15.8.13

CANTINHO DO EMIGRANTE: O Largo do Rossio


É do tempo que já não volta que eu sinto mais saudades. O tempo da minha infância que me fugiu, abandonando-me, deixando-me com o coração dilacerado. Tempos em que eu recordo aquela terra poeirenta do Rossio, a escola, a fonte ea miudagem nas brincadeiras, alguns deles já falecidos.
Vejo-os de rosto pálido, olhos crispados e pés descalços, não temendo o frio e a chuva daquela terra sagrada, o nosso chão, que foi o nosso “parque de jogos”.
Lembro-me do primeiro dia escolar, da catequese, das récitas que fazíamos no salão paroquial ou no S. Pedro, capela destruída e que não teve a mesma sorte de ser restaurada e salvaguardada, como tantas outras.
O amplo adro ou terreiro, era também um ponto de encontro da pequenada, como o eram o adro da capela do Mártir Santo, entre outros locais da vila, onde jogávamos ao pião, ao pincho, à pata, ou aos botões. Eram os nossos “sítios”, os que faziam parte do nosso mundo, um mundo cheio de fantasia, sem maldade e ignorância. Era a inocência que ali vibrava.
Todos nós tínhamos um ou mais sítios para brincar, mas sem dúvida nenhuma era o Rossio o nosso “universo” escolhido; era ali o nosso jardim onde nós sonhávamos com o mar, com o sol e as estrelas; foi ali que nós começámos a amar a terra que nos viu nascer.
A fonte era o retrato de Nisa do século XX, por isso não podemos ignorar o amor humano de que somos testemunhas, pois acho que não há palavras que nos possam confortar, desta tão grande perda, patrimonial e paisagística.
Era ali, também, que ao raiar da aurora, os homens sem trabalho aguardavam que alguém os procurasse para trabalhar. Foi ali que trocámos os primeiros beijos, inocentes, descobrindo o primeiro amor daquela tenra idade. Foi ali que começámos a avaliar e a imaginar o que seria a nossa vida de adulto.
O Rossio, o nosso largo, é, na realidade, a grande sala de visitas da nossa terra, que noutros tempos desempenhou um papel económico preponderante, com a realização de feiras e mercados.
O grande largo foi também palco de muitas inspirações, emoções, alegrias e tristezas, e para que não seja mais o cenário de desolação para quem nos visita, dêem-lhe o realce que ele merece, para que eu possa fechar com “chave de ouro” as suas memórias, que se foram alterando e transformando o esplendor desta “terra bordada de encantos”.
Voltar às origens da nossa história é quase impossível, mas deixo o alerta, na perspectiva de se poder criar as indispensáveis parcerias com vista a contribuir para o desenvolvimento desta terra da “Corte das Areias” para que ela não sofra consequências dramáticas.
Tem havido um trabalho notável, no que diz respeito ao “espraiar” da vila, com ruas e bairros bem urbanizados, ainda que faltem os nomes às artérias, revelando alguma falta de apreço para com os nisenses ilustres e com o povo que deu tantas glórias a Portugal.
Eu estou consciente de que, quando toda a gente compreender que é a dar as mãos que se constroem as pontes, será então o momento de erigir o Monumento aos Emigrantes e Ausentes, e aí o caso será encerrado.
Sabemos que as imagens valem mais do que as palavras e que Alpalhão é uma terra granítica, onde a rocha-mãe está bem representada, com alguns “mamarrachos” espalhados pela vila, em que a Câmara nada fez para impedir este atentado à arquitectura alpalhoense, assim como também autorizou junto ao Calvário de Amieira, fazendo lembrar a “Ilha da Páscoa”.
Nisa merece um monumento, uma escultura digna, à imagem do seu povo. Seria a melhor forma de homenagear a memória daqueles que já partiram, porque guardar uma herança cultural é conservar as marcas da nossa história.
Por isso, nós não aceitamos “mamarrachos” naquela varanda paisagística virada para o Rossio da nossa infância.
E, se não é pedir muito, acho que seria agora a melhor ocasião para satisfazer a vontade do povo, porque se não o fizerem, virão outros que o farão!
“Prometer e não cumprir, é uma dívida com a consciência” António Conicha

14.8.13

AUTÁRQUICAS 2013: Renovação na Assembleia Municipal?

A Assembleia Municipal é (devia ser), por excelência e no rigoroso cumprimento da lei, o órgão fiscalizador do Município. Atribuições e funções que não cumpre - nem nunca cumpriu - quer pela sua composição (órgão misto, com deputados municipais eleitos por eleição directa, e presidentes de juntas por inerência do cargo) quer pela falta de condições de trabalho, de acesso aos documentos e, sobretudo, pela falta de independência e autonomia, o que tem levado ao esvaziamento - não direi completo, para não cair "o Carmo e a Trindade" - do seu papel fiscalizador e da importância das funções e competências que a Lei lhe atribui. Este será, de resto, tema para um próximo artigo, no qual se  escalpelizará e fará o "balanço" deste órgão no mandato prestes a terminar.
Refira-se, contudo, e para dar sentido ao título da mensagem, que se pode perspectivar alguma mudança e renovação na AM, consoante os resultados eleitorais, por força da apresentação de uma nova lista de candidatos "despidos" dos estigmas partidários e pela candidatura de outros que nunca fizeram parte deste órgão. Em termos gerais, o PS apresenta, com poucas alterações, a mesma equipa de 2009; a CDU mexeu nas listas mas, a meu ver, não lhe acrescentou a qualidade para ser "a melhor equipa" tal como já pré-anunciou; o Movimento "Mexer com Nisa" pode constituir uma agradável surpresa e acrescentar qualidade à intervenção, do ponto de vista da cidadania. O PSD mudou os primeiros candidatos da lista, conferindo a esta uma linha mais "política". Refira-se, ainda, que na lista da CDU há sete trabalhadores da autarquia, situação que, além desta, apenas se verifica na lista do PS (um trabalhador da autarquia).
CANDIDATOS À ASSEMBLEIA MUNICIPAL
PCP/PEV - CDU
Maria Gabriela Tsukamoto
Florinda Fortunato
Armando Vieira Luís
José Carlos Leirinha 
Mário Rui Macedo
Frederico Pestana Mourato
Francisco Dias Ferreira
Patrícia Serra Miguéns 
Maria da Graça Cêncio
Júlio Carrilho de Almeida 
Maria Manuela Semedo Bizarro
Hernâni Henriques Rebelo
Francisco Pinto S. Pedro
Olga Maria Ferrer
Sónia Isabel Rebelo 
José de Jesus Dinis Caixado
José António Oliveira Cardoso 

PS
João Esteves Santana
Marco Oliveira
Jorge Graça
Gilberto Manteiga
Emílio Moura
Adelino Temudo
Maria do Rosário Rodrigues
José Leandro Semedo
Maria Francisca Barriguinha
Manuel Joaquim Calado
José Lucindo Jorge,
João Francisco Lopes
Maria Dinis Carmo
Joaquim Maria Costa
Manuel Pinto Rosa
Francisco Matos Agostinho
João Domingos Madureira
Francisco Boleto São Pedro

MOVIMENTO INDEPENDENTE “MEXER COM NISA”
Amílcar José Ramalhete Zacarias
José Carlos Gonçalves Monteiro
José Carlos de Araújo Filipe
Francisco Macedo Toco
Carlos Manuel Garcia Felício
David Manuel Dinis Solano
Elvio José Tremoço Frasco Semedo
João André Barreiros Vences
João Pedro Bizarro Carita
João Paulo Maia Valente
António Pedro Louro Pequito
Ana Rita Cabrinha Mota
Pedro Manuel Alves Narciso
Carma Isabel Batista de Sousa
Cristiano José Polido Correia
Suplentes
Maria Helena da Cruz Serra Pires
João Miguel Valente Rufino
Marta Isabel Marques Trindade Valente
Pedro Miguel Esteves Nunes
Maria da Graça Mendes Pequito Zacarias

PPD/PSD - CDS-PP – “Novo Destino”
Francisco Manuel Patrício Esteves
António Manuel Carita Franco
Carlos José Ribeirinho
João Nabais Pinto
Maria João Morujo
Henrique Calhaço Carvalho
Filipe José Carita
Miguel Fraústo Basso
Esmeralda Caldeira Rato
José Duarte Baião
Laurinda Natário Grácio

NISA: Rancho das Cantarinhas no Festival de Folclore de Sesimbra

Grupos vão concentrar-se no Largo do Município . Dia 17 de agosto, sábado, a partir das 21 horas, na vila de Sesimbra
O Festival de Folclore de Sesimbra conta com a participação dos Pauliteiros de Palaçoulo, de Miranda do Douro, do Rancho Folclórico e Etnográfico de Aldreu, de Barcelos, do Rancho Folclórico Estrela D´Alva de Vila Cova, de Seia, do Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa e do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé.

A iniciativa, organizada pelo Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra, com o apoio da Câmara Municipal, conta com a participação dos Pauliteiros de Palaçoulo, de Miranda do Douro, do Rancho Folclórico e Etnográfico de Aldreu, de Barcelos, do Rancho Folclórico Estrela D´Alva de Vila Cova, de Seia, do Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa e do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé.
Os grupos vão concentrar-se no Largo do Município e seguir em direção à Praça da Califórnia, onde atuam às 22 horas.


AUTÁRQUICAS 2013 – Quatro listas concorrem aos órgãos municipais de Nisa

São quatro, as listas concorrentes a cada um dos órgãos municipais de Nisa nas eleições autárquicas de 29 de Setembro de 2013.
Para além dos partidos “tradicionais”, PCP/ PEV (CDU), PS, PPD/PSD e CDS/PP, estes juntos através da coligação “Novo Destino”, a disputa eleitoral para a Câmara e Assembleia Municipal conta também com o Movimento Independente “Mexer com Nisa”, constituído, na sua maioria por jovens.
As listas concorrentes para os órgãos municipais e de freguesia têm estado afixadas no átrio do Tribuna Judicial de Nisa e sujeitas à apreciação pública dos interessados, para a detecção e comunicação de eventuais irregularidades.
Entretanto, foi realizado o sorteio para definição das posições das candidaturas nos respectivos boletins de voto, ficando a ordem assim estabelecida e comum a todos os órgãos autárquicos *:
1 – CDU – PCP/PEV
2 – PS
3 – MIMCom Nisa
4 - PPD/PSD – CDS/PP “Novo Destino”
* Na eleição das Assembleias de Freguesia serão apenas três, as listas concorrentes
Para informação dos nossos leitores / visitantes, aqui deixamos os nomes dos candidatos às Autárquicas 2013 no concelho de Nisa, de acordo com a ordem do sorteio.
CÂMARA MUNICIPAL
CDU -  PCP/PEV – Efectivos
Vitor Martins
Maria de Fátima Dias
Carlos Parreira
Ana Andreia Maia
Pedro Carita
Suplentes
Paulo Valério
António de Almeida Valente
Raul de Almeida Brás
Maria Henriqueta Patrício
Maria da Graça Pinto

PS – Efectivos
Maria Idalina Alves Trindade
Francisco de Sena Cardoso
Fernanda Anjos Canatário
Maria de Lurdes Leandro Vilela Mendes
Filipe Castanho Pinheiro
Suplentes
José Monteiro Evaristo
Susana Charrinho Moura
José Manuel Matias Salgueiro
José Manuel Fonseca

Movimento Independente “Mexer com Nisa –
Efetivos
Manuel António Rosmaninho Bichardo
Maria Helena da Cruz Serra Pires
João Miguel Valente Rufino
Marta Isabel Marques Trindade Valente
Pedro Miguel Esteves Nunes
Suplentes
Maria da Graça Mendes Pequito Zacarias
Carlos Manuel Garcia Felício

PPD/ PSD - CDS/PP – “Novo Destino”
Efectivos
José Dinis Moura Semedo
Carlos Filipe Canatário
José Francisco Rosa Fernandes
Isabel Maria Teixeira Marquês
Diogo Ribeirinho Paralta

13.8.13

NISA: Câmara exige mais turmas do pré-escolar e do 1º ciclo


NOTA DA PRESIDÊNCIA
"A Presidente da Câmara Municipal de Nisa reclama ao Ministério da Educação o aumento de turmas do Pré-Escolar no concelho, pois existem crianças que não terão entrada por corte no número de turmas. Exige também que seja revista a organização de turmas do 1º ciclo que permita a entrada de alunos de matrícula facultativa, desde que exista vaga.
O Ministério de Educação impõe normas e leis ao nível da organização de turmas que não permitem o exercício de autonomia dos agrupamentos de escolas, bem como os municípios, que têm competências delegadas em matéria de educação, não são ouvidos.
O Ministério de Educação só  tem um objetivo, a destruição do ensino público, através de cortes com vista à redução de despesa, não permitindo o acesso, em igualdade, de todas as crianças à Educação.
A Câmara Municipal de Nisa tem sido um parceiro do Ministério da Educação garantindo todo o apoio logístico necessário ao funcionamento de uma comunidade escolar, afetando cerca de 30% do seu orçamento à educação.
O Ministério da Educação está a revelar um desprezo total pelos Municípios, encarando-os como meros prestadores de serviços, não os consultando nem respeitando as cartas educativas, tendo a ousadia de deixar crianças em idade escolar sem acesso ao ensino.
Perante esta medida inconstitucional exigimos a reposição do número de turmas de forma em que nem um único aluno fique impossibilitado de entrar no pré-escolar e 1º ciclo."
Nisa, 12 de agosto de 2013
A Presidente da Câmara Municipal de Nisa,
Maria Gabriela Pereira Menino Tsukamoto

NISA: Bombeiros promovem Convívio de Pesca


12.8.13

MONTALVÃO: Exposição "Memórias de Montalvão"

A associação "Vamos à Vila", de Montalvão, promove mais uma interessante iniciativa, por ocasião das festas anuais da Senhora dos Remédios. Trata-se da Exposição "Memórias de Montalvão" e que pretende evocar, por um lado, os Combatentes da I Grande Guerra (1914-1918) naturais de Montalvão e Salavessa, e por outro, recordar o "Acolhimento em Montalvão de crianças refugiadas após a 2ª Guerra Mundial", crianças, na sua maioria, austríacas, motivo por que esta iniciativa conta, para além do apoio da Câmara Municipal de Nisa, com a colaboração da Embaixada da Áustria e de outras entidades.
Nos dias 7 e 8 de Setembro visite Montalvão. Vá às festas populares da Senhora dos Remédios e não perca esta exposição, a todos os títulos, de grande interesse afectivo, histórico e documental.

NISA: Festival Tribojam de 26 a 30 de Agosto


11.8.13

SANITÁRIOS DO ROSSIO: Aplauso e crítica


O edifício do Posto de Turismo na Praça da República, popularmente designado por “Tolan” tem estado a ser alvo de obras de remodelação. Obras sob a responsabilidade da Câmara Municipal e que a autarquia “pôs á vista” durante a iniciativa “Há Festa na Praça”, abrindo aos milhares de visitantes os sanitários públicos que integram o edifício.
Esta decisão mereceu o aplauso, unânime, dos nisenses, para mais num período de grande afluência de visitantes a Nisa.
Durantes esses dias (três) pudemos comprovar a excelência das instalações sanitárias e a qualidade dos materiais nelas empregues. Nisa, passa a ter instalações sanitárias, no centro da vila, com a dignidade própria de uma vila de entrada no Alentejo. Por isso e para isso, o meu aplauso.
Como não há bela sem senão, logo a Câmara Municipal - ou quem, nesta área, é responsável – tratou de desfazer a boa impressão causada pela abertura, justificada, dos sanitários públicos.
Foram-se as “festas na Praça”, fecharam-se de imediato os sanitários e os nisenses, residentes e visitantes, num mês de grande afluência, como é o mês de Agosto, ficaram novamente impedidos de utilizar as instalações sanitárias cuja construção/remodelação lhes eram (são) destinados, batendo “com o nariz nas portas” quando recorrem àquelas instalações.
Perante isto, urge perguntar:
1 – Se os sanitários públicos estão concluídos e as obras deixaram de ter o tapume que as envolvia, que “estranho” desígnio se instalou nas cabeças bem pensantes dos nossos autarcas para impedirem a utilização das casas de banho “públicas”?
2 – Os sanitários foram abertos nos dias 2, 3 e 4 de Agosto para que os visitantes pudessem utilizá-los ou, apenas, para serem “mostrados” como mais uma obra “emblemática” da autarquia, num mandado paupérrimo em realizações?
3 – Vai a Câmara esperar que o mês de Agosto chegue ao fim para abrir, em definitivo, os sanitários públicos, ou, toma a iniciativa, elementar e de bom senso de, imediatamente, colocar estas infraestruturas sanitárias ao serviço da população, tal como se impõe?
Mário Mendes

AREZ: 2ª Noite de Fados da ASAA


9.8.13

NISA: 2º Passeio de Canoagem da Inijovem

A Inijovem vai realizar, com o apoio da Junta de Freguesia do Espírito Santo, no dia 17 de Agosto o “II Passeio de Canoagem Inijovem”.
O percurso, vai ser entre o cais de Vila Velha de Rodão e a Central da Velada, sendo as margens do Tejo, uma vez mais, o pano de fundo para esta iniciativa.
Condições de participação:
Sócios da INIJOVEM (quota de Maio de 2013): 8,00€ (sem almoço), / 14,00€ (com almoço);
Sócios na hora: 10,00€ (sem almoço); 16,00€ (com almoço).
 Horários:
- 08h00: Concentração em Nisa (Sede da Inijovem);
- 09h00: Inicio do passeio (Cais de Vila Velha de Ródão);
- 13h00: Chegada prevista à Central da Velada;
- 13h30: Transporte para o Arneiro;
- 14h30: Almoço facultativo, no Arneiro.
 Percurso:
- Cais de Vila Velha de Ródão - Central de Velada;
- Distância: 8,5 km;
- Tipo de Descida: águas calmas, sem rápidos;
- Grau de Dificuldade: Médio;
- Principais pontos de interesse: Portas de Ródão (Monumento Natural), “Ilha” das Virtudes, Fratel, Cais do Arneiro, Casa da Barca, Foz da Ribeira de Nisa, Meandros da Ribeira de Nisa, Central da Velada. A destacar o possível avistamento de algumas aves que nidificam ao longo do rio, tais como o Grifo, o Abutre do Egito, o Abutre negro, a Cegonha negra e a Garça real.
 É obrigatório o pagamento no ato de inscrição, o qual inclui:
- Seguro de acidentes pessoais e reabastecimento;
- Data limite de inscrição: 15 de Agosto de 2013 (5ª feira);
- A INIJOVEM apenas assegura o transporte para as 24 primeiras inscrições;
- Número limite de inscrições: 40 participantes.
 Equipamento: canoas sit-on-top duplas, com pagaias e coletes;
Equipamento pessoal necessário: fato de banho, toalha, ténis, sapatos de água, botins de neoprene ou sandálias, protetor solar, boné ou chapéu, água e fita para os óculos, saco impermeável e muda de roupa.

PÓVOA E MEADAS: Aí está o "Andanças” – o festival ecológico da península ibérica

O festival Andanças vai decorrer na Barragem de Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, entre 19 e 25 de Agosto, num cenário natural e orgânico que consolida o espírito ecologista e de preservação dos valores da natureza e meio ambiente, facto que distingue este evento dos demais.
Programado numa área com cerca de 25 hectares, está já praticamente tudo preparado para receber cerca de 20 mil pessoas ao longo de sete dias. Mais de 1000 artistas, 600 a 800 voluntários, artesãos e mercadores de produtos regionais irão proporcionar um verdadeiro ambiente de festa homenageando-se este ano a Felicidade.
Com vários palcos e espaços, da programação artística farão parte muitos concertos, oficinas de dança ou workshops que vão passar por danças tradicionais portuguesas, street dance, capoeira, forró, hip hop, danças egípcias, danças havaianas, danças tradicionais de Cabo Verde, salsa cubana ou sapateado, entre tantas outras. Logo no dia da abertura (19, segunda-feira) destaca-se o concerto do grupo portalegrense PeSSoas, às 19h30 no Anfiteatro.
A nível cultural muito irá acontecer também ao longo dos sete dias do festival. Cinema, peças de teatro, improviso, visitas ao Museu de Póvoa e Meadas ou ao Menir da Meada – o maior da Península Ibérica – são apenas algumas das propostas da organização.
Apesar de se basear essencialmente nas danças, o festival oferece muitas outras actividades aos menos entusiastas dessa arte. Oficinas criativas, ioga, pilates, reflexologia, relaxamento, passeios, oficinas de instrumentos ou actividades locais como “Bolo da Massa” e “Culto na Morte no Megalitismo” fazem parte das alternativas.
Toda a programação do Andanças 2013 pode ser consultada em http://www.andancas.net/2013/pt/cloud_folder/programa/grelha_programacao_web.pdf
Tal como já anteriormente avançámos, o bilhete diário para os residentes no distrito de Portalegre será de 7 euros, bastando aos moradores que queiram usufruir do desconto que apresentem um comprovativo de residência na bilheteira.

MEMÓRIA: Nisa, concelho em chamas (2003)










NISA: Celebrações religiosas evocam Dia do Emigrante

A Comunidade Paroquial de Nisa, vai organizar no dia 13 de Agosto (terça-feira), uma celebração, dedicada a todos os emigrantes que se encontram na nossa terra durante esta época de verão.
Na procissão irá a imagem da nossa padroeira Nª Sr.ª da Graça e a imagem e do ilustre emigrante Nisense - Beato Diogo Pires Mimoso.
A paróquia de Nisa, solicita aos residentes das seguintes ruas que coloquem as colchas nas suas janelas.
A seguir à Missa Nova do padre César Silva, a procissão irá percorrer as seguintes ruas:
- Rua Dr. Francisco Miguéns (rua Direita),
- Praça do Município,
- Rua D. António Lobo da Silveira,
- Rua Angola (rua onde nasceu o ilustre emigrante Nisense Beato Diogo mimoso),
- Rua do Século,
- Rua Cândido dos Reis,
- Rua Marechal Gomes da Costa,
- Travessa Marechal Gomes da Costa,

- Praça da República em direção à Igreja Matriz.

6.8.13

SANTANA: Festas em honra de Santa Ana


AUTÁRQUICAS 2013: Os dados oficiais e as realidades locais

As diversas forças políticas concorrentes às eleições autárquicas de 29 de Setembro já estão no terreno e a prometerem - como fazem de 4 em 4 anos - os "remédios" para todos os problemas.
O jornal "O Público" tem publicado dados estatísticos referentes a todos os concelhos do país, dados esses baseados em fontes oficiais e de que colhemos os respeitantes a cinco concelhos vizinhos do de Nisa e, curiosamente, com gestão política de diversas "cores". São concelhos do interior, do interior mais profundo e desprezado pelo poder central, com o isolamento e a ausência de políticas de emprego, bem expressos nos números da desertificação física e humana que nos transmite o Índice de Envelhecimento, muito semelhante entre os seis concelhos e com particular agravamento no de Vila Velha de Ródão.
Outros números que requerem especial atenção - e nos devem causar apreensão, revolta e a urgente denúncia - por não corresponderem à realidade, dizem respeito à relação médicos / habitantes.
Se tomarmos como exemplo os casos de Castelo de Vide e de Nisa, cuja diferença de tratamento nos respectivos Centros de Saúde foi objecto de uma carta de um utente, verificamos que a relação apontada ( 1 médico para cada 424 habitantes em Castelo de Vide; 1 médico para cada 742 habitantes, em Nisa) está muito longe da realidade existente. Como noticiava, há anos, o "Jornal do Fundão" em título, que "Não há leite para tanto queijo", também, e apenas referente a estes dois concelhos podemos dizer que: Não há médicos para tanta população!.
Em Castelo de Vide, seriam necessários 8 médicos para que os números oficiais correspondessem à realidade. Em Nisa, essa constatação é, ainda, mais brutal: seriam necessários 10 médicos, para que cada um pudesse dar assistência aos 742 utentes ou habitantes do concelho apontados na estatística.
Houve, aqui, portanto e como canta o José Mário Branco, "alguém que se enganou". Pior, que continua a enganar-nos com os números das estatísticas ditas oficiais e que, na verdade, não passam de uma miragem.
O Centro de Saúde de Nisa tem quatro médicos no serviço permanente.Serão cinco com a Subdelegada de Saúde que nos visita uma vez por semana e que reparte as suas funções com o concelho de Castelo de Vide.
Onde estão, então,  os restantes médicos, cinco ou seis que faltam, para satisfazerem, capazmente, as necessidades de prestação de cuidados de saúde à população do concelho?
O que têm feito os autarcas (Câmara, Juntas de Freguesia, Assembleia Municipal) no sentido de denunciar e pedir a resolução deste problema?
O que fez até agora, que diligências promoveu e qual o papel da Comissão Municipal de Saúde, relativamente a estas importantes questões?
O problema levantado por aquele pai (Rui Félix) na carta que tornou pública no jornal "Alto Alentejo", não é, apenas - antes fosse - um problema da enfermeira A ou B. É um problema de estrutura, de organização, de responsabilização da chefia de um serviço de saúde público - pago por todos nós, utentes - e que não corresponde ao que dele devia ser exigido.
Os políticos locais e candidatos às autarquias, em plena campanha, em vez das visitas e das acções de circunstância, deviam, com carácter de urgência - porque dela depende a saúde das populações que dizem defender - questionar os serviços públicos, o da saúde, em primeiro lugar e procurar conhecer a realidade e obter explicações, sérias e conscientes, para os números de tamanha discrepância..  
Sem isso, continuaremos a ser um concelho amordaçado e manietado pela teia do silêncio e do medo imposto.
Dez médicos no concelho de Nisa? Era bom, era! Ao menos, que estivessem disponíveis e atenciosos, os seis ou sete que sempre aqui cumpriram as suas funções.
Não seria, sequer, pedir muito...
Mário Mendes

5.8.13

POSTAIS DO CONCELHO: Os "Artilheiros" de 1953



Artilheiros de 1953 - Nasceram, em Nisa,  há 60 anos, ainda não havia, fisicamente, o Hospital Sub-Regional e da Misericórdia, unidade de prestação de cuidados de saúde, a todos os títulos, grandiosa e notável.
Estes "jovens", dos primeiros anos da década de 50, cresceram e fizeram-se adultos. Partiram, a maior parte deles e a exemplo de muitos conterrâneos, procurando noutras terras e países, a melhoria das condições de vida que a sua lhes negara.
Alguns, já partiram, também, deste mundo e as fotos que aqui publicamos, têm a dupla intenção de homenageá-los e trazê-los, de volta, à nossa lembrança e convívio.

NISA: Paróquias promovem espectáculo de Fado

Luís Capão
As paróquias de Nisa promovem no próximo sábado, dia 10 de Agosto, no Cine Teatro de Nisa, um espectáculo de Fado, cuja receita se destina a apoiar a recuperação e pintura da Igreja do Espírito Santo.
O espectáculo musical tem início às 21,30h e nela actuarão os artistas Luís Capão, Dina Valério e Valéria Carvalho, que serão acompanhados pelos instrumentistas António Sereno, José Roberto e Samuel Garção.
As entradas no espectáculo custam cinco cânticos.

CEDILLO: Festas do Emigrante 2013

A aldeia de Cedillo (Casalinho), próximo de Montalvão, vai estar em festa durante sete dias. São as Fiestas del Emigrante 2013 que começam no dia 9 e vão até 17 de Agosto.
PROGRAMA
Sexta-feira (viernes) – dia 9
23,30h – Verbena – Baile e animação musical
Sábado – dia 10
Das 17 às 21,30h – Treino de tiro ao prato, organizado pela Sociedade local de Caçadores.
23,30h – Verbena
Domingo – Dia 11
Das 12 às 15 horas: Jogos infantis na piscina
Das 17 às 21,30h : Torneio de tiro ao prato
22,30h : Teatro no pátio das escolas, organizada pela Associação de Donas de Casa
Quarta-feira (miércoles) – Dia 14
23,30h: Verbena
Quinta-feira – Dia 15
Missa, seguida de charanga pelos bares da aldeia
Sexta-feira – Dia 16
23h: Actuações musicais no pátio das escolas, organizadas pela Associação Jara e Tomillo
Sábado – Dia 17
8h: Concurso de pesca no pântano de água potável, organizado pela Associação de Pesca “El Calote”
23h: Festival Folclórico Internacional, organizado pelo Grupo Folclórico “El Despertar”

4.8.13

NISA: Acta de Novembro de 2012 na próxima sessão da Câmara

O executivo da Câmara Municipal de Nisa reúne na próxima quarta-feira, dia 7, pelas 14 horas no auditório da Biblioteca Municipal, em sessão ordinária, aberta ao público e com uma ordem de trabalhos que integra vinte e três pontos.
De entre estes, destacam-se quatro aprovações de actas, uma delas, respeitante à sessão ordinária realizada em 21 de Novembro (!!!!) de 2012, ou seja, quase oito meses após a sua realização.
A Câmara irá pronunciar-se sobre dois pedidos de isenção de pagamento de taxas de ruído e recinto, requeridos por comissões de festas, pedidos que continuam a ser apresentados apesar da edilidade ter definido, desde há muito, um critério universal, a esse respeito.
Submetidos a apreciação e votação serão também dois pedidos de transportes e a cedência do Cine Teatro para duas iniciativas, uma a solicitação da Paróquia de Nisa (dia 10 de Agosto) e outra da Associação Nisa Viva (13 de Setembro).
Os eleitos discutirão a proposta de atribuição de subsídio à ADN – Associação de Desenvolvimento de Nisa, proposta que transita de anteriores sessões e se espera venha devidamente fundamentada, contrariamente à apresentada na sessão extraordinária de 31 de Julho, para pagamento de 28 mil euros à Associação Terra, valor referente a 2009 e que foi rejeitada pelo executivo.
Processos de obras, alteração ao horário de funcionamento do bar das piscinas  municipais, a reedição do livro “Amieira, do antigo priorado do Crato”, pedido de cooperação para a realização do Festival Tribojan, em Nisa, serão outros dos assuntos que irão merecer a atenção dos eleitos camarários.

2.8.13

NISA: Dia do Emigrante celebrado a 13 de Agosto

A Comunidade Paroquial de Nisa, vai organizar no dia 13 de Agosto (terça-feira), uma celebração, dedicada a todos os emigrantes que se encontram na nossa terra durante esta época de verão.
O programa da celebração será o seguinte:
18h00 - Missa Nova do Padre César Silva na igreja Matriz, seguida de Procissão em honra de Nossa Senhora da Graça e com a imagem do ilustre emigrante Nisense - Beato Diogo Pires Mimoso.
Após a procissão, haverá espaço para um convívio e lanche partilhado da comunidade com o padre César no Salão Paroquial junto à Igreja Matriz, para o qual todos estão convidados (Pede-se a contribuição para o lanche com bolos, salgados, sumos...)

ESTUDO - Comam coentros e larguem os antibióticos!

INVESTIGADORES DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR IDENTIFICAM PROPRIEDADES BENÉFICAS PARA A SAÚDE NO ÓLEO DE COENTROS!
Em tempos de crise, os coentros podem ser baratos, tratar doenças e...já agora, dar um sabor especial à comida. Eis um estudo com assinatura portuguesa.
 Usem e abusem dos coentros na cozinha!
 Esta erva aromática, usada quer na cozinha, quer em fármacos, pode ajudar a prevenir doenças transmitidas por alimentos e, vai ao ponto de tratar infecções resistentes aos antibióticos. Ou seja, um estudo da Universidade da Beira Interior, publicado no «Journal of Medical Microbiology» chegou à conclusão de que: o óleo de coentros é tóxico para uma ampla gama de bactérias nocivas.
O efeito do óleo de coentros foi testado em 12 estirpes de bactérias, entre as quais a E.coli (que andou nas bocas do mundo nos últimos meses); a Salmonella entérica e a Bacillus cereus. Todas elas mostraram uma redução do crescimento, sendo que a maioria delas foi eliminada por soluções que continham até 1,6 por cento de óleo de coentros. Apenas duas resistiram ao efeito bactericida desta solução.
Fernanda Domingues, responsável pela investigação, explicou, como funciona o óleo dos coentros: «Os resultados indicam que o óleo de coentros danifica a membrana que envolve a célula bacteriana. Isso interrompe a barreira entre a célula e o seu meio ambiente e inibe os processos essenciais, incluindo a respiração, o que acaba por conduzir a célula bacteriana à morte».
Fernanda Domingues, Filomena Silva, Susana Ferreira, e João Queiroz deixam, assim, uma dica. «O óleo de coentros pode ser uma alternativa natural aos antibióticos comuns, já que pode ser usado como medicamento na forma de loções, anti-sépticos orais e até mesmo comprimidos para combater infecções bacterianas multi-resistentes que, de outra forma, não poderiam ser tratadas».
 E não é só a indústria farmacêutica que pode «lucrar» com os coentros. Também a indústria alimentar e médica, já que «anualmente, nos países desenvolvidos, cerca de 30 por cento da população sofre de doenças transmitidas por alimentos. Esta pesquisa incentiva o desenvolvimento de novos aditivos alimentares.»
Fonte: https://www.ubi.pt/Noticia.aspx?id=1817

1.8.13

Nisa e Castelo de Vide: Diferença entre os Centros de Saúde

CARTA DO LEITOR ( Jornal "Alto Alentejo" - 31 Julho 2013)
Antes de vos narrar o que comigo se passou, consultei o site da Direção-Geral da Saúde, e lá permitem-me expor-lhes estes factos como reclamação ou como elogio, confesso que quando recordo o que se passou, a minha vontade é tratar como reclamação, mas optei pelo elogio, por forma a assim louvar os excelentes profissionais que ainda temos na área da Saúde neste País.
Tudo teve início no dia 7, um domingo, quando detectei que uma das minhas filhas de 8 anos, repito, 8 anos, estava com febre.
Fiquei atento, e como no dia seguinte, 2ª feira, a mesma acordou com febre, dirigi-me de imediato ao Centro de Saúde de Nisa, nessa bela localidade onde me encontrava com ela a desfrutar um breve período de férias. Ai chegado, a informação prestada no balcão administrativo, foi de que a meio do corredor tirasse uma senha e aguardasse a minha vez para a Enfermeira de Serviço ver a minha filha (fazer a triagem, foi o termo utilizado). Assim fiz, e logo após tirar a senha reparei que tinha à minha frente cerca de 10 pessoas, todas com idade (de 3ª idade, para ser mais preciso) umas para pedirem medicamentos, outras para fazer mudança de pensos, isto por volta das 10h da manhã e segundo opinião geral das pessoas que lá se encontravam, antes das 15h a minha filha não seria observada pela Enfermeira que lá se encontrava de serviço nesse dia e que dava pelo nome de (a).
A dona da casa onde me encontrava a passar esses dias e que muito gentilmente me acompanhou ao referido Centro, bateu à porta do gabinete onde se encontrava a referida Enfermeira, no sentido de somente a questionar se as crianças não teriam prioridade de atendimento, ninguém respondeu do lado de lá, decidimos aguardar que alguém de lá saísse. Passado algum tempo, abre-se a porta e de lá sai a referida Enf. (a), ao que a pessoa que me acompanhava, natural de Nisa, lhe disse: «Posso fazer-lhe uma pergunta?» ao que a referida Enf. logo lhe respondeu: «Tem de aguardar a sua vez, ou acha que estas pessoas que estão à sua frente não têm perguntas também para colocar?», «mas é só uma pequena pergunta, de sim ou não!!!» respondeu-lhe a senhora, ao que a Enf. (a), após lhe ter virado as costas e circulando pelo corredor lhe responde: «tem de esperar que chame a sua senha». Fiquei tão atónito com tal tratamento por parte dessa
enfermeira que decidi pegar na minha filha e abandonar o Centro de Saúde de Nisa, não sem antes ouvir o seguinte comentário por parte de alguém que por lá se encontrava: «Aqui em Nisa, esta Enfermeira é quem decide quem vive e quem morre» fazendo o sinal com o polegar a apontar para cima e a apontar para baixo, tão ao jeito dos Imperadores Romanos nalgum Coliseu...
Enquanto estive a aguardar que aquela porta se abrisse, lembrei-me dos conselhos do seu Pediatra, e de me dizer que a febre só seria preocupante depois de se ter manifestado durante 3 dias seguidos, e até a minha filha me referiu à saída, ainda meio assustada com a situação, que já estava melhor, que já lhe doía bem menos a garganta...
Passados 3 dias a febre ainda ia e vinha, e já eu pensava que caso ela acordasse no dia seguinte com febre, lá íamos nós directos a Lisboa consultar o seu Pediatra. Como ela se queixava ao final do dia com dores de garganta, estávamos em Castelo de Vide, e logo à minha frente estava uma Farmácia (Roque, passe a publicidade), resolvi entrar e expliquei as dores e a situação da minha filha, por forma a que lhe fornecessem algo que lhe amenizasse as dores. Logo na Farmácia me disseram que fosse ao Centro de Saúde para a verem lá (confesso que logo que ouvi o nome, Centro de Saúde, me arrepiei), que não sabiam o horário de atendimento mas que ligariam (da Farmácia) para lá, assim fizeram, encerrava às 19 horas e ainda eram 18.25h, que ainda tinha tempo, explicaram-me o caminho (era relativamente perto) e lá fui eu com a minha filha. Às 18.35h lá estava, na recepção admnistrativa logo me pediram os dados da minha filha (tinha o Cartão de Cidadão dela, mas apercebi-me que caso nada tivesse a atenderiam na mesma), preencheram algo no sistema deles e disseram que era só aguardar, pois o Médico que estava de serviço estaria a atender uma pessoa e que a minha filha era atendida logo a seguir.
Aguardei, até a chamarem à presença do Dr. Manuel Pires, que a observou e de imediato lhe diagnosticou uma Amigdalite Aguda, e que tal necessitava de ser imediatamente tratado, que um antibiótico em comprimidos ou xarope iria demorar, teria de ser uma injecção de penicilina, mas que o Centro estaria a fechar (eram já 18.55h), perguntei-lhe se a comprasse ainda nesse dia, se no outro dia poderia ir ao Centro com ela para a aplicarem na minha filha, ao que o Dr. Manuel Pires me respondeu que sim, mas que o ideal seria administrá-la já, ao que olha para o relógio e me diz: «Pai, vá depressa à Farmácia que a sua filha ainda a toma hoje».
Após ouvir isto, corri (literalmente) à mesma Farmácia que ainda estava aberta, comprei a dita penicilina, e regressei ao Centro de Saúde de Castelo de Vide, onde cheguei já depois das 19h, mas lá me aguardavam, além da funcionária administrativa que me tinha atendido, também o enfermeiro de serviço a quem concerteza o Dr. pediu que aguardasse por nós, aplicou-lhe a injecção sempre com um sorriso no rosto e brincadeiras com ela (recordo que a minha filha tem 8 anos) de modo a que lhe fosse menos doloroso. De lá saimos, já bem depois das 19h, onde me desfiz em agradecimentos a todos os que aguardavam a nossa saída para encerrarem o Centro, em todos vi sorrisos no rosto, com o sentimento de dever cumprido.
No dia seguinte, a minha filha já acordou sem febre, que não mais voltou, de dores de garganta também nunca mais se queixou.
De Nisa a Castelo de Vide distam menos de 30 Kms de estrada, mas de atendimento médico distam bem mais de 3000.
Relato de um pai
Rui Félix
(a) omitimos o nome da enfermeira referenciada

MONTALVÃO: Festas em honra da Senhora dos Remédios


OPINIÃO - Nisa: Que filantropia para o futuro?

1.º PASSO PARA UM DESAFIO: APROVEITAR O SOFRIMENTO ACTUAL COMO FORÇA CRIADORA...
NISA:  QUE FILANTROPIA PARA O FUTURO?
Reflexões: que questões para o nosso futuro: a problemática da eventual e diferente ´agregação administrativa?
Num estado cada vez mais desregulado e ausente , a indispensabilidade de mais  e  melhor organização local: a imperatividade  da zona transfronteiriça.(a indispensabilidade  e urgência da ligação  física).
Que gestão politica?...
Uma filantropia  que una emocionalmente o colectivo: unidade ou divisão?...da necessidade de uma acão emocionalmente conjugada.
Amigos, a braços com as dificuldades dos tempos novos...digo eu a raiar um certo dramatismo, não valeria a pena  analisar,, no que nos toca no nosso recanto, refletir em comum e sem excessos de autoridade , seja qual for a perspetiva do conceito  empregue, que ações a desenvolver., que problemas novos e específicos se abrem na nossa terra ?
Não é chegada a altura de pensarmos alto  e procurarmos novos gestos de ação e participação.?
A nossa terra, que futuro?...
A adoção de uma filantropia... uma educação para a unidade.
Nova indexação administrativa?....Uma geografia administrativa diferente como dizem ...?
Que reflexão ? (reflexões?)
 Uma proposta em primeira linha para a ponderação da ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE NISA, cujo presidente (um nome ilustre) que racionaliza com certeza há muito tempo estas questões, e a muita gente interessada como  julgo em muitos nisenses, quer no espaço associativo referido, citado e simbolizados  no ilustríssimo Dr. António Montalvo, quer em muitos, a necessidade de espaços de reflexão permanentes, acima dos segmentos partidários.
Uma problematização evidente que vejo em tantos .
Que futuro  para a nossa terra? Temos consciência  da alteração ocorrida no país , ou é-nos indiferente?
Que questões novas se abrem? Como vamos enfrentá-las ?...
Vale a pena lançar este primeiro passo de reflexão , para abrir contributos preciosos  que chegarão das vossas pessoas, com a maior tolerância de todos...numa hora, nesta contemporaneidade tão complexa, tão triste, tão difícil, em que dizem uns  ocorrerem violações  de regras e princípios...,.justificadas por outros,....poucos, como legitimadas por um certo dito momento de “ exceção”.....
Não vale a pena um processo, uma ação  de reflexão que nos una?
João Castanho
 O que me levou  a dar este passo.
Mesmo que o achem intempestivo, ou mesmo  ingénuo, ou discordem ,tenham-me sempre  transversalmente como um dos vossos na estima, na amizade que a todos sem exceção tenho (e a desculpa de alguma vez ter sido pouco justo para alguém, ou infeliz neste ou naquele gesto ou comentário, o que peço levem à conta de erro meu).
A amizade de sempre do João Castanho