23.2.20

ZECA AFONSO: Fechou os olhos há 33 anos

Janita Salomé: "Quando a Luz Fechou os Olhos"
Da floresta de criadores poético-musicais alguns logram elevar-se acima do manto copal e atingem uma tal dimensão que se afirmam como referências de admiração e de respeito, tanto da sua geração como das posteriores. José Afonso pertence a essa categoria de colossos que, pelo exemplo de vida e pela mensagem que a sua arte tão eloquentemente transmite, se tornaram faróis indicadores e iluminadores do caminho a seguir por todos quantos demandam a «cidade do homem / não do lobo, mas irmão». A Luz fechou os olhos perfaz hoje 33 anos mas a sua cintilação não se apagou e continua a iluminar quer aqueles que a presenciaram quando foi tocha acesa na noite escura quer – e mais importante – os que tendo nascido depois já só puderam contar com o legado musical/fonográfico. Provam-no as muitas revisitações que se vêm fazendo ao repertório do autor de "Cantares do Andarilho", seja em actuações ao vivo seja em gravações de estúdio. Como diz Janita Salomé, na canção que hoje aqui destacamos em tributo à memória do trovador maior da música popular portuguesa, «basta um sopro mágico, liberto, / para que a luz acorde a cantar».
Uma pergunta, a talhe de foice: como se explica que José Afonso, Janita Salomé e tantos outros nomes grados da nossa música estejam hoje excluídos da 'playlist' da Antena 1 e só, de tempos a tempos, surja uma ou outra das suas canções em programas de autor geralmente transmitidos a horas de sono? Fica à reflexão de quem tem por competência escrutinar e avaliar o serviço prestado pela rádio pública no domínio (importantíssimo) da música.


Letra: Hélia Correia
Música: Janita Salomé
Intérprete: Filipa Pais* (in CD "L'Amar", Strauss, 1994)
Quero falar-te e o coração, de comovido,
Perde as palavras que juntara para ti.
Cantar-te sei e apenas isso faz sentido.
Menino de oiro,
Vem sentar-te aqui.
Menino de oiro,
Vem sentar-te aqui.

Por todo o ano é tempo de cantar janeiras.
Mulher da erva, ainda agora a vi passar.
Por mar profundo, terra e todas as fronteiras
Venham mais cinco
Mil p'ra te saudar.
Venham mais cinco
Mil p'ra te saudar.

Pode o sol morrer de velho,
Pode o gelo arder também.
Mas a voz que de ti nasce
Já não morre com ninguém.

No céu cinzento, o astro mudo ainda revela
Um bater de asas, o disfarce do seu pé.
Bebem do sangue, comem tudo, olhai, cautela
O que faz falta
Já se sabe o que é.
O que faz falta
Já se sabe o que é.

Junta-te a nós, ó bairro negro, vem, falua,
P'la noite fora até que se erga o sol do Verão
Solta as amarras, sopra, ó vento, continua,
Que este homem não
Se foi embora, não.
Que este homem não
Se foi embora, não.

Pode o sol morrer de velho,
Pode o gelo arder também.
Mas a voz que de ti nasce
Já não morre com ninguém.

22.2.20

MEMÓRIA: Quem eram as "despenadeiras" de Nisa? As mulheres que ajudavam a morrer

A vila alentejana de Nisa já terá sido terreno fértil para uma espécie de eutanásia popular, praticada por um grupo de mulheres a quem chamavam despenadeiras.
A revelação é feita por Teófilo Braga, primeiro Presidente da República, na obra publicada em 1885 "O povo português: Nos seus costumes, crenças e tradições", citando Mota e Moura, ilustre cidadão de Nisa que ocupou o cargo de presidente da Câmara.
Aos dias de hoje a população de Nisa não sabe quem eram as despenadeiras que entre os séculos XVIII e XIX terão abreviado a agonia a doentes terminais lá da terra, como constatou a TSF entre populares de várias idades. Mas à boleia do livro de Teófilo Braga é revelado que as despenadeiras acreditavam estar a praticar um ato de caridade poupando o moribundo ao sofrimento.
"Na mentalidade delas, poucos esclarecidas, iam com boa intenção aliviar o sofrimento das pessoas e depois punham-lhe termo à vida. Claro que isto era numa lógica pagã", admite Ribeirinho Leal, professor aposentado que tem dedicado os últimos anos a estudar a raiz da cultura popular do Norte Alentejano, onde reside.
Na publicação de Teófilo Braga lê-se que quando alguém estava por "muito tempo nos transes da agonia sem poder acabar", iam chamar "certas mulheres mais desembaraçadas e resolutas, que acabam de a matar e depenar".
Ribeirinho Leal associa o termo "depenar" ao fim da pessoa. "No fundo, quer dizer que a liquidavam. Transpondo isto para os séculos XVIII e XIX, elas estavam convencidas que estavam a praticar uma boa ação, porque a pessoa estava no sofrimento", acrescenta.
Ainda o segundo livro "O povo português: Nos seus costumes, crenças e tradições", as mulheres gritavam à cabeceira do moribundo para afugentar o diabo antes de lhe cravarem os cotovelos sobre o peito, comprimindo-lhe a caixa torácica. "Não seria com pancadas, porque isso iria deixar hematomas e sinais como prova do crime, por isto era crime. Por isso, penso que seria por asfixia", resume.
De acordo com a mesma a publicação, houve vezes em que os próprios doentes pediam "por misericórdia que os não despenassem ainda".
in tsfonline.sapo.pt 
Cartoon de Henrique Monteiro in https://henricartoon.blogs.sapo.pt

UGT PORTALEGRE: Divulga oferta formativa para o distrito em 2020



REGIÃO: Bancária suspeita de desviar dinheiro a idosos

Antiga funcionária da agência da CGD no Crato vai ser julgada
Uma antiga funcionária da agência da Caixa Geral de Depósito (CGD) no Crato, no distrito de Portalegre, vai ser julgada por suspeita de ter desviado quantias monetárias de clientes idosos, informou o Ministério Público.
Em comunicado publicado na página da Internet da Procuradoria da Comarca de Portalegre, o Ministério Público (MP) indicou que já requereu o julgamento da arguida, que está acusada da prática dos crimes de peculato e falsificação.
Fontes judiciais indicaram à agência Lusa que a mulher tem 38 anos e que trabalhou nas agências da CGD do Crato e de Fronteira, também no distrito de Portalegre, tendo já saído do banco público.
Segundo o MP, a arguida, no exercício das suas funções, “emitiu inúmeros recibos de levantamento em nome de clientes da CGD e sobre as contas de depósito à ordem e de poupança da titularidade destes, apondo as assinaturas dos respetivos clientes sem a sua solicitação, conhecimento ou autorização”.
Depois, acrescentou, a arguida “munida de tais documentos forjados, procedeu ao levantamento em numerário das correspondentes quantias monetárias que tinha aposto nos aludidos recibos de levantamento, apropriando-se destas”.
in tvi24.iol.pt - 21/02/2020

Ródão apurou representantes para a fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura


A Biblioteca Municipal José Baptista Martins, em Vila Velha de Ródão, acolheu, no dia 13 de fevereiro, a fase municipal do Concurso Nacional de Leitura, na qual foram apurados os alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclo que vão representar o concelho na fase intermunicipal da prova, que se realiza a 22 de abril, em Castelo Branco.
Com cerca de 65 alunos inscritos, a fase municipal do Concurso Nacional de Leitura incidiu sobre obras incluídas no Plano Nacional de Leitura, nomeadamente, O Rouxinol e o Imperador da China de Hans Christian Andresen (1.º ciclo), Missão Impossível de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (2.º ciclo) e Três Histórias de Amor de Álvaro de Magalhães (3.º ciclo).
O concurso contemplou dois momentos: uma prova escrita sobre as obras a concurso, que serviu para selecionar os quatro melhor classificados de cada ciclo e apurar os alunos que passavam à fase seguinte, e uma prova oral para avaliar a leitura expressiva e a capacidade de expressão e argumentação, que consistiu na leitura de um excerto das obras e na resposta a uma questão colocada pelo júri.
No final, os alunos foram convidados a contribuir com o seu voto no processo de atribuição das classificações aos colegas que participaram na prova oral, o que fizeram com muito entusiasmo e sentido de justiça. 
Contemplada a votação do júri e dos seus pares, os vencedores do concurso foram, do 1.º ciclo, José Barateiro, Diogo Carepo, Rafaela Ribeiro e Ana Raquel Rafael; do 2.º ciclo, Ana Faustino, Virgínia Ribeiro, Lara Tavares e Nádia Ferreira; e, do 3.º ciclo, Diana Ganhão, Afonso Carmona, Leonardo Pereira e Bárbara Levita.
A fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura realiza-se no próximo dia 22 de abril, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco.

21.2.20

Quercus alerta: Olival superintensivo em Veiros - Estremoz ameaça a saúde pública


Projeto de instalação de novo olival superintensivo em Veiros – Estremoz, junto a habitações, ameaça a saúde pública
Quercus exige que o Governo não autorize a instalação deste olival sem estarem salvaguardadas as medidas necessárias de proteção da população
À semelhança do Baixo Alentejo, o Alto Alentejo, sobretudo, em concelhos como Elvas, Avis, Fronteira, Campo Maior ou Évora, continua a ser também alvo da instalação de novas monoculturas intensivas e superintensivas de olival, sem um fim à vista. O olival intensivo, também chamado de olival em sebe, e onde se inclui o superintensivo, está dependente de irrigação artificial e utiliza densidades de plantação que estão entre as 10 e 15 vezes mais árvores por hectare do que o olival tradicional, tendo um nível superior de aplicação de fertilizantes de síntese e produtos fitofarmacêuticos relativamente em relação a este.
São vários os problemas ambientais que têm vindo a ser relatados devido à instalação destas monoculturas superintensivas de olival e que tem a ver com a contaminação do ar, dos solos e da água, diminuição de biodiversidade e degradação dos solos, entre outros, sobretudo derivados às práticas utilizadas e aos produtos agrotóxicos usados regularmente nos tratamentos destes olivais. 
A Quercus tomou agora conhecimento de mais um projeto de instalação de um olival superintensivo, situado na freguesia de Veiros, concelho de Estremoz. Este olival superintensivo, cujas operações de instalação já se iniciaram, localiza-se mesmo junto à periferia da povoação de Veiros (Bairro Baldio da Eira), a escassos metros de muitas habitações, facto que está a provocar a revolta dos cidadãos locais e que a Quercus considera inadmissível e uma real ameaça à saúde pública local.

Preocupada com os impactes que esta instalação poderá ter no ambiente local e na saúde das populações envolventes, nomeadamente problemas ao nível respiratório e de pele, a Quercus exige que o Ministério do Ambiente e o Ministério da Agricultura não autorizem a instalação do referido olival superintensivo sem estarem salvaguardadas as medidas necessárias de proteção da população, e que passam pela criação de uma área de protecção (no mínimo de 200m) em torno das habitações, onde não seja permitida a instalação do referido olival superintensivo.
A Quercus exige também que a criação destas áreas de proteção em torno das habitações, de modo a proteger a saúde pública das populações, seja uma condição imprescindível para a instalação futura de qualquer olival intensivo ou superintensivo, e que, para a instalação deste tipo de culturas seja obrigatório realizar um processo de avaliação de impacte ambiental, que inclua os respetivos estudos de impacte ambiental, devendo o parecer das autarquias ser vinculativo neste tipo de licenciamentos.
A Direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

PONTE DE SOR: Apreensão de material contrafeito

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Ponte de Sor, no dia 19 de fevereiro, apreendeu 19 artigos contrafeitos, no valor estimado de 500 euros, na localidade de Ponte de Sôr.
No âmbito de uma fiscalização de venda ambulante, os militares abordaram um homem e uma mulher que se encontravam a vender material contrafeito, nomeadamente fatos de treino, casacos e calçado, de várias marcas.
Os suspeitos, de 44 e 49 anos, foram identificados e os factos remetidos ao Ministério Público de Ponte de Sor.

20.2.20

NISA: Assembleia Municipal aprovou voto de pesar pelo falecimento do prof. Carlos Cebola

A Assembleia Municipal de Nisa aprovou por unanimidade, na sessão realizada em 14 de Fevereiro, um Voto de Pesar apresentado pela CDU sobre a morte do professor Carlos Cebola, cujo texto abaixo transcrevemos. 
VOTO DE PESAR
Falecido no dia 4 de Fevereiro de 2020, Carlos Dinis Tomás Cebola nasceu em Nisa, no dia 9 de Novembro de 1928.
Estudou em Alcains (Castelo Branco) e em Nisa (Colégio Dr. Durões Correia), tendo concluído o Curso Geral dos Liceus, no antigo liceu Mouzinho da Silveira, em Portalegre.
Fez o Curso do Magistério Primário em Évora e exerceu em Reguengos de Monsaraz, em Montemor-o-Novo e em Luanda (Angola), até 1971. A partir dessa data ocupou, sucessivamente, os cargos de subinspetor escolar, subdiretor do Distrito Escolar de Luanda e inspetor escolar.
Depois de 44 anos de serviço, aposentou-se em 1994, como inspetor principal da Inspeção-geral de Educação.
Viveu em Montemor-o-Novo, onde casou, em 1958, e nasceram os seus dois filhos.
Foi nesta cidade que escreveu as suas peças de teatro, em1956, a “Três Tardes de Três Outonos”; em 1958, “A Cigarra e a Formiga” e em 1961, “A Acácia do Quintal” (apresentada pela RTP e, mais tarde, editada em separata pela revista HUMANITAS do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). 
Em1962 ganhou um segundo prémio no 1º concurso de originais para a RTP, com a peça “O Retrato de Marcelo” e, nesse mesmo ano, a Censura proibiu “Quinto Mandamento” que, no ano seguinte, 1963, foi inexplicavelmente autorizada e acabou por permitir, ao Grupo Cénico da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense, numa encenação de José Saloio, ganhar todos os primeiros prémios, no teatro da Trindade, em Lisboa.
Em 1964, escreveu “João Cidade” que, depois dos necessários ajustamentos, voltou ao palco do Cine - Teatro Curvo Semedo, de Montemor-o-Novo, em 1995, integrada nas Comemorações do 5º Centenário do nascimento de S. João de Deus.
Em 1999, escreveu “Tamar”; em 2008 “Invasões”, no 2º centenário das invasões francesas e em 2012, “Frei Adão”, a única peça ainda não representada.
Em 2005, as Edições Colibri e a Câmara Municipal de Nisa editaram “Nisa, a Outra História” e em 2006, a mesma Editora e a Câmara de Montemor-o-Novo editaram “Em Montemor, o maior...”
Em Luanda escreveu três peças de “Teatro Infantil” para a Companhia Teatral de Angola.
Em 2014 com o apoio da União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão e edição da Colibri foi publicado “Nisa, História e Tradição”.
O Professor Carlos Dinis Tomás Cebola, demonstrou ao longo da sua vida ser uma pessoa empenhada, dedicada e conhecedora das suas raízes, investigou e publicou variados trabalhos sobre a Vila de Nisa.
Ao Prof. Carlos Cebola o nosso sincero agradecimento pelo seu trabalho, empenho e dedicação à Vila que o viu nascer.
Até Sempre Professor!

MONFORTE: Detenção por maus-tratos a animais e resgate de 18 cães subnutridos



O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Monforte e do Núcleo de Proteção Ambiental, deteve um homem de 59 anos, no âmbito de um processo crime de maus-tratos e abandono de animais de companhia, no concelho de Monforte.
Na sequência de uma investigação por maus-tratos a animais de companhia, os militares apuraram que os referidos cães se encontravam subnutridos e que não lhes eram prestados os devidos cuidados de bem estar-animal.
Na sequência das diligências de investigação foi dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária, o que resultou no resgate de 18 cães por se encontrarem subnutridos e sem condições de salubridade. Os animais foram recolhidos pela Câmara Municipal de Monforte, para receberem cuidados veterinários.
O detido foi constituído arguido e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Portalegre.

Arraiolos recebe Festival Terras Sem Sombra

Festival Terras sem Sombra. Convite para o Concerto em Arraiolos. Monika Streitová e Ana Telles. 29 de Fevereiro
Escutar o diálogo tecido entre a flauta e o piano, visitar o mundo da arte tapeteira de Arraiolos, redescobrir uma dádiva do montado, a Bolota.

19.2.20

ÉVORA: A voz e a vez do Legendary Tigerman

Dia 20 de Fevereiro às 22h30
Localização: SOIR - JAA | Évora
​​“Inspirado no velho formato de one-man-band nascido nas margens do Delta do Mississipi”.
É assim que começa o press release de The Legendary Tigerman. E assim tem sido nos últimos 20 anos. A primeira frase sempre foi o mote, a fundação de tudo, quase como um mantra que ecoaria em cada canção de Paulo Furtado. Mas o homem tigre vestiu muitas peles, galgou terreno nos 7 continentes, abraçou cada um de nós, fosse na sala mais pequena do Japão ou no maior festival da Europa.
Tigerman fez-se de muitas formações, muitos formatos para entregar o rock n’ roll como só ele sabe... em doses desmedidas de turbulência e agitação, exatamente como tem de ser. 20 anos depois da estreia a solo, The Legendary Tigerman regressa ao palco novamente sozinho, acompanhado apenas da sua guitarra, um kit de bateria e um kazoo.
​Serão 11 cidades, 11 celebrações do mais puro rock n’ roll e blues. Únicas e irrepetíveis. Únicas e apetecíveis.
“Queria começar um projeto que fosse lendário logo à partida, como uma provocação” dizia, altivo e sagaz, The Legendary Tigerman.
Pois então que se celebrem as provocações no tempo do politicamente correto.
Celebre-se o amor às causas.
Celebre-se o Rock n’ Roll lendário... em cada noite, em cada cidade, como se fosse a última vez.

Contradanças revive tradições de Carnaval em Ródão

No próximo dia 23 de fevereiro, Domingo Gordo, pelas 17h30, o Campo de Feiras, em Vila Velha de Ródão, recebe a iniciativa “Contradanças de Carnaval”, um evento que procura reviver as tradições e hábitos festivos que noutros tempos se associavam a esta época e é dinamizado pela Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, em parceria com o Centro Recreativo e Cultural do Coxerro.
Realizado no âmbito do projeto Beira Baixa Cultural, trata-se de um ateliê temático de cultura que pretende dar a conhecer e reviver os hábitos festivos associados à época carnavalesca no concelho, onde não faltavam os bailes, os caqueiros, o jogo do pote ou enterro do Entrudo e dos compadres e comadres. 
Cofinanciado pelo Portugal2020 e União Europeia, o objetivo do projeto Beira Baixa Cultural é criar eventos de animação cultural que promovam a visitação do território, a sua identidade, comunidade e cultura.
Paralelamente a esta iniciativa, ao longo do dia, decorre também no Campo de Feiras de Vila Velha de Ródão a tradicional Feira de Domingo Gordo, a que se junta, às 15h30, a realização do Desfile de Carnaval, organizado pela Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, em parceria com o CLDS-4G.
Dedicado igualmente ao tema das Tradições de Carnaval, no desfile podem participar as associações do concelho devidamente constituídas, que se devem apresentar sob a forma de um grupo único com um mínimo de 15 elementos.
No final do desfile, um júri constituído por representantes da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e do CLDS-4G, avaliará os concorrentes tendo em conta a alusão ao tema, a originalidade e criatividade e a interatividade com o público, sendo atribuídos prémios aos três primeiros classificados.
A inscrição no Desfile de Carnaval é gratuita e obrigatória, devendo ser realizada através de uma ficha disponibilizada no site da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão (www.cm-vvrodao.pt), que deve ser entregue até dia 17 de fevereiro, no Gabinete de Ação Social, na Biblioteca Municipal.

PORTALEGRE: Apresentação de antologia poética

Publicação do livro "22 Antologia Poética", de autores portalegrenses ou ligados a Portalegre
Sábado, dia 22, às 16:00H
Pátio da Casa Café Concerto
Rua Benvindo Ceia, nº1, 7300-.158 Portalegre 

Alter do Chão entra no espírito carnavalesco

O Carnaval está mesmo aí à porta e, como já vem sendo hábito, também o Desfile de Carnaval dos alterenses pelas principais artérias do Concelho! Neste ano, a tradicional Quinta-Feira das Comadres, dia do desfile, calha a 20 de Fevereiro.
O desfile tem início pelas 14h30, no Edifício da Santa Casa da Misericórdia de Alter do Chão. O caminho dos “mascarados” vai passar, como já referimos, por diversas ruas e locais emblemáticos do concelho, como é o Castelo, o Largo do Município e o Pelourinho.
O desfile é organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Alter do Chão e haverá a participação do Agrupamento de Escolas de Alter do Chão (que participa com alunos desde o pré-escolar até ao secundário), da Banda Municipal Alterense, que dá música aos foliões, e ainda de várias associações locais.

1ª Academia dos Bombeiros Voluntários do Crato

"Saber para Salvar"
Com o objectivo de incentivar e cativar os jovens para voluntariado dentro da instituição, os Bombeiros Voluntários do Crato irão promover a 1ª Academia de Bombeiros Voluntários do Crato.
A iniciativa destina-se a crianças e jovens dos 6 aos 16 anos.
Da Academia farão parte actividades curriculares como:
- Técnicas de socorrismo
- Combate a incêndios florestais
- Combate a incêndios urbanos
- Salvamento e desencarceramento
- Trabalho de equipa
É uma oportunidade para os mais novos conhecerem o mundo dos bombeiros e terem uma experiência que por certo os marcará.
Para mais informações deverão dirigir-se ao Quartel dos Bombeiros ou ligar o 245990030.

18.2.20

ALPALHÃO: Programa do Carnaval Alpalhoeiro


Alunos de Ródão alcançam 3.º e 4.º lugar no Corta Mato Nacional do Desporto Escolar


Os alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão Ricardo Rodrigues e Diana Fontelas ficaram classificados no 3.º e 4.º lugar das suas categorias, respetivamente, na fase nacional do Corta Mato Escolar, encontro que decorreu nos dias 14 e 15 de fevereiro, na Figueira da Foz. 
O Corta Mato Nacional é uma das provas mais emblemática do calendário desportivo anual do Programa do Desporto Escolar, tendo a competição sido organizada localmente pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares –Direção de Serviços da Região Centro, com a Coordenação Local do Desporto Escolar de Coimbra, sob a égide da Direção-Geral da Educação – Divisão de Desporto Escolar.
A prova contou com a presença de aproximadamente 1200 alunos e professores, que representaram as 24 Coordenações Locais do Desporto Escolar, das cinco Direções de Serviços Regionais (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) e ainda da Região Autónoma dos Açores.
Os alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão já haviam disputado as duas etapas anteriores da competição, nomeadamente a fase escolar e a fase regional, tendo sempre contado com o apoio do Município de Vila Velha de Ródão.
O Município de Vila Velha de Ródão felicita os alunos pelo seu excelente desempenho nesta competição, cujos resultados nos enchem de orgulho e são um exemplo de superação e empenho que a todos nos inspira.

PORTALEGRE: Abertas inscrições para Residência Artística

O Município de Portalegre informa que estão a partir de hoje, 17 de fevereiro, e até ao dia 6 de março, abertas as inscrições para participação no programa de residências artísticas de artes performativas e visuais "Conviver na Arte – Movimento. Imagem. Som."
Este programa promove a criação artística contemporânea com o objetivo de estimular o panorama cultural de zonas transfronteiriças, através da captação de artistas e criadores, proporcionando-lhes recursos, infraestruturas e espaços para o desenvolvimento das suas práticas artísticas.
Para formalizar a candidatura, deverá enviar a ficha de inscrição disponível em www.cm-portalegre.pt, para o e-mail conviver.arte@cm-portalegre.pt, até ao dia 6 de março.
A residência artística "Conviver na Arte – Movimento. Imagem. Som", que se realiza em Portalegre entre os dias 26 de março e 3 de abril, tem como objetivo geral promover o intercâmbio de culturas e expressões artísticas em contexto de residência, potenciando sinergias e criando pontes entre os artistas, a cidade, a comunidade e o património.
Os artistas/criadores portugueses e espanhóis, selecionados mediante convocatória, desenvolverão projetos individuais e coletivos nas áreas da dança, performance, novo circo, fotografia, vídeo, instalação, interatividade, música, sonoplastia e outras expressões, sob a tutoria de Sara Afonso (dança), Luís Vintém (imagem) e Chloé Bird (música).
Esta residência artística é promovida pelo Município de Portalegre com a parceria da Fundación Antonio Gala para Jóvenes Creadores e da Universidad de Salamanca, e financiado pelo FEDER, através do programa INTERREG V-A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, enquadrando-se no Projeto 1234_REDES_CON.
Para mais informações consulte www.cm-portalegre.pt.

17.2.20

CAMPO MAIOR: Detido por tráfico de estupefacientes e condução sem habilitação legal

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Campo Maior, no dia 15 de fevereiro de 2020, deteve um indivíduo com 41 anos, pelo crime de Tráfico de Estupefacientes e condução sem habilitação legal.
Numa ação de fiscalização rodoviária e na tentativa de abordagem de um veículo para controlo e fiscalização, o condutor deste veículo colocou-se em fuga tendo acabado por se despistar contra um muro após um quilómetro em fuga. Depois da patrulha prestar o devido auxílio e se certificar que os dois ocupantes não tinham sofrido ferimentos, foi confirmado que o condutor da viatura não estava habilitado a conduzir, sendo de imediato detido.
No seguimento da fiscalização foi realizada uma busca ao veículo e revistas aos ocupantes, tendo sido apreendido o seguinte material:
§  276 doses de liamba;
§  Um veículo automóvel;
§  Dois telemóveis.
Após ter sido encontrado o produto estupefaciente, o detido tentou realizar uma fuga apeada, mas sem sucesso. Perante o cenário compareceu no local um outro indivíduo, de 28 anos, que na tentativa e insistência de diálogo com o detido, foi reconhecido pelos militares acabando também ele por ser detido por existência de um mandado de detenção pendente.
Os factos foram comunicados ao Ministério Público do Tribunal Judicial de Elvas.

16.2.20

OPINIÃO: O estado de saúde deste Orçamento

Apesar das evidências, finalmente descobriram, que Portugal foi um “offshore” de Isabel dos Santos. Bolsonaro e André Ventura, também, finalmente descobriram, ou querem disfarçar que não sabiam, que têm neonazis nas suas hostes. Após o tsunami Luanda Leaks, o mundo entra em quarentena com o coronavírus, mas as epidemias, também alastram na economia, na política e na sociedade e nem os ingleses, agora fora da União Europeia, estão imunes.
Depois de terem oferecido o BPN a Isabel dos Santos, o poder político em Portugal continuou a fazer de conta que não sabia de nada. O “vírus Isabelinha” atacou o Estado angolano, a quem Rui Machete, ministro português do calamitoso governo de Passos Coelho, se ajoelhou e pediu desculpas por Portugal estar a investigar dirigentes angolanos.
Isabel dos Santos apertada pelo seu próprio partido e a ser denunciada por um consórcio internacional de jornalistas, apoiado pelo agora detido Rui Pinto, perdeu finalmente o direito à passadeira vermelha em Portugal. A banca, governantes e grupos económicos, assim como PCP, PS, PSD e CDS, andaram curvados perante quem roubou o seu povo e lavava o dinheiro por todo o lado.
Este “vírus” fez desaparecer mais de 50 milhões de euros do Eurobic, o gestor de conta apareceu morto e pelos vistos, também fez desaparecer o antigo ministro de Cavaco Silva, Mira Amaral… É mais um Banco em mãos espanholas e como não estamos imunes, falta saber que consequências vão ter os portugueses, com os negócios da mulher mais rica de África, acusada de roubar o povo angolano.
Enquanto a ministra da agricultura se prepara para termos sucesso com as desgraças na China, o mundo não está preparado para o covid-19; mas o problema não é só este vírus grave na China, onde morreu o médico que fez o alerta para este vírus, perseguido e silenciado pelo regime opressivo, no passado mês de dezembro de 2019.
Na República Democrática do Congo, em 2019, morreram cerca de 4500 crianças, vítimas de sarampo. Em 2018, segundo a Organização Mundial de Saúde, o sarampo matou mais de 140 mil pessoas; nesse mesmo ano, uma epidemia de gripe por um vírus grave resultou em 61 mil vítimas nos EUA, com 45 milhões de infetados.
Donald Trump foi “amnistiado” pelos conservadores e cantou vitória neste mundo turbulento, onde os alarmes na saúde mundial podem vir a ser contagiantes, até na economia global, com o capitalismo desprovido de antídotos eficazes. No entanto, Centeno, já de malas feitas, está confiante e considera-se imune, mesmo com a dívida pública a subir em 2019 e a comprovar-se que os portugueses perderam poder de compra.
Mas os holofotes estão virados para um défice “honrosamente” histórico, em contrapartida com a histeria do consumismo baseado no crédito… Os salários dos portugueses são dos mais baixos da zona euro, atacados nos bens essenciais, como a eletricidade e as telecomunicações das mais caras da Europa. E o endividamento prossegue de forma assustadora, com a subida do crédito ao consumo a alimentar a fera financeira, que já só tem dentes e morde tudo o que pode!
No Orçamento de Estado, perdemos a hipótese de distinguir entre o IVA da eletricidade, como um bem de primeira necessidade e os artigos de luxo. O PCP complicou por uma questão de calendário, o PSD retirou-se engasgado e o CDS acabou por defender a carga fiscal que critica; o PAN votou o contrário do que defendia há pouco tempo e a deputada independente, Joacine Katar Moreira esqueceu a promessa de cumprir o programa que a elegeu e todos estes deram uma mãozinha ao PS, que mantém uma taxa que criticou quando foi oposição.
A venda da EDP e as rendas milionárias garantidas por governos, PS e do PSD/CDS tornam a eletricidade mais cara e essas rendas são alimentadas à custa de muitos sacrifícios, em especial no inverno, em que nem todos se podem aquecer e umas centenas de pessoas morrem.
E se o sistema judicial continua a ser uma dor de cabeça, pela falta de capacidade nos casos de corrupção, na magistratura, o caso da novela de Tancos é uma demonstração da fragilidade do Ministério Público. É a prova de como a impunidade de certas classes profissionais continuam a manchar a nossa democracia; e falar da caducidade do nosso sistema militar é tabu, passível de acusação de antipatriotismo.
Depois de termos ficado a conhecer, através do Tribunal de Contas, o estado caótico e a falta de saúde das infraestruturas, como pontes, viadutos, túneis e linhas de comboio, um dia vamos perceber o estado de saúde deste orçamento…
Paulo Cardoso -14-02-2020 - Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre

ÉVORA: "Évora Riso Clube"

2º Encontro – com surpresa de Carnaval 
Horário: 11h00 - 12h00 - 25 de Fevereiro
Localização: Círculos de Transformação - Évora
O Clube do Riso é um evento para os participantes do Yoga do Riso se encontrarem e praticarem em conjunto. O primeiro Clube do Riso foi formado pelo Dr Mandan Kataria em 1995, na Índia. Hoje existem mais de 16.000 Clubes do Riso espalhados por mais de 100 países. Existem clubes no Brasil, em Portugal, Cabo Verde (em língua portuguesa) e noutros países ao redor do mundo. 

RÓDÃO: A realizadora Inês Oliveira apresenta curtas-metragens na Casa de Artes e Cultura do Tejo

A realizadora Inês Oliveira, que estará em Vila Velha de Ródão a trabalhar no seu mais recente projeto cinematográfico entre 19 e 24 de fevereiro, apresenta na próxima quinta-feira, 20 de fevereiro, na Casa de Artes e Cultura do Tejo duas curtas-metragens.
Pelas 15h30 será exibida a curta “O sapo e a rapariga”, destinado ao público juvenil e, pelas 17h30, será apresentado no mesmo local o filme “Vira Chudnenko”, que ganhou o prémio de melhor filme da competição nacional no Doc Lisboa de 2017. 
A exibição dos filmes, de entrada livre, será seguida de uma conversa com a realizadora.

15.2.20

SAÚDE: 15 de Fevereiro. O Dia Internacional da Criança com Cancro e o tanto que ainda há por fazer

Não caberia nos limites deste artigo dizer o que se fez de bom nos últimos anos. Porém, e acima de tudo, não caberia nos limites deste artigo dizer o que falta fazer, ou o que se faz de forma deficiente.
Hoje, um pouco por todo o mundo, há uma comunidade alargada de pessoas que fala de oncologia pediátrica; dito de forma talvez mais crua, falam de cancro em crianças (bebés, até) e jovens. São 300.000 casos por ano nos cinco continentes, com uma taxa de sobrevivência que ronda os 80% nos países mais desenvolvidos, ou os 20% nos países menos desenvolvidos, o que não deixa de ser um cruel retrato do fosso que ainda existe entre uns e outros.
Reduzimos os valores da estatística mundial e fixamo-nos em Portugal: 400 casos por ano, talvez, com uma taxa de sobrevivência de 80%: significa isto que uma criança em cada cinco não se cura. Os números são claramente animadores, mas é preciso lembrar que dois terços dos que sobrevivem viverão com efeitos colaterais a longo prazo.
Não caberia nos limites deste artigo dizer o que se fez de bom nos últimos anos. Porém, e acima de tudo, não caberia nos limites deste artigo dizer o que falta fazer, ou o que se faz de forma deficiente: a falta de investigação em oncologia pediátrica ou a insuficiência dos ensaios clínicos, o que implica o não investimento em medicamentos para as crianças; a não existência de um Registo Oncológico Pediátrico que permita conhecer em detalhe a realidade portuguesa, compará-la com outras realidades e adoptar medidas públicas direccionadas; o seguro de vida para compra de habitação própria é proibitivo para um sobrevivente de cancro infantil, o que configura uma injustiça em cima de outra injustiça; a ausência de resposta cabal de consultas de acompanhamento a sobreviventes lança-os num deserto de incertezas inaceitável.
Podemos ainda falar na questão educativa, com a falta de condições nalgumas escolas. Por último, sem que de modo algum se esgote o que falta ainda fazer, temos de ir mais longe nos apoios sociais e laborais a famílias que se desestruturam por causa de um filho pequeno diagnosticado com cancro. Ou talvez possamos questionar-nos, numa abordagem cruel mas, infelizmente possível, se faz sentido os 5 dias de luto para quem perde um filho.
O sucesso da Acreditar é um percurso, não um destino. Não baixaremos os braços no nosso desejo de alterar práticas ou legislação existente, respondendo aos anseios de pais e sobreviventes que nem sempre entenderão as opções políticas do momento. Insistiremos – uma e outra vez – com os partidos, decisores ou outros influenciadores. O cancro infantil é a principal causa de morte nas crianças, depois dos acidentes, seja aqui ou no resto do mundo.
Telefonam-me um mês destes: uma amiga de uma amiga tem um filho em fase de diagnóstico no IPO de Lisboa. O miúdo – porque é um miúdo de 11 anos — tem uns pais angustiados e uma irmã mais pequena que se interroga, que sofre, que está baralhada. Telefonaram-me um dia destes: o miúdo foi internado no 7.º piso do IPO de Lisboa.
(O piso da pediatria é um local que conheço de outros tempos, percorrido por algumas pessoas que conheço desse tempo e de tempos mais actuais. É uma ilha de confiança, de competência, de saber e de dedicação num mar angústias).
A mãe, com quem falo largamente, sente-se um pouco perdida: o olhar de uma mãe sobre um filho que sofre é diferente (e realço o diferente, sem ser melhor nem pior) do que o olhar de um pediatra sobre uma criança doente, e essa diferença de olhares nem sempre é favorável aos pais. Falamos de alimentação, de queda de cabelo, da necessidade de reforçar os vínculos do casal, da importância de dar atenção à irmã ou de exteriorizar as angústias, para que não se tornem num buraco negro da alma.
Não conheço o miúdo nem os pais. Mas hoje, 15 de Fevereiro, Dia Internacional da Criança com Cancro, este miúdo é, para mim, uma espécie de lugar geométrico dos 400 novos casos por ano em Portugal e do tanto que ainda há por fazer, aqui ou no mundo inteiro (mundo onde a cada três minutos há uma criança que morre com cancro). Hoje, este miúdo faz-me lembrar a desestruturação das famílias nestas situações, o sofrimento dos pais e a certeza de que temos — associações, decisores políticos, gestores — muito caminho pela frente.
Sobre a Acreditar
A Acreditar, Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro existe desde 1994. Presente em quatro núcleos regionais: Lisboa, Coimbra, Porto e Funchal, dá apoio em todos os ciclos da doença e desdobra-se nos planos emocional; social e jurídico. Em cada necessidade sentida, dá voz na defesa dos direitos das crianças e jovens com cancro e suas famílias.
Opinião de João de Bragança

14.2.20

NISA: A morte de Carlos Cebola, o "menino" que queria ser músico


"Em menino sempre sonhei que, um dia, quando fosse grande, havia de ser artista. Músico ou pintor. Mas, quando terminada a escola primária esperei que me destinassem à António Arroio, em Lisboa, puseram-me uma mala na mão e mandaram-me para o seminário, em Alcains. Anos mais tarde, quando manifestei a vontade de seguir uma carreira musical, foram-me logo dizendo que "com as notas da música não se compram os melões". E acabo inspector escolar. Hoje, também é uma arte. Embora uma daquelas que nada, ou muito pouco, tem a ver com aquela que, aqui, nos juntou: a Música."   in "Música e Comunicação" - 1982
Carlos Dinis Tomás Cebola, o Inspector Cebola, faleceu no passado dia 4 de Fevereiro no Hospital de Évora, aos 91 anos de uma vida dedicada à Educação e à Escrita. O seu funeral realizou-se em Montemor-o-Novo, sua cidade adoptiva e constituiu enorme manifestação de pesar.
Carlos Dinis Tomás Cebola nasceu em Nisa a 9 de Novembro de 1928. Após a instrução primária, estudou no seminário de Alcains e em Nisa, no Colégio do Dr. Durões Correia, tendo concluído o Curso Geral dos Liceus, no antigo liceu Mousinho da Silveira em Portalegre. 
Fez o Curso do Magistério Primário em Évora e exerceu como professor em Reguengos de Monsaraz, Montemor-o-Novo, que viria a ser a sua terra de adopção e Luanda (Angola) até 1971. A partir dessa data ocupou, sucessivamente, os cargos de Sub-Inpector Escolar, sub-director do Distrito Escolar de Luanda e Inspector Escolar, tendo-se aposentado em 1994, como inspector principal da Inspecção Geral de Educação, após 44 anos de serviço.
Residia em Montemor-o-Novo, onde havia casado em 1958 e lhe nasceram os seus dois filhos. Foi também nesta vila, que ascendeu a cidade em 1988, que escreveu as suas peças de teatro, a partir de 1956, com "Três Tardes de Três Outonos"; em 1958 "A Cigarra e a Formiga" e em 1961 "A Acácia do Quintal", apresentada pela RTP e mais tarde editada em separata pela revista Humanitas do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 1962 ganhou um 2º prémio no 1º concurso de originais para a RTP com a peça "O Retrato de Marcelo" e, nesse mesmo ano, a censura proibiu "Quinto Mandamento", proibição que, no ano seguinte (1963) foi levantada, sem qualquer explicação e autorizada a sua representação, que acabou por permitir ao Grupo Cénico da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense, numa encenação de José Saloio, arrebatar todos os primeiros prémios em disputa no Teatro da Trindade, em Lisboa.
Em 1964 escreveu "João Cidade" peça que, após alguns ajustamentos, voltou a ser representada no Cine Teatro Curvo Semedo, em 1995 e integrada nas comemorações do 5º centenário de S. João de Deus, patrono da cidade montemorense.
Em 1999 escreveu "Tamar", em 2006 "Em Montemor, o Maior..." livro dedicado a S. João de Deus, editado pela Colibri e patrocinado pela autarquia montemorense, "Invasões" em 2008, no segundo centenário das Invasões Francesas, e em 2012 "Frei Adão", peça sobre uma figura religiosa nisense e a única que ainda não foi representada. Em Luanda escreveu três peças de teatro infantil para a Companhia Teatral de Angola.
A Nisa, sua terra natal, dedicou, em 2005 "Nisa, a Outra História", estudo no qual apresenta uma nova versão sobre as origens da vila, sustentada na sua ligação aos Templários e em 2014 "Nisa, História e Tradição", edição apoiada pela União de Freguesias de Nisa. 
Nisa, a música, o artesanato, o associativismo, a história local e as tradições, estiveram sempre na primeira linha do pensamento de Carlos Cebola. À terra-mãe, se deslocava sempre que a saúde o permitia, fosse para a apresentação dos seus livros ou para a participação em colóquios ou eventos para que era convidado, como a apresentação pública dos primeiros alunos da Escola de Música da Sociedade Artística Nisense, da qual saiu uma notável conferência publicada num opúsculo sob o título "Música e Comunicação" e editada pela Câmara Municipal em 1982, e um outro sobre a figura de Mestre Félix, cidadão nisense com uma vida dedicada à música. A Nisa deu Carlos Cebola um contributo assinalável, colaborando, desde os anos 60 em todos os jornais que nesta vila se publicaram, desde Luanda com as suas "Crónicas de Angola" para o "Correio de Nisa" até ao "Jornal de Nisa", com textos de excelente nível, abordando os mais diversos temas da cultura, da história local e não se eximindo até, de dar as suas opiniões sobre temas e problemas locais, mostrando dessa forma que, mesmo longe, o seu coração nizorro não deixava de pulsar pelo desenvolvimento da terra e do concelho.  Em 2006, aquando da apresentação do livro "Em Montemor, o Maior..." na Biblioteca Municipal Almeida Faria, tive o privilégio de testemunhar  a homenagem, o apreço e gratidão dos montemorenses, dos mais novos aos mais idosos, por um filho adoptivo da sua cidade. Não admira, por isso, que a Theatron - associação cultural, tenha agraciado o cidadão, o escritor, o teatrólogo, Carlos Cebola,  com o título "Sócio Honorário". 
A autarquia montemorense, se for justa, far-lhe-á o merecido preito de homenagem. O mesmo se espera do Município de Nisa, terra onde nasceu, viveu e sobre a qual escreveu textos de grande valor histórico e cultural e que, ainda hoje, mantém gritante actualidade.
Nisa e Montemor-o-Novo, com a morte de Carlos Dinis Tomás Cebola, perderam um cidadão interveniente, lúcido, vertical, um escritor de memórias e histórias que hão de perdurar por muito tempo.  Que o seu exemplo frutifique!

Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 11/2/2020

12.2.20

TOLOSA: Animação de Carnaval


SERPA: Feira do Queijo do Alentejo

De 28 de fevereiro a 1 de março, o Município de Serpa promove mais uma edição da Feira do Queijo do Alentejo, no Parque de Feiras e Exposições. Entrada livre.
Sexta-feira, 28 de fevereiro
11.00 h Cerimónia de abertura 
11.30 h 5.º Concurso de Ovinos de Raça Île de France» Pavilhão dos Ovinos 
11.30 h “A Queijaria vai à Feira” – Oficina prática de queijo» Stand da EPDRS – Pavilhão Principal 
12.00 h Receção aos convidados e expositores» Academia do Queijo – Pavilhão Principal 
14.00 h – 15.30h Sessão técnica: Apresentação do projeto “iCheese –Cynara Innovation for best Cheese” Academia do Queijo –Pavilhão Principal (ver programa específico) 
14.30 h Demonstração de tosquia» Pavilhão dos Ovinos
16.00 h – 17.00 h Oficina de cozinha » Academia do Queijo – Pavilhão Principal (ver programa específico).

ARRONCHES: XII Duatlo de Arronches

Dia 23 de fevereiro (domingo), pelas 11H30, com partida e chegada na Zona Desportiva de Arronches.
Inscrições em www.federacao-triatlo.pt ou através do e-mail inscricoes@federacao-triatlo.pt

PORTALEGRE: Quinzena gastronómica "Comidas da Matança"

A Câmara Municipal de Portalegre organiza, de 15 de fevereiro a 1 de março, mais uma quinzena gastronómica, desta vez dedicada às “Comidas da Matança”. Esta quinzena, em que o paladar está em primeiro lugar, tem também como objetivo fundamental a divulgação dos estabelecimentos de restauração do concelho.
A este desafio, responderam 22 restaurantes, onde os comensais provarão produtos que resultam de uma tradição milenar da nossa região, de um saber e de um sabor muito nossos. A partir do porco, um dos animais fundamentais para a dieta alentejana, poderão ser degustadas entradas e pratos que fazem parte do nosso imaginário gastronómico, desde as Sopas de Cachola, as Febrinhas do Alguidar, as Migas de Batata com Entrecosto Frito, até à Carne de Porco à Alentejana, a Entremeada, a Miolada com Rim, as Bochechas, o Cachaço de Porco Assado, sem esquecer o Toucinho Frito, o Paio de Porco Preto, os Abanicos, os Lagartinhos, a Linguiça e a Farinheira, comidas que são parte única do nosso património imaterial, tão rico e fundamental para a nossa economia, que há que preservar e divulgar.
A “Comidas da Matança” será a primeira quinzena gastronómica de 2010 organizada pelo Município de Portalegre, num ano em que se dará também grande destaque aos “Sabores da Páscoa & Doces Conventuais”, aos “Santos e Sardinhadas”, às “Comidas com Cebola” e aos magníficos “Vinhos de Portalegre”.
Convidamos os habitantes do concelho e os muitos turistas que nos visitam, a desfrutar as ementas de mais de duas dezenas de restaurantes portalegrenses, em que a simpatia e o profissionalismo imperam, e onde o Porco é rei.