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6.8.25

HIROXIMA - 80 anos da primeira bomba atómica

 


HIROXIMA

Poema e música: José Luís Tinoco

Intérprete: Saga* com Sinde Filipe (in LP "Homo Sapiens", Movieplay, 1976)

6 de Agosto de 1945

8 e um quarto da manhã.

Já premiste o botão

que fez descer 100 milhões de graus centígrados-morte

e erguer da terra um belo clarão

enorme e deslumbrante.

Missão cumprida.

Espera-te um país reconhecido

e mais tarde

os pés no vazio

quando souberes que

em poucos segundos, sob as tuas asas,

desde as ruas e jardins do centro

até aos campos em redor,

homens, mulheres, crianças e animais

foram varridos por um vento

que pulverizou tudo o que encontrou no seu caminho,

que alguns sobreviveram gritando queimados de morte

entre cinzas e cascalho,

que os arrozais perderam a verdura

e a relva ardeu como palha seca.

Número total de mortos: cerca de 70 000.

Um belo clarão...

Um belo clarão...

enorme, sábio, deslumbrante.

A teu lado alguém pergunta:

Meu Deus, que fizemos?...

8.5.25

HISTÓRIA: 80 ANOS – Derrube do Nazi-Fascismo

Por mais reescrita da História que façam esta imagem não conseguem apagar!

"Erguendo a Bandeira da Vitória sobre o Reichstag", uma das imagens mais famosas da Segunda Guerra Mundial, símbolo da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi. Fotografia de Yevgeny Khaldei, a 2 de Maio de 1945.

 

29.6.24

CASTELO DE VIDE: Concerto assinala 80º Aniversário de Salgueiro Maia

SEGUNDA-FEIRA, 1 DE JULHO 
📣 1944-2024: 80 ANOS DO NASCIMENTO DE SALGUEIRO MAIA COM UM IMPERDÍVEL CONCERTO 
(entrada livre)


20.12.23

80 ANOS DA “GREVE OU REVOLTA DO PÃO” ASSINALADOS EM NISA

O resgate da História e da Memória
Foi uma brilhante lição de História e ao mesmo tempo o resgate da Memória de um acontecimento que há 80 anos, encheu de dor e tristeza muitos lares na vila de Nisa.
No sábado, na sala da União de Freguesias de Nisa e perante numeroso público, foi recordado este episódio sangrento que o regime pretendeu ocultar e lembrados os nomes das pessoas que nele participaram, num movimento espontâneo pelo pão e pela justiça.
Alcides Pimentel, em nome da Associação Nisa Viva, organizadora do evento, recordou o papel que a associação vem desempenhando na promoção cultural, a nível do concelho, apesar dos fracos recursos financeiros e da falta de apoio e de reconhecimento por parte de algumas entidades. Aproveitou para esclarecer os motivos que levaram à interrupção da revista “Nisa Viva”, suspensa por ter expirado o período de registo, situação para a qual a direcção não fora avisada.
João Malpique, presidente da União de Freguesias, congratulou a organização da iniciativa, dizendo ser esta um bom exemplo da sociedade civil na promoção da História Local e mostrando a disponibilidade da autarquia em colaborar com todas as associações e cidadãos interessados na organização de eventos que promovam a cultura e o desenvolvimento da vila e do concelho.
Marco Oliveira, em nome da UGT – a CGTP, convidada, não pode estar presente - agradeceu o convite e mostrou a sua surpresa perante este episódio ocorrido há 80 anos em Nisa e sobre o qual pouco ouvira falar. Enalteceu o espírito de luta dos participantes neste movimento espontâneo e destacou alguns aspectos da leitura que fizera sobre os acontecimentos que culminaram na prisão de cerca de 40 nisenses, entre os quais a “leva” de prisioneiros que atravessaram a cidade de Portalegre, a pé, rumo à estação ferroviária e daqui aos calabouços de Caxias.
O professor António Ventura, começou por explicar o contexto político, social e económico dos primeiros anos da década de 40, principalmente até ao final da 2ª guerra mundial. Anos de fome e miséria, devido à economia de guerra, à falta de géneros alimentares e ao racionamento de bens essenciais, entre estes o pão, factores que aliados à carestia de vida e aos magros salários, provocaram o descontentamento generalizado da população, não só a das zonas rurais como também a de aglomerados industriais como Alhandra, Vila Franca de Xira, Barreiro e outros. “Poucas vezes na história – clarificou, “se conjugaram movimentos reivindicativos e de contestação, em zonas rurais e industriais”, acabando por explicar que a Revolta do Pão em Nisa não teve motivações políticas, enquanto movimento organizado e que muitas outras acções espontâneas aconteceram no país, com predominância no Alentejo e Ribatejo, enumerando e descrevendo algumas dessas acções.
Mário Mendes explicou que esta iniciativa ganhara força após uma entrevista que fizera a um dos participantes na “Greve do Pão”, já falecido, Manuel do Rosário Carita, o “ti Bugio”. Tal como muitos nisenses apenas ouvira falar de alguns episódios deste dia que se tornou numa das páginas mais sangrentas da história recente de Nisa, e que foi sendo apagada ao longo de décadas. Os elementos que foi recolhendo deram-lhe a percepção de que algo muito grave tinha acontecido nesse dia 12 de Dezembro e nos dias e meses seguintes.
Contou a história que lhe tinha sido transmitida pelo ti Bugio e apurou que da repressão exercida pela GNR, PSP e forças do exército, vindas de Portalegre, os tiros disparados sobre os manifestantes na Estrada de Alpalhão feriram algumas pessoas, alguns gravemente, como João Pires Louro, de 14 anos e a quem foi amputada uma perna, e Alfredo da Cruz Mourato “Galacho” que viria a falecer dois anos e meio mais tarde, após longo sofrimento.
Referiu, por último, a justeza desta evocação e homenagem pública, resgatando a história e a memória não só deste movimento, mas principalmente daqueles que nele participaram, exigindo o pão e a justiça: Pessoas que foram tratadas como criminosos, presos, privados da liberdade e violentados nos seus direitos mais elementares e humanos.
Maria Natália Sousa emprestou à Sessão Pública, os seus dotes de declamadora com dois poemas, o primeiro de Pablo Neruda "Ode ao Pão" e o segundo "Liberdade, querida e suspirada", de Manuel Maria Barbosa du Bocage, momentos apreciados pela assistência.





12.12.23

NISA: 12 DE DEZEMBRO DE 1943 - A Greve ou Revolta do Pão foi há 80 anos

Foi há 80 anos, e era domingo. Havia cinema e baile em Nisa. Um domingo como tantos outros, nesses tempos de horror e miséria. Os pastores e camponeses vinham à vila aviar a "fatada", bebiam uns copos, falavam a meia-voz e discutiam as agruras do trabalho no campo, as jornas de miséria, a falta de recursos para sustentarem a família. A guerra na Europa obrigou a racionar os produtos de primeira necessidade, entre os quais o pão, bem essencial para as classes laboriosas.
Nisa, como outras terras do país, também não escapou ao racionamento desse bem alimentar, cuja repartição se fazia através de senhas, distribuídas de acordo com o “tamanho” do agregado familiar. Na teoria. Na prática, as classes abastadas não eram abrangidas por tal medida e muitas “encomendas” eram aviadas à socapa para satisfação dessas famílias. 
Destes acontecimentos sangrentos não há qualquer registo nos documentos oficiais da Câmara, a não ser o teor, lacónico, da deliberação que manda pagar as “despesas com a alteração da ordem pública”, de uma verba do Fundo de Desemprego. Não há, sequer, uma simples alusão na “Monografia de Nisa”, editada treze anos mais tarde, ou no jornal “Correio de Nisa”, criado no Verão de 1945. O “silêncio era ouro”, numa pátria amordaçada e oprimida.  A PVDE – Polícia de Vigilância e Defesa do Estado - e a Censura fizeram o seu trabalho. Reprimiram e apagaram, esta data e os acontecimentos desse domingo sangrento da história da vila.
Lembrando esta data a Associação Nisa Viva com o apoio da União de Freguesias do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão, decidiu realizar uma Sessão Pública Evocativa, resgatando a memória e Homenageando todos os intervenientes nesse Movimento de protesto e indignação, espontâneos, pelo pão e pela justiça, e que se transformou numa das páginas mais negras e sangrentas da história da vila, pela repressão que se abateu sobre pessoas pobres e trabalhadoras que apenas pediam pão para as suas bocas e das famílias. 
* SÁBADO - Dia 16 Dez. - 15 Horas - Na sala da União de Freguesias do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e S. Simão.
SESSÃO PÚBLICA COM A PRESENÇA DO PROF. DR. ANTÓNIO VENTURA.
COMPAREÇA! PARTICIPE! ESPERAMOS POR SI!
NOTAS
1- Recorte de "O Concelho de Nisa" - Dez. 1984
2 - Leva de presos - Montemor-o-Novo (1942)
3 - Programa da Sessão Pública Evocativa

25.5.22

CULTURA: Nos 80 ANOS DE JOSÉ MÁRIO BRANCO

José Mário Branco (25.05.1942 - 19.11.2019) foi músico e compositor. Um dos nomes maiores da cultura portuguesa
José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido como José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 - Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico e compositor (cf. cantautor) português. É descrito como "um dos nomes maiores da canção portuguesa". Foi militante do Partido Comunista Português (PCP) e obrigado a exilar-se em 1963 pela ditadura do Estado Novo, até regressar da França em 1974 com a Revolução dos Cravos.
Biografia
Filho de professores primários, cresceu entre o Porto e Leça da Palmeira, sendo marcado pelo ambiente luzidio e inspirador desta vila piscatória. Iniciou o curso de História, primeiro na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, não o tendo terminado.
Expoente da música de intervenção portuguesa, começou por ser ativo na Igreja Católica. Depois aderiu ao Partido Comunista Português e foi perseguido pela PIDE, até se exilar em França, em 1963. Em 1974 regressou a Portugal e fundou o Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta!.
Como interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor e/ou como responsável pelos arranjos musicais, José Mário Branco é autor de uma obra singular no panorama musical português. Entre música de intervenção, fado e outras, são obras famosas os discos Ser solidário, Margem de Certa Maneira, A noite, e o emblemático FMI, obra síntese do movimento revolucionário português com seus sonhos e desencantos. Esta última foi proibida pelo próprio José Mário Branco de passar em qualquer rádio, TV ou outro tipo de exibição pública. Não obstante este facto, FMI será, provavelmente, a sua obra mais conhecida.
O seu ultimo álbum de originais, intitulado Resistir é Vencer,foi lançado em 2004 , em homenagem ao povo timorense, que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia logo após o 25 de Abril. O ideário socialista está expresso em muitas das suas letras.
Trabalhou com diversos outros artistas de relevo da música de intervenção e outros géneros, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto Bordalo Dias, Janita Salomé, Amélia Muge, Os Gaiteiros de Lisboa e, no âmbito do Fado, Carlos do Carmo, Camané e Katia Guerreiro. Do mesmo modo compôs e cantou para o teatro, o cinema e a televisão, tendo sido elemento da companhia de teatro A Comuna.
Em 2006, com 64 anos, José Mário Branco iniciou uma licenciatura em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Terminou o 1.º ano com média de 19,1 valores, sendo considerado o melhor aluno do seu curso. Desvalorizou a Bolsa de Estudo por Mérito que lhe foi atribuída, dizendo que é «algo normal numa carreira académica».
Em 2009 voltou às atuações públicas com dois concertos intitulados Três Cantos, juntando «referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português»: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto.
Morreu aos 77 anos, de paragem cardio-respiratória, na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa.
in https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_M%C3%A1rio_Branco


22.4.22

CONCERTO: Homenagem a Manuel Freire - 80 anos

Concerto de homenagem a Manuel Freire - Lisboa, Auditório do Museu da Fundação Oriente - Sáb. 23 Abr. - 16:00 - Entrada gratuita
No próximo dia 25 de Abril é o 80.º aniversário de MANUEL FREIRE :
No dia 23 realiza-se um espectáculo com os artistas que constam no cartaz. 

17.10.11

80 ANOS DO CINE TEATRO DE NISA - João Ratão

"João Ratão" é o primeiro filme e grande êxito da década de 40. Realizado por Jorge Brum do Canto, o filme teve estreia a 29 de Abril de 1940 no cinema S. Luís e manteve-se em cartaz de estreia durante dez semanas. Óscar de Lemos, Maria Domingas, António Silva, Manuel Santos Carvalho, Teresa Casal e Costinha foram alguns dos principais intérpretes. ( http://pauloborges.bloguepesssoal.com/ ).
Exibido em Nisa, durante os dois dias da Feira de S. Miguel, teve casa cheia e uma assistência de mil duzentos cinquenta e quatro espectadores, como se pode ver pelo quadro acima.
Tempos de ouro para o nosso Cine Teatro, a contrastar, brutalmente, com o abandono a que vem sendo votado.
Que o povo se erga e faça ver à senhora Câmara, a insensatez e irresponsabilidade de tal atitude. E não nos venham com "desculpas troikanas"...

16.10.11

80 ANOS DO CINE TEATRO DE NISA - Corina Freire

Em Março de 1940, o Cine Teatro de Nisa recebeu a visita da grande actriz Corina Freire (1897-1985) considerada, anos antes, o "mais belo sorriso de Paris".
Corina Freire e o Quarteto Vocal Folclórico, em digressão pelo país, apresentaram em Nisa o espectáculo de revista "Lisboa à Vista". Como sempre acontecia, o espectáculo realizava-se à percentagem cabendo à empresa do Teatro Nisense 30 por cento da receita.
No mesmo mês, a 24, realizou-se uma das habituais conferências de teor religioso promovidas pelo padre Sebastião Martins Alves, pároco de Nisa. O Cine Teatro era alugado pela módica quantia de 70 escudos, sem mais encargos para os promotores da iniciativa.Nos anos 40, o Cine Teatro de Nisa tinha vida, havia espectáculos de cinema e de teatro, o público comparecia e aplaudia. Hoje, as portas estão fechadas, o bolor e a indiferença vai tomando conta dos espaços e os promotores da "coltura" limitam-se a apontar o dedo ao "poder central" e a remeter para o "povo" a solução do problema que criaram.
Terá o povo de esperar ainda mais dois anos para arrumar, de vez, a questão?
Mário Mendes

10.10.11

CINE TEATRO DE NISA – 80 ANOS

A Idade Maior do bairrismo nisense
Inaugurado há 80 anos, nos dias 9 e 10 de Outubro de 1931 (Feira de S. Miguel), o Cine Teatro de Nisa representou a concretização de um sonho colectivo e a demonstração do maior amor à sua terra, a que deram forma vários nisenses, através da então constituída Empresa do Teatro Nisense.
Entre tantos que disponibilizaram dinheiro e boa vontade, dois homens temos, forçosamente, de destacar: Manuel Granchinho e José Vieira Esteves da Fonseca. Um e outro pela generosidade das suas contribuições monetárias e empenhamento pessoal, o último, também, como gestor da obra no terreno e, posteriormente, como administrador da empresa.
Do que representou e continua a representar para Nisa, esta sala de espectáculos, hoje em dia uma das melhores do distrito por força da grande transformação e recuperação que sofreu nos anos 80 e 90 e que lhe travaram o estado de ruína e a progressiva degradação, obra realizada pela Câmara Municipal de Nisa, atestam-no, quer o gosto dos nisenses desde épocas remotas pelo teatro e as representações cénicas, quer a própria frequência aos espectáculos cinematográficos, desde os anos 30 do século passado.
Neste trabalho evocativo dos 80 anos da construção do novo teatro – houve outro, mais antigo, que ruiu em 1916, como se mostra noutro local – pretendemos assinalar a data, lembrar os obreiros desta grande obra, feita e mantida por particulares, a “sociedade civil” da época e abrir as portas e janelas para uma reflexão sobre o que pode a força criadora dos homens, quando animada e orientada num sentido mais nobre, nesta caso, a construção de um equipamento cultural que, mesmo na sua inauguração, foi considerado um dos melhores e mais espaçosos na época, a nível do interior.
Este sentimento nobre, este despontar de um forte bairrismo, alicerçado no amor à terra e à cultura, fez nascer, outra vez, o nosso Teatro. E, lembramos, uma vez mais, que em Nisa, desde o século XVIII, o teatro sempre fez parte das manifestações artísticas dos nisenses.
O nascimento de um sonho
Os dados que seguem foram retirados do Relatório e Contas (Exercício de 1930/1946) da Empresa do Teatro Nisense Lda, livros que foram criteriosamente elaborados por José Vieira da Fonseca.
“ Em fins do ano de 1929, teve-se conhecimento em Nisa que ia ser arrematado em hasta pública, no tribunal desta comarca o velho Teatro Nisense (1), cuja reconstrução em 1918-1919 ficara em meio.
Vindo a Nisa por essa ocasião Manuel Granchinho e encontrando-se com José Vieira da Fonseca, acordam em fundar uma sociedade com o fim de arrematar a construção do dito Teatro.”
Manuel Granchinho não residia em Nisa e foi necessário convidar outras pessoas para a direcção da futura sociedade, passando esta a integrar José Augusto Fraústo Basso e António Paralta.
Em 8 de Fevereiro de 1930 é constituída uma sociedade por quotas, designada Empresa do Teatro Nisense Lda, formada por 13 societários e com o capital inicial de 75 mil escudos (75 contos), não podendo a quota de cada sócio ser inferior a 5 contos.
O objectivo era arrematar o antigo Teatro Nisense e acabar a sua construção, ou então construir outro em local mais apropriado.
Assinaram, como societários, a escritura: José Augusto Fraústo Basso, António da Graça Paralta, José Vieira Esteves da Fonseca, Manuel Granchinho, Augusto Dinis Vieira, Alfredo Dinis Vieira, Carlos Bento Pestana, António Caldeira Tonilhas, Aníbal da Graça Vieira, João Emílio Figueiredo, Joaquim Tavares Machado, Albano Curado Biscaia e José da Cruz Nunes. Entraram Manuel Granchinho e José Vieira da Fonseca com a quota de 10 mil escudos, os restantes com 5 mil escudos, cada um, tendo sido nomeados directores e gerentes da empresa, os três primeiros.
Passados 5 dias foi o velho Teatro à praça com o preço de 14 mil escudos e em lances sucessivos – pois apareceu outro concorrente – elevou-se à quantia de 30 mil escudos.
Nesta altura a direcção da empresa abandonou a praça e o Teatro foi adjudicado ao outro concorrente.
Perante este percalço, a direcção pensou na construção, de raiz, no Rossio. Manuel Granchinho desde logo apoiou a ideia e deu a garantia de contribuir até 100 mil escudos para a edificação do teatro. José Vieira da Fonseca e Augusto Dinis Vieira duplicaram o valor da sua quota, procuraram-se mais sócios e passados alguns dias, em reunião de societários era apresentado o croquis da planta do novo teatro, com as ideias mais gerais.
Obra por administração directa
A planta depois de corrigida pela Inspecção-Geral dos Espectáculos veio aprovada em fins de Março.
Daqui em diante seguiu-se um autêntico corrupio. António Paralta e José Vieira da Fonseca contactaram o empreiteiro Joaquim Barbudo (Castelo Branco) e receberam outras propostas, deliberando fazer a construção por administração directa e encarregando dos trabalhos o mestre d´obras António Farto, de Vale do Peso.
No terreno onde existira o antigo cemitério, começaram a surgir os caboucos e da área arrematada utilizaram-se 640 m2 para o edifício, sendo 16 metros de fachada principal e 40 metros de comprimento, ficando a pertencer à empresa, uma faixa de terreno de 2 metros de largura do lado norte e do lado sul outra de 7 metros e m toda a extensão do edifício.
O sonho da construção de um novo Teatro estava em marcha, imparável e a inauguração nos dias 9 e 10 de Outubro de 1931 foi um dos grandes acontecimentos da história de Nisa do século passado.
A inauguração solene, na véspera da Feira de S. Miguel, esteve a cargo da Companhia do Teatro Nacional Almeida Garret, de que faziam parte além dos seu directores Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, a actriz Palmira Bastos e o actor António Pinheiro.
Num dos intervalos do espectáculo, foi descerrada pela actriz Palmira Bastos, uma lápide de mármore a assinalar a inauguração no salão do Teatro.
O cinema mudo foi inaugurado a 3 de Novembro, devido a problemas com a instalação eléctrica. Em 18 de Janeiro de 1935 inaugurou-se o cinema sonoro, com o sistema Klangfilm-Tobis, tendo importado a sua compra e instalação em cerca de 20 mil escudos, verba que foi obtida por subscrição.
A actividade do Cine Teatro de Nisa manteve-se, ininterruptamente até finais dos anos 70, com sessões de cinema aos sábados, domingos e feriados, espectáculos teatrais, musicais e de revista, representações cénicas com actores locais, sessões de propaganda, enfim, tudo o que o espaço cénico comportava.
Degradação do edifício e obras de reabilitação
Depois as condições do edifício foram-se, progressivamente, deteriorando-se. A execução de obras e a remodelação da sala de espectáculos condizente com as novas realidade e condições de conforto e segurança foram sendo adiadas, ainda mais por que a maioria dos societários tinham falecido ou estavam ausentes de Nisa há longos anos.
Havia dúvidas quanto à titularidade do Cine Teatro, que entretanto, passara, para a propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Nisa.
Este aspecto viria a condicionar o arranque de obras para a reabilitação do edifício, que antes que a ruína lhe abreviasse o fim e lhe sucedesse o mesmo que ao antigo teatro, em 1916.
A Câmara de Nisa, presidida por José Manuel Basso tomou a decisão de avançar com as obras de recuperação e reabilitação do Cine Teatro. Foram negociações difíceis e complexas com a Misericórdia de Nisa, mas por fim sobressaiu o bom senso e as obras avançaram e com alguns percalços pelo caminho foram concluídas no final de 1996.
Custaram cerca de 175 mil contos, tendo em conta algumas obras de beneficiação que a autarquia executou no âmbito do protocolo com a Santa Casa.
Em Outubro de 1997, com o filme “O Vulcão” que teve estreia nacional em Lisboa, Porto e Nisa, o Cine Teatro era reinaugurado e reabilitada com honra e festa, a memória de Manuel Granchinho e de José Vieira da Fonseca, principais dinamizadores de um equipamento cultural que enobrece Nisa,
Nisa tem um Cine Teatro que é dos melhores do distrito, mas a que falta emprestar, a graciosidade, o saber e o dinamismo dos autores e actores locais, entre estes, em primeira instância, a própria Câmara Municipal.
É preciso recuperar o “espírito bairrista” que animou esta gesta de homens, eu deram asas ao sonho e promoveram, por si próprios, um dos mais arrojados empreendimentos da nossa vila.
Nesta “idade maior” do Cine Teatro de Nisa, recordamo-los como exemplo a seguir, ao mesmo tempo que evocamos outras personagens desta história com 80 anos.
(1) – Edifício que foi sede do Clube Nisense, Biblioteca Municipal e actualmente da Inijovem.
O Cine Teatro Recuperado
Após profundas obras de recuperação, o Cine Teatro de retomou a sua actividade em Outubro de 1997 e iniciou um novo ciclo de espectáculos. No âmbito da inauguração realizou-se um espectáculo com colectividades e grupos do concelho de Nisa e foram representadas peças integradas no Festival Internacional de Teatro de Portalegre.
Do edifício do Cine Teatro inaugurado em 1931, para além da memória dos seus momentos de glória, permaneceu a fachada inicial
Operou-se uma total remodelação dos espaços e equipamentos.
As instalações actuais do Cine Teatro compreendem uma Sala de Espectáculos para 394 espectadores, com condições de conforto, dotada de ar condicionado e de modernos equipamentos de projecção, iluminação e instalação sonora. Um amplo palco com torre de cenários, ecrã de cinema e fosso de orquestra torna a sala vocacionada para sessões de cinema, teatro, teatro musicado, dança, canto, concertos musicais, actos cívicos. Para além de instalações e serviços de apoio, como gabinetes de projecção e controle de luzes e som, bilheteiras, camarins, sanitários e arrecadações, o edifício tem como locais complementares: salas para de escola de música e canto, para actividades de iniciação e aprendizagem musical, ensaio de agrupamentos musicais, canto regional e canto coral; sala de escola de teatro e dança, teatro experimental, expressão corporal, sala de instrumentos musicais, sala de execução e depósito de cenografia e carpintaria de palco; vestíbulo com bufete / bar; gabinetes de apoio à gestão e administração.
80 ANOS DO CINE TEATRO DE NISA
Responsáveis municipais falam da obra
José Manuel Basso, ex-presidente da Câmara Municipal de Nisa na vereação que levou a cabo a compra, recuperação e transformação do Cine Teatro, lembra o processo e a importância desta infra-estrutura.
1 - O que significou para si, enquanto nisense e presidente da Câmara Municipal, a recuperação do Cine Teatro de Nisa?
“A recuperação do Cine-Teatro de Nisa foi considerada, pela administração municipal que iniciou funções em 1983,um dos grandes investimentos prioritários a concretizar na vila sede do concelho, a saber: abastecimento de água à vila, casa da cultura, termas, cinema, turismo no Tejo, piscinas, pavilhão desportivo, arranjo do Rossio.”
2 - Quais os custos efectivos da obra e o que levou a que as mesmas demorassem uma infinidade de tempo?
“ A animação e dinamização cultural lançadas em 1984 necessitavam (também) de espaços adequados, funcionais e acolhedores no usufruto por parte da população.
Para o cine-teatro, além da fruição cultural pelos munícipes locais, foi definida uma estratégia de utilização da sala e programação numa óptica sub-regional, aproveitando a inexistência, à época, de espaços culturais dignos desse nome nas capitais de distrito vizinhas (Castelo Branco e Portalegre).
Foi assim que se tentou desde início conjugar uma programação alternando o espectáculo popular (que não popularucho) com iniciativas de grande prestígio que atraíssem a Nisa espectadores de outros pontos do país, nomeadamente dos concelhos vizinhos. Dentro desta concepção, as acções de inauguração incluíram, ao mesmo tempo, uma estreia nacional de cinema (o filme O Vulcão) e a actuação da Sociedade Musical Nisense com todos os seus grupos, mas «animado» o serão pela presença de uma apresentadora da TV na altura «em alta» (Fátima Lopes, SIC). Ainda no período inicial de reactivação do cine-teatro como espaço plural de todas as artes, esteve presente Cesária Évora, num espectáculo que, nessa «tournée» da prestigiada cantora de Cabo Verde, além de Nisa, apenas aconteceu em Lisboa.
Na sala realizavam-se ainda os debates, encontros, conferências, etc. quando o número de participantes (muitas vezes) não cabia no auditório da casa da cultura.
Fazendo jus ao slogan, não adoptado por acaso, de «sala do Norte-Alentejano» captavam-se grupos para aqui realizar as suas iniciativas e, assim, animar a vida local.
Desde igrejas (todas as orientações religiosas) a grupos profissionais ou sectoriais, com uma política de tarifário protegido e outros apoios logísticos, a todos se tentava chamar, para aqui realizarem as mais variadas iniciativas, nelas participando muitas vezes centenas de pessoas.
A ultrapassagem do tempo previsto para a realização da obra deveu-se a dificuldades momentâneas da empresa construtora. Apesar de se tratar de firma (justamente) conceituada na região (sede em Abrantes) atravessou na altura problemas de organização que só a competência do, então, departamento de empreitadas da câmara permitiu ultrapassar a situação difícil e concluir os trabalhos.”
3 - Como vê o futuro do Cine Teatro de Nisa?
“ O futuro, com o uso nos termos inicialmente previstos para os equipamentos culturais e de desenvolvimento local, integrados em projecto global para o concelho, de momento paralisado em absoluto, com os espaços a degradarem-se, só terá solução no quadro de uma viragem radical na orientação da política municipal. Cada dia que passa, sem uma solução, na cultura e no desenvolvimento, perpetua-se a estagnação e hipoteca-se o futuro do concelho.”
******************
Manuel Bichardo, vereador com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Nisa, acedeu responder a algumas questões que lhe colocámos sobre o Cine Teatro.
1 - O que representa para o Município de Nisa a administração de um edifício como o Cine Teatro?
“ Programar e coordenar iniciativas ligadas à difusão cultural; Assegurar a actividade e o funcionamento do equipamento cultural; Promover o registo de conteúdos e sua publicação no interesse do concelho e/ou regional; Programar e coordenar a celebração de efemérides e comemorações municipais; Estabelecer parcerias com associações e instituições culturais, na difusão da sua actividade.
Assegurar o desenvolvimento de actividades visando o enriquecimento cultural dos munícipes, na fidelização de públicos às artes de palco.
Programar e acompanhar actividades de apoio à população escolar.
Disponibilizar os equipamentos às instituições do concelho para a promoção de actividades lúdicas.”
2 - O que é que impede a tomada de posse efectiva (propriedade plena) do edifício por parte da Câmara Municipal de Nisa?
“ Esta pergunta carece de fundamento, pois não faz sentido nenhum colocar esta questão sendo público que o edifício do Cine-Teatro é património do Município de Nisa.”
3 - Quais os motivos que levaram a autarquia a deixar de programar sessões de cinema?
“ São motivos de ordem económica, que resultam do que em Orçamento Municipal foi aprovado pelo Executivo para o ano de 2011, cuja verba ali destinada à Aquisição dos respectivos filmes, já todos o sabíamos, iria ser manifestamente insuficiente, mas apesar disso prevaleceu a vontade da maioria.
Acresce ainda entendermos que esta resposta está incompleta, porquanto, os motivos aqui referidos nunca foram bem explicados por quem restringiu cegamente despesas em orçamento e agora se esconde na retaguarda do Executivo Municipal.”
4- Qual o futuro para o Cine Teatro de Nisa e que medidas prevê a Câmara tomar no sentido da revitalização do espaço e da programação cultural?
“ O futuro do Cine-Teatro de Nisa não está em causa, só poderá estar em causa se as medidas tomadas pela Administração Central assim o decidirem, contudo, neste caso entendemos que a população do Concelho de Nisa deverá pronunciar-se sobre a questão.”
NR – A pergunta que formulámos, ao contrário do que pensa vereador Bichardo, tem toda a razão de ser. Ainda há bem pouco, era a Câmara que subsidiava a Misericórdia de Nisa para que esta pudesse pagar o IMI respeitante ao edifício.
A situação ao que parece – a Câmara não é transparente nestas e noutras questões – estará já definitivamente resolvida. Ainda bem.
Mário Mendes in "Alto Alentejo - 5/10/2011

9.10.11

9 OUT. 1931: 80 Anos do Cine Teatro de Nisa


Dez anos a Viver Cultura - Quatro anos a amamentar Valquírias
Completam-se hoje 80 anos sobre a inauguração do Cine Teatro de Nisa. A efeméride que deveria ser efusivamente festejada com orgulho e alegria, deu lugar à tristeza e ao desencanto. Pior que isso, é sinónimo de VERGONHA!
A Câmara Municipal de Nisa detentora do edifício que tem como um dos objectivos primordiais o de “assegurar o desenvolvimento de actividades visando o enriquecimento cultural dos munícipes, na fidelização de públicos às artes de palco”, na definição do vereador que deveria responder pela Cultura, tem deixado nos últimos tempos que paire sobre o nosso Teatro, o espectro da tragédia que em 1916 vitimou o velho Cine Teatro, da Rua Marechal Gomes da Costa.
Na altura, tal como agora – num contexto político, social e económico, algo diferente – foi a falta de vida e de actividades, o progressivo desinteresse e o paulatino abandono que lhe ditaram a morte lenta com que veio a sucumbir.
Hoje, a crise económica e a falta de verbas são as causas apontadas para que a melhor casa de espectáculos do Alto Alentejo, esteja às moscas, sem programação digna desse nome, sem exibir filmes há quase um ano, padecendo dos mesmos males com que a autarquia se debate, um dos quais - quiçá o principal – é um amorfismo quase generalizado, um “deixa andar” sustentado nos “males provocados pela oposição”, uma desorientação que vem de trás e para a qual não se vê, a curto ou médio prazo, uma saída.
Em 2007, o executivo absolutamente maioritário, colava ao Cine Teatro o slogan “Dez anos a Viver Cultura”. Além de abusiva, a frase mostrava um completo desrespeito por quem, numa época de verdadeira crise económica e social, levara a efeito e mantivera durante décadas o empreendimento. Entendia-se, de resto, a amplitude e a truculência da mensagem: dos dez anos a “viver cultura”, desde 1997, seis anos eram da gerência de quem ainda hoje gere (mal) a autarquia.
Tão mal que, gastou milhares de euros em Valquírias e outros projectos valquirosos, sem que o concelho deles retirasse qualquer benefício.
Tão mal que, hoje, dia 9 de Outubro de 2011, não teve um pequeno rasgo, uma centelha de lucidez para organizar um programa que lembrasse aos nisenses os 80 Anos a Viver Cultura expressos na memória do nosso Cine Teatro.
Não eram precisos ministros, nem entidades, nem faustosos banquetes, como num passado recente. Bastava que actuassem os artistas locais e que se descerrasse uma lápide a perpetuar os nomes de Manuel Granchinho, José Vieira Esteves da Fonseca, José Vilela Mendes e alguns mais.
Tão pouco para tão grande e magnífica obra, que é um monumento ao bairrismo nisense.
Este, brota do coração: não se constrói nem com “pactos de sangue” nem com estafadas fórmulas eleitoralistas.
Viva o nosso Cine Teatro. Avec Spandex!
Mário Mendes

8.10.11

Memória do Cine Teatro de Nisa

Há 30 anos (1981) Nisa comemorou os 700 anos da fundação da vila. Um programa cultural do mais alto nível animou o concelho durante grande parte do ano. Às comemorações não faltaram, sequer, o brilho da visita do Presidente da República, general Ramalho Eanes, recebido com grande entusiasmo e fervor bairrista.
No Cine Teatro realizaram-se diversos espectáculos de teatro, cinema, colóquios, conferências, música popular. O que apresentamos refere-se a um sarau cultural de divulgação da música e canções da Beira Baixa, a cargo dos mais credenciados embaixadores albicastrenses da altura: o Orfeão de Castelo Branco e a Orquestra Típica Albicastrense.
Ainda a carecer da renovação que se impunha, o Cine Teatro de Nisa cumpria o seu papel de dinamizador cultural, com espectáculos de custos quase irrisórios e a que os nisenses aderiam.
Agora é o que se (não) vê. Fechado, sem vida e sem cor, vai-se transformando, aos poucos, num edifício fantasmagórico que para nada serve. É tempo de os responsáveis camarários acordarem e insuflarem de vida e bulício o nosso Cine Teatro.
Para "elefante branco" já nos chega o Complexo Turístico da Barragem do Fratel.
Dêem vida ao Cine Teatro, porra!
Mário Mendes

6.10.11

NISA: Quando o Cine Teatro cumpria a sua função...

A MORGADINHA DE VALFLOR - ÊXITO TEATRAL POR AMADORES NISENSES
Na semana em que se comemoram 80 anos da inauguração do Cine Teatro de Nisa (9 e 10 de Outubro de 1931) vamos relembrar – no sentido de despertar as consciências mais empedernidas – alguns dos espectáculos que ao longo destas décadas fizeram a “delícia” não só dos nisenses, mas de muitos visitantes.
Viajamos até à noite de 2 de Janeiro de 1947, data em que “a pedido do nosso público de Nisa, por alguns sucesso já confirmados, apresentamos em 2ª Representação o sensacional Drama em 3 actos, de Pinheiro Chagas, obra prima do Teatro Português, A Morgadinha de ValFlor”, lia-se no prospecto de divulgação de uma Récita por Amadores.
Amadores de Nisa como Lúcia Bicho, que interpretava a personagem D. Leonor Coutinho, Lourdes Pinheiro Heitor, Antónia M. Gomes, José Dinis Martins, António Serralha, António Emílio Ramos, Joaquim A. Venâncio, António P. Bento, Joaquim Correia Matias, Júlio Casimiro e ainda muitos figurantes no papel de camponezes, camponezas, criados da casa Valflor.
O programa anunciava ainda “um Grandioso Conjunto”, na “mais sublime e profunda peça do nosso Teatro” que era complementado com “um novo e atraente acto de variedades, em que colaborarão todos os amadores da peça”.
No total eram 32 figuras, a que se juntava o agrupamento musical Troup Jazz “Os Fixes” de Nisa.
A parte técnica estava a cargo de Júlio da Cruz Filipe (Ponto), António Pires bento (Contra Regra), António José Pereira (Caracterizador), sendo o Guarda-Roupa e Cabeleireiras da firma Ferreira & Franco de Lisboa.
Os preços iam dos 9 escudos (camarotes) aos 12 escudos (cadeiras de Orquestra), 8 escudos (Superior), 5 escudos (Balcão) e 4 escudos e cinquenta centavos (Geral).
Resta referir que as representações desta peça de Teatro tiveram casa cheia e foram rodeadas de grande entusiasmo.
Mário Mendes

21.9.11

NISA: “Artilheiros” de 80 anos confraternizam

Um grupo de “jovens” nascidos em 1931 levou a efeito no passado dia 20 de Agosto um almoço convívio no restaurante “As 3 Marias” (Nisa).
Como sempre acontece nestas circunstâncias em animada conversação, cada um procurou relembrar o que foi a sua infância, totalmente diferente da época em que, com a graça de Deus ainda vivemos

12.8.10

NISA: Feliz aniversário D. Lurdes







Maria de Lurdes Marques completou no passado dia 4 de Agosto, 80 risonhos anos.
Natural de Nisa e casada com João Castanho Paralta, o casal teve honras de notícia no Jornal de Nisa, por ocasião do cinquentenário do seu matrimónio.
O dia da festa de aniversário, começou com um almoço em família com o marido João Castanho Paralta e a filha Zárita (nome familiar) e o genro Henrique no restaurante "Regata" em Alpalhão, mas devido ao imenso calor que se fazia sentir não puderam viajar para outros sítios mais frescos e de de eleição, como é a zona da Portagem e Castelo de Vide.
Ao entardecer, já o sol se escondia e o calor já não apertava tanto, a família Paralta decidiu fazer a "festinha familiar", com primos, vizinhos, sobrinhos e amigos no jardim da casa.Para completar este ambiente festivo só faltou mesmo os dois filhos, noras, netos e bisneto que, por motivo de férias estavam ausentes.
Apesar da doença do casal, "é bom tê-los connosco e poder proporcionar-lhes momentos únicos e felizes que ficarão para SEMPRE", confessa, comovida, a filha Zarita.
Parabéns, D. Lurdes e mantenha, sempre, esse sorriso!