16.6.16

SANTANA (Nisa): Vem aí o Festival Sabores do Rio



Para os interessados em participar na Caminhada que irá decorrer no domingo dia 14 de Junho durante o Festival Sabores do Rio, aqui fica a ficha de inscrição que deverá ser devolvida até dia 11.
O preço de participação inclui: Almoço no Festival, Seguro e apoio logístico com distribuição de água e fruta.

NISA: Encontro e Convívio de Ex-Militares



Ex-militares da Companhia de Caçadores 4242 que prestaram o serviço militar em Moçambique (Mandimba 1972-1974) reuniram-no passado sábado em Nisa naquele que foi o 31º Convívio da Companhia.
O encontro foi pretexto para recordar mil e umas peripécias, as vivências do dia a dia de uma guerra que marcou uma geração de portugueses, mobilizados para o chamado Ultramar, onde, durante dois anos da sua juventude, cimentaram relações de amizade e companheirismo que perduraram pela vida fora.
O Convívio reuniu 25 companheiros desta Companhia e as famílias, numa festa de confraternização, organizada pelo nisense e camarada de armas Joaquim Cebola, num reencontro que a todos sensibilizou, ou não fosse Nisa uma terra que sabe receber como poucas.

15.6.16

ALPALHÃO: Desfile das Tradições Alpalhoeiras


COMENDA: XXII Encontro de Coros do Orfeão "Estrela da Planície"


Festejos populares de S. João em Monte Claro (Nisa)

A aldeia de Monte Claro (S. Matias - Nisa) vai estar em festa nos próximos dias 24, 25 e 26 de Junho com as celebrações populares em honra de S. João.
PROGRAMA
Dia 24 – 6ª feira
18h – Abertura do Bar
23h – Baile com animação musical de Marco Paulino
Dia 25 – Sábado
18h – Abertura do Bar
23h – Baile abrilhantado pelo grupo Bate no Fole
Dia 26 – Domingo
9h – Peditório da Colcha
18 h – Abertura do Bar
22h – Baile animado pelo conjunto Fora de Pauta
23h – Actuação do Grupo de Sevilhanas “Sombreros e Peinetas”
Continuação do baile com os Fora de Pauta

NISA: Acção de Sensibilização Ambiental


GAVIÃO: XIII Feira Medieval em Belver


14.6.16

NISA: Saída da Naturtejo em discussão na sessão de Junho da Assembleia Municipal

A desvinculação do Município de Nisa da Naturtejo (Associação de Municípios Natureza e Tejo) é um dos pontos da Ordem de Trabalhos da sessão ordinária de Junho da Assembleia Municipal de Nisa que se realizará no próximo dia 24 de Junho (6ª Feira) com início às 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal.
De acordo com a convocatória tornada pública no dia 13, a sessão ordinária de Junho da AM terá a seguinte Ordem de Trabalhos:
1- Intervenção de munícipes
2- Período de antes da Ordem do Dia
- Apreciação e votação de Actas
- Assuntos para conhecimento
- Informações dos Eleitos
3- Informação da Actividade Municipal

4- Regime Jurídico de Serviço Público de Transportes de Passageiros - Acordo de Delegação de Competências de Autoridade de Transportes, do Município de Nisa para a CIMAA
5- Associação de Municípios Natureza e Tejo - Desvinculação do Município de Nisa
6- Regulamento do Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos, do Município de Nisa
7- Regulamento do Serviço de Abastecimento Público de Águas, do Município de Nisa
8- Regulamento do Serviço de Saneamento de Águas Residuais, do Município de Nisa
9- Revogação da elaboração do PIER-Plano de Intervenção no Espaço Rural, da Herdade das Jans, em Amieira do Tejo
10- Inclusão de assuntos na Ordem de Trabalhos.
Aprovação em Minuta
NR: A deliberação sobre a desvinculação da Naturtejo foi tomada em sessão da Câmara realizada  no dia 18/11/2015, ou seja, há 7 meses. As razões sobre a saída da Associação Natureza e Tejo que constam na deliberação então produzida, não foram devidamente explicadas, nem foram objecto de um debate e reflexão aprofundadas sobre a participação do Município de Nisa naquela associação inter-municipal. 
É esse debate que agora se espera seja feito e no qual os eleitos municipais poderão ter uma palavra a dizer, não aprovando a proposta em causa, retirando-a da Ordem de Trabalhos, até que sejam apresentadas razões sérias e fundamentadas sobre uma tal decisão.

Exposição de Fotografias "Recordar o Passado" no castelo de Amieira do Tejo


PÓVOA E MEADAS: Concerto de S. João da Sociedade Recreativa e Musical


13.6.16

DO ALTO DO TALEFE (10) : Pessoas verdadeiras

Da alegria de um dia de Primavera ou de euforia de um dia de Verão, à tristeza de um dia de Inverno, vai uma distância mais curta do que da minha casa ao talefe.
Também as pessoas se ressentem dos humores da mãe natureza: um dia bonito e o semblante da generalidade dos cidadãos parece ser agradável; um dia feio e a máscara que cada um veste matinalmente torna-se carrancuda, fechada.
É assim com quase todas as pessoas que se cruzam no meu caminho para o talefe.
Mas na televisão, à noitinha, que diferença! Seja alegre ou triste a notícia, sorrisos alarves enfeitam as casas dos diferentes apresentadores.
E quando os políticos surgem, no bairro de lata, no acidente, à porta das fábricas, o sorriso falso, postiço, está sempre presente quando a câmara lhes assenta em cheio.
É quase inconsciente o esgar de alvos dentes, que um certo jornalista celebrizou, num anúncio de pasta dentrífica.
Como inconsciente é, o sorriso em que, nos falam do tempo que vai fazer, da inflacção, do golpe de estado, da fome e da miséria africana, do atentado, da febre bolsista ou das propinas.
Que prazer, ver a Natureza mudar de aspecto.
Que prazer, ver as pessoas da minha terra, hoje satisfeitas, amanhã aborrecidas, depois de amanhã deprimidas e no dia seguinte eufóricas. Que prazer conviver com pessoas. Pessoas verdadeiras e não fingidoras. Pessoas com alegria de viver. Nisorros.
Zé de Nisa in “Notícias de Nisa nº4 – 28/5/1997

NISA: Postais do Concelho - Artes Tradicionais

Por que hoje é dia de Santo António, santo popular muito festejado em Nisa, recordamos uma foto (belíssima) que, em 2007, fez a capa do Suplemento do "Jornal de Nisa" dedicado à Nisartes - Feira Internacional de Artes de Nisa. Parece que foi ontem. Como o tempo passa...

12.6.16

MONTALVÃO: Vamos à Vila assinala Dia dos Pastores

A Associação Vamos à Vila evoca no dia 29 de Junho (Dia de S. Pedro) as tradições da pastorícia da vila de Montalvão, com uma iniciativa denominada Dia dos Pastores.
O evento decorre na Capela de S. Pedro com uma missa por intenção dos pastores de Montalvão, às 19 horas, seguindo-se um Concerto de Guitarra Clássica a cargo dos músicos André Santos e Mariana Guedelha.

NISA: Retratos de Feira

Feira é espectáculo, diversão, barulho, encontrão, confusão... negócio.
Há circo, palhaço, equilibrista e ilusionista. Há café de saco e farturas. Há carrocel que corre, corre, rodopia, rodopia, rodopia, sobe e desce e nos deixa no mesmo sítio. Há carrinhos de choque – é cada choque c´até faz faísca! Alti-falantes berram na guerra das audiências pr´a compradores conquistar.
Uns ocupam grandes espaços e pagam-nos bem pagos, outros já não têm espaço, saem e ficam de fora. Grandes, sempre são grandes!
O vendedor de banha de cobra entrou pelo Jardim adentro e instalou-se. Perfeito conhecedor da psicologia dos homens, dos homens que tudo fazem para mitigar os males, vende-lhes a cura e trata-lhes da saúde. Atrai-os e encanta-os com a dita, com a cobra, fala-lhes dos males – da bexiga, do coração, dos olhos, das simples dores de cabeça... fala-lhes de curas milagrosas. Mostra líquidos que fervem sem haver lume e mostra fumos que sobem sem haver fogo.
E a cobra?! Como é grande, mete medo! Mas o homem domina-a, inspira força e saber. Sabe de medicina, de cobras e de magia. O povo atrai e a “roda” aumenta com alguns nos bicos dos pés. Lá vem a “banha” que não é muita, já se diz em voz baixa, mas talvez chegue para todos.
- Tenham calma, não se empurrem, não tenho muitos, mas chega para todos! Mais um para aquele senhor... mais outro para aquele sujeito de bengala... mais outro...
E as pessoas simples, honestas e trabalhadoras, cansadas de uma vida de trabalhos e de amarguras, fartas do “mal”, acotovelam-se, esticam o braço com o papel (nota) na ponta dos dedos calosos e recebem a promessa (caixa, frasco...) da cura.

Partem felizes!
Passados tempos, descobrem que foram enganados. Os males persistem e o homem ficou-lhes com a nota. Prometem a si mesmos que para a próxima farão contas com aquele aldrabão, porém têm a memória curta, os males continuam e para a próxima será o mesmo, será de novo o encantamento – o candidato promete, promete e os eleitores votam, votam nele.
Ah! Desculpem, estamos a falar do vendedor de banha de cobra e dos compradores de cura de males.
Pois é, escrevia sobre a Feira.
Lá estava também o homem dos retratos, o retratista. Retratista que passou à história, com esta história, entre outras histórias.
Cabisbaixo, ficou quedo, mudo e calado durante muito tempo. Não disse nada! Não tinha palavras. O sorriso que o alimentava morreu-lhe nos lábios da esperança, a alma de herói fugiu-lhe do corpo e o coração queria rebentar-lhe o peito, aquele peito forte e férreo que aguentara os embates da cornadura rija do touro nas duras pegas de caras.
Agora era diferente!
Tapou a objectiva da máquina. Rodou-a meia volta.
Embrulhou a sua objectiva no pano preto para a proteger das incidências dos raios solares e dos reflexos exteriores e guardou-a, a bom guardo, nos espaços interiores do seu eu.
Recolheu o fole. Fechou o tripé. Arrumou o material.
Já de máquina às costas e de balde na mão, ia-se embora sem nada dizer, mas voltou para trás para se despedir, para se despedir assim, assim deste modo.
Assim o queriam, assim mandavam, assim o mandavam.

Não haveria mais retratos à lá minuta. Fizera bastantes. Os tempos mudaram. Agora queriam coisas diferentes. Os tempos haviam mudado e os homens também. Em vez dos retratos à lá minuta que fizera para o povo e que o encantara, queriam publicitar valores, valores duvidosos, e vendiam-nos, vendiam-se. O tempo não perdoa e o tempo os julgará!
Lembram-se? Era no Jardim, ao lado do “repuxo”, lago que nos dias de Feira elevava o seu único jacto, central, de água a grande altura. A criançada gostava de ver o lago, a água a subir,a dançar no ar ao sabor do vento, a cair e a salpicar os desprevenidos. Gostava de ver a água, os peixes vermelhos a nadar e as folhas e as flores dos nenúfares a boiar.
Lá estava o homem que tirava os retratos, o retratista, muito perto daquele que vendia a banha de cobra.
O retratista tinha um caixote de madeira empoleirado sobre três pernas de madeira. Num dos lados do caixote havia um fole com um vidro redondo. No lado oposto havia uma espécie de de saia preta por dentro da qual o homem metia as mãos para mexer em coisas que tinha dentro do caixote e espreitava para dentro através de uma abertura que tinha na parte de cima e onde encostava a cara.
Nós ficávamos à frente do caixote, sob o olhar atento e embevecido das nossas mães, com um sorriso maroto e quietos para não “tremer” o retrato. Depois o homem tirava um papel de dentro do caixote. Lá estávamos nós, dizia ele, mas não podia ser, aquilo eram fantasmas. O homem metia depois este papel com a cabeça para baixo, num suporte à frente do vidro redondo. Metia novamente as mãos pela saia preta adentro, tornava a espreitar por cima e tirava de lá mais um papel que metia dentro de um balde com água.
Pouco a pouco, por magia, nós aparecíamos nesse papel, mas mais pequenos. Era o nosso retrato. Tínhamos tirado o retrato!
Era em Nisa, nos dias de Feira, próximo do “repuxo”, no Jardim Municipal. A água subia, dançava e descia, ao sabor do vento. O vendedor de banha de cobra começava mais uma sessão e o homem dos retratos abalava.
José Dinis Murta – O Distrito de Portalegre18/7/1997

10.6.16

EVOCAÇÃO: Luís Morais, um grande músico de Cabo Verde

A data de hoje, 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, é pretexto para lembrar um grande artista da música cabo-verdeana, que tive a felicidade de conhecer e de ouvir, quase diariamente, nos anos de 1972 a 1974. Chamava-se Luís Morais, era um virtuoso dos instrumentos de sopro, artista aclamado da música africana e com uma grande dimensão a nível internacional, tanto na Europa (Holanda, França e Portugal, especialmente) como nos Estados Unidos, país onde acabaria por falecer aos 67 anos e com muito ainda para dar à música e cultura de expressão africana.
Luís Morais nasceu no dia 10 de Fevereiro de 1935, na Ilha de São Vicente e morreu no dia 25 de Setembro de 2002 nos Estados Unidos de América.
Durante a sua longa e prestigiada carreira, notabilizou-se como um virtuoso executante de instrumentos de sopro, entre os quais saxofones (alto e tenor), clarinete e flauta. Foi o mentor do famoso conjunto Voz de Cabo Verde, com o qual percorreu o mundo como solista e director musical. O Voz de Cabo Verde, recorde-se, foi formado na Holanda há precisamente 50 anos (Maio-Junho de 1966) e teve como vocalista, numa das suas fases, o popular Bana.
Luís Morais e Bana são, aliás, considerados os “pais” da moderna música cabo-verdeana, o primeiro a nível instrumental, o segundo no plano vocal.

CRÓNICAS DA TABANCA: Carta ao senhor Luís Vaz de Camões

 Caro Luís Vaz, Meu ilustre antepassado
Hoje, lembrei-me de te escrever e aqui estou, tentando alinhavar as palavras, o sentido e a forma para dar vida à tua imagem, enquanto gozo o perfume do silêncio da noite. Imagino o Adamastor, horrendo, terrível, qual Rasputine, que engolia caravelas e que me impingiram na escola primária.
Vejo os portugueses, quais gigantes, desbaratando os infiéis, em duras refregas pela dilatação da fé. E as tuas oitavas de permeio, a complicarem-me o sistema nervoso...
Conhecemos-te tão pouco e tu foste tão grande!...
Amaste a Pátria com um estranho afecto. Pátria, é isso! Aqui está a palavra-chave, fundamental. A ela se transcrevem os teus feitos, os teus versos, a tua vida.
Dela partiste e a ela regressaste, carregado de poemas, despojado de haveres.
Andaste por “mares nunca d´antes navegados”, transbordando de sonho e de glória.
Buscaste nas musas a inspiração para cantares “o peito ilustre lusitano” e a gesta heróica deste povo, destas gentes que “da ocidental praia lusitana” partiram à procura de novos mundos para o mundo.
Escreveste redondilhas, odes, elegias, écoglas, sonetos, oitavas, canções e sei lá que mais. Eras um lírico e um galanteador. Que o digam as donzelas da corte e das redondezas, para quem serias uma espécie de Marco Paulo da época.
Eras certamente poeta de fácil inspiração. Só assim se compreende que apesar de toda a obra que nos legaste, ainda tiveste tempo para pelejar na corte, no norte de África, onde perdeste um olho, e um pouco pelos quatro cantos da terra. Isto sem contar com os cargos oficiais e oficiosos – qual Deus Pinheiros dos nossos dias – que exerceste e que te levaram à Índia, a Macau, a Moçambique e as outras paragens.
Sabemos pouco de ti! Conhecemos-te ainda pior, mas devias ser chato, a atender nas vezs que ouvimos dizer: “vai chatear o Camões!”.
E pensam assim os meninos e meninas do Preparatório e do Secundário, a quem és impingido em doses maciças de análise gramatical, textual e estilística. Andam nisto anos e anos e acabam por abominar-te...
E se te conhecessem eram capazes de pensar de outra maneira. Mas não...
Não te admires nem fiques triste. É este o sortilégio (estranho sortilégio) dos portugueses. Tens sido bem mal tratado, apesar de todos os anos, numa data certa se lembrarem de ti. Este ano hás-de ser falado muitas vezes na CEE (não te admires com a sigla, é uma espécie de Companhia das Índias, alargada), em Sevilha, numa Exposição Universal que tem dado água pela barba, enfim tudo será pretexto para cantarem loas à tua memória.
Quer dizer-te que gostei de te conhecer, embora a tua apresentação na escola não tivesse sido muito feliz. Depois e ao longo dos anos, foram-me falando de ti, primeiro em jeito de introdução, a seguir como comprimido para dormir...
Não lhes interessava o homem que tu foste, a obra que deixaste..., mas, desculpa confessar-te uma coisa: tu também tens culpa de a gente não te conhecer (e querer) melhor. Quando escreveste “Os Lusíadas” devias pensar menos na Corte e na nobreza e mais no Povo.
Usaste uma linguagem heróica, de epopeia (a condizer) épica, fazendo lembrar a parte final do “Bolero” de Ravel, só que este a gente percebe bem e “Os Lusíadas” são um poema quase transcendental.
Apesar de tudo vou lendo os teus versos e, sem interferências alheias, descobrindo e admirando a tua obra. De tal forma que procurarei transmiti-la à minha filha (não para ela comer a sopa ou adormecer) mas para conhecer o Camões que era cego de um olho, que viveu pobre e morreu miseravelmente.
E para que um dia, olhando este jardim à beira-mar plantado, diga também:
“Esta é a ditosa Pátria minha amada”.

Mário Mendes (texto escrito em 1992, não sei a que pretexto...)

8.6.16

ALPALHÃO: Festa da Flor no Dia de Portugal


PÉ DA SERRA (Nisa): Caminhada "Do romper da Aurora ao nascer do Sol"



A Inijovem volta a promover a Caminhada "Do Romper da Aurora ao Nascer do Sol", um percurso pedestre em travessia, a ter lugar no próximo dia 26 de Junho com início na aldeia do Pé da Serra.
PROGRAMA PREVISTO
- 04h30: Concentração no Pé da Serra no painel de início da PR5;(Junto à sede d’ “Os Amigos do Pé da Serra”)
- 05h00: Início da caminhada pelo romper da aurora;
- 06h05: Nascer do Sol no cume da Serra de S. Miguel;
- 06h30: Pequeno-almoço volante junto ao “penoco” (café e bolos);
- 07h00: Reinício da Caminhada;
- 10h00: Chegada à Ermida de Nossa Senhora dos Prazeres/fim da caminhada;
- 10h30: Atividades de Animação;
- 12h00: Almoço Convívio: Sardinha assada com salada de tomate e pimentos assados, regada a rigor com bom tinto da região.
- Distância: 10Km em travessia
- Grau de Dificuldade: Médio
- Descrição: Em travessia, de pequena rota, que ocorrerá nalguns troços da PR5: À Descoberta de S. Miguel e junto à Ribeira de Nisa
- É obrigatório o pagamento no acto da inscrição;
-(inclui enquadramento técnico na actividade, documentação, reabastecimentos, almoço, viatura de apoio)
- Seguro da responsabilidade da organização;
-Data limite de Inscrição: 22 de Junho ( Quarta-feira)
Equipamento Aconselhável
- É imprescindível o uso de lanterna ou frontal (com recargas);
- Roupa e calçado adequado, botas de trekking;
- Peúgas de micro fibras, sem costuras, de poliéster ou de poliamida;
- Mochila cómoda (fruta, comida energética e água);
- Agasalho (percurso em montanha c/ temperaturas mais baixas à noite);
- Bengala de marcha ou bastão articulado;
- Máquina fotográfica.

NISA: Artigo de Júlio Basso no "Archeologo Português" (1895)

 Antas nos concelhos do Crato, Niza e Castelo de Vide
Para corresponder ao convite feito no nº3 d´esta revista, relativamente a umas antas que se dizia existirem perto de Flor-da-Rosa, entre Crato e Aldeia-da-Matta, tratei de apurar o que havia de verdade a tal respeito, obtendo os esclarecimentos que passo a referir.
Eram três essas antas, mas presentemente só existe uma.
A primeira estava num sítio denominado Entre-as-Aguas, a noroeste de Flor-da-Rosa, de que distava um kilometro. Só restam d´ella duas pedras dentro de um espesso silvado, onde é difficil penetrar.
A segunda ficava a sessenta metros, ao norte da estrada de Aldeia-da-Matta para Flor da Rosa, distante d´esta ultima povoação dois quilómetros. Estava situada na courela ou terra do Torrico, dentro do couto de Valle-de-Figueira. Os únicos vestígios d´ella são muitas pedras miúdas ou fragmentos d granito.
A terceira é a única que tem ficado incólume até hoje. Distará apenas um kilometro de Aldeia-da-Matta e uns quinhentos metros para sul, do caminho já referido, e está situada no couto dos Pucarinhos, pertencente ao sr. João Manuel Gouveia. É enorme, e considerada a maior das antas que há por esta parte do Alentejo Norte.
O seu perímetro, internamente, mede 14,31m, junto da base, havendo entre esta e o pavimento exterior uma grande differença de nível, o que alguns attribuem, não a quaesquer explorações scientificas para o estudo da archeologia prehistorica, mas sim ao preconceito, mantido pela tradição popular, de existir alli uma mina ou thesouro escondido, que a todo o custo convinha desentranhar da terra.
O fosso, porem, aberto para o lado de Flor-da-Rosa, e protegido por quatro grandes pedras, estabelece com plausibilidade a presumpção de que pouco ou mais ou menos sempre assim se tem conservado, por isso que parece destinado a evitar um desabamento.
Das sete pedras verticaes de que consta a anta, a maior, vista do lado de Aldeia-da-Matta exteriormente apenas mede 1,70m, ao passo que da parte de dentro mede 3,20m, sendo, portanto, de 1,50m aquella differença de nível, ou mais ainda, porque a base do poço não é plana, mas concava.
A pedra horizontal mede de comprimento 4,50m e na sua maior largra 3,42m, e assenta só em três das pedras verticaes.
Pela incompleta descripção que fica feita, infere-se que a Anta da Aldeia-da-Matta não é certamente das que menos interesse deve despertar aos archeólogos do nosso país.
Alem de outras antas no concelho do Crato, consta-me que há uma no couto do Madraço, a sudoeste da villa do Crato, duas em Valle-do-Freixo, a sueste, um pouco a denate da estação do Crato, e outra na tapada do Currial, a leste.
Um exemplar, em magnifico estado de conservação, é também a Anta de S. Gens, na folha da Ceiceira, freguesia de Nossa Senhora da Graça de Nisa, distando d´esta ultima villa uns oito kilometros e da de Gafete quatro a cinco kilometros. Fica próximo da capella de S. Gens, a pequena distancia, para poente, do caminho de Nisa para Gafete, e a norte da ribeira do Sor.
Nas immediações do lazareto de Castelo-de-Vide há uma outra anta, muito mais pequena do que a de S. Gens.
Não me consta que esta ultima tenha sido explorada, comquanto haverá vinte annos, estando aqui o sr. José Victorino Damásio Ribeiro, filho do fallecido Carlos Ribeiro, fosse visitada por um archeologo amigo d´aquelle cavalheiro.
Nisa, Julho de 1895
Júlio Basso
NOTA: Júlio da Graça Marques Basso (1858-1925) foi um notário de reconhecido mérito, que exerceu a actividade durante trinta anos, na sua terra natal (Nisa) e do qual, em próximo texto, havemos de traçar, aqui, o perfil biográfico. A Câmara Municipal homenageou-o com a atribuição do seu nome à antiga Rua do Espírito Santo. 
O artigo que damos a conhecer foi publicado na revista "O Archeologo Português" dirigida por Leite de Vasconcelos e nele são detectáveis algumas incorrecções, justificadas pelas dificuldades de comunicação e de transporte, existentes no século XIX e que impediam um conhecimento "in sito" dos monumentos referidos.

5.6.16

POETAS NISENSES: José Gomes Correia

 "JOSÉ GOMES CORREIA nasceu em Nisa, no dia 22 de Junho de 1922, e, com ele, Nisa começou a ser, também, uma terra de poetas. De um, pelo menos. Dele. Licenciou-se em Direito e foi funcionário público, durante toda a vida: anos e anos na terra natal, que não queria deixar. A sua obra poética está toda ela contida nos dois livros, que publicou: "Sonhos que morrem, sombras que ficam" (1942) e "Seara do bem e do mal" (1963). Pouco. Muito pouco. Infelizmente, para nós. Pouco, não só porque entre a publicação dos dois livros, aconteceu um longo intervalo de vinte anos mas também porque, quando devia ter chegado a hora, o Tempo lhe não deu tempo para mais. Digo isto porque, quando o poeta faleceu, na sua terra natal, em 2 de Julho de 1983, estava cumprido outro ciclo de vinte anos: era chegado o tempo do terceiro livro, que não chegou a vir, e o poeta contava, então, apenas, sessenta e um anos de idade. Novo. Bastante. Talvez por isso, a sua morte foi, digamos, uma morte sem despedidas: brutal, como sempre é a morte, e escalafriante, porque se não fez anunciar. Foi como que aquela fuga para a frente que ele, aliás, de há muito tinha anunciado. "Por isso fujo e fugirei liberto / e é na solidão que me pertenço / que faço do meu peito um campo aberto/ onde posso gritar tudo o que penso".
Carlos Tomás Cebola - in "Folha de Montemor" - Abril de 1996


3.6.16

AJITA Summer Festa em Tolosa


Associação de Falagueira vai eleger os Corpos Sociais para o biénio 2016/2017


Montalvão recebe o II Encontro de Coros Ibéricos


Um grandioso espectáculo de música popular e coral está agendado para o dia 25 de Junho em Montalvão, num evento comemorativo que assinala o 1º Aniversário do lançamento da Campanha de Angariação de Fundos para o Restauro da Igreja Matriz e o 1º Aniversário da criação  Grupo Coral EmCanto, de Montalvão.
Organizado por esta associação, vai realizar-se o II Encontro de Coros Ibéricos que junta o grupo da "casa" (Emcanto de Montalvão), o Coral Polifónico " O Som dos Cantares", de Mós (Pontevedra - Galiza), e o Orfeão da Covilhã.
A Banda Filarmónica da Sociedade Recreativa e Musical de Póvoa e Meadas colabora também nesta grande iniciativa cultural que tem início pelas 14,30h com a arruada da Banda e dos Coros entre a Praça da República e a Igreja Matriz onde terá lugar este grandioso Concerto.
O Grupo Coral Emcanto endereça o Convite a todos os que queiram e possam participar, ciente de que esta será mais uma excelente jornada de convívio em Montalvão, proporcionada pela música instrumental e coral.

NISA: Festa da Senhora das Misericórdias