30.6.24
CULTURA: Morreu o Mestre Cargaleiro
Manuel Alves Cargaleiro, Ceramista e Pintor, nasceu em Chão das Servas (Vila Velha de Ródão), a 16-03-1927, e faleceu em Lisboa, a 30-06-2024. Pintor, Gravador, Ceramista e Ilustrador. Ainda criança, com 2 anos de idade, foi residir para Almada.
Frequentou a Faculdade de Ciências de Lisboa, que abandonou para se dedicar às artes plásticas. Ingressou então na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.
Sob a orientação do Pintor-Ceramista Jorge Barradas, estudou Cerâmica. Mais tarde foi Professor da mesma modalidade na Escola de Artes Decorativas, em Lisboa, exercendo então grande actividade como Pintor Ceramista, ganhando, em 1954, o Prémio Nacional de Cerâmica.
Em 1957, estudou em Itália como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura e, em 1958, em França, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Esteve no Brasil, em 1964, a convite do Ministério das Relações Exteriores daquele País.
Foi como Ceramista que iniciou a sua actividade artística, sob a orientação de Jorge Barradas, estreando-se no I Salão de Cerâmica Moderna, em 1949, apresentando azulejos com motivos decorativos abstractos.
Galardoado com o prémio nacional de cerâmica, em 1954, efectuou painéis cerâmicos para edifícios públicos e ilustrou livros de poesia, em Portugal e em França.
Entre 1954 e 1957, foi professor de cerâmica na Escola António Arroio (Lisboa), período durante o qual continuou a acumular galardões: recebeu o Diplôme D’Honneur de L’Académie Internationale de la Céramique (Cannes, 1955) e o primeiro prémio do concurso de cerâmica para a Cidade Universitária. Instalado em Paris a partir de 1957, obteve uma bolsa da Fundação Gulbenkian, passando a dedicar-se exclusivamente á pintura, tendo privado com Maria Helena Vieira da Silva, de quem sofreu a influência.
Nos trabalhos a óleo, bem como nos guaches, tem mantido a mesma utilização repetitiva de elementos geométricos, ligada à estrutura formal que encontrou no azulejo. Desta abstracção formal não estão, porém, ausentes sinais de ligação com o real, nas sugestões da presença urbana ou na construção imaginária de uma paisagem.
Conhecido internacionalmente, sobretudo pela sua pintura a óleo e a guache, Manuel Cargaleiro conseguiu, igualmente, no estrangeiro, enorme reputação no domínio da Azulejaria. O Ministério da Cultura de França encomendou-lhe importantes painéis cerâmicos, que estão colocados em Limoges, Puy-de-Dôme, Antibes Royan, entre outras localidades.
Está representado em diversos Museus de Portugal, França, Bélgica, Itália, Suíça, Brasil, Israel, Estados Unidos da América e Japão.
Agraciado com a ordem da Cruz de Santiago da Espada (1982) e com o grau de Officier des Arts et des Lettres (França, 1984), realizou várias exposições individuais. Na década de 80, concebeu os painéis de azulejos presentes na Estação do Colégio Militar do Metropolitano de Lisboa e a sua obra, entretanto continuada, encontra-se dispersa por diferentes museus e colecções particulares.
O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora (Avenida Manuel Cargaleiro); Castelo Branco (Museu Manuel Cargaleiro); Vila Velha de Ródão (Rua Mestre Manuel Gargaleiro).
AVIS: População do concelho manifesta-se em Portalegre pelo Direito à Saúde
Realiza-se no próximo dia 03 de julho, pelas 10h30, junto ao Hospital Distrital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, uma manifestação pela defesa do direito à saúde da população do Concelho de Avis.
Cerca de 6 meses depois do protesto realizado junto ao Centro de Saúde de Avis que mobilizou centenas de pessoas, os problemas registados ao nível dos serviços de saúde prestados pelo Serviço Nacional de Saúde no Concelho de Avis permanecem sem alterações, deixando a população sem cuidados de saúde essenciais. A falta de médicos no Concelho de Avis continua a ser o maior problema: existe apenas um médico efetivo a meio termo e dois em regime de prestação de serviços, sendo que um deles tem estado de licença ao longo dos últimos meses.
A população do Concelho de Avis necessita de soluções urgentes no acesso aos cuidados de saúde, comprometidos quer pelo deficiente funcionamento do Centro de Saúde de Avis, quer pela falta de atendimento das populações nas Extensões nas Freguesias que, sem recursos humanos suficientes, não prestam o serviço que deveriam, ou simplesmente, continuam encerradas.
Esta ação é promovida pelo Município de Avis e pelas Freguesias/Uniões de Freguesias do Concelho, sendo assegurado o transporte dos participantes que devem inscrever-se até dia 01 de julho nas Juntas e Uniões de Freguesia do Concelho.
A saúde é um direito de todos. Faça ouvir a sua voz!
Participe.
SAÚDE: A relação entre o álcool e o fígado: um apelo à consciência
Semana da Consciencialização para o Álcool decorre de 1 a 7 de julho
O fígado é um órgão que desempenha um papel crucial no metabolismo e na desintoxicação do corpo, sendo responsável pela metabolização do álcool através de vários processos bioquímicos. No entanto, quando a ingestão de álcool é elevada, estas capacidades podem ser comprometidas. Com o tempo, esta sobrecarga pode levar ao desenvolvimento de doenças hepáticas, como a esteatose hepática (fígado gordo), hepatite alcoólica e cirrose hepática.
A esteatose hepática é, frequentemente, o primeiro estádio da doença hepática relacionada com o álcool. Caracteriza-se pela acumulação de gordura nas células do fígado e é, muitas vezes, assintomática. No entanto, se não for controlada, pode progredir para formas mais graves de doença hepática.
A hepatite alcoólica, por exemplo, é uma inflamação do fígado que pode causar sintomas como febre, icterícia e dor abdominal. Esta condição pode ser grave e, em alguns casos, fatal. A progressão da doença hepática alcoólica pode culminar na cirrose hepática, uma condição em que o tecido hepático saudável é substituído por tecido cicatricial. Este processo impede o fígado de funcionar corretamente e pode levar a complicações ainda mais graves, incluindo insuficiência hepática e cancro do fígado.
Quando já existe cirrose, ela é muitas vezes irreversível, mas a sua progressão pode ser retardada ou mesmo evitada através da abstinência do álcool.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, não existe uma quantidade de álcool que possa ser considerada inteiramente segura. Mesmo pequenas quantidades, que ultrapassem um a dois copos por semana de qualquer bebida alcoólica, podem ser prejudiciais, pois os efeitos do álcool dependem das características pessoais e do estado de saúde de cada indivíduo. Fatores como a genética, o estado nutricional e a presença de outras doenças podem influenciar a suscetibilidade de uma pessoa ao dano hepático induzido pelo álcool.
Durante a Semana da Consciencialização do Álcool, a APEF encoraja todos a reavaliar os hábitos de consumo de álcool. Adotar uma abordagem consciente e informada pode não só proteger o fígado, mas também melhorar a saúde geral e a qualidade de vida. A prevenção é a melhor estratégia e, para isso, a educação e a sensibilização são ferramentas essenciais!
* Artigo de Opinião de Arsénio Santos, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)
29.6.24
CASTELO DE VIDE: Concerto assinala 80º Aniversário de Salgueiro Maia
SEGUNDA-FEIRA, 1 DE JULHO
📣 1944-2024: 80 ANOS DO NASCIMENTO DE SALGUEIRO MAIA COM UM IMPERDÍVEL CONCERTO
(entrada livre)
ÉVORA: Férias Corais Jovens 2024 | Coral Évora
Este campo de férias corais é uma iniciativa que tem na excelência musical um dos seus principais objetivos, tendo, no entanto, uma forte dimensão social e pedagógica, promovendo a integração social e o convívio através da música e do canto coral.
Este projeto pretende criar eventuais parcerias com instituições do concelho de Évora, escolas, universidade, empresas privadas, município e juntas de freguesia, e toma forma ao poder juntar participantes de Conservatórios e Escolas de Música de todo o país, com conhecimentos musicais, a crianças com pouca, ou nenhuma, experiência neste campo.
O resultado deverá ser uma experiência enriquecedora para todos.
30 junho 2024 - 6 julho 2024
Horário: segunda a sexta das 9h às 18 h
Escola Manuel Ferreira Patrício - Avenida Eng.º Arantes de Oliveira
entrada: 120€
mais informação
www.facebook.com/profile.php?id=100044800946699
28.6.24
Movimento Ibérico Antinuclear congratula-se com anúncio de encerramento da Central Nuclear de Almaraz
O Movimento Ibérico Antinuclear acolhe com satisfação a notícia de que a empresa pública ENRESA, responsável pela gestão de resíduos radioativos, iniciou o processo de concurso para serviços de engenharia destinados ao desmantelamento da central nuclear de Almaraz, na província de Cáceres, junto ao Tejo, a cerca de 100 km da fronteira com Portugal.
De acordo com o programa de operação e desmantelamento de instalações nucleares em Espanha, inserido no VII Plano Geral de Resíduos Radioativos, a data de cessação da exploração das Unidades I e II de Almaraz está fixada para novembro de 2027 e outubro de 2028, respetivamente.
O MIA tem lutado há muitos anos pelo encerramento desta central que constitui um perigo para Espanha e também para Portugal.
O MIA espera que seja feito um plano social para a reconversão profissional dos trabalhadores da central e que possam ser criados empregos verdes e dignos para todos.
Lisboa, 27 de Junho de 2024
A Comissão Coordenadora do MIA em Portugal
27.6.24
CABRELA: “Alentejo World Heritage Festival” homenageia Fado, Cante Alentejano e Morna
O programa irá celebrar o encontro de culturas entre Portugal e Cabo Verde
O “Alentejo World Heritage Festival” está de regresso à vila alentejana de Cabrela, em Montemor-O-Novo, nos dias 28, 29 e 30 de Junho, para uma edição que vai homenagear o Fado, o Cante Alentejano e a Morna, tradições musicais reconhecidas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
O programa irá, ao longo de três dias, celebrar o encontro de culturas entre Portugal e Cabo Verde, num formato «à sombra», que leva o público a conhecer os encantos e recantos desta vila alentejana.
Para o dia 28 de Junho está agendada uma atuação da tour ‘Portuguesa’ de Carminho. Ainda no arranque do Festival, Marco Oliveira e Ricardo Parreira vão apresentar aos mais novos aquela que é a maior fadista portuguesa do século XX com um concerto dedicado à vida e obra de Amália Rodrigues.
No programa do “Alentejo World Heritage Festival” destaca-se ainda a projeção do documentário “Cesária Évora”, que dá a conhecer a todos a história da “Barefoot Diva”, a cantora mais internacional de Cabo Verde.
Na noite de 29 celebra-se a diversa e cultura cabo-verdiana com um jantar dançante, com mornas e cachupa, ao som dos músicos Leonel Almeida e Nando Andrade. O dia termina com um concerto das vozes e ritmos de Nancy Vieira, Cristina Clara, Batucadeiras Freireanas Guerreiras e Daniel Bernardes.
Para o último dia do festival, 30 de Junho, está marcado um recital de canto e piano com a soprano Susana Gaspar e o pianista Nuno Vieira de Almeida, dupla que vai homenagear os 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões.
A agenda fica completa com a atuação do Grupo Coral Fora d’Oras de Montemor-o-Novo, que encerrará o festival com concerto que funde as culturas celebradas nesta 2ª edição do “Alentejo World Heritage Festival”.
A Casa do Povo e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição são dois dos espaços da Vila de Cabrela que vão ser palco, ao longo dos três dias, das expressões musicais consideradas Património Imaterial da Humanidade.
Programa:
28 de Junho
16h00: Concerto para crianças – “Amália já sei quem és”. Entrada livre com inscrições limitadas para o email: associacaolardoceler@gmail.com Local: Igreja de Nossa Senhora da Conceição
21h30: Concerto “Portuguesa”, por Carminho. Bilhetes à venda na Bol e nos locais habituais.
29 de Junho
15h00: Projeção do documentário “Cesária Évora” e debate com a realizadora Ana Sofia Fonseca. Entrada livre e limitada à capacidade da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Inscrições para o email info@egideartes.pt
19h00: Jantar dançante, com mornas e cachupa na Casa do Povo. Músicos convidados, Leonel Almeida e Nando Andrade. Bilhetes à venda na Bol e nos locais habituais (bilhete único: jantar + concerto)
21h30h: Concerto World Heritage com Nancy Vieira, Cristina Clara, Batucadeiras Freireanas Guerreiras e Daniel Bernardes. Bilhetes à venda na Bol e nos locais habituais.
30 de Junho
16h00: Recital de Canto e Piano (celebração dos 500 anos de nascimento de Luís Vaz de Camões) com a soprano Susana Gaspar e o pianista Nuno Vieira de Almeida. Bilhetes à venda na Bol e nos locais habituais. Local: Igreja de Nossa Senhora da Conceição
17h00: Grupo Coral Fora d’Oras de Montemor-o-Novo. Local: Adro da Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
POVO A PAGAR: Mais 25 radares entram em funcionamento a 6 de julho. Saiba onde ficam
Mais 25 radares do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) vão entrar em funcionamento a partir de 6 de julho. Destes, 14 são de velocidade instantânea e 11 de velocidade. No total, o sistema conta com 123 locais de controlo de velocidade.
Os novos 25 radares começam esta terça-feira a ser sinalizados, mas entrarão em funcionamento no final da próxima semana.
Distrito de Aveiro
Aveiro - Oliveira de Azeméis - IC2 KM 264,7 266,8 C/D Ambos VM 2
Aveiro - Santa Maria da Feira/Espinho - A29 KM 35,0 37,2 C Sul-Norte VM 2
Distrito de Beja
Beja - Ourique - IC1 KM 679,8 682,6 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 70
Beja - Aljustrel - EN261 KM 97,1 98,5 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 70
Beja - Ourique - IC1 KM 686,9 688,6 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 90
Distrito de Castelo Branco
Castelo Branco - Sertã - IC8 KM 115,3 C/D Ambos VI 2 Infraestruturas de Portugal 70
Distrito de Coimbra
Coimbra - Coimbra - IC2 KM 190,8 _ C Sul-Norte VI 2 Infraestruturas de Portugal 60
Coimbra - Coimbra - IP3 KM 50,9 _ D Oeste-Este VI 2 Infraestruturas de Portugal 60
Distrito de Évora
Évora - Évora - EN18 KM 278,4 276,3 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 50
Évora - Montemor-o-Novo - EN114 KM 170,0 C/D Ambos VI 2 Infraestruturas de Portugal 90
Distrito de Faro
Faro - Albufeira - 125 KM 74,6 _ C Ambos os sentidos VI 2 Infraestruturas de Portugal 70
Distrito de Lisboa
Lisboa - Cascais - EN6-7 KM 2,7 D Norte-Sul VI 2 Infraestruturas de Portugal 70
Lisboa - Loures - IC17 KM 19,1 D Este-Oeste VI 2 Infraestruturas de Portugal 90
Lisboa - Loures - IC17 KM 14,2 D Norte-Sul VI 2 Infraestruturas de Portugal 90
Distrito do Porto
Porto - Porto - A43 KM 1,7 _ C Oeste-Este VI 2 Infraestruturas de Portugal 70
Porto - Porto- A43 KM 1,8 _ D Este-Oeste VI 2 Infraestruturas de Portugal 70
Porto - Porto - A20 KM 9,8 _ D Norte-Sul VI 2 Infraestruturas de Portugal 80
Porto - Vila Nova de Gaia - A29 KM 48,3 _ C Sul-Norte VI 2 Ascendi 100
Porto - Vila Nova de Gaia - A29 KM 45,8 47,2 C Sul-Norte VM 2 Ascendi 80
Porto - Vila Nova de Gaia - A29 KM 47,3 45,9 D Norte-Sul VM 2 Ascendi 80
Porto - Vila Nova de Gaia - A29 KM 49,0 _ D Norte-Sul VI 2 Ascendi 100
Distrito de Setúbal
Setúbal - Palmela - IC1 KM 538,9 545,0 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 70
Setúbal - Sesimbra - EN378 KM 11,1 17 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 70
Setúbal - Alcochete/Montijo - EN4 KM 25,0 30,0 C/D Ambos VM 2 Infraestruturas de Portugal 70
Setúbal - Alcácer do Sal - IC1 KM 548,6 C/D Ambos VI 2 Infraestruturas de Portugal 90
Foto: Carlos Pimentel/Global Imagens
PORTALEGRE: “Cultura nas Freguesias” volta a animar o verão no concelho
Animação e cultura de freguesia em freguesia
O projeto Cultura nas Freguesias volta às freguesias do concelho, entre julho e setembro, com o objetivo de levar animação musical e projetos artísticos a uma diversidade alargada de públicos.
Ano após ano, o Município de Portalegre tem estado a apostar numa programação cada vez mais variada e de acesso gratuito, ocupando espaços fora do centro da cidade, para promover a circulação os espetáculos e o próprio público, ao mesmo tempo que reforça e preserva a nossa identidade cultural.
Outro dos papéis desta iniciativa passa por evidenciar locais de referência e particular beleza no concelho, dinamizando-os e abrindo-os a novas funcionalidades e usos, ao mesmo tempo que confere nova centralidade à cultura, como elemento âncora no desenvolvimento social e territorial.
Para a Presidente da Câmara, Fermelinda Pombo Carvalho, a Cultura nas Freguesias é já um evento incontornável na programação de verão: “Este ano voltamos a recorrer ao movimento associativo para conseguirmos dar corpo a um projeto de descentralização e democratização da cultura, que sai da formalidade dos palcos para ir ao encontro das pessoas nas suas terras, nos seus espaços. Tem sido uma agradável surpresa mobilizar esforços e vontades e trabalhar em parceria com inúmeros agentes institucionais e culturais para criar momentos de grande beleza e que ficam na memória. Convido todos a estarem presentes.”
Programação:
JULHO
6 JULHO | 21H30 – “CAEP VOICES” no Polidesportivo da Urra. Um espetáculo ao ar livre com músicas que variam de canções portuguesas a êxitos de Hollywood.
12 JULHO | 21H30 – “ENTRE VOZES” na Piscina Municipal do Reguengo. Uma coprodução artística protagonizada pelo Orfeão de Portalegre e a soprano Filomena Silva.
15 JULHO | 21H30 – “VIAGEM” nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Portalegre (Espaço Exterior). Um espetáculo com a Banda Euterpe e a
soprano Filomena Silva.
20 JULHO | 19H00 – “CHARANGA ZULUBAND” no largo da Praça (Alegrete). Apresentação integrada na Feira de Artesanato e Gastronomia de Alegrete.
21 JULHO | 19H00 – “CHIBATAS” no largo da Praça (Alegrete). Animação de rua integrada na Feira de Artesanato e Gastronomia de Alegrete.
AGOSTO
30 AGOSTO | 21H30 – “GRANDES MELODIAS DE SEMPRE” com o Ensemble Ibérico e Sara Dominguez na Piscina Municipal da Ribeira de Nisa.
31 AGOSTO | 21H30 – “CON’TRIBUTO” no Largo da Boavista (Fortios). Espetáculo de Fado com Diamantina Rodrigues.
SETEMBRO
1 SETEMBRO | 16H00 – “BANDA DA SOCIEDADE RECREATIVA E MUSICAL DE PÓVOA E MEADAS” na Associação Sete Montes do São Julião.
21 SETEMBRO | 19H00 – “OS SABUGUEIROS” no Miradouro da Fonte dos Carvoeiros (Carreiras). Concerto interativo cheio de energia, humor e histórias.
28 SETEMBRO | 21H30 – “O SEMEADOR – GRUPO CANTARES DE PORTALEGRE” no Largo do Rossio (Alagoa).
29 SETEMBRO | 15H00 – “TRUPE EUTERPE” no Jardim da Avenida da Liberdade.
A Câmara Municipal de Portalegre convida todos a participarem neste evento, aproveitando assim para visitar as freguesias, usufruindo dos fins de tarde e noites de verão. Para mais informação, consulte as redes sociais do Município de Portalegre e o portal, em https://www.cm-portalegre.pt/ .
ABRANTES: Projeto de cooperação Tejo Vivo
Mercado Ribeirinho de Abrantes de volta ao Aquapolis Sul com diversas atividades
A TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior vai dinamizar o Mercado Ribeirinho de Abrantes, nos dias 19 a 21 de julho, no Aquapolis - Margem Sul. Este evento vai incluir diversas atividades culturais e desportivas, em que o artesanato e os produtos estarão em destaque, convidando os visitantes a usufruir de bons momentos de convívio junto ao Tejo.
Este evento, que pretende aproximar a população ao rio, relembrando a sua importância histórica e cultural, vai ter nesse fim-de-semana uma panóplia de atividades, tais como tasquinhas de petiscos e gastronomia regional, mercado de artesanato, atividades ao ar livre e de contemplação do património natural como descida do rio em canoa, passeio pedestre pela “GR12E7 - Caminho do Tejo” – ramal Sul, demonstrações de yoga, karaté e judo, entre outras. Terá, também, espetáculos musicais com fado, DJ, covers de diferentes estilos musicais, teatro de rua, etnografia e insufláveis para as crianças.
A descida do rio Tejo em canoa será efetuada a partir do Pego até ao Mercado Ribeirinho de Abrantes, com almoço incluído. Já o percurso pedestre será feito pelo ramal Sul da “GR12E7 - Caminho do Tejo”, que partirá do Aquapolis em direção a Tramagal, onde os participantes terão direito a uma visita ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira. As duas atividades têm custo associado, que inclui seguro, transporte, visita e almoços dos participantes. As inscrições limitadas podem ser feitas através do site tagus-ri.pt.
O Mercado Ribeirinho de Abrantes visa promover as potencialidades do Ribatejo Interior e a sua valorização em termos turísticos e patrimoniais, associando-os ao destino Tejo. Este evento é uma iniciativa da TAGUS, no âmbito do projeto de cooperação interterritorial Tejo Vivo, financiado através do PDR2020, do Portugal 2020 e do FEADER. Com estas ações promocionais dos territórios ribeirinhos a parceria liderada pela TAGUS com a ADRACES, PINHAL MAIOR, ADIRN e APRODER, pretende, ainda, um intercambio cultural entre as gentes das margens do rio e atrair visitantes aos territórios do Tejo, nomeadamente a Abrantes nesta iniciativa, que conta apoio do Município de Abrantes e da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo.
OPINIÃO: A mãe que embala o berço
Foram várias as vezes que os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito ao chamado caso das gémeas luso-brasileiras condescenderam perante a mãe das crianças. Que não era ela que estavam a julgar e que apenas pretendiam recolher informação que permitisse concluir se houve, ou não, um tratamento de favor dado às meninas que padecem de uma doença rara. De uma forma direta ou indireta, todos concordaram que, se fossem eles no lugar daquela mãe, também moveriam mundos e fundos para garantir o acesso a um medicamento que pudesse salvar os filhos.
O testemunho, por vezes doloroso, de Daniela Martins foi o de uma cuidadora sofrida, cansada e obstinada. O de uma mãe que agiu por instinto de sobrevivência das filhas, mas que foi apanhada em contradições. Desde logo a do absoluto desconhecimento de um contacto com Nuno Rebelo de Sousa, filho do presidente da República entretanto constituído arguido no processo. Daniela Martins, que assumiu aos deputados ter mentido nas declarações que prestou à Comunicação Social, foi confrontada com um email enviado à nora de Marcelo a agradecer os esforços efetuados pelo ex-secretário de Estado Lacerda Sales. O que faz supor que houve efetivamente um elo com o filho do presidente e com membros do Governo. Aliás, a mãe afirmou mesmo que, no hospital, todos “diziam que estava (lá) a mando do presidente”.
Já perdemos a conta às versões desencontradas deste caso. Da mãe, de Nuno Rebelo de Sousa, de Lacerda Sales, da secretária deste, dos médicos. Mas à medida que o nó se vai desfazendo, começa a tornar-se evidente que houve um esforço conjunto para encurtar etapas e permitir o acesso, via Serviço Nacional de Saúde, ao medicamento mais caro do Mundo. A extrema sensibilidade do caso, e o desconforto que nos causa ver uma mãe ser inquirida durante horas sobre os esforços que fez para salvar a vida das filhas, não deve desviar-nos do essencial, que é o objeto desta comissão: apurar se houve ou não favorecimento. Se houve, ou não, violação de leis ou regras deontológicas. E se houve, a mando de quem e com que contrapartidas?
* Pedro Ivo Carvalho - Jornal de Notícias - 22 junho, 2024
26.6.24
SAÚDE: População de Avis vai manifestar-se pelo direito à saúde
Será no próximo dia 3 de Julho, junto ao Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, que a população do concelho de Avis irá reclamar soluções urgentes no acesso a cuidados de saúde.
Não é a primeira vez que a população desta vila alentejana se mobiliza em defesa do acesso à saúde. Há cerca de seis meses, um protesto realizado junto ao Centro de Saúde de Avis mobilizou centenas de pessoas, que repudiaram a falta de cuidados de saúde essenciais. À semelhança do que acontece um pouco por todo o País, a falta de médicos «continua a ser o maior problema». No concelho de Avis existe apenas um médico efectivo a meio termo e dois em regime de prestação de serviços, sendo que um deles tem estado de licença ao longo dos últimos meses», lê-se numa nota de imprensa do Município de Avis, que, juntamente com as freguesias do concelho, promove a acção do dia 3 de Julho.
As autarquias salientam que a população deste território necessita de soluções urgentes no acesso aos cuidados de saúde, «comprometidos quer pelo deficiente funcionamento do Centro de Saúde de Avis, quer pela falta de atendimento das populações nas Extensões nas Freguesias que, sem recursos humanos suficientes, não prestam o serviço que deveriam, ou simplesmente, continuam encerradas».
* AbrilAbril - 24de Junho 2024
LABORAL: Trabalhadores Não Docentes do Concelho de Campo Maior em luta
"Não somos pau para toda a obra!"
- Trabalhadores Não Docentes do Concelho de Campo Maior em luta contra os abusos laborais impostos pela Autarquia!
A Câmara Municipal de Campo Maior exige que depois de uma semana de trabalho nas Escolas, os Trabalhadores Não Docentes vão exercer funções nas Piscinas!
- O Sindicato emitiu um Aviso Prévio de Greve para os Trabalhadores Não Docentes do Concelho de Campo Maior, a todo o Trabalho Suplementar, dia de descanso complementar, dia de folga e dias feriados entre 22 de Junho e 30 de Setembro de 2024.
A Câmara Municipal de Campo Maior iniciou um modelo obrigatório de realização de Trabalho Suplementar, para os Trabalhadores Não Docentes das Escolas da Rede Pública de Campo Maior, para que depois de uma semana de Trabalho exerçam funções nas Piscinas da Autarquia.
Trata-se de um abuso e de uma falta de respeito pelos Trabalhadores Não Docente. Este "recrutamento" obrigatório para a realização de trabalho suplementar aos Sábados e Domingos começou desde o dia 8 de Junho.
Assim, revela-se uma falta de respeito pelos Trabalhadores Não Docentes das Escolas de Campo Maior, pois este trabalho suplementar é realizado de forma obrigatória e é um desrespeito pelos conteúdos funcionais dos Trabalhadores Não Docentes.
Assim e por decisão dos Trabalhadores Não Docentes de Campo Maior, foi decidida a realização de uma Greve a todo o Trabalho Suplementar, dia de descanso complementar, dia de folga e dias feriados entre 22 de Junho e 30 de Setembro de 2024, por forma a que os Trabalhadores tenham direito ao seu descanso e que exista também respeito pelos conteúdos funcionais dos Trabalhadores Não Docentes.
Exige-se respeito pelo descanso dos Trabalhadores Não Docentes e pelas suas funções específicas que devem ser exercidas nas Escolas da Rede Pública.
Contatos: Daniel Reguengo: 912091264
Sede: Avenida Luís Bívar, 12 1069-140 Lisboa
Telefone: 213 193 320 Chamada para a rede fixa nacional
Internet: www.stfpssra.pt
VILA VIÇOSA: Fundação Casa de Bragança celebra os 500 anos do nascimento de Camões
Concerto no dia 22 de Junho e exposição até 31 de Dezembro
No dia 22 de junho a Fundação da Casa de Bragança celebra os 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões, o poeta supremo da língua portuguesa, com a inauguração de uma exposição bibliográfica e a realização de um concerto com Rui de Luna e a Banda da Armada. Luís Vaz de Camões foi considerado uma das maiores figuras da literatura portuguesa e um dos grandes poetas da cultura ocidental.
A exposição bibliográfica "500 Anos de Luís de Camões" teve o apoio de uma comissão científica, constituída por académicos das áreas da Literatura, História e História do Livro e contará com 4 núcleos temáticos: "Camões no Alentejo", "Camões e o seu Tempo", "A imagem de Camões" e "História das Edições". Fazem parte da Comissão Científica os Professores Doutores: Ana Isabel Buescu, Hélio J. S. Alves, Isabel Almeida, João Alves Dias, João Luís Lisboa, Mafalda Soares da Cunha, Maria do Céu Fraga e Vítor Serrão. A exposição será inaugurada dia 22 de junho e estará patente no Paço Ducal de Vila Viçosa até dia 31 de dezembro.
Da biblioteca de D. Manuel II faz parte, ainda, uma camoniana que reúne todas as edições da obra de Luís de Camões, já que o rei entendia que a obra literária do poeta, para além de muitos outros e valiosos aspectos, era a que melhor evocava os feitos dos portugueses num dos períodos áureos da História do nosso país. À data da morte de D. Manuel II, faltavam apenas dois exemplares na sua camoniana que, entretanto, foram adquiridos pela Fundação da Casa de Bragança: a edição de 1633 de Os Lusíadas, e a de 1800 da Imprensa da Universidade de Coimbra.
A Fundação da Casa de Bragança detém atualmente uma camoniana com todas as edições das obras de Luís Vaz de Camões, publicadas em Portugal e no resto do mundo até 1800.
"Camonianas" é um concerto sinfónico primorosamente concebido pelo conhecido barítono Rui de Luna, para celebrar os quinhentos anos transcorridos sobre o nascimento do nosso poeta maior. Se a literatura já havia imortalizado Camões, a grande música fez dele um dos seus Heróis eleitos, deixando para os Homens os seus cantos, cantados a todas as vozes.
O programa do concerto é uma tapeçaria sonora intrincada, incluindo peças para barítono e orquestra, a abertura da Sinfonia "À Pátria" e outras composições notáveis, como o Hino Triunfal de Carlos Gomes e a Marcha Heróica de Artur apoleão. Este espetáculo transcendente é uma ode resplandecente à herança musical e literária de Camões, tecendo os fios da emoção e da história.
O concerto de Rui de Luna e a Banda da Armada decorre na Igreja dos Agostinhos, às 21h, e a entrada é aberta ao público.
ESTREMOZ: II Campanha de escavações arqueológicas
Campanha irá decorrer nas ruínas romanas de Santa Vitória do Ameixial
De 1 a 26 de julho, irá decorrer a II Campanha de Escavações Arqueológicas nas Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial, em Estremoz.
Esta iniciativa enquadra-se no Projeto de Investigação Plurianual de Arqueologia (PIPA), SVA_ETZ Programa de Valorização e Investigação Arqueológica apresentado ao Património Cultural, I.P. e que contará com outras atividades associadas, nomeadamente saídas de campo para a realização de prospeções arqueológicas, no âmbito do Projeto “A Carta Arqueológica do Concelho de Estremoz”.
A campanha de escavação será dividida em duas quinzenas. Irá contar com voluntários locais, alunos universitários do País e estrangeiro e profissionais da área.
Os trabalhos que irão ser desenvolvidos visam dar continuidade ao proposto no documento PIPA apresentado ao Património Cultural, I.P., com intervenções em áreas já anteriormente escavadas, com vista à limpeza da superfície, ao estabelecimento de perfis e ao registo gráficos dos elementos existentes. A villa de Santa Vitória do Ameixial, tem todas as condições para “voltar” a ser um sítio de referência a nível regional e nacional.
Esta iniciativa trata-se de uma organização conjunta do Departamento de História da Universidade de Évora e da Câmara Municipal de Estremoz.
Saiba mais em: https://www.cm-estremoz.pt/noticias/ii-campanha-de-escavacoes-arqueologicas-nas-ruinas-romanas-de-santa-vitoria-do-ameixial
PORTALEGRE: I Concurso de Interpretação Musical "José Raimundo"
27 JUN. SEG. 21.30H
Concerto de Laureados - I Concurso de Interpretação Musical José Raimundo
Recitais da Escola de Artes do Norte Alentejano
Música Clássica | PA | Entrada Livre | M/6 anos
O Concerto de Laureados é um culminar do I Concurso de Interpretação de Musical José Raimundo realizado na Escola de Artes do Norte Alentejano com o objetivo principal de fortalecer o gosto pela partilha e comunicação musical, incentivar novos talentos, estimular e desenvolver um espírito de competição saudável entre os alunos.
Divididos por diferentes categorias independentemente do instrumento em que se apresentam, este concerto, conta com a participação dos laureados que se destacaram ao longo do concurso.
Em parceria com o CAEP, propomo-nos a realizar um ciclo de recitais de cariz musical. Esta é uma aposta educativa da EANA, que junta crianças e jovens, promovendo a participação, responsabilidade e a criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem, tornando as artes acessíveis a todos.
23.6.24
NISA: Exposição celebra 500 anos do nascimento de Luís de Camões
Na Biblioteca Municipal de Nisa está patente ao público, uma exposição comemorativa dedicada aos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões.
A exposição pode ser visitada até 22 de Julho, no horário de funcionamento da Biblioteca.
ESTREMOZ: Documentar Abril em Estremoz
O Município de Estremoz convida particulares, associações, partidos e movimentos políticos a partilhar imagens e documentos que retratem os dois primeiros anos do período pós Revolução do 25 de abril até às primeiras eleições livres a 25 abril 1976. Esta iniciativa integra-se no projeto “Documentar Abril em Estremoz”, tendo em conta as comemorações dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril e pretende-se a constituição de um núcleo documental, de modo a deixarmos às próximas gerações a memória do início do processo democrático.
O núcleo documental assim formado servirá a estudos académicos, apoio a exposições, monografias e outras publicações de divulgação.
As imagens e documentos podem ser entregues no Arquivo Municipal de Estremoz, mediante empréstimo temporário, onde serão digitalizados e os originais devolvidos aos seus proprietários se assim o desejarem.
22.6.24
OPINIÃO: É urgente repor a igualdade e a justiça
Após o término da negociação com as estruturas representativas das forças de segurança (FS) GNR e PSP, o silêncio tomou conta do Governo, numa atitude que espelha a sua posição desde o início deste processo negocial, ao revelar não compreender a magnitude da injustiça que está em causa.
Ressalta de forma clara que o Governo olha para esta problemática apenas como uma valorização salarial, comparando-a insistentemente com outras profissões e cargos da administração pública que nada têm a ver com os polícias, ignorando a profundidade daquilo que está em causa, nomeadamente o tratamento desigual que foi imposto aos profissionais da GNR e PSP, por comparação com aqueles que servem na PJ, o que provocou um generalizado sentimento de revolta, o qual deve ser apaziguado o mais rapidamente possível.
No processo negocial as estruturas representativas das FS cederam até ao limite do razoável, aproximando a sua contraproposta para uma valorização de 400€ do seu suplemento de condição policial, a pagar faseadamente. Aceitar uma valorização de 300€, proposta pelo Governo, implicaria concordar que um guarda da GNR ou um agente da PSP receba menos de metade do valor do suplemento de missão de um inspetor e menos do que um segurança da PJ, sendo que estes últimos não são polícias, nem sequer órgãos de polícia criminal, algo absolutamente inaceitável, pelo que enquanto não for atingido o patamar mínimo de equiparação policial, a situação estará longe de ter um fim à vista, estando em causa um impasse que se cifra em 100€, que o Governo facilmente poderá atingir, mesmo que de forma faseada, dando corpo a um gesto que é de inteira justiça.
A postura assumida pelo Governo, escudando-se em questões orçamentais e ignorando o princípio constitucional da igualdade que foi ferido pelo anterior Governo, coloca o processo num impasse, estando os elementos das FS perante a ameaça do Governo vir a legislar unilateralmente, o que espelha bem a forma como o processo foi encarado desde o início. No caso concreto, os elementos das FS reivindicam uma valorização do seu suplemento de condição policial em paridade com a que foi atribuída a todos os funcionários da PJ, dando um tratamento igual àquilo que é essencialmente igual e tratando diferentemente aquilo que é essencialmente diferente.
* Ricardo Rodrigues - Presidente da Associação Nacional de Sargentos da Guarda
19 junho, 2024
PORTALEGRE: Convite para a Apresentação do Livro "Era uma vez... o Sangue"
É com grande satisfação que anunciamos a apresentação do livro "Era uma vez... o Sangue", realizado por todos os alunos do 1.º Ciclo. Este surgiu no âmbito do projeto do Agrupamento "Sangue é Vida!", desenvolvido ao longo deste ano letivo com a dedicação e o esforço de todos.
Gostaríamos de convidar-vos a participar neste evento. A apresentação do livro será uma oportunidade para conhecermos mais de perto os detalhes e o produto final, bem como para reforçar o espírito de colaboração e inovação que nos caracteriza.
Detalhes do Evento:
Data: 25 de junho de 2024
Hora: 17 horas
Local: EB de Assentos
ÉVORA - Feira de S. João 2024: Rui Veloso e Carolina Deslandes são cabeças de cartaz
O renovado Rossio de São Brás acolhe uma das maiores celebrações populares de Évora e do Alentejo. As comemorações dos 50 anos do 25 de Abril marcam a programação deste ano que inclui música, exposições, mostra de atividades económicas e sociais, desporto, divertimentos e gastronomia, com destaque para as indispensáveis tasquinhas. Como sempre, a entrada é livre.
Évora prepara-se para dez dias de encontros e partilha num dos certames mais emblemáticos realizados a sul do Tejo, onde são esperados muitos milhares de visitantes. O cartaz de espetáculos apresenta outros grandes nomes da música nacional como Buba Espinho, Dino d’Santiago, Van Zee, Ricardo Ribeiro, Capitão Fausto, Ivandro, e, também, Manuel Guerra, cantor que reside em Évora.
A secular Feira de São João é organizada pela Câmara Municipal de Évora em parceria com inúmeros agentes e entidades do concelho e da região. Inclui a mostra do setor económico (institucional, artesanato e artes decorativas) e os espaços dedicados ao desporto e à juventude, situados no Jardim Público. O Espaço Criança estará no parque infantil. No CDAPEC (ex-IROMA), na R. Diana de Liz, vai estar a mostra agropecuária.
Um dos momentos altos da Feira é o tradicional Grande Prémio de S. João de atletismo, agendado para dia 22 (sábado), a partir das 21h00, no Complexo Desportivo da cidade. No dia 23 (domingo), a partir das 09h00, para os mais pequenos, realiza-se o Run Kids. Na área do desporto temos ainda torneios de São João em várias modalidades para além de diversas iniciativas de demonstração.
🚌 A pensar na melhoria da mobilidade e em deslocações tranquilas para o recinto da Feira, a autarquia reforça a rede de transportes gratuitos com ligação aos parques de estacionamento periféricos (Av. Eng. Arantes e Oliveira, Porta da Lagoa, Porta de Aviz e Av. Lino de Carvalho). Estas carreiras gratuitas vão funcionar diariamente, entre as 20h00 e as 00h30, em percurso contínuo com paragem em todos os parques referidos.
👩🦽 A preocupação para com as pessoas com mobilidade reduzida reflete-se na disponibilização, por parte da Câmara Municipal, de percursos, casas de banho e estacionamentos acessíveis.
Recorde-se que a Feira de S. João é um dos certames mais antigos da região, tendo a primeira edição acontecido em 24 de junho de 1569, através de alvará concedido por D. Sebastião.
O programa completo e os horários e percursos dos transportes da Feira podem ser consultados em www.cm-evora.pt
GRÂNDOLA: Novo Encontro da Canção de Protesto está aí à porta
A actual edição, dedicada à «canção de protesto em Portugal ante as ditaduras de ontem e a democracia de hoje», decorre em Grândola de 21 a 23 de Junho, com programa variado e entradas gratuitas.
«Exposições, sessões testemunhais, cinema, apresentação de livros e concertos com Marco Oliveira, Xullaji, Luís Varatojo – Luta Livre, SÉS, Francisco Fanhais, Manuel Freire e Rogério Cardoso Pires», diz o município grandolense assim por atacado, em nota, para dar uma ideia (resumida) das múltiplas iniciativas que o evento motiva no próximo fim-de-semana.
Dedicada à «canção de protesto em Portugal ante as ditaduras de ontem e a democracia de hoje», esta edição do Encontro da Canção de Protesto irá decorrer em três palcos culturais do centro da Vila Morena: Jardim 1.º de Maio, Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola e Cineteatro Grandolense.
De acordo com o programa divulgado, o Encontro começa no próximo dia 21, sexta-feira, com uma arruada, às 18h, da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, que tem início no Jardim 1.º de Maio — espaço que também acolhe a exposição «Emigração, Exílio e Canção de Protesto».
A arruada termina na Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola, onde será apresentada a exposição «Os Cantores de Protesto e o 25 de Abril: "Vamos Lá Conhecer o Povo"» (18h30) e onde terá lugar o concerto de Marco Oliveira, com o convidado José Peixoto (19h). O primeiro dia termina, com um concerto de de Xullaji, no Jardim 1.º de Maio (22h).
No sábado, dia 22, terá lugar no Cineteatro Grandolense a apresentação da exposição «Discos na Luta: Edições Cooperativas e Políticas da Canção de Protesto no Período Revolucionário» (10h30), da autoria de Hugo Castro.
O mesmo espaço irá acolher, ao longo do dia, diversas iniciativas, como o colóquio «O 25 de Abril e a Edição Discográfica» (11h), com David Ferreira, Miguel Almeida e Hugo Castro, e a sessão de cinema com colóquio associado dedicada à Comunal de Árgea (14h30), com a participação de Francisco Fanhais, Manuela Fazenda, Luís Trindade e Filipe Olival.
Encontro da Canção de Protesto: «Só tem medo desses muros quem tem muros no pensar»
Pelas 17h, inicia-se a apresentação dos livros Os Primeiros Anos: A Correspondência José Afonso/Rocha Pato (1962-1970), de Octávio Fonseca, e José Afonso — A Patriótica Espia Sabia Bem Onde Morder…, de Mário Correia. À noite (22h), o Jardim 1.º de Maio recebe o concerto de Luís Varatojo — Luta Livre.
No domingo, dia 23, o Cineteatro Grandolense acolhe, às 11h, a sessão testemunhal «Usos Tradicionais na Reconfiguração da Música Popular Portuguesa», com Domingos Morais, Mário Correia, Manuel Rocha, Maria José Campos e Sara Maia, e, pelas 15h, a apresentação do livro de entrevistas de José Afonso intitulado José Afonso, Semeador de Palavras.
O Encontro da Canção de Protesto termina com uma sessão de canto livre (15h30), dividida em duas partes. Primeiro, cabe à cantora, compositora e instrumentista galega SÉS apresentar-se em formato trio; depois, subirão ao palco Francisco Fanhais, Manuel Freire e Rogério Cardoso Pires.
AbrilAbril
O mundo volta a sentar-se ao piano no SARDOAL !
O IX Encontro Internacional de Piano realiza-se entre 21 e 30 de junho próximos.
Uma iniciativa deste Município e da Academia Internacional de Música "Aquiles Delle Vigne" com o Alto Patrocínio do Presidente da República, com o apoio institucional do Turismo Centro de Portugal, da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, da RTP2 e da Antena1 e financiada pela Direção-Geral das Artes, ao abrigo do Apoio à Programação RTCP.
OPINIÃO: Comunidades Intermunicipais e coesão territorial (I)
A sessão comemorativa do 10 de junho de 2024 decorreu nos concelhos do interior do país atingidos pelos grandes fogos de 2017, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Na ocasião o Senhor Presidente da República referiu-se com veemência à temática da coesão territorial. Vale a pena fazer algumas reflexões a este propósito.
A transferência de atribuições e competências, diretas, delegadas e subdelegadas, para as Comunidade Intermunicipais (CIM) precisa não apenas dos recursos financeiros correspondentes, mas, sobretudo, de um guião de médio e longo prazo que dê um sentido e uma razão de ser às suas condições de formulação e realização. E é, assim, por maioria de razão, em áreas de baixa densidade (ABD) onde o espírito de comunidade, as economias de proximidade e os bens e serviços comuns fazem todo o sentido. De facto, todos precisamos de saber se as CIM podem ser a base territorial, a unidade de missão e o sistema operativo capazes de construir uma economia de rede e aglomeração com um mínimo de sustentabilidade e um futuro de prosperidade. Falo, em especial, de um sistema produtivo local (SPL), em sentido amplo, com uma geometria variável de subsistemas produtivos e um conjunto de cadeias de valor cuja intensidade-rede importa avaliar para melhor integrar e coordenar. A este SPL da CIM deve acrescentar-se o sistema de bens públicos locais e regionais e, por via da economia digital e da inteligência coletiva territorial, todas as plataformas de colaboração e partilha de oferta de serviços públicos.
Um território inteligente e criativo é tão crítico como necessário nas áreas de baixa densidade com graves problemas de coesão territorial. Nestes casos a transformação digital é imprescindível, mas a conexão digital enfrenta muitas dificuldades para promover o círculo virtuoso do desenvolvimento. É certo, a conexão digital reduz a invisibilidade do problema, trá-lo para o espaço público, faz ruído à sua volta, chama a atenção do poder político que, assim, fica confrontado com as suas próprias responsabilidades. Por outro lado, as comunidades online precisam ainda de fazer prova de vida, isto é, não podem tratar a realidade como um mero epifenómeno, um sinal eletromagnético ou uma série de eventos que se consome com grande voracidade. Dito de outro modo, as comunidades virtuais devem sair do modo representação ou do modo personagem se quiserem que a sua proposta virtual seja convertida em ação real e efetiva.
Na sociedade da informação e do conhecimento como criar, então, um território inteligente e criativo, um território-rede dotado de uma inteligência coletiva territorial onde o todo seja maior do que a soma das partes? Eis, pois, a minha proposta para delimitar um território-rede inteligente e criativo que possa ser aplicado, com vantagem, ao território de uma comunidade intermunicipal (CIM).
Em segundo lugar, é necessário delimitar um território de partida, um território de referência CIM, que possua algumas marcas distintivas a partir das quais possa irradiar a primeira vaga de mobilização e adesão.
Em terceiro lugar, é necessário eleger os sinais distintivos territoriais, a distinção territorial, que seja a base de uma ação coletiva inovadora e fazer, se for caso disso, um primeiro ajustamento nos limites do território CIM.
Em quarto lugar, é necessário constituir uma estrutura de missão, um ator-rede ou curadoria territorial que substitua a comissão promotora e prepare a estratégia e o programa operacional da CIM.
Em quinto lugar, é necessário que a curadoria territorial conceba a iconografia do território CIM e o seu mapeamento gravitacional, não apenas para suscitar a adesão simbólica e identitária dos atores envolvidos no projeto, mas, também, para criar a base narrativa de uma estratégia de comunicação e marketing.
Em sexto lugar, é necessário conceber uma plataforma colaborativa CIM para aumentar a interação e a conexão colaborativas entre todos os parceiros do projeto, em especial, as diversas “comunidades inteligentes” que integram o território CIM.
Em sétimo lugar, é necessário promover a constituição de uma matriz de comunidades inteligentes no interior da CIM, cada uma funcionando de acordo com uma plataforma própria e em estreita ligação com a meta-plataforma CIM.
Em oitavo lugar, é necessário elaborar uma economia de rede e aglomeração CIM que monitorize a aplicação das medidas de política e a sua efetividade, os seus efeitos externos positivos e negativos, bem como a formação e repartição das novas cadeias de valor no espaço interno e externo das CIM.
Em nono lugar, é necessário elaborar sobre o valor cénico do território CIM e ensaiar uma espécie de coreografia territorial para o território CIM através de uma estratégia apropriada de marketing digital, em exclusivo ou em articulação com outras CIM.
Em décimo lugar, é necessário eleger os embaixadores do território CIM que serão os porta-vozes da distinção territorial do território, da sua imagem de marca e destino de eleição.
Nota Final
As primeiras fases são fundamentais e, em especial, a seleção dos signos distintivos territoriais (SDT) ou distinção territorial que é essencial para determinar a natureza e a inteligibilidade do território CIM, isto é, a qualidade de toda a interação e conexão digital e material posterior. Voltarei ao assunto num segundo texto de reflexão.
* António Covas - Jornal de Notícias -19 junho, 2024
** Professor Catedrático da Universidade do Algarve
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