31.12.25

𝟐𝟎𝟐𝟔 𝐚𝐫𝐫𝐚𝐧𝐜𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐓𝐫𝐢𝐚𝐭𝐥𝐨 𝐓𝐞́𝐜𝐧𝐢𝐜𝐨 𝐞𝐦 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐝𝐞


 O Estádio Municipal Manuel Rodrigues em Castelo de Vide recebe já no próximo fim de semana, sábado, dia 3 de janeiro, o Triatlo Técnico Regional, uma Prova de Observação que reúne jovens atletas dos escalões Sub-14, Sub-16 e Sub-18.

🏃 A prova tem como objetivo proporcionar aos atletas um momento de competição e destina-se à observação dos atletas que possam vir a representar a AADP no 24.º Triatlo Técnico – Final Nacional 2026 (infantis e iniciados) e no Interassociações (escalões Sub-14, Sub-16 e Sub-18), ambos em janeiro de 2026.

🎖 A competição que conta para o Circuito de Pista AADP é uma iniciativa da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre com o apoio do Município de Castelo de Vide.

ℹ Inscrições: https://fpacompeticoes.pt/5444/inscrever

VILA VIÇOSA: Concerto de Reis da Fundação da Casa de Bragança com Ricardo Ribeiro


Dia 4 de janeiro

A Fundação da Casa de Bragança promove, no próximo dia 4 de janeiro de 2026, pelas 16h00, o tradicional Concerto de Reis, que terá lugar na Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa. O concerto contará com a presença de Ricardo Ribeiro, uma das vozes mais marcantes e respeitadas do Fado contemporâneo, e com a participação especial do grupo de cante alentejano Os Garridos.

Reconhecido como uma voz “uma vez ouvida, jamais esquecida”, Ricardo Ribeiro é um nome incontornável da música portuguesa. Com vários discos de ouro, seis álbuns editados e inúmeros prémios, apresentou-se em palcos de todo o mundo, passando por países como Itália, França, Bélgica, Marrocos, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Rússia, Irão, Jordânia, México, Espanha e Finlândia, entre muitos outros.

Acompanhado por José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola de fado e Didi Pinto no baixo, Ricardo Ribeiro apresenta um concerto de forte intensidade emocional, onde o fado tradicional se cruza com as suas raízes alentejanas e influências árabes, sefarditas e ibéricas, num equilíbrio surpreendente entre tradição e futuro.

A participação de Os Garridos acrescenta ao concerto a força identitária do cante alentejano. Sediado na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Borba, o grupo é composto por cerca de 20 cantadores, oriundos de vários concelhos vizinhos, incluindo Vila Viçosa. Criado em plena pandemia, por iniciativa de um grupo de amigos unidos pelo gosto de cantar, Os Garridos distinguem-se pela autenticidade e boa disposição, procurando, através das modas, dar a conhecer o passado e o presente do Alentejo.

O Concerto de Reis 2026 integra-se na programação cultural da Fundação da Casa de Bragança e reforça o seu compromisso com a valorização do património musical português, promovendo o encontro entre o fado e o cante, duas expressões maiores da identidade nacional.

A entrada é gratuita, mas sujeita a reserva obrigatória, que deverá ser efetuada através do endereço de correio eletrónico: fcb.comunicacao@fcbraganca.pt.

 

ANO NOVO: Cantar as Janeiras em Marvão


 3 de janeiro (sábado)

👉 Consulte os locais e horários onde se vão cantar as Janeiras! 

Beirã

10h00/10:15 - Bernardos

10h20/10h35 - Sabores de Marvão

Barretos

10h45/11h00 - Centro Cultural e Recreativo

Santo António das Areias

11h10/11h25 - Tapas

11h35/11h50 - Café Saúl

11h55/12h10 - Pastelaria São Marcos

12h15/12h20 - Café O Adro

12h30/12h45 - Café dos Bombeiros

Fonte Souto

13h00/13h15 - Café Costa

Marvão

13h45/14h00 - O Castelo - Café Lounge

14h10/14h25 - Varanda do Alentejo

Portagem

14h50/15h05 - Café João Mário

15h10/15h25 - O Tachinho

15h35/15h50 - Zé Calha

16h00/16h15 - Xalipas

16h30/16h45 - Pastelaria Não Me Esqueças

16h55/17h10 - Mil Homens

Alvarrões

17h30/17h45 - Café Nascer do Sol

17h50/18h05 - Café Ceia

Porto da Espada

18h30/18h45 - A Adega

18h55/19h10 - O Castanheiro

Escusa

19h30/19h45 - Café Batista

Prado

20h00/20h15 - Café Petiscos da Olga

Os horários deste itinerário podem sofrer alterações.

 

NISA E BENFICA: 90 Anos de Vida - Reportagem do "Alentejo Ilustrado - Dezembro de 2025

 


UM POEMA POR DIA, QUE BEM QUE SABIA...


Dez réis de esperança

Se não fosse esta certeza

que nem sei de onde me vem,

não comia, nem bebia,

nem falava com ninguém.

Acocorava-me a um canto,

no mais escuro que houvesse,

punha os joelhos á boca

e viesse o que viesse.

Não fossem os olhos grandes

do ingénuo adolescente,

a chuva das penas brancas

a cair impertinente,

aquele incógnito rosto,

pintado em tons de aguarela,

que sonha no frio encosto

da vidraça da janela,

não fosse a imensa piedade

dos homens que não cresceram,

que ouviram, viram, ouviram,

viram, e não perceberam,

essas máscaras selectas,

antologia do espanto,

flores sem caule, flutuando

no pranto do desencanto,

se não fosse a fome e a sede

dessa humanidade exangue,

roía as unhas e os dedos

até os fazer em sangue.

·         António Gedeão

29.12.25

OPINIÃO: Ano Novo, Vida Nova

 


Todos fazemos planos e estabelecemos metas para o novo ano, vícios e  rotinas que desejamos deixar. Todos queremos uma vida mais preenchida, que  faça mais sentido com os nossos sonhos, mais pacífica, harmoniosa e sem  guerras. Todos merecemos ser felizes, em que o divertimento e a felicidade são  o objectivo principal. Mas tudo começa em nós, na forma como o vemos e  lidamos com o mundo e com os outros. Cada um é único neste concerto do  mundo, transportamos a nossa personalidade, tristeza e mágoas na vivência  com os outros. Quando pensamos em nós era bom que reconhecêssemos que  há pessoas em pior situação, doentes acamados em hospitais sem pernas e  braços, gente sem família e sem lar, outros destruídos pelas guerras e em  sofrimento. Estendermos a mão aos que sofrem, sem nos esquecermos de nós,  é que cada um tem de viver a sua própria vida no conjunto da humanidade. Que  o novo ano traga paz duradoura, sem mais sofrimento para aqueles que são  vítimas das guerras, dos conflitos e do ódio. Não bastam as palavras bem  intencionadas e os apelos, é necessário o empenho de todos para um mundo  melhor. 

José Oliveira Mendes

Portalegre, 29 de Dezembro de 2025

28.12.25

SAÚDE: Colheitas de Sangue de 2026 iniciam em Nisa


Aqui estão as colheitas de sangue para o mês de Janeiro de 2026, convidando-se toda a população a participar neste gesto solidário e essencial de ajuda ao próximo. As colheitas terão lugar no dia 3 de Janeiro, em Nisa, no dia 10 de Janeiro, em Avis, e no dia 24 de Janeiro, em Castelo de Vide, realizando-se todas nos respetivos Centros de Saúde.

A vossa dádiva de sangue é um ato simples que pode salvar vidas. Ajudem-nos a começar o ano com o braço esticado por uma boa causa.

SAÚDE: Associação dos Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre divulga Calendário de Colheitas a realizar em 2026

 


NISA: Vamos ter saudades da Mari Baraça!


O nome de Maria da Piedade Marquês Mendes, dirá pouco, quase nada, a muita gente. Mas, se falarmos da Mari Baraça, o caso muda de figura. Casada há mais de 40 anos com José da Graça Cebola, camarada da “velha” escola e indefectível e, por vezes, “mourrento”, adepto do Sporting, a Maria Baraça conquistou o apreço e simpatia de grande parte da população de Nisa e arredores, incluindo muitos visitantes  que,  durante 15 anos demandaram o espaço comercial designado por Pastelaria Jardim.

Era ali, atrás do balcão, exibindo o seu sorriso de eleição, ou servindo os clientes no interior do estabelecimento e na esplanada, que a encontrávamos, todos os dias, desde bem cedo, com uma postura corajosa e resiliente de “bradar aos céus”.

Agora, hoje mesmo, a Mari Baraça, despede-se de nós, numa das esquinas da Praça da República. Vai deixar a pastelaria que foi a sua casa e modo de vida durante quinzena e meia. Os tempos obrigam. A saúde do marido, a dificuldade de arranjar empregados, o esforço e desgaste que foi acumulando desde que começou a trabalhar, há mais de 40 anos, obrigam-na a cessar funções e a procurar um meio alternativo de vida, pois esta não para e as despesas ainda menos.

Nós, os seus clientes, habituais ou de tempos a tempos, vamos ter saudades dela, Das brincadeiras, dos ditos à moda de Nisa,  das “picardias” clubísticas” com o marido, da sua simpatia e disponibilidade permanente, mesmo quando os dias se lhe adivinhavam pouco “simpáticos”.

A Maria Baraça suplantava isso com uma estoicidade admirável, vendo a família a aumentar e sentindo, como todas as mulheres de Nisa, o dever de os ajudar.

Vou ter saudades da Mari Baraça e do “mourrento” do marido, amigo e camarada José Cebola.

E, prometo:  doravante, em estabelecimento algum pedirei  um chá verde.

Mário Mendes

27.12.25

NISA: GRANDE ESCULTORA É A NATUREZA (I) - A Pedra da Menacha


Obra da natureza, evoca isso mesmo que lhe chamam, vista do sul é impressionante, pelo tamanho, beleza e equilíbrio das formas.

Bem podem orgulhar-se os escultores de tão magnífica peça, com certeza os mesmos que talharam muitas outras por aí, nos afloramentos graníticos da Seiceira, Costa da Lapa ou Patalou, ou ainda nas Mouzinhas, Lameirancha ou Fontaínhas. Autores? Naturalmente os elementos naturais como o sol e o gelo, em eterna luta do dilata-contrai, mas principalmente o movimento das areias empurradas pelo vento em trabalho constante e coordenado como se de uma equipa se tratasse.

Tarefa árdua de certeza, provavelmente de milhões de anos, mas que valeu a pena, saiu obra primorosa que nos convida contemplar.

Erigida junto a uma antiga via (Estrada da Ammaia), outros povos em trânsito a terão contemplado desde à milénios e vá lá saber-se quem de entre eles, Celtas e Lusitanos, Visigodos, Romanos ou Sarracenos lhe adivinhou primeiro as formas e lhe chamou assim Menacha (1) prestando-lhe mesmo um qualquer culto como se de uma deusa se tratasse.

No local, nada nos tolha em redor a visão da linha do horizonte, é como se estivéssemos no epicentro do nosso concelho, local de encontros de muitos caminhos que conduziam às povoações nossas vizinhas.

No sítio são muitos os testemunhos de um passado longínquo dos quais há a destacar o que resta (muito ainda) do Furdão da Pelada, que há pouco tempo foi testemunha passiva de um almoço especial promovido por um grupo de amigos e consumido à sua sombra.

Especial almoço só pode ter sido lagosta ou da família, será o exercício de adivinhação de alguns, mas olhem que não, também aqui se recuou no tempo, ao encontro de hábitos, sabores e aromas antigos que se vão perdendo sem que daí advenha algum bem, antes pelo contrário. E porque a experiência resultou vai repetir-se, diferentes serão os locais e os sabores.

A fechar foi a visita à "Pedra": para a próxima outras pedras haverá e se quiser passe por lá, fica o convite.

(1) - Menacha, órgão genital feminino, na linguagem popular de Nisa.

* João Francisco Lopes

 

Museu de Évora dá a conhecer monumentos e sítios arqueológicos das suas colecções


Alguns dos monumentos e sítios arqueológicos representados nas coleções do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo (MNFMC), em Évora, vão ser abordados numa visita-orientada que vai ser realizada na instituição, hoje, sábado, dia 27 de Dezembro.

Em comunicado, o MNFMC indicou que a iniciativa, agendada para as 11h00 e conduzida por João Firmino, bolseiro de doutoramento deste museu, vai estar centrada no “contexto paisagístico, tanto no sentido territorial como celestial”, desses monumentos e sítios arqueológicos.

“Tendo os astros como fio condutor, esta visita visa explorar os horizontes cósmicos, o seu contacto com os planos terrestres, e como estes influenciaram o modo como várias comunidades – do Neolítico à Antiguidade Clássica – construíam e interpretavam o mundo”, explicou a instituição, referindo que o evento está integrado no ciclo “Ver o Museu”.

26.12.25

MONFORTE: Colheita de sangue com 43 inscritos


A última colheita de sangue de 2025 realizou-se no passado sábado, dia 20 de Dezembro, no Quartel dos Bombeiros de Monforte. Contámos com 43 dadores inscritos, dos quais 35 efetivaram a sua dádiva, incluindo um dador de primeira vez. Provando mais uma vez que a solidariedade continua viva.

Encerrámos o ano com chave de ouro, com a certeza de que cada dádiva é um gesto simples que pode salvar vidas.

Agradecemos ao Município de Monforte pelo almoço oferecido e deixamos um agradecimento muito especial a todos os dadores de sangue, verdadeiros heróis anónimos, que com um pequeno gesto oferecem esperança, vida e futuro a quem mais precisa.




COMUNICADO DO PCP - Sobre as notícias vindas a público relativas à possibilidade de instalação de uma fábrica de uma unidade da Embraer em Beja.


Face a notícias vindas a público relativas à assinatura de uma carta de interesse entre o Ministério  da Defesa Nacional e a Embraer SA “com vista à instalação de uma fábrica aeronáutica em Beja”  com “capacidade para o fabrico de aviões A-29N Super Tucano” o Executivo da Direcção Regional  de Beja do PCP, tendo em conta a reduzida informação disponibilizada, entende ser necessário  desde já sublinhar as seguintes questões:

1 – O PCP sempre tem defendido o investimento e a diversificação do tecido produtivo na região  Alentejo designadamente na sua vertente industrial. Dadas as características da região, o  investimento no cluster aeronáutico é desde há muito uma das possibilidades que o PCP vem  levantando, sempre associada ao aproveitamento e afirmação do Aeroporto de Beja como uma  importante infra-estrutura aeroportuária na região e no País.

2 – Pelo que é possível inferir das notícias e das próprias declarações do Ministro da Defesa este  investimento é destinado, sem se saber exactamente em que moldes, exclusivamente à produção  de um modelo de aeronaves militares – o A29NL SuperTucano - tal como acontece já com outras  unidades em produção na região, designadamente no Alto Alentejo, neste caso na área de Drones  para uso militar. Tal facto levanta a legitima questão de um afunilamento do cluster aeronáutico na  vertente militar, em contraposição com o necessário e possível investimento na aeronáutica civil,  área que garante mais e maiores mercados e maior estabilidade produtiva ao longo do tempo. 

3 – A instalação desta unidade será, como veio a público, ligada necessariamente à vertente de  voos de teste de aeronaves para uso militar e formação de pilotos. Este facto, associado a notícias  que levantam a possibilidade de o novo campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa passar para  terrenos nos concelhos de Mértola e Serpa (decorrente do encerramento do Campo de Tiro de  Alcochete), levanta legitimas duvidas sobre as futuras condições de utilização do Espaço Aéreo na  Região Alentejo para a aviação civil. 

4 – Face ao anteriormente referido, e perante o silencio do Governo relativamente ao  aproveitamento e potenciação do Aeroporto de Beja, como uma importante infra-estrutura  aeroportuária civil para a região e para o País, o PCP entende ser necessário que o Governo  esclareça se a decisão agora tomada põe em causa e/ou condiciona tal projecto há tanto  reivindicado pelas populações do Alentejo.

5 – O PCP reitera a sua posição de que é possível e necessário aproveitar o Aeroporto de  Beja, ao serviço da região e do País, tirando partido de todas as suas possibilidades  incluindo a sua integração no cluster aeronáutico, encarando o aeroporto, com gestão  pública. O Aeroporto de Beja tem todas as condições, se houver vontade política para tal, e  se se abandonar o desinvestimento quer na própria infra-estrutura quer nas redes viária e  ferroviária na região, afirmar-se como um importantíssimo instrumento potenciador do  desenvolvimento do turismo na região. É igualmente fundamental para o desenvolvimento  de uma estratégia integrada de aeronáutica, carga, parqueamento, manutenção e transporte  de passageiros, a par com o desenvolvimento de uma fileira industrial e a criação de uma  plataforma logística que facilite o escoamento de produtos da região. É sobre este projecto  que se exige um posicionamento claro do Governo e das forças políticas com  responsabilidades na região. 

Beja. 19 de dezembro de 2025

ATLETISMO: Jornadas Técnicas da AADP juntaram jovens talentos e futuros treinadores em Portalegre.

 


A Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP) promoveu, na cidade de Portalegre, mais umas Jornadas Técnicas AADP, desta feita subordinadas ao tema "O Treino da economia de esforço na corrida dos jovens" com orientação do técnico e Professor António

 Graça, reunindo alguns dos melhores jovens talentos regionais e diversos formandos interessados em aprofundar os seus conhecimentos na modalidade, oriundos dos mais variados pontos de Portugal.

Participaram na ação 22 jovens atletas, focados na melhoria e aperfeiçoamento da sua técnica de corrida, demonstrando elevado empenho, dedicação e vontade de evoluir.

A iniciativa contou ainda com a presença de 18 formandos, entre técnicos já em atividade e futuros treinadores, que estão a dar os primeiros passos na aquisição de conhecimento do atletismo, preparando-se para o curso de treinadores que será promovido em março pela Federação Portuguesa de Atletismo e pela AADP, no Alto Alentejo.

Entre os participantes esteve também o ex-atleta olímpico de marcha Sérgio Vieira, atualmente técnico de atletismo, que se deslocou desde Rio Maior, para participar na formação, tendo tido oportunidade de partilhar experiência e motivação com alguns dos jovens interessados na disciplina, que começa agora a afirmar-se de forma mais consistente na região.

Esta iniciativa reforça o compromisso da AADP com a formação, qualificação técnica e desenvolvimento sustentado do atletismo no Alto Alentejo, promovendo melhores condições para o crescimento da modalidade e para a afirmação dos seus praticantes.

A AADO expressou também o seu agradecimento ao Professor António Graça, pela sua constante disponibilidade em colaborar com o atletismo do alto Alentejo.

A AADP continua empenhada em formar melhor, apoiar mais e construir o futuro.

25.12.25

O NATAL PELOS POETAS NISENSES - Maria Pinto

 


NATAL- Lira Popular

Chegou o mês de Natal,

já o frio chegou também,

já nasceu o Deus-Menino

num cantinho de Belém.

 

Todos estão esperando

este dia desejado.

O meu Menino Jesus

é por todos adorado.

 

Todos que podem cá vêm

o Deus-Menino adorar.

Neste dia tudo lembra;

dá p´ra rir e p´ra chorar.

 

Menino Jesus amado

sem sapatinho no pé,

acompanhado da Virgem

e também de S. José.

 

Jesus desce a chaminé

a trazer nossos presentes,

brinquedos e chocolates,

já todos ficam contentes.

 

Lá levei um grande lume

para o Menino aquecer.

Quando há grosso caramelo

veio o Menino a nascer.

 

Dia de contentamento,

há filhó, há azevia.

Ó meu Menino Jesus,

Pai Nosso, Avé Maria.

 

Trazei prendas aos meninos,

todos estão a esperar;

trazei alegria aos velhos,

para o Menino adorar.

 

Ò meu Menino Jesus,

velai pelos denodados

que estão longe a combater,

guiai os nossos soldados.

 

Ó meu Menino Jesus,

Ó Virgem Nossa Senhora,

já nasceu o Deus-Menino,

numa pobre manjedoura.

 

Ó meu Menino de Bem,

nosso Menino Jesus,

és o Redentor do Mundo

nosso guia e nossa luz.

 

Cantava-se noutro tempo

rua abaixo, rua acima,

toda a noite se tocava

o harmónio e concertina.

 

Hoje já não há cantares,

como noutro tempo havia,

a moda é só passear,

a ouvir telefonia.

 

Toda a noite se cantava,

cada um o que sabia,

e iam batendo às portas,

para lhes darem a azevia.

 

Vinha tudo satisfeito

dar azevias, filhós;

até usavam fazer

de abóbora os bolhós.

 

Lá tornavam a cantar,

tudo alegre e bem contente.

Batiam a outra porta,

vinham dar-lhes aguardente.

 

Iam à Missa do Galo,

para o Menino adorar,

satisfeitos, com amor,

o Menino iam beijar.

 

 Tornavam a ir às portas:

traz, traz, esmola ao saco,

se não nos der um vintém,

ao menos dê um pataco.

Correio de Nisa – 20/1/1968

NATAL, SEMPRE NATAL... Eduardo Olímpio


Natal

Perguntei pelo Natal,
indicaram-me os rochedos.
Subi a altas montanhas,
só trouxe sustos e medos.

Um mendigo, previdente,
avisou-me: o Natal
fica na quilha de um barco
que ainda nem é pinhal.

E minha avó, mondadeira
do trigal que eu nunca tive,
dizia desta maneira:
— É dentro desta ribeira,
tecendo os bunhos da esteira,
que o Natal, em brasas, vive.

O vento nada sabia
e a noite, irada, afirmava
que o Natal é o meio-dia
de uma noite inacabada.

Li poemas, li romances,
mondei sonetos na horta:
Do Natal, só as nuances
da fome a rondar a porta.

Até que um dia, ó milagre,
levado pelo coração,
toquei teus seios redondos
- brancas rolas, róseos pombos -
e tive o Natal na mão!

Eduardo Olímpio, in 'Florilégio de Natal'


DIA DE NATAL - A capa do Jornal de Notícias

 

Esta é a capa do diário "Jornal de Notícias" de 25 de Dezembro, um dos poucos jornais dados à estampa neste dia. O JN e o Público são, para mim, os dois melhores jornais diários portugueses. Não quer dizer que os restantes sejam maus ou não prestem. Aprendi a gostar destes pela variedade do noticiário e pela forma escorreita como tratam a nossa língua. Gosto muito dos artigos de opinião, muitos dos quais transcrevo para os meus blogs e redes sociais, principalmente os do JN. Abordam temas que nos são caros, actuais, críticos e alertas para situações que deixaram, há muito, de merecerem "reflexões" e paliativos, para exigirem,  no tempo presente respostas e acções rápidas e decididas. 

Num tempo em que tanto se discute a importância da comunicação social, principalmente a escrita, impressa em papel e que as pessoas da minha geração (e outras de gerações mais novas) folheiam com renovado prazer, surgem no horizonte ameaças sobre o possível "corte" na distribuição diária de jornais no interior do país. É uma ameaça real que, a concretizar-se representaria mais um golpe criminoso contra o interior, uma  parte significativa do país, que seria condenada a mais uma forma discriminatória de isolamento: o do acesso à informação, à cultura, à crítica e à reflexão. 

Ler jornais é saber mais e pelos vistos a empresa que "sozinha" garante essa distribuição no país inteiro, acha que esse aspecto - o de proporcionar a leitura, informação, conhecimento, a metade do país - só é "válido" se ela, empresa, tiver mais valias, lucros maiores. O resto - esse "resto" somos todos nós, os que já sofremos o horror do interioricídio - pouco lhes interessa. Eu sei, ou julgo que sei, que nesta nuvem negra projectada com estrondo, esta ameaça velada, quer em primeiro lugar alertar os órgãos de poder e garantir novas condições de distribuição. Não acredito que a ideia seja mesmo acabar, de todo, com a distribuição e venda de jornais onde estes não dão lucro. 

A imprensa já vem sofrendo e perdendo para o digital, desde há anos, muitos títulos e leitores. Esta, seria mais uma machadada com efeitos triplos: nos jornais e empresas que os editam, nos leitores que os compram e leiam, mas, acima de tudo, no respeito que devem merecer todos os cidadãos do país, independentemente das regiões onde vivem, trabalham e pagam os seus impostos como todos os portugueses. Seria, por último, um gravíssimo atentado aos direitos, liberdades e garantias, entre estes o direito à informação e, consequentemente, à liberdade do pensamento e do acesso à cultura e conhecimento.


NISA: União de Freguesias promove Feira dos Vinhos e Sabores em Março

 


24.12.25

OPINIÃO: Aos políticos que vão à missa do galo


Existe uma inevitável diferença entre a letra e a interpretação concreta de princípios e valores normativos, em todos os campos da vida. É natural que isso mesmo aconteça na prática religiosa, em que tantas vezes o deus dos monoteístas é invocado quando tudo em volta expõe a sua total ausência. Ainda assim, a aspiração de quem professa uma fé é a coerência entre a palavra e a ação. Hoje, dia em que tantos dos nossos políticos irão à missa do galo, acredita-se que esse ato não é despido de vontade de seguir as orientações da doutrina social da Igreja. A título de lembrete, evoco algumas. Quem tem responsabilidades políticas está obrigado a interpretar o bem comum na perspetiva de todos os membros da comunidade, "inclusive dos que estão em posição de minoria". Até porque o princípio da destinação universal dos bens (que pressupõe que a propriedade individual não é absoluta) requer que se cuide "com particular solicitude dos pobres, daqueles que se acham em posição de marginalidade", das "imensas multidões de famintos, de mendigos, de sem-teto, sem assistência médica e, sobretudo, sem esperança de um futuro melhor". No plano laboral, o pensamento social da Igreja (que ganhou corpo em resultado das revoluções industrial e liberais contemporâneas) reconhece a legitimidade da greve e a importância dos sindicatos e alerta para a exposição dos trabalhadores "ao risco de ser explorados pelas engrenagens da economia e pela busca desenfreada de produtividade". Sublinha ainda que o desenvolvimento global desequilibrado obriga tantos a procurar emprego longe do seu país, contribuindo para o desenvolvimento das economias de destino. "Os imigrantes devem ser acolhidos enquanto pessoas e ajudados, junto com as suas famílias, a integrar-se na vida social", razão para se respeitar e promover "o direito a ver reunida a família". O Menino, no presépio, está sempre de braços abertos. Abertos para o Mundo, para a diferença, para os mais pequenos e escorraçados.

·         Inês Cardoso – Jornal de Notícias - 24 de dezembro, 2025

MONTEMOR-O-NOVO: Passagem de Ano no Rossio

 


OPINIÃO: Trump contra a Europa

As exaltações com a União Europeia duram há um ano, mas Donald Trump não vai acabar 2025 sem vociferar mais ameaças a este lado do Atlântico. Não me atreveria a dizer que sofre da síndrome de Hulk, mas há a evidência de o presidente dos EUA procurar permanentemente o conflito, apesar de se autoproclamar um homem de paz - a FIFA conseguiu até o feito de criar um prémio à medida para destacar esse seu lado apaziguador, para espanto de tantos. A imposição de tarifas alfandegárias a parceiros e a rivais é exemplo de uma luta permanente, tendo sido a guerra com o bloco comunitário um folhetim de verão cuja agressividade foi difícil de acompanhar, e de digerir pelos estados-membros. Alguns dos sintomas desse comportamento explosivo intermitente que se descreve na ciência podem, por vezes, ser vislumbrados numa ou noutra ação do magnata americano, que alguns descrevem como estratégia. Trump impôs tarifas à Europa depois de negociações crispadas, mas quer mais, quer impor ideologia política, e demonstra dificuldade em aceitar a liberdade que existe nos 27. A nova estratégia de segurança nacional dos EUA coloca a Europa em risco de "extinção civilizacional", critica a postura humanista do bloco em relação às migrações e a linha de total apoio a Kiev na guerra com a Rússia. A aproximação de Trump a Moscovo será sempre um risco para Bruxelas, que depende de si e só de si para se defender, como concluiu Ursula von der Leyen. Mas, a Europa está asfixiada e encurralada nas decisões a Este. Agora, o republicano ataca noutra área, a dos direitos digitais. Desagradado com as multas impostas às plataformas milionárias de redes sociais como o X, de Elon Musk, por incumprimento de normas de segurança, a administração Trump mete o dedo no gatilho: ou param, ou sofrem consequências. Já ouvimos isso.

·         Joana Almeida Silva - 18 de dezembro, 2025 

 


PORTALEGRE: Loja Social entrega cabazes de Natal a famílias vulneráveis


Com o objetivo de proporcionar uma época natalícia mais calorosa e feliz às famílias em situação de maior vulnerabilidade, a Loja Social da Câmara Municipal de Portalegre promoveu, uma vez mais, a entrega de cabazes de Natal, iniciativa que decorreu no dia 22 de dezembro.

Numa altura particularmente significativa, em que valores como a solidariedade, a partilha e a esperança assumem um papel central, esta ação permitiu tornar o Natal mais alegre e acolhedor para cerca de 100 famílias do concelho.

A Câmara Municipal de Portalegre agradece o contributo de diversas instituições e particulares, cuja generosidade foi fundamental para o sucesso desta iniciativa solidária, nomeadamente: Adega de Portalegre Winery – APW, Lda., Diterra – Comércio Agro-Industrial, Lda., Grupo JCasado Cosméticos, Lda., Grupo Jerónimo Martins, Intermarché de Portalegre, Junta de Freguesia de Alagoa, Junta de Freguesia de Alegrete, Junta de Freguesia de Urra, Salsicharia Leitão, Supermercado Continente, Terra Alegre Lacticínios, S.A., TheoBroma, União das Freguesias de Reguengo e São Julião, União das Freguesias de Ribeira de Nisa e Carreiras, União de Freguesias da Sé e São Lourenço.

Os cabazes de Natal são compostos por géneros alimentares de primeira necessidade, e outros associados à tradição natalícia, como: peru, bacalhau, bolo-rei, açúcar, farinha, massas, leite, leite achocolatado, manteiga, cereais, bolachas, atum, salsichas, leguminosas, azeite, óleo, sumos, vinho, enchidos, fruta em lata, marmelada, compotas, ovos e pudins.

Foram ainda incluídos presentes para as crianças até aos 12 anos, com o intuito de tornar esta quadra festiva ainda mais especial.

A iniciativa contou também com o apoio da Companhia de Seguros Fidelidade, que se associou a esta ação solidária através da oferta de mais 19 cabazes, os quais serão distribuídos por outras famílias previamente sinalizadas.