, regista um acréscimo significativo face aos licenciamentos atribuídos pelo Governo anterior.
Importa ainda relembrar que o atual Governo se comprometeu a revogar o Decreto-lei n.º 96/2013, de 19 de julho, que institui o regime jurídico das ações de arborização e rearborização (RJAAR). Contudo, ficou por uma mera alteração, com a aprovação, no Parlamento, da Lei n.º 77/2017, de 17 de agosto. Esta última proíbe as arborizações com eucalipto, em áreas superiores a 0,5 hectares, mas só entrará em vigor a meados de fevereiro de 2018. Assim, haverá ainda que considerar, no aumento da área de plantações de eucalipto, as autorizações que venham a ser concedidas no 2.º semestre de 2017 e no início de 2018.
Constata-se assim que têm aumentado as autorizações para novas plantações de eucalipto em Portugal e a QUERCUS e a ACRÉSCIMO estão seriamente preocupadas com uma previsível “corrida” à plantação de novos eucaliptais antes da entrada em vigor da nova legislação.
A Direção Nacional da QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direção da ACRÉSCIMO – Associação de Promoção ao Investimento Florestal
INFORMAÇÃO ADICIONAL:
1.Portugal é, na União Europeia, o Estado Membro como menor área de floresta pública.
2.Ao nível dos mercados, uma procura fortemente concentrada, como ocorre na fileira do eucalipto, implica uma forte capacidade negocial do lado da oferta, facto que se torna inviável para muitas famílias, mais ainda na ausência de regulação por parte do Estado.
3.No que respeita ao impacto das plantações de eucalipto, a evolução registada evidencia uma tendência bem definida, sobretudo, no que respeita à área ardida em povoamentos florestais.

A chuva tão querida e desejada, chegou...



Mistério

Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.

Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende,
Murmúrios por caminhos desolados.

Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…

Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!
Florbela Espanca


NISA: Magusto na Praça da República


1.11.17

NISA: Minha terra gaiata...







Lenda

Minha terra
gaiata
criança traquina
risonha, murmurada, falada.

O teu cantar
é a voz do povo
que bailando
esquece o sofrimento.

Minha terra
é um jardim
com namorados coloridos
sob a árvore da mentira.

Dizendo eu te amo,
embriagados de mentiras
em gargalhadas perdidas
e a árvore nada revela,
orgulhosa, silenciosa...
                  e são mentiras
                    da noite a madrugada!...

Réveri Cas

POESIA POPULAR: A Caça aos Tordos

A Caça aos Tordos
A caça aos tordos
É a caça mais ingrata
Só pelos tiros que dão
Não compensa o que se mata

É só o prazer de dar tiros
Quer chova quer faça frio
Um aqui outro além
Estão todos ao desafio.

A olhar para o céu
A ver se algum vem
Às vezes é um passarito
Meus amigos, pagas também.

Quando acabam a caçada
Vêm todos muito murchos
Trazem quatro ou cinco tordos
E gastam sessenta cartuchos

Mas o vício é tão grande
No outro dia vão novamente
E é assim a maluqueira
Deste povo que anda doente

Alguns de olharem para o céu
Apanham dor de pescoço e de rins
Deixam as armas em casa
E vão armar costelins

É preciso ter vagar
E ter muita paciência
Dizer a verdade: a caça aos tordos
É uma grande doença.
Zé Lopes

Período crítico de incêndios prolongado até 15 de Novembro


Vila Velha de Ródão pede intervenção rápida por causa da empresa Centroliva

A Câmara de Vila Velha de Ródão solicitou à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma "intervenção rápida e adequada" na empresa Centroliva, alegando inconformidades ambientais graves na sua laboração, foi hoje anunciado.
Em comunicado enviado à agência Lusa, este município do distrito de Castelo Branco explica que o pedido foi feito à APA, por carta, na qual se pede uma “intervenção rápida e adequada” sobre aquilo que classifica de “inconformidades ambientais graves” resultantes da laboração da empresa.
“Trata de uma situação completamente intolerável, com impacte direto na saúde e bem-estar da população, constituindo-se ainda como uma condicionante extremamente negativa a um desejável incremento da atividade turística, setor onde o município tem vindo continuamente a investir, numa perspetiva de auxílio ao desenvolvimento económico concelhio”, refere o presidente local, Luís Pereira.
O autarca reitera a preocupação da câmara e dos habitantes de Vila Velha de Ródão com a laboração da unidade industrial da empresa Centroliva e adianta que a constatação de inconformidades ambientais graves não foi, até ao momento, motivo suficiente para impedir efetivamente a continuidade da sua atividade.
“Acresce ainda à nossa convicção o facto de todas as madrugadas a sede de concelho se apresentar envolta numa neblina densa e nauseabunda, cujo odor denota inequivocamente a proveniência da fonte poluente, sendo uma evidência clara do aumento da intensidade de laboração noturna da unidade”, lê-se no documento.
Neste sentido, o município apela à APA para que, no âmbito das suas competências e atribuições, e “com caráter de urgência”, promova as ações que entenda adequadas para resolver esta questão, de forma definitiva.
“A criação de riqueza por parte da empresa nunca poderá justificar o seu comportamento irresponsável e indevido, sem qualquer respeito pela qualidade de vida da população, nem pelo cumprimento das obrigações legais vigentes”, conclui.
A empresa Cetroliva, com sede em Vila Velha de Ródão, reiniciou a sua laboração no dia 05 de maio, após a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) verificar que estavam salvaguardadas as emissões poluentes para a atmosfera.
Contudo, a 23 de maio, o presidente da autarquia, Luís Pereira, manifestou novamente preocupação com o funcionamento da empresa e sublinhou que os níveis de emissões poluentes continuavam inaceitáveis.
in http://24.sapo.pt - 30/10/2017

ALPALHÃO: Magusto de S. Martinho da AJAL