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20.4.26

OPINIÃO: Abril não merece este golpe!


A decisão de deixar de tornar pública a identidade dos financiadores dos partidos políticos constitui um grave retrocesso democrático em Portugal. Num sistema já marcado pela desconfiança dos cidadãos, esconder quem financia os partidos é abrir a porta à suspeição.

Importa ser claro. Não estamos perante uma imposição jurisdicional. Esta mudança resulta de uma decisão administrativa sustentada num parecer jurídico, assente numa determinada interpretação do regime de proteção de dados. Trata-se, por isso, de uma opção política com profundas implicações institucionais.

 A transparência no financiamento partidário não é um detalhe técnico. É um pilar essencial da democracia. A legitimidade das instituições depende da confiança dos cidadãos, e essa confiança constrói-se com escrutínio público efetivo.

A evidência científica é inequívoca. A ausência de transparência nos fluxos financeiros entre interesses privados e decisores públicos aumenta o risco de captura do Estado e de corrupção. Quando não se conhece quem financia, torna-se impossível avaliar a independência das decisões políticas.

A invocação da proteção de dados neste contexto é, no mínimo, discutível. Quem financia partidos políticos intervém diretamente no funcionamento do sistema democrático. Trata-se de uma esfera de interesse público qualificado, onde a exigência de transparência deve prevalecer.

As boas práticas internacionais apontam no mesmo sentido. A divulgação dos financiadores é considerada um instrumento essencial de prevenção de conflitos de interesse e de reforço da integridade institucional.

Acresce um dado estrutural frequentemente ignorado. Ao longo de décadas, múltiplas decisões do Tribunal Constitucional têm identificado irregularidades no financiamento dos partidos políticos em Portugal. Não se trata de episódios isolados, nem de um problema circunscrito. Trata-se de um padrão recorrente, transversal ao sistema, que evidencia fragilidades persistentes nos mecanismos de controlo.

Perante este histórico, reduzir a transparência não resolve o problema. Agrava-o. Num sistema onde já existem dificuldades em assegurar o cumprimento integral das regras, diminuir o escrutínio público representa um retrocesso significativo.

O silêncio político perante esta decisão é preocupante. A democracia exige coerência e responsabilidade. Exige, também, coragem para reforçar, e não enfraquecer, os mecanismos de controlo.

Num momento particularmente simbólico da vida democrática portuguesa, esta opção representa um sinal inquietante. A democracia não se protege escondendo informação. Protege-se com transparência, responsabilidade e confiança.

Quando se esconde quem financia a política, não se protege o sistema democrático. Fragiliza-se.

Manuel Mota - Ex-deputado à Assembleia da República - 19 de abril, 2026


17.9.25

NISA (DES)INFORMAÇÃO 2025 - Onde param as Actas das sessões da Assembleia Municipal?

 


Chegámos a Setembro, nono mês do ano. No site da Câmara não há rasto de nenhuma ACTA das sessões da Assembleia Municipal respeitantes a 2025. São nove meses mas a prática nem sequer é nova ou bate recordes. Já chegou a um ano e meio, sem "ACTAS das sessões da AM. Diz a propaganda idalinista que "trabalhamos para as pessoas" e o seu delfim repete que irão continuar no mesmo caminho, isto é, a desinformar, a trabalhar apenas para alguns e a discriminar outros. Os munícipes, para a maioria socialista na Câmara de Nisa, não são todos iguais. Os que abanam a cabeça em sinal de reverência e agradecimento pelos empregos e pelas benesses são nisenses de primeira, tão nisenses que a madame até lhes chama "nizorros", sem saber o que, realmente, isso significa. Os outros, os que têm, ainda, uma réstea de dignidade e de cidadania, são banidos da rede social de facebook do município, sem qualquer aviso e justificação.

O mais triste de tudo isto, é que quem administra a (des)informação camarária, quem agride e discrimina os cidadãos com essa prática ilegal,  é a mesma pessoa que, ultimamente, tem distribuído "sorrisos" a esmo e invade centenas de páginas de facebook a pedir "amizades", ao mesmo tempo que faz um esforço titânico para "arreganhar a pinhoada".

A mensagem é clara, e só cairá nela quem quiser. A Assembleia Municipal não dá informação pública, em tempo oportuno, sobre a sua actividade. Deixou, há muito, de programar, no princípio de cada ano, sessões descentralizadas em cada freguesia. Dá muito trabalho e poupa-se o autocarro para as passeatas eleitorais. O foco são os dias de NisaInfesta para encher sites e revistas cor de rosa, que é também a cor do partido que as organiza. Esbanja-se dinheiro aos milhões, milhões que vão para fora do concelho e da região, e dos quais não há prestação de contas públicas. De quanto se gastou, de quanto se recebeu e de quem "pagou" a diferença. Do que se poderia fazer e não fez, e não faz, com estas verbas que se desperdiçam e esfumam por obra e graça de cavalinhos e cavaletes..

Somos um país rico e com autarcas deste calibre ainda iremos longe.  Disso tenho a certeza...

SESSÕES DA AM DE NISA  - 2025

06 - SESSÃO EXTRAORDINÁRIA - 25 de julho 2025

pdf Edital n.º 12

pdf Edital n.º 11

pdf Ordem de Trabalhos

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pdf ... NÃO ACTA NEM DESATA!

05 - SESSÃO ORDINÁRIA - 27 junho 2025

pdf Edital n.º 10

pdf Edital n.º 9

pdf Ordem de Trabalhos

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pdf ... NÃO ATA NEM DESATA!

04 - SESSÃO EXTRAORDINÁRIA - 26 maio 2025

pdf Edital n.º 8

pdf Edital n.º 7

pdf Ordem de Trabalhos

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pdf ...  NÃO ACTA NEM DESACTA!

03 - SESSÃO ORDINÁRIA - 30 abril 2025

pdf Edital n.º 6

pdf Edital n.º 5

pdf Ordem de Trabalhos

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pdf ... NÃO ATA NEM DESATA!

02 - SESSÃO EXTRAORDINÁRIA - 18 março 2025

pdf Edital n.º 4

pdf Edital n.º 3

pdf Ordem de Trabalhos

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pdf ... NÃO ACTA NEM DESACTA!

01 - SESSÃO ORDINÁRIA - 21 fevereiro 2025

pdf Edital n.º 1

pdf Edital n.º 2

pdf Ordem de Trabalhos

pdf Minuta

pdf ... PARA QUE QUEREM VOCÊS AS ACTAS?

Imagem: Pintura de Augusto Pinheiro

13.2.17

(IN)TRANSPARÊNCIAS: Como vamos de Exportações?

A Câmara de Nisa em Notas de Imprensa ou da Presidência, conforme o jeito e o alcance da intenção, enviou-nos para publicação o texto sobre a subida do Município no Ranking da Transparência. Sem nos alongarmos muito sobre o conceito de Transparência (ou da falta dela) em vigor na edilidade nisense, perguntamos por que é que um outro "Ranking", este publicado no Jornal de Negócios e com dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) que abaixo publicamos, não foi publicitado com a mesma divulgação na página de internet do Município, a mesma que a edil utiliza a seu bel prazer. O artigo aqui fica para informação TRANSPARENTE aos munícipes do concelho!
SAIBA SE O SEU MUNICÍPIO ESTÁ A EXPORTAR MAIS
A maioria dos municípios portugueses aumentou as exportações entre 2013 e 2015. A nível nacional, o volume de bens vendidos ao exterior cresceu 5,3%. Fique a saber como é que o seu município evoluiu nas vendas ao estrangeiro nesses três anos.
A maioria dos municípios portugueses reforçou a sua componente exportadora nos últimos três anos. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao período entre 2013 e 2015, houve 185 concelhos que melhoraram a sua performance na venda de bens ao exterior. As principais subidas foram registadas em municípios do interior. Monchique, Paredes de Coura e Moura (cresceu 352,7%) foram os que mais aumentaram, em termos relativos, as suas exportações, no período que coincide com o actual mandato autárquico.
O Alentejo surge entre as regiões mais dinâmicas, com um crescimento de 4,2% em 2015 face a 2013.
Para 2017, as empresas perspectivam um aumento das exportações de 5,3%.
No concelho de Nisa:
Exportações em 2013: 816.981,00 €
Exportações em 2014: 319.290,00 €
Exportações em 2015: 105.875,00 €
Variação entre 2013 e 2015: menos 87%.

22.8.12

OPINIÃO: Houve “Festa na Praça”

Informação, rigor, transparência e acessibilidade aos dados, são elementos fundamentais para a concretização de uma boa gestão da "coisa" pública, por parte dos vários organismos do Estado, essencialmente por aqueles que, se dizem representativos do povo, como é o caso das autarquias locais.
Vem isto a propósito, do modelo, ou formula, que é usada pelo município de Nisa, na gestão da sua informação (ou falta dela), junto dos cidadãos deste concelho. Precisamente, no que concerne à publicitação do teor integral das atas das reuniões da Câmara e da Assembleia Municipal.
Como todos sabemos, uma ata é um documento de estrema importância, o qual, vale pelo seu todo, e não pela sumula de tópicos, que nele são inseridos, tal como nos quer fazer crer, a Câmara de Nisa, disponibilizado em forma de minuta codificada, um documento que de nada serve, ao comum dos cidadãos, a não ser para quem esteve presente nas ditas reuniões.
O que se verifica aqui, é uma verdadeira sonegação de informação, a qual persiste há largos anos a esta parte, e necessita de um "terminus", para que se atinja uma melhor fluição comunicacional entre os eleitos e os seus concidadãos, em prol de uma melhor democracia local, mais representativa, ativa e transparente.
A cidadania é, uma parte vital da democracia, e cabe aos órgãos representativos, sabe-la estimular, de forma que a mesma se torne ativa e dinâmica. E um dos mecanismos existentes é, fornecer-lhes toda a informação, em locais de fácil acesso, de forma isenta, rigorosa e transparente, sem a necessidade de os mesmos a andarem a solicita-la aos diferentes órgãos. E isto, está longe de acontecer, por estas paragens.
Como tal, exponho-vos aqui um pequeno exemplo, bem demonstrativo de como funciona este "velho" modelo, de não difusão da informação:
Passado um mês, sobre a realização do evento, "Festa na Praça" – substituto de fraca qualidade da Nisartes, e por incrível que pareça, não tenha sido publicitado, o montante aplicado, nem os meios, na sua realização e produção. O pouco que sabemos, chega-nos através de alguns "canais alternativos", que julgamos serem de elevada fiabilidade, e nos transmitem alguns elementos de forma avulsa. Tais como, a celebração de um contrato, no valor de 27.992 euros, com uma empresa de espetáculos e, já conhecida da Câmara de Nisa, (a mesma que em 2009, fez a animação da Nisartes, pelo valor de 35.500 euros, com os seguintes artistas: Grupos Alcoolémia, Neguinho da Beija Flor, José Cid&Big Band e Makongo) – "Alien" – Produtora de Espetáculos e Televisão, em 27/7/2012, com a finalidade de animação musical, para os dias 21 e 28 de Julho (respetivamente os dias das atuações de "Virgem Suta" – 21/7, e de "Áurea" – 28/7), supomos que foi o pagamento destas atuações.
Mas como a informação está incompleta, ficamos na dúvida, será que os outros artistas abdicaram dos seus "cachês" ou receberam em géneros? Para mais informações, é melhor esperar pelas novidades vindas dos "canais alternativos", porque os oficiais estão bloqueados, de forma deliberada. Não percebo, porquê?
JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO - AGOSTO 2012