10.11.21

QUERCUS: "À descoberta da Serra de S. Mamede"

  
Marvão, 14 de Novembro de 2021
O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus vai organizar, no próximo dia 14 de Novembro (Domingo), uma saída de campo no Parque Natural da Serra de S. Mamede. Com esta atividade pretende-se tomar contacto com a beleza e a diversidade das paisagens deste Parque Natural, bem como observar e identificar a sua diversidade florística e faunística.
Pretende-se também descobrir algumas das particularidades geológicas da região e comprovar a tipicidade das suas povoações e respectivas tradições culturais e históricas.
 A atividade decorrerá ao longo de um percurso pedestre com início em Castelo de Vide e final em Marvão, e passará por alguns locais de grande beleza do Parque Natural da Serra de São Mamede, permitindo assim um contacto muito directo dos participantes com o património natural e cultural desta Área Protegida.
Inscreva-se e participe nesta iniciativa!
Consulte o programa e a ficha de inscrição em anexo.
Preços e Inscrições (até 12 de Novembro às 12.00h):
- 4 euros (sócios da Quercus); poderá tornar-se sócio aquando da inscrição na atividade.
- O preço inclui o seguro e o percurso guiado.
- Limite máximo de 20 inscrições
Notas:
- As refeições ficam a cargo dos participantes.
- O transporte ficará a cargo dos participantes, sendo a organização responsável por coordenar os meios, de forma a rentabilizá-los ao máximo;
- Os participantes devem levar roupa e calçado confortável, adequado às condições atmosféricas e à natureza da atividade.
Contactos para mais informações:
Núcleo Regional de Portalegre da Quercus
Telef: 96 020 70 80 
E-mail: portalegre@quercus.pt
Domingo - 14 de Novembro
 10.00h – Receção dos participantes, junto ao posto de turismo em Castelo de Vide;
10.15h – Inicio do percurso interpretativo Castelo de Vide - Marvão – Total: 11Km;
13.00h – Almoço campestre (a cargo de cada um);
16.00h – Chegada à vila de Marvão - participação na Festa do Castanheiro e Feira da Castanha; 
18.00h – Regresso a Castelo de Vide (de automóvel)
18.30h – Final da atividade
 NOTAS: 
As refeições e entrada em Marvão ficam a cargo dos participantes.
O transporte ficará a cargo dos participantes, sendo a organização responsável por coordenar os meios, de forma a rentabilizá-los ao máximo; 
Os participantes devem levar roupa e calçado confortável, adequado às condições atmosféricas e à natureza da atividade.

9.11.21

TRADIÇÃO ORAL - Provérbios de Novembro (III)

- Dos Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.
- Dos Santos ao Natal é bom chover e melhor nevar.
- Dos Santos ao Natal é Inverno natural.
- Dos Santos ao Natal perde a padeira o cabedal.
- Dos Santos ao Natal, Inverno geral.
- Dos Santos ao Natal, Inverno natural.
- Dos Santos ao Natal, perde o marinheiro o cabedal.
- Em dia de Santo André, o tremoço não está, nem na saca, nem no pé.
- Em dia de Santo André, quem não tem porco que mate, amarra a mulher pelo pé.
- Em dia de São Martinho semeia os teus alhos e prova o teu vinho.
- Em dia de São Martinho vai à adega, prova o vinho e faz o teu magustinho.
- Em Novembro põe tudo a secar que pode o sol não voltar.
- Em São Martinho tapa o teu portalzinho, ceva o teu porquinho e fura o pipinho.
- Em São Martinho, mata o teu porco, assa castanhas e prova o teu vinho.
- No dia de Santo André diz o porco, quié-quié.
- No dia de Santo André vai à esquina e traz o porco pelo pé.
- No dia de Santo André, pega o porco pelo pé; se ele disser quié-quié, diz-lhe que tempo é; se ele disser que tal-que tal, guarda-o para o Natal.
- No dia de Santo André, quem não tem porco mata a mulher.
- No dia de São Martinho fura o teu pipinho.
- No dia de São Martinho mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.

* Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com

** FOTO - O pintor José Sacramento (já falecido) junto a um quadro na Exposição de Pintura que esteve patente na Biblioteca Municipal de Nisa em Novembro de 2006

MONFORTE: Reabertura da Universidade Sénior

 
Após um interregno imposto no âmbito das medidas de contenção e combate à COVID-19, decretadas desde março de 2020, que determinaram a interdição de certos ajuntamentos, a Universidade Sénior de Monforte, criada e gerida pelo respetivo Município, voltou a abrir as portas por ocasião da cerimónia de abertura do ano letivo de 2021/2022, durante a qual se procedeu à apresentação pública do seu novo Coordenador, Manuel Pedras, também responsável pela disciplina de Teatro.
Este reencontro de alunos e professores, aos quais se juntaram o Edil monfortense, Gonçalo Lagem, o Vice-Presidente e Vereadores do seu executivo, respetivamente Fernando Saião, Mariana Mota e Emídio Mata, decorreu no dia 04 de novembro, no auditório do CEFUS (Centro de Educação e Universidade Sénior), em Monforte, e, conforme ficou demonstrado pelo misto de emoções e manifestações de grande amizade que o marcaram, era aguardado por todos com enorme expetativa.
Este ano, são cerca de 50 os alunos inscritos e que poderão frequentar gratuitamente as aulas lecionadas por professores voluntários, designadamente, Acessibilidades do computador e livros digitais (João Martins), Atelier de azulejo (Sérgio Batista), Cantares e Tradições (Dina Pereira e Lina Chapa), Cidadania (Suzana Oliveira), Ginástica e Dança (Inês Pataca e Vítor Carreiras), História (José Inácio Militão), Informática (António Mendes, José António Rasquinho e Nelson Silva), Inglês (Rui Barradas), Passado (re)visitado (Ana Junceiro e Vitória Medalhas), Saúde (Aldina Rasquinho, João Dias e Sandra Ideias), Teatro (Manuel Pedras) e Turismo e Lazer (Rui Barradas e Teresa Cunha).

AVIS: Caminhada “Galeria Ripícola da Goiã”

O Município de Avis, em parceria com a União de Freguesias de Benavila e Valongo e a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis realiza, no próximo dia 14 de novembro, a Caminhada “Galeria Ripícola da Goiã”, em Valongo, integrada no seu Calendário Anual de Caminhadas, numa iniciativa que também irá assinalar o Dia Mundial da Diabetes.
O trilho proposto para este passeio, circular, de 8 km, começa com a concentração dos participantes frente à Junta de Freguesia, desenrolando-se depois em direção à Aroeira Centenária, passando pela Anta da Goiã, galeria ripícola e Ribeira de Seda.
As inscrições na Caminhada, gratuitas, mas obrigatórias, poderão ser efetuadas, até ao dia 11 de novembro, na Divisão de Desenvolvimento Sociocultural e Turismo do Município de Avis, no Posto de Turismo, nas Juntas de Freguesia ou através do formulário disponível em: https://forms.gle/Ge5tLatKTTwmr6A6A
Esta atividade, classificada como EcoEvento Valnor e enquadrada na Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, apresenta-se inserida no projeto Alentejo Feel Nature - rede de percursos em natureza, que se integra na Estratégia Territorial Provere Inmotion, da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo – CIMAA, e irá contar também com o apoio “Crescer Saudável – Envelhecer Ativo”.
Os participantes neste evento ficam obrigados ao cumprimento das recomendações da Direção-Geral da Saúde, no âmbito da pandemia de COVID 19.


8.11.21

Dia Mundial do Enoturismo celebra-se a 14 de novembro, em Portalegre

 
O Dia Mundial do Enoturismo celebra-se domingo, dia 14 de novembro.
Como forma de assinalar a data, a Câmara Municipal de Portalegre em colaboração com as adegas aderentes organizou uma prova de vinhos nos espaços culturais da cidade, que se realiza entre 10h00 e as 12h30 e as 14h30 e as 17h00:
- Casa-Museu José Régio – Tapada do Chaves;
- Museu Municipal de Portalegre – Adega de Portalegre Winery, Lda.;
- Museu da Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino – Quinta da Fonte do Souto (Symington Family Estates);
- Posto de Turismo/Galeria de S. Sebastião – Casa da Urra.
Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Portalegre, com o apoio da Associação de Municípios Portugueses do Vinho e da e da Rede Europeia das Cidades do Vinho - Dia Mundial do Enoturismo.
Ao fazer o percurso pelos vários locais das provas, cada participante recebe um passe que será carimbado pela respetiva Adega. No dia Mundial do Enoturismo, visite os museus, prove o vinho e habilite-se a uma garrafa de vinho de cada adega.
Convidamos todos a participarem nesta atividade, aproveitando para conhecer um pouco mais da nossa cultura e do nosso património.


7.11.21

OPINIÃO: Desconcentrar ou fazer de conta

 
Há diplomas de relevo que passam pelo Parlamento sem que os cidadãos os percebam e sem que a discussão política se faça de forma plena.
É o caso do projeto de lei que previa a transferência do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal Administrativo para Coimbra, chumbado na votação final. A história conta-se em poucas linhas: apesar de ter estado mais de um ano na Assembleia, a proposta foi agendada à pressa em cima das eleições autárquicas, acabando diluída no barulho da campanha. Nessa altura baixou à especialidade, mas a mudança de sentido de voto do PS impediu agora a aprovação final.
Há demagogia em ambos os lados da discussão. O timing escolhido pelo PSD prejudicou uma discussão que se pretendia séria. Os argumentos do PS sobre a falta de estudos que fundamentassem a deslocalização acabam por soar a desculpa e a algum aproveitamento no voto inicialmente positivo. Em qualquer caso, a proposta surge desgarrada, sem uma leitura de conjunto que olhe para as instituições públicas como um todo e apresente uma lógica e estratégia de fundo para deslocalizações.
De erro em erro, persistem os vícios que mantêm o país completamente centralizado. No parecer que deram à proposta, os juízes do TC consideraram "desprestigiante" a saída da capital. Para justificar a importância de estudos sobre as consequências da mudança, o PS alegou que é preciso olhar à vida dos funcionários, como se esse fator tivesse sido atendido nas últimas décadas quando se encerraram centenas de serviços públicos no Interior e os trabalhadores foram deslocalizados.
A substância do problema persiste. E a tão prometida reforma do Estado, que começa por uma nova lei orgânica das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) promotora de uma verdadeira proximidade, vai igualmente ficando em banho-maria. Já que vamos entrar em campanha eleitoral, seria bom que todos os candidatos a primeiro-ministro dissessem com clareza que modelo de governação querem e que papel para as regiões. Apontando datas e objetivos concretos, ou andaremos sempre a contentar-nos com promessas de deslocalizar um ou outro serviço que não passam de um simulacro de desconcentração.
* Inês Cardoso in "Jornal de Notícias" - 7/11/2021

5.11.21

AVIS: “S. Martinho e a Tiborna” celebrado em todo o Concelho

De 8 a 14 de novembro, prepare-se para festejar o “S. Martinho e a Tiborna”, em eventos organizados pelo Município de Avis e pelas Freguesias/Uniões de Freguesias do Concelho. 
Durante seis dias, entre no espírito da época e adira às diversas celebrações coletivas do magusto de S. Martinho, que decorrem em Valongo, Benavila, Alcórrego, Figueira e Barros, Ervedal, Avis, Aldeia Velha e Maranhão e onde não irão faltar as famosas “tibornas” de pão com azeite da região, as castanhas, o vinho e a Animação Musical, aberta a toda a população.
Esta iniciativa vai contar com o apoio de diversas Entidades e Associações do Concelho.

4.11.21

AMBIENTE: PEV exige medidas de combate à proliferação de algas tóxicas no Tejo

 
Perante a presença de algas tóxicas e de espécies aquáticas invasoras no Tejo Internacional, Os Verdes já questionaram o Governo sobre que medidas estão a ser adoptadas para evitar a sua proliferação. 
No passado dia 7 de Outubro foi detectado um crescimento rápido de algas na albufeira da barragem de Cedillo, no Rio Tejo, entre a fronteira de Portugal e Espanha, «por concentração elevada de nutrientes na albufeira, nomeadamente fósforo, condições de temperatura e luminosidade elevadas, que agora se observam, bem como à menor dinâmica de caudais, afluentes e lançados, que desde o mês de Agosto se têm verificado», lê-se na missiva endereçada pelo PEV ao Governo.
Os Verdes alertam que a eclosão e evolução de um bloom algal (intensidade e frequência de florescências fitoplanctónicas), na barragem de Cedilho, diminui consideravelmente a qualidade da água, com impactos directos na biodiversidade e ecossistemas, podendo inclusive afectar a própria saúde pública.
No espaço de uma semana estas algas tóxicas (cianobactérias) provenientes das barragens de Cedillo e de Alcântara alastraram à Albufeira do Fratel, Vila Velha de Rodão, contaminando e pintando de verde o Rio Tejo a montante desta barragem.
Paralelamente, conforme tem sido frequente nos últimos anos, as águas do Tejo Internacional e seus afluentes voltaram a ser cobertas por uma mancha de plantas aquáticas exóticas invasoras, designadamente a azola (azolla filiculoide) por dezenas de quilómetros.
O PEV afirma que, não sendo aparentemente tóxicas, a proliferação destas espécies invasoras tem «impactos consideráveis na qualidade das águas e na biodiversidade», tendo «por diversas vezes» questionado o Ministério do Ambiente a este respeito.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirma que tem sido mantido o contacto com a «Confederació Hidrogràfica del Tajo, no sentido de serem tomadas medidas conjuntas para diminuir a ocorrência deste tipo de situações, através da articulação ao nível dos planos de gestão de região hidrográfica, para melhorar o estado das massas de água».
No entanto, alerta o Partido Ecologista Os Verdes, o problema de fundo «está relacionado com a gestão dos caudais do Rio Tejo acordada ao abrigo da Convenção de Albufeira», assinada entre Portugal e Espanha, em 1998. Em 2008, um segundo protocolo adicional à Convenção de Albufeira estabeleceu que os caudais «fossem determinados em função dos interesses das hidroeléctricas e não em função da preservação e da garantia dos ecossistemas fluviais, critica.
Passaram a prever-se caudais trimestrais e semanais, «mas a verdade é que os caudais definidos nunca foram os caudais ecológicos e nem se ousou optar pela previsão de caudais diários», defende o PEV, que tem vindo a exigir a revisão da Convenção de Albufeira.
Os ecologistas alertam ainda que o reduzido caudal do Rio Tejo, para além das implicações directas do ponto de vista ecológico, tem consequências para as actividades económicas, nomeadamente para a pesca, a agricultura e o turismo.
Neste sentido, interrogam o Executivo sobre se os caudais mínimos foram assegurados entre os meses de Agosto e de Outubro, e que medidas têm sido tomadas junto do Governo de Espanha para que seja assegurada a qualidade das massas de água que entram no nosso país e o cumprimento da Convenção de Albufeira. 


VIDIGUEIRA: Centro Interpretativo do Vinho de Talha recebe menção honrosa nos Prémios APOM

 
Centro Interpretativo do Vinho de Talha fica localizado em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira
O Centro Interpretativo do Vinho de Talha (CIVT) de Vidigueira recebeu uma menção honrosa na categoria “Coleção Visitável”, na edição de 2021, dos Prémios da APOM – Associação Portuguesa de Museologia. A entrega dos prémios teve lugar a 29 de outubro, no Museu da Marinha, em Lisboa.
A Câmara Municipal de Vidigueira destaca “a importância da atribuição deste prémio, no panorama da Museologia Nacional”, referindo que “tal constitui motivo de orgulho pelo trabalho desenvolvido e pelo equipamento cultural ao dispor de quem o visita”.
O município vidigueirense agradece “à Associação Portuguesa de Museologia por este reconhecimento público, de incentivo para continuar a fazer bem e melhor, assim como aos técnicos da autarquia e à byAR Augment Your Reality que possibilitaram alcançar a finalidade pretendida de concretizar este projeto e de dar a conhecer o nosso Património”.
A categoria “Coleção Visitável” tem em consideração os seguintes pressupostos: “Espaço público ou privado, com a presentação de um conjunto de bens culturais que segue todas as normas de comunicação, segurança e conservação” e “Recurso às novas tecnologias expositivas para facilitar a interpretação dos objetos por parte dos públicos.”
O Centro Interpretativo do Vinho de Talha, inaugurado pelo município de Vidigueira a 11 de Novembro do ano passado, fica localizado na freguesia de Vila de Frades e tem como objetivo “ transmitir aos visitantes as memórias, as vivências e as experiências relacionadas com o vinho de talha e com as gentes que ciclicamente fizeram chegar esta tradição aos dias de hoje”.
O espaço está organizado por secções dedicadas ao Território, História Milenar (São Cucufate), Cultura da Vinha, Processo do Vinho na Adega e Taberna, e apresenta uma narrativa cronológica e sequencial, que “permite percorrer todo o ciclo, do campo ao vinho, dos romanos à atualidade”.
O Centro Interpretativo do Vinho de Talha funciona de terça a sexta-feira, entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h00 às 17h30, enquanto aos fins-de-semana e feriados está aberto das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30,, encerrando nos feriados de 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 25 de abril, feriado municipal e 25 de dezembro.

OPINIÃO: O fim da “geringonça” e caminhos para o futuro

 

Quem virou as costas ao diálogo foi António Costa quando se deixou dominar pelo sonho da maioria absoluta.
A “geringonça” foi criada em 2015, após as eleições legislativas. Nesse ano, o PS escolheu para programa o congelamento das pensões ou a manutenção dos cortes nos salários da função pública e ficou atrás dos partidos da direita. Foi a abertura de Bloco de Esquerda e PCP para um acordo com o PS que fechou a porta ao Governo das direitas com quem, lembremo-nos, António Costa chegou a realizar negociações.
A “geringonça” não nasceu da chantagem ou do medo, não é filha de um qualquer ultimato. É fruto de uma convergência de vontades para recuperar um país que tinha sido devastado pela troika e pela governação das direitas. Foi um período de diálogo, permanente e animado, em que se criavam grupos de trabalho para encontrar pontos comuns e não ficarmos reféns das divergências. Logo no início veio o ataque das instituições europeias com ameaças de sanções contra os orçamentos do Estado para 2016 e 2017, atacando a política de recuperação de rendimentos, mas cedência foi do lado europeu, não nos salários.
O tempo foi passando e, como em tudo na vida, não há bem que sempre dure. E o poder, sempre o poder, tem um apelo que seduz. Os sonhos de maioria entraram sorrateiros e instalaram-se até não se poderem disfarçar. “Empecilhos”, assim passaram a ser publicamente tratados os outrora “parceiros” da esquerda. E a maioria absoluta lançou-se nas eleições legislativas de 2019 - o PS foi o partido mais votado, mas faltaram os votos para o grande objetivo. Falhou o resultado das urnas, mas não se demoveu a intenção. António Costa rejeitou quaisquer acordos escritos para a legislatura e ditou as novas regras: o PS passou a “partido charneira” da política portuguesa, decidindo à esquerda ou à direita os apoios com pontualmente precisaria. Rapidamente elegeu o PSD para debate quotidiano e os partidos à esquerda eram apenas chamados, sob chantagem, para discussão orçamental. Foi esse o fim da “geringonça”.
Tendo negado alterações às leis eleitorais propostas pelos partidos à esquerda, PS foi entender-se com PSD para mexidas no Código de Trabalho, alargando o período experimental de 90 para 180 dias. Após quatro anos em que o Parlamento foi o centro da vida política porque era onde a esquerda tinha maioria, o PS escolheu o PSD para rever as regras de funcionamento e acabar, por exemplo, com os debates quinzenais com presença do primeiro-ministro. Onde antes havia reuniões permanentes com os partidos à esquerda, passou a existir um enorme e ruidoso silêncio. A “geringonça” já estava morta.
O sonho de maioria absoluta nunca desapareceu e andou sempre à espreita. No verão do ano passado foi o Presidente da República que negou a pretensão de eleições, mas a degradação da relação com o Bloco de Esquerda já estava em curso. Rejeitando abertura às propostas negociais, o Governo não deixou outra possibilidade que não o voto contra do Bloco de Esquerda ao Orçamento do Estado para 2021. O novo ano ainda só era contado em semanas e já o Orçamento se mostrava uma manta curta demais para as necessidades de um país ainda a braços com vagas pandémicas, em particular na resposta às necessidades do SNS e nos apoios sociais. O país já pagava caro pela morte da “geringonça”.
Agora que o PS tem as eleições que ansiava, só o reforço da esquerda pode dar nova vida aos diálogos à esquerda
Chegou um novo período orçamental e o Governo reabriu negociações com os partidos à esquerda. Agora se percebe que não era bem uma negociação, antes uma imposição. Com as reuniões a sério a começar apenas depois das autárquicas e o Governo a rejeitar todas (e eram apenas 9!) as propostas feitas pelo Bloco de Esquerda. E quando o Presidente da República, mudando da opinião que expressou no ano passado, ameaçou, a despropósito, com a marcação de eleições, deu o mote para o fim das negociações. O resto é história e tem o fim no início da campanha eleitoral de António Costa em que pediu uma maioria absoluta que o dispense de conversar com os partidos à esquerda. A esquerda já mostrou que sabe dialogar, deu provas disso numa melhoria geral das condições de vida do país. Quem virou as costas ao diálogo foi António Costa quando se deixou dominar pelo sonho da maioria absoluta. A conclusão é simples: a autossuficiência do PS tornou-se inimiga dessas vontades de convergência. Agora que o PS tem as eleições que ansiava, só o reforço da esquerda pode dar nova vida aos diálogos à esquerda, é isso que estará verdadeiramente em jogo: o diálogo para um verdadeiro projeto para o país.
* Pedro Soares in “Público” - 28 de outubro de 2021

3.11.21

OPINIÃO: O futuro não pode depender de uma bola de cristal

Ter um emprego não é garantia de não se ser pobre em Portugal e o aumento da pobreza não é combatido com medidas sérias por vários governos, quer no campo social, quer laboral. E este é o pior índice das políticas de direita, desde Cavaco Silva até hoje.
Por isso, temos um quinto da população portuguesa em situação de pobreza e a maior parte trabalha. Segundo a Pordata, “em 2020, 9,5% da população empregada em Portugal era considerada pobre”. O endividamento das pessoas, a precariedade e a exploração laboral pesam neste flagelo social e o PS, assim como os partidos à direita optam por encobrirem a realidade, enquanto protegem a ganância pelo lucro.
Portugal é o segundo país da União Europeia com a maior taxa de divórcios e é uma constatação, que a pobreza aumenta entre as pessoas que vivem sozinhas. O RSI não chega a 20% dos pobres, a taxa de alunos com necessidades tem aumentado e os jovens até aos 18 anos, estão no grupo de maior risco de pobreza. «em 2019, 19% dos menores de 18 anos estavam em risco de pobreza, valor que aumentou face a 2018» [1]. Nada disto é de estranhar, quando tivemos governos insensíveis e o atual ficou-se por muitas promessas e pouca concretização.
Os problemas de uma sociedade não se resolvem com medidas avulsas, nem se espera que tenham efeitos imediatos. Precisamos de políticas progressistas para combater as que sistematicamente desequilibram e são promotoras de assimetrias. Portugal é o país mais desigual na União Europeia, até na desigualdade de género há muito por fazer.
É importante termos o Ministério da Educação forte e estável, a promover o Ensino com políticas sérias e verdadeiras; o Ministério da Saúde a promover a prevenção na saúde em Portugal; um sistema fiscal honesto e ponderado, com mais justiça na economia. É muito importante a recuperação de rendimentos, assim como o combate à precariedade.
O Estado tem de garantir uma rede de creches e lares públicos, tem de garantir os serviços públicos, resgatando empresas essenciais como os CTT, a EDP e a REN. Precisamos de Orçamentos de Estado equilibrados, exequíveis e que tenham em linha de conta, a vida das pessoas. Sobretudo, garantir que não existam interesses instalados a lucrar com a pobreza e que o investimento público, esteja direcionado para políticas de crescimento sustentável e não para alimentar as rendas excessivas do sector da energia e das parcerias Público-Privadas.
O rendimento médio em Portugal está encostado aos países mais pobres da União Europeia, apesar das mordomias que mantemos com gente não eleita, que nada fazem para travar o crescimento da dívida, antes pelo contrário. De 1974 para cá, o valor da pensão mínima de velhice e invalidez pouco se alterou e o salário mínimo nacional aumentou pouco mais de 100 euros em mais de quarenta e sete anos.
A verdade é esta, os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos estão cada vez mais ricos e isto deve-se a políticas que penalizam mais os pobres do que os ricos. Continuam a falar da pobreza, mas não querem tomar medidas.
Medidas foi o que o PS não quis nesta proposta de Orçamento de Estado. Rejeitou até o que já defendeu e agora por oportunismo político, vendo a direita a reorganizar-se, prefere o combate eleitoral, numa altura em que ainda tem vantagem. A luta que se pedia recaía sobre medidas para melhorar a vida das pessoas e do país; medidas para recuperar o poder de compra, eliminar as regras da troika, garantir Saúde, Educação e Cultura com qualidade e justiça nas pensões.
Acabem com as burlas financeiras e os abusos da banca. Cativem os perdões fiscais a quem já tem muito, cativem as mordomias, cativem os apoios às empresas que exploram, cativem as desigualdades e assim podemos começar a diminuir a pobreza.
Existem muitas medidas importantes, mas o combate à pobreza não se resolve com a caridadezinha, com donativos; nem com mensagens natalícias, nem com promessas. O Papa Francisco disse recentemente, que “a pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo”. O assunto é sério e político, a pobreza não se resolve com esmolas e o futuro não pode depender de uma bola de cristal.
Paulo Cardoso in Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre - 29-10-2021

[1] https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/jovens-sao-o-grupo-etario-que-apresenta-a-taxa-de-risco-de-pobreza-mais-elevada-796566

** Trabalho forçado - Cartoon de Vasco Gargalo

TRADIÇÃO ORAL - Provérbios de Novembro (II)

- Por Santo André o Sete-Estrelo posto é.
- Por Santos semeia trigo e colhe cardos.
- Por São Clemente, alça a mão da semente.
- Por São Martinho mata o teu porco e prova o teu vinho.
- Por São Martinho semeia o teu linho.
- Por São Martinho, nem favas nem vinho.
- Por São Martinho, prova teu vinho.
- Por São Martinho, semeia fava e linho.
- Por São Martinho, todo o mosto é bom vinho.
- Por Todos-os-Santos, semeia trigo, colhe castanhas.
- Por Todos-os-Santos, neve nos campos.
- Por Todos-os-Santos, semeia trigo e colhe cardos.
- Se em Novembro ouvires trovão, o ano que vem será bom.
- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.
- Se o Inverno não erra o caminho, cá virá no São Martinho. 

* Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com


2.11.21

PORTALEGRE: "TravessiaS" - Espectáculo multidisciplinar no CAEP

 
12 e 13 NOV. SEX. 15H  e SÁB. 21.30H
TravessiaS
Multidisciplinar | GA | 5€ | M/6 anos
“Debater-se consigo no mundo” é o mote para a travessia de uma mulher nua em si. Que procura. Que se procura. Uma mulher que está só e é polvo. Ela é tudo e tudo é parte dela. Uma mulher que se revela, desdobrando-se em múltiplas linguagens e, pondo a descoberto facetas, estados e emoções, baralha-as e combina-as, numa tentativa incessante de se perceber. Joga com as suas perspetivas como se joga a vida!
Essa mulher cruza outra mulher e outra mulher. Essas mulheres estão nuas em si. Procuram. Procuram-se. Estão sós e são polvos. Elas são tudo e tudo é parte delas. Revelam-se, desdobram-se, tentam incessantemente perceber-se. Jogam entre si como se joga a vida.
Conceito, Criação e Direção Artística - Marta Jardim
Conceito Cénico Audiovisual - Marta Jardim
Interpretação e Cocriação do Material Artístico - Alice Duarte, Ana Rita Xavier e Marta Jardim
Conceção e Execução do Espaço Cénico - P.drujardim
Assistência de Ensaios e Apoio à Produção - Catarina Jacinto
Produção - Marta Jardim
Apoio à Gestão Financeira - Magda Bull
Comunicação - Carolina Couto
Assistência Técnica - Manel Belo
Apoio Financeiro - Fundação Calouste Gulbenkian_ Novos Criadores - Dança 2020
Coprodutor - Cineteatro Louletano
Residência de Coprodução - O Espaço do Tempo  
Apoio à Residência - Companhia Olga Roriz; Estúdios Victor Cordón, Companhia Instável e IFICT
Parceria - Centro Cultural de Belém


NISA: Magusto da União das Freguesias de Nisa

 

Campanha nacional de segurança rodoviária #NãoSouDeFerro

Visando inverter a tendência de aumento da sinistralidade que envolvem veículos de duas rodas a motor e contribuir para um ambiente rodoviário mais seguro, a Guarda Nacional Republicana lança a campanha nacional de sensibilização #NãoSouDeFerro, a qual é desenvolvida entre hoje, dia 2 de novembro, até ao próximo dia 7 de novembro, dando particular destaque à Região do Algarve e do Autódromo Internacional do Algarve, onde irá decorrer o Evento Moto GP Portugal, para sensibilizar, informar e alertar todos os condutores, em especial os de veículos de duas rodas a motor, para as regras de segurança que devem acautelar durante a condução.
Esta campanha nacional, trata-se de uma iniciativa enquadrada numa estratégia de prevenção e de consciencialização que visa contribuir para a mudança de comportamentos durante a condução, sendo materializada pela exposição e divulgação da imagem em anexo nas plataformas digitais, e que será exposta em centenas de locais de norte a sul do país, pela divulgação de conselhos nas plataformas digitais da GNR, pela distribuição de folhetos informativos junto dos condutores de veículos de duas rodas a motor, assim como pela divulgação de um vídeo ilustrativo de algumas manobras perigosas mais frequentes, que pode ser visualizado aqui.
Adicionalmente, e considerando que os condutores de veículos de duas rodas a motor constituem um grupo de risco pelo facto das consequências dos acidentes serem normalmente mais gravosas, e prevendo-se um elevado fluxo de veículos de duas rodas a motor em direção ao Algarve para acompanhamento do Moto GP, a GNR desenvolverá iniciativas de sensibilização em algumas áreas de serviço de norte a sul do país, realizando também diversas iniciativas de sensibilização nas imediações do Autódromo Internacional do Algarve.
Da análise da sinistralidade rodoviária do ano de 2021 até 30 de setembro, verifica-se que cerca de 10% dos acidentes envolveram veículos de duas rodas a motor, salientando-se, que das vítimas registadas em 2021, 28,9% são condutores ou passageiros de veículos de duas rodas e das vítimas mortais a lamentar, cerca de 32% correspondem também a condutores/passageiros de veículos de duas rodas a motor.
Os militares da Guarda, através do empenho de todos os Comandos Territoriais, irão promover ações de sensibilização dirigidos aos condutores, em especial aos de veículos de duas rodas a motor, aconselhando o seguinte:
ü  Aconselhar à prudência e o à adoção de uma condução defensiva;
ü  Aumentar a distância de segurança em relação ao veículo da frente, por forma a garantir a travagem de segurança e gradual e uma melhor visibilidade;
ü  Redobrar a atenção com condições atmosféricas adversas;
ü  Os utilizadores dos veículos de duas rodas a motor devem ser visíveis. Circular com as luzes acesas e usar equipamento individual de alta visibilidade;
ü  Cumprir as indicações relativas à manutenção dos veículos de duas rodas, principalmente no que respeita aos pneumáticos;
ü  Evitar a realização de manobras desnecessárias, sobretudo a manobra de ultrapassagem;
ü  Utilizar sempre as luzes e sinalética para mudar de direção, de forma a aumentar a visibilidade junto dos restantes condutores da via;
ü  A proteção dos utilizadores de veículos de duas rodas a motor é fundamental, nomeadamente o uso do capacete e do equipamento de proteção.

VILA VIÇOSA E ÉVORA: Exposições sobre Jorge Colaço e a Azulejaria decorativa

 
Jorge Colaço e a Azulejaria Figurativa do seu Tempo" é o nome da exposição de obras de Jorge Rey Colaço, figura marcante no panorama artístico português nas primeiras quatro décadas do século XX, que inaugura dia 12 de novembro, pelas 17h00, na Galeria da Casa de Burgos, em Évora, e dia 13 de novembro, pelas 16h00, no Paço Ducal de Vila Viçosa.
    A iniciativa, que pretende dar a conhecer, a um público alargado, a existência de um importante conjunto de obras do artista e de espólio documental, contemplará também a apresentação de um roteiro com as obras conhecidas do artista no Alentejo, bem como algumas conferências a divulgar em breve.
    A exposição organizada pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, Museu-Biblioteca Fundação Casa de Bragança e Museu Nacional do Azulejo, ficará patente ao público até 22 de abril de 2022.
    O conhecimento dos trabalhos de Jorge Colaço no Alentejo é limitado; os mais conhecido são os painéis realizados para algumas estações ferroviárias do Alentejo. Mas Jorge colaço realizou outros trabalhos para esta região podendo-se assinalar, entre outros, o painel realizado para o Palácio das Passagens - Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas, para o Mercado Municipal de Almodôvar ou ainda para a Capela do Recolhimento Ramalho Barahona (Évora).

SARDOAL: Concerto “Diálogos Promenade” pela Orquestra de Sopros de Ourém

 
Diálogos Promenade pela Orquestra de Sopros de Ourém. O concerto apresenta diferentes influências, desde a música japonesa de Ito até às tradições espanholas de Amando Ponsoda, passando pela imaginação de João Malha, jovem compositor português, de quem poderão ouvir em estreia absoluta a sua Sinfonietta para Sopros. Enquanto linguagem, a música obriga ao diálogo subentendido entre performer e ouvinte, músicos e maestro.
A Orquestra de Sopros de Ourém teve a sua primeira apresentação pública em 29 de dezembro de 1985. Vocacionada fundamentalmente para atuações em concerto, tem promovido a divulgação da música filarmónica não só no concelho, mas em todo o país e estrangeiro.
A direção musical é, desde 2019, da responsabilidade dos maestros Renata Oliveira e Tiago Oliveira.
A entrada para o espetáculo é livre, mas sujeita ao levantamento de bilhete. A bilheteira funciona de terça a sexta-feira das 16h00 às 18h00, ao sábado das 15h00 às 18h00 ou 45 minutos antes da sessão. Não se aceitam reservas.

CRATO: Exposição de esculturas em barro “O Sagrado e o Profano” no figurado de Barcelos

 
A nova exposição patente no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, “O Sagrado e o Profano no figurado de Barcelos”, poderá ser vista já a partir de amanhã até dia 29 de novembro de 2021.
Trata-se de uma exposição que expressa tradições religiosas do povo preservando a sua autenticidade e que resulta no diálogo entre o que é sagrado e o que é profano. A exposição traduz temores, devoções e credos da sociedade. Os autores são três irmãos Joaquim Messias, Emília Messias e Laurinda Pias que dominam a técnica do barro.
Como forma de expressar e retratar as tradições religiosas do povo na sua forma mais autêntica, os barristas, reproduzem tudo o que veem e sentem em imagens, unindo o sagrado e o profano na sua forma mais autêntica. 
A exposição poderá ser vista de segunda à sexta, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00. Sábados, domingos e feriados das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

NISA: ROMAGEM AO TALHÃO DOS COMBATENTES

 
Em homenagem aos falecidos aí sepultados. 
Será no próximo dia 2 de Novembro, Dia de Finados, pelas 12 horas. No Cemitério de Nisa.
Estarão presentes os Representantes da Liga dos Combatentes, União de Freguesias e outras Instituições do Concelho de Nisa.

1.11.21

TRADIÇÃO ORAL - PROVÉRBIOS DE NOVEMBRO (I)

 
De salientar que os  provérbios de Novembro são o reflexo do calendário agro-pastoril, que nos códices medievais e renascentistas, para além dos símbolos astrológicos e zodiacais, aparecem ilustrados com cenas de engorda de porcos.
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- As geadas de São Martinho levam a carne e o vinho.
- De Santa Catarina ao Natal, bom chover e melhor nevar.
- De Santos ao Natal é bom chover e melhor nevar.
- De Santos ao Natal perde a padeira o cabedal.
- De Santos ao Natal, ou bem chover ou bem nevar.
- De Todos-os-Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.
- De Todos-os-Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.
- De Todos-os-Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.
- De Todos-os-Santos ao Natal, perde a padeira o capital.
- De Todos-os-Santos ao Natal, perde a padeira o natural.
- De Todos-os-Santos até ao Natal, perde a padeira o cabedal.
- Depois dos Santos, neve nos campos.
- Dia de Santo André quem não tem porco mata a mulher.
- Dia de Santo André, porcos pelo pé.
- Dia de São Martinho prova o teu vinho.
- Dia de São Martinho, castanhas e vinho.
- Dia de São Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
- Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Dia de São Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho.
- Dia de São Martinho, vai à adega e prova o teu vinho. 

* Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com
PINTURA _ O Mês de Novembro (c. 1510). - Gerard Horenbout  (c. 1465–1541). - Breviário Grimani (28 cm x 21,5 cm). - Biblioteca Nazionale Marciana, Venice.

MARVÃO: Quinzena Gastronómica da Castanha em 15 restaurantes de Marvão

 
Paralelamente à 37ª edição da Festa do Castanheiro - Feira da Castanha, realiza-se, entre os dias 6 e 21 de novembro, em quinze restaurantes aderentes, mais uma Quinzena Gastronómica da Castanha, com o objetivo de promover o concelho enquanto “destino gastronómico de eleição”.
Esta iniciativa pretende ainda incentivar a utilização da castanha de Marvão na gastronomia, motivando a sua inclusão nas ementas e pratos típicos dos restaurantes do concelho. 
Nas principais especialidades gastronómicas marvanenses, onde a castanha é sempre o ingrediente principal, vai encontrar pratos tão diversos como as bochechas de porco estufado em molho de castanha, pato flamejado com castanhas, bacalhau com mousseline de castanha, costeletas de cordeiro com castanha estonada, javali estufado com castanhas e cogumelos, galinha tostada em azeite com puré de castanha, nacos de porco alentejano com castanhas e esparregado, sopa de castanha com shitake, boleima de castanha, pudim de castanha, entre muitos outros. 
Restaurantes aderentes:
Marvão (Restaurante da Casa do Povo, Restaurante Dom Manuel, Restaurante Varanda do Alentejo e Restaurante Fago); Portagem (Restaurante J.J. Videira, Restaurante “Mil Homens”, Restaurante “O Tachinho”, Restaurante “O Sever”, Churrasqueira “Sever”; Olhos d’Água (Restaurante Ammaia); Escusa (“Café do Prado” - Petiscos da Olga); Porto da Espada (Restaurante “A Adega”); Alvarrões (Restaurante Tapada do Poejo); Santo António das Areias (Restaurante “Pau de Canela”); Beirã (Restaurante Sabores de Marvão).

CRÓNICAS DA TABANCA: O gesto ó pxeno!

 
Há muitos, muitos anos, numa aula da escola da aldeia de Trincafolhos, Maria Isaltina, uma menina muito irrequieta, chamava a professora e apontava, de dedo em riste, acusadora: senhora professora aquele menino fez uma asneira!
- Que asneira fez o menino, perguntou a professora.
- Apontou o dedo para o céu, diz Isaltina.
- Ó menina Isaltina, e isso é uma asneira?
- É, sim, senhora professora, porque a nossa catequista diz que no céu estão os anjinhos!
- Pois, então, temos de castigar o menino Luisinho e desde já fica proibido de apontar o dedo seja em que direcção for e muito menos pró céu, ouviu menino Luisinho?
O tempo passou, Maria Isaltina cresceu e muitos anos mais tarde foi eleita regedora da freguesia de Trincafolhos. 
A tomada de posse aconteceu há dias no salão nobre da freguesia. Uma cerimónia que demorou apenas uma hora e meia, três quartos do tempo em que Isaltina, dotada de dotes oratórios excepcionais, falou de si, da obra feita, dos milhões investidos, das dívidas dos executivos anteriores desde há 45 anos que teve de pagar e dos projectos para o futuro para que Trincafolhos continue na moda. Uma sessão solene, idealizada, construída e com cenário montado pela própria Maria Isaltina, que, a dado momento, e fazendo figas à elevação do acto institucional, a regedora de Trincafolhos, do alto da tribuna voltou a apontar o dedo para acusar, perante a plateia, estupefacta, todos os que a atacaram nas redes sociais.
" Vejam bem, um dos candidatos chegou a ofender-me com um gesto ó pxeno!, quando passava, pacífica e tranquilamente com a minha caravana de apoiantes junto à sua casa". 
Não são coisas que se façam, lá isso não, à senhora regedora, respeitadora da lei e dos cidadãos. 
Um gesto ó pxeno!, que calamidade. Ainda se fosse um gesto ó pxena!, um puxão de cabelos, um carrão preto de vidros esfumados a tentar atropelar um munícipe, ou dois, como nalgumas freguesias as notícias têm dado conta, mas um gesto ó pxeno!, é que não foi de certeza. 
Maria Isaltina não conhece - ponho as mãos no lume por ela -,  a jovem carente que vai entrar, não na Universidade que é coisa vulgar, prá plebe, mas para a Faculdade, jovem educada, tal como a mãezinha e que com os perfis falsos de Ana Gomes e Ana Santos atacou, caluniou, vilipendiou, chamou todos os nomes dizíveis e não dizíveis, a todos aqueles que criticaram as acções da regedora de Trincafolhos.
O jovem do gesto, que Maria Isaltina classifica de ó pxenos!, fazia o V da vitória do Benfica. Talvez, até, apontasse para o céu como fez o Luisinho na escola da aldeia, ou até, o mesmo gesto que não foi, de certeza, ó pxeno!, estivesse a convidar Maria Isaltina a passar pela rua com a sua caravana outra vez. Numa terra onde nada acontece e o pouco que pode acontecer é controlado pela regedoria de Maria Isaltina, uma caravana como a da regedora eleita é sempre motivo de festa e de riso. Por algum motivo o povo, para cenas como a do gesto ó pxeno!, tem um ditado curioso: Fazer o mal e a caramunha!
E em matéria de vitimização, como na da propaganda, não há ninguém que bata o pé à Maria Isaltina.
Então ficam avisados: nada de fazer gestos, ó pxenos!
Hoji-Ya-Henda
* Exploração infantil - Cartoon de Vasco Gargalo  


31.10.21

MARVÃO: Casa da Cultura de Marvão recebe exposição de Quadros Antigos Bordados a Casca de Castanha

 
A Câmara Municipal de Marvão vai promover uma exposição de quadros antigos bordados a casca de castanha, ao longo de todo o mês de novembro, na Casa da Cultura de Marvão. A entrada é gratuita e o horário da exposição é entre as 10h00 e as 17h00, todos os dias da semana.
Esta mostra artística surge enquadrada no mês em que se celebra também a Festa da Castanha, nos dias 13 e 14 de novembro, a par da Quinzena Gastronómica da Castanha, ao longo de duas semanas, nos restaurantes do concelho.
A tradição dos bordados com casca de castanha é uma prática centenária do concelho de Marvão e acredita-se que terá sido uma arte criada por bordadeiras que aproveitavam os serões à lareira para reutilizar a casca das castanhas, minutos antes degustadas à mesa por toda a família.
O resultado eram quadros, muitas vezes integrados em retratos ou fotografias de família, que foram passando de geração em geração até chegar aos dias de hoje, alguns em excelente estado de conservação e que agora o Município marvanense decidiu expor ao público.


Beto Eustáquio mais três anos à frente dos Dadores de Sangue de Portalegre

 
No auditório do hospital Doutor José Maria Grande, reuniu a 23 de outubro a assembleia geral da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – sob presidência do Dr. Jorge Pais.
Uma sessão triste e em que foram evocados os associados recentemente falecidos, nomeadamente o Padre Américo Agostinho e António Guerra Barradas, estes pertencentes aos anteriores corpos sociais. Lembrado foi ainda Alves Ribeiro, um homem da causa que partiu e que esteve sempre ligado à associação portalegrense e ao nosso fundador António Joaquim Eustáquio.
Da ordem de trabalhos constava a apresentação do relatório da gerência.
Eleitos foram os órgãos sociais da ADBSP para o triénio 2022 / 24. O Dr. Jorge Pais continua a presidir a Assembleia Geral, acompanhado por António Martins e Luís Filipe Ricardo
O Conselho Fiscal é constituído por Armando Mantas Baguinho (presidente), Vanda Eustáquio e António Joaquim Ribeiro.
Carlos Alberto da Graça Eustáquio foi reeleito como presidente da Direção, sendo apoiado por Paulo Cardoso, Florinda Vicente, Ana Maria Meira, Silvina de Fátima Narciso, José Rabaça e Carlos Martins.
Da lista constam como suplentes Marco António Gomes e o padre João Maria Lourenço.
São estes os nomes que vão continuar a manter viva e dinâmica a ADBSP e a tudo fazer para que os componentes sanguíneos nunca faltem a quem deles necessite.
JR


24.10.21

TRADIÇÃO ORAL - Adágios de Outubro (V)

- Pelo São Francisco (4/10) semeia o teu trigo e a velha que o dizia, semeado o linha.
- Pelo São Francisco (4/10), nem nado, nem no cortiço.
- Pelo São Lucas (18/10), mata os porcos e tapa as cubas.
- Pelo São Simão (28/10) e São Judas (18/10) já colhidas são as uvas.
- Pelo São Simão (28/10) enfarrusca o pinhão.
- Pelo São Simão (28/10), quem não faz um magusto, não é cristão.
- Pelo São Tadeu (28/10) e São Judas (28/10) prova as uvas.
- Por Santa Ireia (20/10), toma os bois e semeia.
- Por São Francisco (4/10) semeia o teu trigo; e a velha que o dizia, já semeado o tinha.
- Por São Francisco (4/10), semeia teu trigo.
- Por São Lucas (18/10) mata teus porcos e tapa tuas cubas.
- Por São Lucas (18/10), sabem as uvas.
- Por São Simão (28/10) e São Judas, colhidas são as uvas.

* Recolha de Hernâni Matos in dotempodaoutrasenhora.blogspot.com





21.10.21

OPINIÃO: Uma elite que faz fortuna fugir aos impostos

O Orçamento de Estado é um exercício governamental anual, aprovado pela Assembleia da República para garantir o funcionamento de um país. Os últimos orçamentos destacaram-se pela cativação de verbas, onde fica sempre a sensação de que prometeram, mas não cumpriram. Para gerir a coisa pública são necessários os impostos dos contribuintes, que muitas vezes em esforço, vêm uma parte importante dos seus rendimentos retidos.
Tudo isto é desvirtuado pelo facto de que quem mais pode, foge com os devidos impostos. Alguns até sediam empresas fora de Portugal com a cumplicidade da União Europeia, que com as suas políticas de direita têm protegido as elites, os grandes tubarões da finança e empresas com comportamentos agressivos de fugas aos impostos.
Depois dos Panama Papers, veio recentemente a público os Pandora Papers e continuamos a perceber que, enquanto o contribuinte comum faz um esforço enorme para que o país funcione e melhore, existem pessoas que escodem milhões e fazem negócios à margem do fisco, fugindo à responsabilidade de contribuir na proporcionalidade que lhe é imposta. Falamos de governantes, celebridades, mafiosos e como sempre, bilionários a esconderem do fisco, fortunas de milhares de milhões.
No mundo, os offshore são o buraco negro de uma boa parte da riqueza mundial funcionar num esquema paralelo, sustentado por políticas capitalistas. A Europa a funcionar com políticas de direita, não combate esta fraude consentida e permite barbaridades como a do ministro das Finanças holandês[1], agora apanhado nos “Pandora Papers”, que se opunha a um fundo de solidariedade europeu e queria investigar os países do Sul da Europa por não terem "margem orçamental" para responder à crise. É este tipo de gente que manda na Europa que teimam, também, em não resolver o problema grave das dívidas soberanas, nem em reformular a arquitetura errada do euro.
É imperativo que o Parlamento Europeu seja enérgico e acabe com esta vergonha. Se até os eurodeputados do PS e PSD começam a alinhar com o discurso dos eurodeputados do BE e do PCP, porque não conseguem convencer os seus grupos a combater de forma séria, o branqueamento de capitais, a evasão e fraude fiscal, obrigando os Estados-membros a agir? É interessante ouvir a extrema-direita a falar contra a corrupção, quando é financiada por esse meio.
Como já se percebeu, no mundo dos offshores gravitam negócios de corruptos, esconde-se dinheiro de criminosos e lesam-se pessoas. Como exemplo disso, temos Ricardo Salgado e o universo Espírito Santo, assente nesse mundo criminoso consentido pelos governos e pela União Europeia. A família Soares dos Santos, uma das mais ricas em Portugal, estão entre os mais beneficiados com os Pandora Papers. Outro exemplo de manobras financeiras são as Fundações, cuja solução ficou por promessas e depois acabamos por ver Joe Berardo a ter benefícios fiscais de forma indireta.
Ainda temos de assistir incrédulos à fuga para Belize de outro grande utilizador de offshores; João Rendeiro que não foi condecorado, mas foi elogiado por Cavaco Silva. Não é de admirar que um juiz que permitiu esta fuga, amanhã, prenda um desgraçado que roubou para comer… é uma justiça simpática para os mais ricos e severa com os mais pobres.
Por falar em Belize[2], é assustador como podemos através da internet em www.offshorecompanycorp.com/ obter todos os passos para criar uma empresa com conta offshore, garantindo «isenção total e impostos», «proteção aprimorada contra investigações fiscais» e garante ainda que «a lei protege a confidencialidade do acionista, diretor e da empresa offshore».
O vice-presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento é um dos exemplos nos Pandora Papers para conseguir negócios que a lei impede, assim como Vitalino Canas e Manuel Pinho, beneficiário de três companhias offshore. O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional e antigo ministro francês, Dominique Strauss-Kahn desviou milhões de dólares através de uma sociedade marroquina isenta de impostos.
Todos eles alegam terem utilizado meios legais para contornar a lei e o absurdo é isto ser possível e ninguém fazer nada. Daí o criminoso João Rendeiro, fugido à justiça, afirmar que está inocente. A questão é, que este sistema incentiva o crime e a impunidade de uma elite que faz fortuna a fugir aos impostos.
Paulo Cardoso - Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre - 1/10/2021

22 DE OUTUBRO - JORNADA DE LUTA DOS REFORMADOS

 
Sob o lema “Melhores pensões e condições de vida dignas para os idosos/Pelo direito dos trabalhadores à reforma e a uma pensão digna” as organizações MURPI (Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos) e Inter-Reformados/CGTP-IN (IR/CGTP-IN) vão promover iniciativas distritais (Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, Marinha Grande, Lisboa, Setúbal, Covilhã, Sines, Avis, Évora, Beja e Faro) no dia 22 de Outubro (sexta-feira), com a realização de tribunas públicas e o contacto com a população em geral.
No distrito de Portalegre, esta iniciativa terá lugar em Avis, no Jardim Público, pelas 10h30 e terá o formato de Tribuna Pública, organizada em conjunto pelo núcleo da IR/CGTP-IN do Norte Alentejano e pela ASRPICA - Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos do Concelho de Avis, associada da MURPI.
Nesta tribuna participarão Teresa Carvalho, membro da Direcção Nacional da IR/CGTP-IN e Isabel Gomes, membro da Direcção Nacional da MURPI, além dos dirigentes que integram o núcleo da IR/CGTP-IN no Norte Alentejano, dos membros da Direcção da ASRPICA e de todos os que queiram participar.
Além das questões nacionais, pretende-se dar visibilidade, com esta tribuna, às dificuldades concretas porque passam os trabalhadores reformados e pensionistas do nosso distrito, como são exemplo os crescentes condicionamentos criados ao acesso aos cuidados de saúde primários no concelho de Avis.
No final da Tribuna, será colocada à votação uma moção, que será enviada para a Assembleia da República e dada a conhecer a entidades públicas da nossa região.
O Departamento de Informação da USNA/CGTP-IN

DOCLISBOA’21 - 19.º Festival Internacional de Cinema

O Doclisboa está de regresso à cidade de 21 a 31 de outubro para a sua 19.ª edição, retomando seu formato habitual "pré-pandemia". Em 2021, o festival apresenta uma programação com 249 filmes, oriundos de 62 países, entre os quais 46 representações portuguesas.
A Culturgest, o Cinema São Jorge, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, o Cinema Ideal, o Cinema City Campo Pequeno, Museu do Oriente e Museu do Aljube são os espaços que este ano acolhem a programação do DocLisboa.
Ao longo de 11 dias serão apresentadas 51 estreias mundiais e 28 estreias internacionais, 9 estreias europeias, 116 estreias portuguesas e onze primeiras obras em competição. Portugal reúne 44 filmes, sendo que 11 estarão em competição.
O programa está dividido entre secções competitivas e não-competitivas: Competição Internacional, Competição Nacional, Riscos, Da Terra à Lua, Heart Beat, Retrospectiva Ulrike Ottinger, Retrospectiva Cecilia Mangini, Cinema de Urgência, Verdes Anos e Doc Alliance.
A 19ª edição conta com a presença de realizadores de todas as secções do festival, incluindo Ulrike Ottinger – que acompanhará a sua retrospectiva, Avi Mograbi, Vitaly Mansky, Helke Misselwitz, Nicolas Klotz, Elisabeth Perceval, Marta Popivoda, Sergio Silva, Boris Lehman, entre muitos outros.
Pode consultar toda a programação aqui e encontrar todas as informações em doclisboa.org

VILA DE REI: 14.º Festival Gastronómico do Achigã

 
O Achigã vai estar de regresso às ementas dos restaurantes Vilarregenses no final do mês de outubro, com a realização de uma nova edição do seu Festival Gastronómico. Organizado pelo Município de Vila de Rei, o 14.º Festival Gastronómico do Achigã terá lugar entre os dias 23 e 31 de outubro e promete voltar a deliciar os visitantes e a preencher os restaurantes aderentes com estes sabores e aromas já tradicionais.
Na edição de 2021, serão sete os restaurantes a oferecer a possibilidade de se deliciar com pratos tradicionais onde o achigã é o ingrediente dominante: Churrasqueira Central (Vila de Rei), Fénix (Fundada), Fifty-Fifty (Vila de Rei), O Cobra (Vila de Rei), Ribeira da Vila (Vila de Rei), Tasco d’el Rei (Vila de Rei) e Tasquinha da Vila (Vila de Rei).
De 23 a 31 de outubro, visite Vila de Rei e delicie-se com o melhor da cozinha tradicional e da gastronomia Vilarregense!