26.7.15

MÚSICA: Pedro Rufino em destaque no Jornal do Fundão

Pedro José Rufino Mendes Toucinho, professor na Academia de Música e Dança do Fundão, natural de Nisa, “tomou um café” com a jornalista Lúcia Reis do “Jornal do Fundão” e fez, para os leitores daquele semanário regional, uma sinopse do que tem sido a sua actividade, desde que aos 11 anos iniciou a aprendizagem na Sociedade Musical Nisense, primeiro com o clarinete, depois com a guitarra.
Foi ainda em Nisa que percebeu que queria ser músico profissional, contando com a compreensão dos pais que não lhe colocaram entraves. Fez os estudos secundários e o Conservatório em Castelo Branco, tendo depois rumado ao Porto onde frequentou a Escola Superior de Música. Concluiu a licenciatura em guitarra na Escola Superior de Música de Lisboa na classe do prof. António Jorge Gonçalves. Em 1996 rumou à Cova da Beira após o convite para leccionar na Academia de Música e Dança do Fundão, que dava então os primeiros passos..
Na altura, revela Pedro Rufino, a aprendizagem da música ainda era um pouco elitista. Tinha meia dúzia de alunos na aula de guitarra e hoje é o instrumento com maior procura. (ver gráfico).
No Fundão, em 2000, criou com outros colegas a Orquestra de Guitarras, um projecto pioneiro em Portugal, e mais tarde o projecto Guitarrafonia, de abrangência regional e que envolve além da AMDF os Conservatórios de Castelo Branco e Guarda.
Pedro Rufino tem um percurso artístico com actuações por todo o país, com destaque para o 3º Festival Internacional de Guitarra (Tomar) e a nível internacional, salientando-se a participação nos festivais internacionais de Novosibirsky (Rússia), Varsóvia (Polónia) Domingos Martins (Brasil), país onde foi convidado pela Camerata de Violões do Conservatório Brasileiro de Música para um concerto em Petrópolis.
Pedro Rufino é o director artístico e membro do júri do concurso internacional para jovens guitarristas do Fundão, membro do conselho pedagógico e coordenador das classes de conjunto na AMDF, desempenhando ainda o cargo de professor de guitarra no Conservatório de Música de Ourém/Fátima.
Da conversa com Lúcia Reis, não constam alguns destes dados biográfico, que apenas facultamos para um melhor conhecimento do professor e do guitarrista nisense, bem como outros retirados do site da Academia de Música e dança do Fundão, uma instituição cultural exemplar e pioneira, principalmente a nível do interior, nascida no seio da Santa Casa da Misericórdia do Fundão.
Homem de mil e um projectos, Pedro Rufino não poupa algumas críticas aos objectivos actuais do sistema de ensino, deixando no final uma mensagem que, sintetiza a sua filosofia de acção: “O mais fascinante de tudo isto é a possibilidade de continuar a aprender até ao fim.
O relato integral está na edição desta semana do “Jornal do Fundão”, de que deixamos uma imagem. Aproveitem-na!
Mário Mendes
Instituição cultural pioneira no interior

 A Academia de Música e Dança do Fundão nasceu no seio da Santa Casa da Misericórdia do Fundão no ano de 1994 como um Projecto de sensibilização dos jovens para as artes, tendo já no início a adesão de 106 alunos. O passo seguinte foi então o reconhecimento da Academia pelo Ministério da Educação a 6 de Dezembro de 1996. Presentemente, com Autonomia Pedagógica, são ministrados cursos de Iniciação, Básicos e Complementares. 
Esta Academia, embora jovem, tem tido um papel decisivo no Desenvolvimento Cultural da Região intervindo em actuações públicas através de Concertos, Intercâmbios, Audições, Ciclos Musicais.
Em paralelo e no resultado de uma parceria com a Câmara Municipal de Penamacor criou-se nesse Concelho uma secção da Academia. No ano lectivo de 2004/2005 foi criada a Orquestra de violinos: “½’s Violinos”. Inicialmente começou na Freguesia de Benquerença tendo-se alargado em 2005/2006 à Freguesia de Aldeia do Bispo e agora também em Penamacor e no Fundão.
Em resultado de todas estas actividades a Academia é responsável pelo ensino artístico a mais de 400 alunos dos quais cerca de 50 estão na Secção de Penamacor.

São de realçar os já tradicionais concertos do dia mundial da música, de Natal e de final do ano lectivo onde há a participação não só dos alunos como também dos professores integrantes da Academia e também os espectáculos de Dança, o “Estágio de orquestra juvenil de Cordas”, o Concurso Internacional “Cidade do Fundão” (para jovens Pianistas, Guitarristas e Violinistas). No presente ano, 2013, foi criada uma nova variante no concurso: “Canto”.
Os alunos da Academia têm participado em diversos Concursos Internacionais de Música realizados em Portugal, Espanha, França, Polónia e Rússia onde foram galardoados com mais de 100 prémios.
Na diversidade destas acções procuramos enriquecer sempre os nossos alunos alargando os seus horizontes no campo das artes.

25.7.15

OPINIÃO: Ó Cavaco, ó Cavaco olha a boina...

Cavaco Silva tomou sempre ao longo deste mandato, a defesa das posições do governo.
Nada que espante, Cavaco Silva sempre foi politicamente de direita.
No entanto, enquanto Presidente da República, tem o dever da neutralidade e o papel de mediador nas causas fraturantes.
E foi a neutralidade e a mediação que foram por ele esquecidas, o que o levou a que nas suas últimas intervenções tenha despudoradamente tomado partido pelos partidos do governo e pelas suas "ideias para o país"
Ontem, falando no distrito de Portalegre, em vez de explicar porque ao longo de um mandato de oito anos, apenas agora, a meses de o terminar, quando já não aquenta nem arrefenta, veio visitar o distrito, resolveu apoiar o Ministério da Educação e a Câmara Municipal do Crato, no diferendo que vem mantendo com os professores os quais renegam a municipalização do ensino.
Há meses, os sindicatos de professores promoveram um referendo perguntando aos professores quem de entre eles está a favor da municipalização do ensino e quem está contra. Obviamente este referendo não tem valor legal, é apenas indicador da vontade dos professores. E a vontade dos professores revelou-se numa esmagadora maioria contra esta medida.
No concelho do Crato (PS) o presidente e vereação resolveram avançar com a municipalização do ensino, já em setembro.
De notar que neste concelho, o referendo obteve 100% de negativas.
Tem pois havido um braço de ferro entre presidente da câmara e os professores e as estruturas que os representam.
Digamos que no Crato os professores tem estado em luta.
E foi neste contexto que Cavaco Silva proferiu (mais ou menos) o seguinte:
"- neste país, sempre que é necessário modernizar há sempre forças de interesses corporativos que se lhe opõem. É urgente descentralizar imediatamente o ensino!"
(Alguns dirão que descentralizar não é municipalizar. E renhonhonhó, pardais ao ninho).
Ou seja, além de se colar às teses do ME e de algumas Câmaras, Cavaco Silva ofende os professores em dose dupla:
1. Nos últimos anos se houve classe profissional que investiu na inovação e na modernização foram os professores. Frequentando ações de formação pagas na maioria do seu próprio bolso, fora do horário de trabalho, portanto no horário em que devia estar a descansar e a conviver com a família, aos sábados e domingos.
2. Quanto aos interesses corporativos, idem aspas, não há classe profissional que tanto tenha prescindido e perdido dos seus direitos. Inclusivamente como já referi, o direito a estar com a família.
Ainda por cima estas falácias não batem certo com certa propaganda: "Portugal está a formar as melhores gerações de sempre. Vão lá para fora e competem de igual para igual com os seus coetâneos dos países desenvolvidos".
Em que ficamos? Formamos as melhores gerações de sempre mas os formadores (professores) estão caducos? E o sistema necessita ser deitado abaixo para fazer outro.
Temo que já não seja possível atender ao conselho de António Costa "vamos todos ajudar o senhor presidente da república a terminar o seu mandato com dignidade":.
E já não é possível cumprir este conselho porque sua excelência o senhor Presidente da República, a cada intervenção tem o rancor de confrontar franjas da sociedade portuguesa, franjas essas que ele tem o dever de também defender pois seria o presidente de todos os portugueses, caso não se tivesse transformado apenas no presidente da direita revanchista portuguesa.
O que ele está a merecer é uma enorme manifestação, dos ofendidos pelo dr. Cavaco e assim terminar o seu mandato conforme merece: ouvindo uma enorme vaia!
Jaime Crespo
Cabeça de lista por Portalegre pelo Livre / Tempo de Avançar

24.7.15

USNA/CGTP-IN em protesto em Sousel

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano esteve presente, hoje 24 de julho, num protesto junto ao Centro Escolar de Sousel por ocasião da sua inauguração pelo Sr. Presidente da República.
Não foi permitido entregar o documento anexo em mão ao Sr. Presidente pelo que se entregou a um assessor.
Os professores da escola foram convocados, contra a sua vontade, a chamarem as crianças que estavam de férias para estarem presentes na inauguração oficial. Recorde-se que na consulta nacional sobre a municipalização da educação 91,3% dos professores do agrupamento que votaram se pronunciaram contra a municipalização. O município de Sousel está envolvido na assinatura do contrato de delegação de competências apesar da contestação dos seus professores.
Aos trabalhadores da câmara e população convidada não foi permitida a entrada no edifício para assistir à cerimónia.

A Comissão Executiva da USNA/CGTP-IN

22.7.15

NISA: A morte de um poeta

 Em Nisa, morreu um poeta. Morreu o Camões, poeta das palavras, dos mil sorrisos, dos gestos simples e afáveis. Morreu um homem incomum, portador de uma alma generosa e uma dimensão humana cada vez mais rara, nos dias que correm.
O Zé Camões veio para Nisa com os pais e irmãos aquando da construção da Barragem do Fratel no início da década de 70 e aqui conheceu a mulher com que viria a casar e a constituir família.
Figura popular pelo seu trato fácil e permanente bom humor, exibia a boa disposição como traço fundamental do seu carácter, sobrepondo, por vezes, esse estado de espírito às tristezas e amarguras de que a vida é, também, feita.
Era essa a imagem que mais o vincava. Com o Zé Camões por perto ninguém estava triste. Ele tinha o condão, apenas com uma palavra ou uma tirada alegre e brejeira, de quebrar o gelo, de demolir os muros da indiferença e da desconfiança que estivessem à sua volta. Mesmo quando a palavra dita, pudesse parecer inconveniente ou fora da razão.
José António Costa Lopes, o Camões, partiu do nosso convívio. Deixou-nos de uma forma abrupta e inesperada, depois do fatal acidente que sofreu no final da passada sexta-feira na sua residência. Acidente de trabalho, de um poeta que não sabia estar parado. Que fez da sua vida de quase 60 anos, um poema de trabalho, amor e luta.
Foi sepultado há instantes e recordo, parece que o estou a ver, há anos, na sua oficina, rodeado da família e amigos, feliz e radiante, após ter concretizado um dos maiores sonhos da sua vida: a inauguração de uma unidade industrial de serralharia e a formação de uma empresa de cariz familiar, empreendimento a que o Zé Camões se entregou de corpo e alma, granjeando a satisfação de clientes e muitas amizades.
Não se estranhou, por isso, que a Praça do Município fosse pequena para albergar tantas e tantas centenas de amigos de Nisa, do concelho e de outras regiões.
Um mar de gente que o acompanhou à sua derradeira morada e lhe tributou uma sentida homenagem e despedida.
Em Nisa morreu um “poeta”. Um poeta da vida, da amizade, da fraternidade. O mundo seria muito melhor (quantas vezes?) se todos fôssemos assim.
Recordemo-lo como exemplo a seguir!
Repousa em paz, Zé Camões!
Mário Mendes

NISA: 1º Concurso de Bordado Antigo


21.7.15

PÉ DA SERRA (Nisa): Festas de S. Simão - 125 Anos


CRATO: Conselho Geral do Agrupamento de Escolas contra municipalização da educação

O Sindicato dos Professores da Zona Sul saúda a decisão do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas do Crato que no dia 20 de Julho tomou posição contra a municipalização da educação.
O Conselho Geral é o órgão máximo de gestão das escolas, nele têm assento os representantes dos Pais e Encarregados de Educação, do pessoal docente e não docente e de outras entidades locais. O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas representa toda a comunidade educativa e cabe a este órgão a aprovação e definição das linhas estratégicas de atuação das escolas.
Foi precisamente este órgão de gestão que chumbou por maioria o projeto de municipalização da educação no concelho do Crato.
 Com esta votação no Conselho Geral ficou também expressa a indignação, partilhada por muitos outros docentes, pela forma precipitada, a ausência de debate e o desrespeito pela comunidade educativa, que parecem marcar a ambição deste Governo de celebrar contratos de delegação de competências que ameaçam a estrutura da Escola Pública Democrática e Inclusiva. 
O SPZS congratula-se com esta decisão do Conselho Geral, que vem dar alento a todos os que têm contestado o desenvolvimento do processo de municipalização, em curso em vários municípios.
Sindicato dos Professores da Zona Sul (membro da Fenprof)

21 de Julho de 2015

V Convívio de Pára-Quedistas do concelho de Nisa


NISA recebe a visita do Presidente da República

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, visita o Concelho de Nisa no próximo dia 24 de Julho, com o seguinte programa:
16h15: Complexo Termal da Fadagosa de Nisa
17h00: Museu do Bordado e do Barro - Núcleo Central.

20.7.15

OPINIÃO: As urgências do Hospital de Portalegre

De acordo com a Ordem dos Médicos, as urgências do hospital da capital do distrito estão “permanentemente sobrelotadas”.
No Hospital de Portalegre, os maiores problemas têm a ver com constrangimen-tos de espaço e organização envolvendo, principalmente o Serviço de Medicina e a Urgência.
Os doentes (a grande maioria da Medicina Interna) ficam internados na Urgência em corredores e compartimentos esconsos e alguns chegam a ter alta daí, sem serem transferidos para o serviço de internamento. Este é um problema permanente desde há vários anos que, naturalmente, se agrava durante os picos. Infelizmente este cenário já faz parte dos hábitos dos utentes e dos profissionais.
Com causas principais apontam-se são a redução do nº de camas da Medicina (o 7º piso foi ocupado pelos serviços de conva-lescença e paliativos), a desestruturação do serviço de Medicina onde não há hie-rarquia nem liderança (os directores de serviço sucedem-se) e o efeito perverso da actividade clínica dos tarefeiros, onde falta o espírito de equipa resultante do horizonte temporal da sua tarefa.
As sucessivas administrações querem resolver este problema crónico construin-do “enfermarias” no espaço físico da Ur-gência (as obras irão permitir o interna-mento de 18 doentes mas a média de doentes internados ronda os 30, pelo que continuará a haver doentes internados em macas nos corredores).
As políticas praticadas nos últimos anos centraram-se na redução drástica do número de camas de internamento e na desvalorização das Carreiras Médicas, em que as hierarquias garantiam uma flexibilidade e compliance dos serviços que asseguravam as respostas adequadas às situações excepcionais, sem interferências administrativas.
Agora com a excessiva burocratização, constata-se a incapacidade das administra-ções das unidades, das ARS e da própria tutela na resolução do problema.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses defende que o descongestionamento das urgências hospitalares passa pelo alargamento dos horários de funcionamento dos centros de saúde, mas considera que a medida tem que ser acompanhada pelo reforço de médicos e de enfermeiros nos serviços de urgência.
Estas realidades resultam da sucessiva redução do horário de atendimento dos centros de saúde e a falta de médicos são resultantes de politicas destrutivas que desde há anos vem destruindo o Serviço Nacional de Saúde.

Eugénia Palha Ferreira | CDU Alter do Chão

17.7.15

NISA: Sabe onde mora? (1) - O antigo Largo do Boqueirão

LARGO HELIODORO SALGADO
Iniciamos o nosso passeio pela toponímia de Nisa pelo Largo do Boqueirão, ou mais propriamente designado Largo Heliodoro Salgado. Quem foi este Heliodoro (se tem nascido em Nisa seria chamado de Lidó) e o que fez para merecer o nome num dos largos da nossa terra?
O antigo Largo do Boqueirão, era um dos principais largos da vila, logo a seguir, em importância, ao Rossio. Ali teve a sua primeira sede, em 1916, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Nisa. Ali se implantou, na década de 40, a primeira bomba de abastecimento de combustível, a Central de Transportes que fazia a ligação com os Caminhos de Ferro e, mais tarde, a Repartição de Finanças. No largo funcionou também os serviços de assistência anti-tuberculosa, doença que grassou de forma quase impiedosa no concelho até ao final dos anos 60, num pequeno edifício encostado à Igreja do Espírito Santo, actualmente afecto ao Município.
O Largo Heliodoro Salgado é um dos espaços aprazíveis de Nisa, dispondo de um pequeno jardim e oferecendo boas condições como zona comercial, nomeadamente, para a restauração. As placas toponímicas que identificam o largo carecem -  como muitas outras na vila -  de informação mais detalhada e precisa sobre os nomes que ostentam. No caso em apreço, bastaria inscrever por baixo do nome “Escritor e Jornalista/1864 – 1908”.
Heliodoro Salgado

Heliodoro Salgado nasceu em São Martinho de Bougado, concelho de Santo Tirso, em 8 de Julho de 1891, era filho do escritor e jornalista portuense Eduardo Augusto Salgado.
Começou a sua carreira profissional como professor primário para rapidamente a trocar pela de jornalista, colaborando em vários títulos. Começou por escrever no jornal socialista portuense O Protesto e também n’ O Operário, já que nessa altura estava inscrito no Partido dos Operários Socialistas.
No final da década de oitenta do século XIX Heliodoro começou a aproximar-se cada vez mais das ideias republicanas, tendo vindo a aderir ao Partido Republicano Português em data próxima do Ultimato inglês de 1890. Daqui decorreu a sua colaboração em quase todos os jornais republicanos como “O Século”, o ter dirigido a revista “A Portuguesa” bem como a coleção «Biblioteca do Livre Pensamento» e, ser um orador apreciado nos comícios organizados pelos republicanos. Refira-se que no jornal “O Mundo” usou os pseudónimos de Ivanhoé e Ismael.
A partir de 1897 instalou-se em Lisboa ganhando proventos a dar aulas de Português, Francês, Literatura, História e Filosofia em regime livre e, logo no ano seguinte, já integrava a Comissão Municipal Republicana de Lisboa. Presidiu também ao Centro Republicano Pátria e à Assembleia-geral da Associação Propagadora do Registo Civil, para além de exercer funções como secretário da associação Vintém das Escolas e sendo ainda redator da publicação homónima. No final da sua breve vida de 45 anos também desempenhou as funções de arquivista do Directório do Partido Republicano.
Heliodoro Salgado escolheu o nome de Lutero para ser iniciado na Loja lisboeta Obreiros do Trabalho, em 1890. Mais tarde também pertenceu às lojas União Latina do Porto (1893) e, Elias Garcia, de Lisboa (1897) e foi um dos participantes na Conferência Nacional Maçónica da Figueira da Foz em Setembro de 1906.
O seu enterro, a 14 de outubro de 1906, foi acompanhado por mais de 50 mil pessoas de todas as classes sociais e, o seu nome ficou lembrado na toponímia de múltiplas cidades e vilas portuguesas como Almada, Amadora, Barreiro, Lourinhã, Nisa, Portimão, Póvoa de Varzim, Sintra ou Trofa.
Foto de Heliodoro Salgado publicada na revista O Occidente, 20.10. 1906

15.7.15

POSTAIS DE NISA: O Menir do Patalou

O Menir do Patalou, descoberto pelo homem que está na foto - João Francisco Lopes - vai, finalmente, ser levantado e colocado na posição onde já deveria estar, há muito.A história do menir vai acabar por ter um final feliz, apesar do  seu desenvolvimento algo atribulado. Coisa de que o menir não tem a menor culpa.
Tenho ouvido, a propósito do menir e dos trabalhos de revitalização do local, as mais díspares opiniões. Algumas, não são bem contra o Menir, mas contra o "momento", a "oportunidade", os "custos" quando tanto falta para desenvolver Nisa e o concelho.
As mesmas "vozes" de oposição que nada disseram sobre o Conhal - uma iniciativa oportuna e de grande alcance, tal como a classificação das Portas de Ródão, para a visibilidade do concelho e da Naturtejo - e outros projectos de intervenção histórica e cultural a que o Município de Nisa meteu ombros (não interessa se com uma maioria azul, vermelha ou amarela) visando, exactamente, o desenvolvimento sustentável e integrado do concelho. Um desenvolvimento que não deve passar só e exclusivamente por obras farisaicas (o território municipal já tem algumas, infelizmente) mas contemplar o todo concelhio e as potencialidades que ele pode proporcionar para a melhoria das condições de vida de quem aqui continua a viver.
O Menir do Patalou, as Antas que urge recuperar, tal como os Percursos Pedestres, o Tejo que ainda não conseguimos ou soubemos "captar" para a esfera concelhia, a gastronomia, o artesanato, numa palavra o património e a cultura são indissociáveis dessa perspectiva de desenvolvimento que defendo, mas na qual não entra as plantações indiscriminadas de eucaliptos e, muito menos, a "hipotética" exploração do urânio.
E, sobre esta questão, os munícipes e os eleitos locais têm uma importante - e decisiva - palavra a dizer.
O Menir do Patalou vai ser levantado. Passa a ser uma mais valia turística e monumental do concelho, a exemplo que já acontece com o Menir da Meada, próximo da vizinha Póvoa e Meadas.
Congratulemos-nos  com a iniciativa e com o esforço desenvolvido por quem a tornou possível.
Mário Mendes

14.7.15

A ponte sobre o Sever na Assembleia da República



A ponte internacional sobre o rio Sever ligando Montalvão a Cedillo volta a estar na ordem do dia após a vitória do PSOE nas recentes eleições autonómicas e municipais em Espanha. O PSOE venceu as eleições na Extremadura e consequentemente vai querer pôr em marcha o processo que leve à construção desta importante infra-estrutura, não por ser e para ser a “ponte do Miguel”, mas por se tratar de uma antiga e justa aspiração dos povos de um e outro lado da fronteira.
Uma obra desde há muito desejada e que tão mal compreendida e tratada tem sido pelos políticos centralistas que têm detém as rédeas do poder em Lisboa e em Madrid.
Em 23 de Fevereiro de 2000 o deputado do CDS/PP, Narana Coissoró, apresentou um requerimento na AR dirigido ao Ministério do Equipamento Social sobre a construção de uma nova ponte sobre o rio Tejo na confluência deste com o rio Sever. À parte o deputado ter “colocado” o concelho de Nisa no distrito de Castelo Branco – erro menor e perfeitamente desculpável – a resposta, quatro meses depois, do Ministro é, no mínimo, estranha, pois refere que "o local referenciado para a reclamada ponte sobre o o rio Tejo na confluência deste com o rio Sever, não é servido por nenhuma estada incluída no Plano Rodoviário Nacional 2000".
Ora, é sabido que a Barragem de Cedillo, na confluência dos rios Tejo e Sever era, à data, e contrariamente à versão do Ministério do Equipamento Social, servida por estrada municipal, com perfil adequado a uma futura ligação a Espanha através da ponte.
Por outro lado, o requerimento fala numa ponte sobre o rio Tejo e não numa ponte sobre o rio Sever, situação a que não será alheia alguma estratégia desencadeada a partir de Castelo Branco, distrito a que o requerimento faz referência.
Curiosa, no entanto, é a resposta do Ministério, "retirando" ao concelho de Nisa a estrada de ligação à Barragem de Cedillo e com isso, "matando" desde logo, as pertinentes questões levantadas pelo deputado Coissoró.
A ponte, essa, continuou adiada. Quem sabe até ser construída uma nova estrada a incluir no Plano Rodoviário Nacional de.... 2025. 

13.7.15

“Nisa em Festa”: Animação musical, artesanato, produtos tradicionais e gastronomia regional

A Câmara Municipal de Nisa promove de 13 a 16 de Agosto o evento “NISA EM FESTA 21015”. A praça da República, espaço central da vila de Nisa vai acolher durante quatro dias um programa de animação musical, exposição e venda de artesanato e de produtos regionais, tasquinhas e restaurante com petiscos e pratos da gastronomia regional.
No que respeita à animação musical, há a destacar os concertos com Richie Campbell & 911 Band (no dia 14/agosto) , B4 (15/agosto) e José Cid (16/agosto). No dia de inauguração do NISA EM FESTA 2015, desfila a Marcha de Santo António, de Nisa e atuam a Banda Municipal Alterense e a Banda da Sociedade Musical Nisense. No dia 14 de agosto, antes do concerto de Richie Campbell & 911 Band, exibe-se a Orquestra Pimbólica Abrantina. A 15 de gosto, atuam The Peakles-Tibuto ao Beatles, antes do concerto dos B4. No dia 16 de agosto, o grupo de música popular Domingos & Dias Santos ocupa o palco antes do espetáculo de José Cid.
Todas as noites, no seguimentos das atuações e dos concertos, a animação do espaço do NISA EM FESTA 2015 prossegue com as escolhas musicais de consagrados DJs, designadamente DJ Babanz, DJ Morais, Dj Borrego, DJ Rafael PAP, DJ Oni e o consagrado DJ Eddie Ferrer ( na noite de 15 para 16 de agosto).
No espaço do NISA EM FESTA 2015 os visitantes poderão apreciar o artesanato de Nisa nas suas múltiplas expressões - olaria pedrada, bordados, alinhavados, aplicações em feltro... Estarão igualmente disponíveis queijos, doces, bolos, mel, vinhos, licores e salsicharia tradicional. Os petiscos e pratos da gastronomia regional poderão ser saboreados nas tasquinhas das associações locais e no restaurante da Festa!
CMN

7.7.15

NISA: Festa evocativa do Beato Diogo Pires Mimoso

A Paróquia de Nisa vai evocar de 8 a 17 de Julho, a obra religiosa e a memória do beato e mártir nisense Diogo Pires Mimoso.
As celebrações constam de uma novena de 8 a 16 de Julho, ás 21 horas na Igreja Matriz, tendo lugar no dia 17 a Oração de Vésperas pelas 17,30h seguida de Missa na Igreja Matriz e de Procissão por algumas ruas de Nisa e com paragem junto à casa, na Rua de Angola, onde terá nascido o mártir nisense.

5.7.15

5 de Julho - Cabo Verde é independente há 40 anos

Cabo Verde, oficialmente República de Cabo Verde, é um país insular localizado num arquipélago formado por dez ilhas vulcânicas na região central do Oceano Atlântico. A cerca de 570 quilómetros da costa da África Ocidental, as ilhas cobrem uma área total de pouco mais de 4.000 quilómetros quadrados.
Os exploradores portugueses descobriram e colonizaram as ilhas desabitadas no século XV, o primeiro assentamento europeu nos trópicos. Idealmente localizado para o comércio de escravos no Atlântico, o arquipélago prosperou e muitas vezes chegou a atrair corsários e piratas, entre eles Sir Francis Drake, na década de 1580. As ilhas também foram visitados pela expedição de Charles Darwin em 1832.
O arquipélago foi ocupado conforme a colónia cresceu em importância entre as principais rotas de navegação entre Europa, Índia e Austrália, população aumentou de forma constante. No momento da sua independência de Portugal, em 1975, os cabo-verdianos emigraram para todo o mundo, de tal forma que a população no século XX com mais de meio milhão de pessoas nas ilhas é igualada pela diáspora cabo-verdiana na Europa, na América e na África.

A economia cabo-verdiana é principalmente ficada no crescente turismo e em investimentos estrangeiros, que se beneficiam do clima quente o ano todo, da paisagem diversificada e da riqueza cultural, especialmente na música. Historicamente, o nome "Cabo Verde" tem sido usado para se referir ao arquipélago e, desde a independência, em 1975, ao país. Em 2013, o governo local determinou que a designação em português "Cabo Verde" passaria a ser utilizado para fins oficiais, como na Organização das Nações Unidas (ONU)

 in wikipédia
Canção ao Mar (Mar Eterno)
 Oh mar eterno sem fundo
Sem fim
Oh mar de túrbidas vagas
Oh mar!
De ti e das bocas do mundo
a mim
Só me vem dores e pragas

Oh mar!

Que mal te fiz oh mar, oh mar

Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar
Quebrando as ondas tuas
De encontro às rochas nuas

Suspende a zanga um momento
Escuta
A voz do meu sofrimento
Na luta
Que o amor acende em meu peito
Desfeito
De tanto amar e penar
Oh mar!

Que até parece oh mar, oh mar
Um coração a arfar, a arfar
Em ondas pelas fráguas
Quebrando as suas máguas
Dá-me notícias do meu amor,
Amor
Que um dia os ventos do céu
Oh dor!
Nos seus braços furiosos
Levaram
E ao meu sorriso, invejosos,
Roubaram

Não mais voltou ao lar, ao lar
Não mais o vi oh mar, oh mar
Mar fria sepultura
Desta minha alma escura

Roubaste-me a luz querida
Do amor,
E me deixaste sem vida
No horror
Oh alma da tempestade
Amansa,
Não me leves a saudade
E a esperança

Que esta saudade, é quem, é quem

Me ampara tão fiel, fiel
É como a doce mãe
Suavíssima e cruel

Mas máguas desta aflição
Que agita
Meu infeliz coração,
Bendita,
Bendita seja a esperança
Que ainda
Lá me promete a bonança
Tão linda!
Eugénio Tavares
Eugénio de Paula Tavares (Ilha Brava, 18 de outubro de 1867 — Vila Nova Sintra 1 de junho de 1930), foi um jornalista, escritor e poeta cabo-verdiano.
O povo o poente o pão de permeio 
Então Djone! nosso Djone
fidje de Bia ou Maria
Despe a camisa
E vendida

Passeamos tal tronco
Entre palmeiras de secura
Assim
Falucho
de orgasmo
que caminha
Ao som de palmas
Instrumentos de corda
violão & viola

Há sempre o banjo o cavaquinho

Que nos interrompem
Entre duas freguesias
E dizem
       unha & bronze
Da nudez
E das árvores
Que crescem no céu da boca
E dos rios
que nascem na veia cava
E do sangue
do povo sobre o mapa

Desde o nascer E desde a nascença
Os pés o poente o meridiano de permeio
Corsino Fortes
Corsino António Fortes (Mindelo, 14 de Fevereiro de 1933) é um escritor e político cabo-verdiano.
É licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa (1966). Integrou vários governos na República de Cabo Verde, tendo sido o primeiro Embaixador caboverdiano em Portugal, em 1975.

3.7.15

NISA: Artistas locais completam programa do Nisa em Festa


JULHO: Por Santa Ana limpa a pragana

Julho é o sétimo mês do ano no Calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Julho deve o seu nome ao imperador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis em latim,1 dado que era o quinto mês do Calendário Romano, que começava em Março.2 Também recebeu esse nome por ser o mês em que César nasceu.
Julho começa (astrologicamente) com o Sol no signo de Câncer e termina no signo de Leão.
Na roda do ano pagã, julho termina Lughnasadh ou próximo dela no hemisfério norte e no Imbolc ou próximo dele no hemisfério sul.
Na Igreja Católica julho é dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus.
in wikipédia

ADÁGIOS POPULARES - JULHO
Quem trabalha em Julho para si trabalha.
Em Julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando.
Por S. Vicente toda a água é quente.
Pelo S. Tiago (25) na vinha acharás bago, se não for maduro será inchado.
Julho, o verde e o maduro.
Não há maior amigo que Julho com seu trigo.
Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.
Pelo S. Tiago, cada pinga vale um cruzado.
Em Julho faz vasculho.

Por Santa Ana (26), limpa a pragana.

2.7.15

NISA: Município promove trabalhos para levantamento do “Menhir do Patalou”



Resultando do projeto “MegaNisa”, promovido pela Câmara Municipal de Nisa, iniciaram-se, no dia 29 de junho, os trabalhos arqueológicos que irão permitir a reereção do Menhir do Patalou, situado no concelho de Nisa, estando envolvida no processo uma equipa do Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora, coordenada pelo Prof. Jorge Oliveira.
O projecto “MegaNisa”, desencadeado pelo Município de Nisa, foi proposto ao Vice-Reitor da Universidade de Évora, com aprovação da Direção Geral do Património Cultural, congrega trabalhos arqueológicos que, para além da reereção do Menhir do Patalou inclui estudos e valorização no Menhir e Dólmenes dos Sarangonheiros que, conjuntamente com os monumentos megalíticos de S. Gens e Srª da Redonda se constituem como um singular roteiro megalítico do concelho de Nisa
O Menhir do Patalou desde que foi encontrado, há largos anos, por João Francisco Lopes, durante os seus passeios culturais pelos campos de Nisa, e após sucessivas informações, solicitações e propostas à Câmara e Assembleia Municipal, para o seu levantamento, apenas a 18 de março de 2015, por deliberação do atual Executivo Municipal, com voto de abstenção da Vereadora da CDU, foi aprovado o projeto” MegaNisa”, através do qual se pretendem constituir elos de ligação com o passado distante e cujo conteúdo e carga simbólica nos identifica como pessoas e como parte integrante da nossa identidade cultural. Os trabalhos arqueológicos agora iniciados são, igualmente, uma oportunidade para que se estudem os contextos que há mais de 7 mil anos levaram as primeiras comunidades de agricultores que se estabeleceram na região de Nisa a talhar, transportar e erguer um bloco de granito com 4 metros de comprimento e um peso de 6,5 toneladas. Rituais relacionados com a fecundidade terão levado os primeiros agricultores e pastores desta região a esculpirem um bloco de pedra de forma explicitamente fálica e a erguerem-no num local de amplo domínio visual e paisagem deslumbrante.
CMNisa

PORTAL DE NISA: Um Milhão de Visitantes

Estimados visitantes, navegantes ou leitores do Portal de Nisa
Atingimos hoje, dia 1 de Julho, um pouco antes da meia-noite, 1.000.000 (um milhão de visitantes). É uma soma bonita e que poderia dar azo a grandes comentários e a um discurso de ocasião. Não o faremos. Apenas queremos deixar o registo de que este sucesso – se assim se lhe pode chamar – foi conseguido graças à colaboração e empenho de muitos e dedicados colaboradores, sendo justo destacar de entre eles, os nomes de José Leandro e João Castanho.
O caminho iniciado em 2007, ainda em plena actividade do “Jornal de Nisa” , não foi isento de escolhos e de percalços. Chegámos aqui, com muita determinação, graças – é elementar reconhecê-lo – ao apoio de muitos e muitos leitores (continuo a escolher esta designação) que, em momentos difíceis e de algum desânimo, nos incentivaram a continuar.
A obra que construímos, todos dos dias, não é perfeita. Podemos e devemos fazer melhor. Deixamos, por isso e mais uma vez, o apelo aos leitores/visitantes do Portal: Escrevam, comentem, critiquem e assinem por baixo. Esse é um ponto de honra do “Portal de Nisa”. Comentadores sem rosto e sem nome, dispensamo-los. A democracia e a cidadania constroem-se em liberdade e assumindo de corpo inteiro as nossas opiniões.
De outro modo não vale a pena. Sabemos, por experiência própria, do que falamos. É esse, também, o fundamento da Lei de Imprensa.
Atingimos, hoje, o milhão de leitores. Não contávamos, sinceramente, chegar tão longe.
Mas, uma vez que aqui estamos, enquanto nos sobrar uma ponta de vontade e imaginação, iremos continuar.
Acima de tudo porque vocês, visitantes do Portal, o merecem.
Um abraço a todos e muito OBRIGADO!
Mário Mendes
* A foto que encima este post fez a capa de uma das primeiras edições do "Jornal de Nisa" em 1998.

1.7.15

MENIR DO PATALOU: História com final feliz?



Iniciaram-se na segunda-feira, sob a direcção do professor Jorge Oliveira e uma equipa de arqueólogos da Universidade de Évora, os trabalhos de limpeza e estudos preliminares do espaço onde se encontra o Menir do Patalou, tendo como objectivo a sua erecção naquele local. É uma aspiração antiga, descrita e comentada em inúmeros artigos publicados na imprensa regional, nomeadamente no "Jornal de Nisa" (1ª série) e que agora parece ter reunido as condições necessárias para a sua concretização.
Se tal acontecer, bem podemos dizer que não há mal que sempre dure e que esta é uma história - que se arrastou, sem justificação, demasiado tempo - que irá ter um final feliz.
Aguardemos.

Maria Rita conta a história da "Primeira infância: um fabulário"

É uma história para contar na terceira pessoa: ela. Ela, a menina Maria Rita tem origens em Nisa. É filha do Tiago Moura e neta do José Maria. Vai ter a sua primeira grande história de representação num dos palcos do Teatro D. Maria II, em Outubro. A história, contada tim por tim, foi retirada do site daquela grande casa de Cultura e aqui fica para apreciação dos leitores e visitantes do Portal de Nisa.

Primeira Infância: Um Fabulário parte do universo dos primeiros anos, dos inícios e de histórias desses tempos. A Maria Rita começou a fazer espetáculos aos 6 anos de idade com a Terceira Pessoa. A partir daí nunca mais deixou de estar envolvida em processos criativos e atravessará toda a história da estrutura. Neste espetáculo, Maria Rita conta a história da Terceira Pessoa ao mesmo tempo que conta a história da sua "Primeira Infância” e a história do BabyBoom e de como um dia sonhou ser atriz de profissão e do seu casal de peluches com quem tem conversas existencialistas e profundamente filosóficas, por vezes tocando até em temas eternos, e de como um dia se pôs a decorar o seu quarto como se ele fosse uma paisagem ou de como um dia encontrou a casa de Hansel & Gretel e a devorou sem que a bruxa má tivesse sequer aparecido... Nos intervalos da sua história, Maria Rita recolhe-se na sua tenda que acredita ser a caverna de Platão onde se fazem fogueiras e as sombras do mundo se projetam como se de um sonho se tratasse... É o tempo dos murmúrios que chega com a criança a mimar o que se passa lá fora. É nesse momento que os peluches se dirigem ao público a fazerem comic reliefs, a cantarem canções de um amor platónico e estupidamente infantojuvenil, a fazerem planos para o futuro, a questionarem-se sobre o que estão ali a fazer, a misturarem-se com o público, a desvendarem os sonhos da Maria Rita e a contarem parábolas um ao outro que começam assim: "Filho és, Pai serás”...
Ciclo Recém-nascidos
Na abertura de cada temporada, o TNDM II passa a dedicar um mês de programação da sua Sala Estúdio a novíssimos artistas e companhias de teatro de todo o país. A primeira edição de Recém-nascidos conta com uma estreia absoluta de Raquel André e três obras recentes das companhias Os Possessos, Silly Season e Terceira Pessoa. São percursos artísticos inovadores que dão os primeiros passos, e que merecem ser vistos com a vitalidade e a esperança que só se encontra em quem acabou de nascer para o teatro.
Ficha Artística
conceito, direção e interpretação: Ana Gil, Nuno Leão, Maria Rita Moura
desenho luz: Bruno Santos
desenho som: Pedro Pires
vídeo e fotografia Tiago Moura, Cátia Santos
consultoria design cena: Elisabete Leão
produção executiva: Francisca Rodrigues
produção: Terceira Pessoa
9 - 11 OUT 2015 - SALA ESTÚDIO
6.ª e sáb. 21h30

dom. 16h30

ALPALHÃO: 3º Convívio de Pesca da Casa Soares