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4.6.21

NISA: CDU justifica voto contra sobre a prestação de contas da Câmara Municipal de Nisa do ano de 2020

Pelo princípio da precaução, na qualidade de Vereadores em regime de não permanência, sem pelouros atribuídos, não podemos, em consciência, votar a favor da PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA, DO ANO DE 2020, pelos motivos que a seguir enunciamos:
- O Edital desta reunião extraordinária foi assinado pela Presidente e publicado na parte da tarde do dia 28 de maio, mas com data de 27/05;
- A documentação, insuficiente, para análise nesta reunião extraordinária de dia 31/05, segunda-feira, pelas 15h00 (damos como exemplo os dados resultantes do balancete por funções relativos ao mês de dezembro bem como o acumulado no de 2020, datada de 27/05, pelas 22h56’), com a informação/Proposta nº 54 datada de 28/05, foi-nos entregue, por protocolo, depois das 17h30 de dia 28/05 (sexta-feira), não cumprindo os prazos definidos na Lei;
- Não dispomos de informação suficiente, porque não nos foram entregues documentos que complementam a análise e que permitam o conhecimento, a veracidade e sinceridade das demonstrações financeiras e a integralidade das transações subjacentes, a saber:
• Caracterização da Entidade
• Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados
• Controlo Orçamental da Despesa
• Controlo Orçamental da Receita
• Execução Anual do Plano Plurianual de Investimentos
• Execução Anual das Atividades Mais Relevantes
• Execução Anual das Grandes Opções do Plano
• Anexos às Demonstrações Financeiras, implicando os respetivos documentos, a saber: Notas sobre o Processo Orçamental e respetiva execução (incluindo Modificações do Orçamento – receita e Despesa e Modificações GOP ; Contratação Administrativa, Dívidas a Fornecedores e Transferências e Subsídios)
• Declaração de Compromissos Plurianuais, existentes em 31/12/2020
• Declaração de Pagamentos em Atraso, existentes em 31/12/2020
• Anexo - Participação em entidades societárias
• Anexo - Participação em entidades não societárias
• Anexo - Unidades de participação detidas em fundos de investimento mobiliários e imobiliários


24.4.20

CRÓNICAS DA TABANCA: A Câmara de Nisa, os "filhos" e os "enteados"

A propósito do Dia Mundial do Livro e do Autor, a Câmara Municipal de Nisa, com o sentido de oportunidade (e de oportunismo) que se lhe reconhece, anunciou que "brevemente" e no âmbito da sua política cultural (sic) irá reeditar a "Monografia da Notável Vila de Nisa" que, diz a propaganda idalinista, está "actualmente esgotada".
Este "actualmente" já tem, seguramente, vinte anos e sabendo-se que a vereadora-presidente está em actividade no município há 15, metade dos quais a presidir à autarquia, pergunta-se se este súbito interesse pela reedição do livro do prof. José Francisco Figueiredo será, realmente, genuíno, ou se surgiu da necessidade de "em cima do joelho" apresentar um "desenho" com a capa da futura reedição para justificar o "âmbito de uma política cultural" que não existe, em dia de efeméride mundial.  
A Câmara de Nisa sobre a presidência de Idalina Trindade, é bom que se diga, nunca teve uma política clara e definida de apoio à criação e difusão literária. Esse vazio, serviu para criar um sistema discriminatório de ajuda a "filhos" - parentes ideológicos e amigos - em detrimento de "enteados", munícipes do concelho, ex-professores, ex-autarcas da oposição ou dirigentes associativos, e a quem até a simples cedência do auditório da Biblioteca Municipal, uma obrigação por parte do Município, foi negada. 
Um dos cidadãos em causa, entretanto falecido, teve que recorrer a um estabelecimento de restauração para fazer a apresentação do livro "Contos Montesinhos". Sei, porque estive lá e presenciei a indignação e revolta de um cidadão do concelho, prestigiado e com currículo profissional como professor de mérito, a quem foram negados direitos constitucionais. 
Foi em Abril de 2014 e, justamente, no dia 23, comemorado como o Dia Mundial do Livro e do Autor. Discriminou-se, de uma assentada, o Livro e o Autor, em nome, talvez, ou no "âmbito de uma política cultural" de que ninguém conhece a filosofia e os contornos, o que não deixa de ser conveniente.
O auditório da Biblioteca Municipal de Nisa, não pode servir - à revelia do próprio regulamento e das leis do país - para a realização de iniciativas de associações ou de pessoas do concelho, tidas pela sua presidente como "non gratas", decidindo de motu proprio, como se o edifício fizesse parte da sua quinta e não fosse património de toda a comunidade nisense. Colóquios, debates, apresentação de livros, etc., não! Mas reuniões do seu partido, com um simples despacho da mesma ou do seu vice, são decididas de um dia para o outro e levadas, posteriormente, a reunião camarária para ratificação. 
Tudo isto em nome de um "projecto" político-partidário suportado por uma propaganda de que não há memória em Nisa, no culto exacerbado da personalidade, no autoritarismo que põe ênfase no slogan "Trabalhar para as pessoas", mas que, de facto, só "trabalha" para (algumas) pessoas: aquelas que, escolhidas para lugares-chave, tudo fazem para que políticos e comissários se mantenham no poder.
O povo, perante este tipo de actuações, costuma "rematar" com uma frase, a propósito:
"Viver não custa; o que custa é saber viver...!"
António Aleixo, o popular poeta algarvio, escreveu: "Vós que lá do alto império / Prometeis um mundo novo / Cuidado, que pode o povo / Querer um mundo novo, a sério."
... E sem tablets para enganar papalvos!
Mário Mendes
NOTA: Saudamos e festejamos a data histórica e heróica do 25 de Abril, mesmo condicionados pela pandemia que a nível mundial tomou conta das nossas vidas. Escrevo, como sempre o fiz, como um acto de cidadania e de liberdade, utilizando a escrita como meio de criticar factos, decisões, tomadas de posição, que considere lesivas dos cidadãos e da comunidade. Em Outubro de 2018, aqui, neste Portal, escrevi um texto sobre a discriminação da Câmara na disponibilização de transportes municipais aos residentes nas freguesias de Alpalhão e Tolosa para deslocação a Nisa à Feira de S. Miguel. Era um tema já com antecedentes e sobre o qual voltei a escrever em 2019 por altura de cada uma das 4 feiras que se realizam em Nisa. O texto de Outubro de 2018 foi entendido pela Presidente da Câmara como "ofensivo", tendo feito queixa ao Tribunal Judicial de Nisa. Este considerou não haver motivo para me pronunciar como arguido, decisão de que a Presidente da Câmara recorreu para o Tribunal da Relação de Évora, que através do douto acórdão proferido em 11/3/2020 decidiu negar provimento ao recurso e em consequência, manter a decisão recorrida. Deu-me razão.
Cabe dizer que não fiquei mais "gordo" ou "inchado". Tinha plena consciência de que as palavras utilizadas no texto que deram origem à queixa, como sempre afirmei, não visavam atingir, nem atingiam a honra e a dignidade da autarca.
Posto isto, reafirmar, no respeito pelas liberdades fundamentais que o 25 de Abril nos devolveram, que, aqui, neste posto (não o do Comando das Forças Armadas) mas o da escrita e da acção cívica, continuarei, até que as forças mo permitirem, a fazer uso das minhas capacidades de intervenção na vida social, comunitária e política da terra onde há quase 70 anos, nasci.
Este é, para mim, o maior tributo que posso prestar ao 25 de Abril.

3.2.20

Bloco questionou governo sobre assédio moral na Câmara de Nisa

Na sequência de denúncias chegadas ao seu Grupo Parlamentar, o Bloco questionou o governo sobre a situação laboral na Câmara Municipal de Nisa. Em causa estão acusações de assédio moral devido à filiação sindical dos trabalhadores.
O Bloco quer saber se o governo tem conhecimento das situações de assédio moral ocorridas na Câmara Municipal de Nisa e o que pretende fazer quanto elas. De acordo com dois requerimentos enviados ao ministro das Finanças e à ministra da Modernização e da Administração Pública, chegaram ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda denúncias que descreveram “um clima de perseguição e intimidação” contra trabalhadores devido à sua filiação sindical.
Segundo as questões endereçadas ao governo, entre estas situações contam-se “casos de mudança de local de trabalho e dos respetivos pertences pessoais sem aviso prévio ao trabalhador e sem que lhes seja dada uma explicação a posteriori”, “ameaças e tentativas de condicionar a filiação sindical”, “condicionamentos à liberdade sindical dentro e fora do local de trabalho” e “impedimento aos delegados sindicais de contactarem trabalhadores e vice-versa”.
Segundo os relatos recebidos pelos parlamentares do Bloco, há trabalhadores que, para fugirem do “ambiente hostil” sentido na autarquia “têm solicitado transferência de local de trabalho”, pedido “reforma e exoneração e vindo a sofrer impactos na sua saúde física e mental”.
A confirmarem-se estas situações “consubstanciam violações de direitos laborais e fundamentais dos trabalhadores, designadamente do direito à livre filiação sindical”. Daí que o partido pense que “importa apurar os factos” e é necessária “uma intervenção eficaz das entidades competentes com vista à reposição da legalidade”.
O Bloco questiona ainda o governo se houve ações inspetivas na Câmara e quais os seus resultados, pressionando no sentido de “garantir o cumprimento dos direitos laborais destes trabalhadores”.
in www.esquerda.net - 1/2/2020

9.6.18

OPINIÃO: Rombo na muralha

Os vereadores Parreira Dinis e Conceição Serra renunciaram, quase em simultâneo, ao mandato de quatro anos na Câmara de Nisa, para que tinham sido eleitos nas eleições de Outubro de 2017.
Não se conhecem as razões intrínsecas para o abandono do cargo na autarquia nisense, embora a fazer fé na tardia e lacónica Nota da Presidência, as motivações dos autarcas residiria na necessidade de se dedicarem às suas carreiras profissionais.
Não é verdade. Os dois ex-vereadores apresentaram-se ao eleitorado nas listas do PS deixando ou pondo de parte as suas carreiras profissionais nas áreas da saúde e da educação. Fizeram-no, estou certo, com a esperança e a expectativa de poderem colocar ao serviço da comunidade as suas competências profissionais e experiências adquiridas ao longo de muitos anos naquelas áreas. Sabiam, como todos sabemos, que os mandatos autárquicos são de 4 anos. Arriscaram, um pouco no escuro, convictos de que poderiam contribuir para a melhoria das condições e qualidade de vida das populações do concelho e nesse sentido, não precisaram de muito tempo para perceber o tipo de liderança política e de estratégia de acção instalados no aparelho municipal.
Verificaram, em pouco tempo, o enorme fosso entre as palavras e os actos, entre a filosofia e a prática e, sobretudo, sentiram o vazio provocado pela falta de solidariedade e relevância institucional, num contexto político local em que a presidente da Câmara é a mãe de todas as obras e iniciativas municipais, sendo a vereação (executivos e não executivos) relegada para um plano secundário e meramente decorativo, sem espaço para a discussão colectiva e séria dos principais problemas de um concelho que gira à volta das lucubrações da sua presidente.
O anúncio de obras e de eventos de iniciativa municipal são feitos, muitas vezes, à revelia da simples informação aos restantes eleitos. A vereação da Câmara não existe, o que existe, é uma eleita de primeira que fala e age em seu nome.
Este tipo de procedimento, já detectável no primeiro mandato, acentuou-se com o alcance da maioria absoluta. Como na altura escrevi, a maioria absoluta configurava o aparecimento de um tipo de liderança assente na prepotência absoluta e de um novo conceito de trabalho autárquico: o obreirismo, baseado na execução de quantidade de obras vistosas – em detrimento da qualidade e real necessidade -, geradas na mente brilhante da edil e aprovadas quase sem discussão, muitas delas sem o conhecimento dos eleitos da oposição.
Acrescente-se a este cenário, o estilo egocêntrico da presidente da Câmara, o Eu excessivo, grotesco e por vezes anedótico das suas mensagens propagandísticas que enchem o site e os boletins da Câmara, meios de comunicação nos quais os eleitos da oposição não têm qualquer direito à palavra ou a exporem as suas ideias.
Este é o “filme” por onde passa a acção municipal. Ter eleitos da mesma força política no executivo; ter maioria absoluta, não significa, longe disso, ser a mãe de todas as razões. E quando se tem eleitos, homens ou mulheres, que pensam pela sua cabeça e não dependem, económica, social ou profissionalmente da Senhora Câmara está o caldo entornado. Os dois vereadores que renunciaram ao mandato fizeram-no, estou certo, porque atingiram o limite da paciência como munícipes, eleitos e cidadãos livres num país que abraçou há mais de 40 anos a Democracia.
Pese embora o facto de a coberto desse estatuto que lhe dá o peso dos votos, ainda haver quem considere os seus semelhantes como servos e desprovidos de pensamento racional.
E quando assim é não há muralha que resista e o rombo é inevitável.
Mário Mendes

7.3.18

NisaPets propõe parceria à Câmara Municipal de Nisa

Em causa a promoção de boas práticas de bem-estar animal
A Associação dos Amigos dos Animais e do Ambiente - Quatro Ás - na pessoa da sua presidente, Maria João Biscaia, escreveu à presidente da Câmara Municipal de Nisa propondo o estabelecimento de uma parceria entre a associação e a autarquia visando criar respostas a nível do concelho que vão de encontro ao estabelecido na Lei nº 27/2016 de 23 de Agosto. Para melhor conhecimento, transcrevemos a carta da Quatro Ás - Nisa Pets.

Exma. Senhora Presidente da Câmara Municipal de Nisa,
Dra. Idalina Trindade,
A QuatroÀs - Associação dos Amigos dos Animais e do Ambiente, é uma associação sem fins lucrativos, constituída legalmente no dia 11 de maio de 2017 por munícipes e simpatizantes do Concelho de Nisa, que se juntaram para preencher a enorme lacuna existente na região ao nível de grupos formais ou informais, cujo objetivo fosse promover as boas práticas no que ao bem-estar animal diz respeito.
Assim, vimos por este meio propor parceria com a autarquia de Nisa no sentido de dar cumprimento à Lei n.º 27/2016 de 23 de Agosto, que aprova medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais e estabelece a proibição do abate de animais errantes como forma de controlo da população.
Desde há 4 anos (quatro anos) que a QuatroÀs, legalmente constituída em 2017, tem vindo a intervir no concelho de Nisa, promovendo esterilizações e cuidados veterinários a animais errantes do concelho. O programa CED (Captura, Esterilização, Devolução) já foi aplicado a cerca de duas centenas de gatos, que hoje vivem em colónias onde lhes é fornecida alimentação diariamente e cuidados veterinários sempre que necessário, foram ainda retirados das colónias mais de 1 centena de gatos que foram encaminhados para adoções que são monotorizadas pelos nossos voluntários.
A intervenção deste grupo tem-se estendido também ao resgate, esterilização e posterior encaminhamento para adoções responsáveis de canídeos.
Todo este trabalho tem sido suportado por particulares, que residem, maioritariamente, fora do concelho. Sem quaisquer apoios institucionais, o trabalho que desenvolvemos não tem o impacto que poderia ter, caso os apoios surgissem.
Sendo que, a partir de 15 de Março, cfr. notícia (https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/governo-avanca-com-apoios-as-camaras-para-esterilizacao-de-animais?utm_medium=Social), o Governo vai avançar com apoios financeiros às autarquias para que estas promovam a esterilização de animais errantes, e atendendo ao facto de a QuatroÀs ser a única instituição do concelho de Nisa com uma ação continuada neste âmbito, acreditamos que a autarquia de Nisa teria todo o interesse e conveniência em estabelecer um protocolo de parceria com esta associação para que possamos dar continuidade ao trabalho iniciado há 4 anos.
Temos toda a logística para ampliar a nossa intervenção, faltando-nos apenas os meios financeiros para podermos promover programas CED numa escala mais alargada o que, a acontecer, se traduzirá numa maior qualidade de vida e saúde para os animais errantes, em menos animais abandonados e mais respeito por parte das populações locais para com a tão necessária presença dos animais.
Agradecemos, desde já, a atenção dispensada e ficamos a aguardar por uma resposta com a maior brevidade possível.
Com os melhores cumprimentos,
Maria João Biscaia - Presidente da QuatroÀs

4.2.17

NISA: Câmara tomou posição sobre a ameaça que a Central Nuclear de Almaraz representa

A Câmara Municipal de Nisa aprovou, por unanimidade, na reunião de quarta-feira, uma proposta apresentada pelos eleitos da CDU para uma tomada de posição sobre o perigo que representa o funcionamento da Central Nuclear de Almaraz. A proposta aqui fica, na íntegra:
"Considerando que a central de Almaraz está situada junto ao Tejo, na província de Cáceres, e faz fronteira com os distritos de Castelo Branco e Portalegre, sendo os concelhos de Nisa e Vila Velha de Ródão os primeiros banhados pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal, apresentando este território um vasto património geomorfológico, geológico, paleontológico e geomineiro, integrado na Rede Mundial de Geoparques, criada em 2004 pela UNESCO, e a que aderiu em 2006, com o objetivo de valorizar os locais / testemunhos-chave da História da Terra, fomentando o emprego e promovendo o desenvolvimento económico regional;
Considerando que, muito para além da escala do município e da região, o funcionamento da central nuclear de Almaraz, a que acrescem as recentes notícias de construção de um armazém de resíduos nucleares em Almaraz, sem ter sido avaliado o impacto ambiental transfronteiriço,  transformou-se num problema nacional, a Câmara Municipal de Nisa delibera:
* Concretizar iniciativas que promovam o esclarecimento dos munícipes sobre o risco permanente que a central nuclear representa, informando sobre os riscos da poluição atmosférica e contaminação das águas do Tejo e consequentes impactos na saúde humana, no ambiente e  atividade económica do Concelho;
* Mobilizar os autarcas do Concelho de Nisa em ações comuns, nos diferentes órgãos do poder local, para que associem esforços para defender, com o Governo Português e demais entidades envolvidas, o encerramento da central nuclear de Almaraz em 2020 e, a curto prazo, impedir a construção de um armazém de resíduos nucleares da central de Almaraz;
* Apoiar os movimentos cívicos que se mobilizem na defesa desta causa;
* Concertar ações comuns com os Concelhos vizinhos;
* Dar conhecimento desta tomada de posição a Sua Exa. Senhor Ministro do Ambiente e a Sua Exa. Senhor Presidente da República, reiterando a imperiosa necessidade de a Comunidade Europeia cumprir a sua parte, exigindo do governo Espanhol o respeito pela legislação comunitária e, neste particular, no que às questões ambientais se refere."
Nisa, 01 de fevereiro de 2017
Os vereadores eleitos pela CDU na Câmara Municipal de Nisa

13.8.13

NISA: Câmara exige mais turmas do pré-escolar e do 1º ciclo


NOTA DA PRESIDÊNCIA
"A Presidente da Câmara Municipal de Nisa reclama ao Ministério da Educação o aumento de turmas do Pré-Escolar no concelho, pois existem crianças que não terão entrada por corte no número de turmas. Exige também que seja revista a organização de turmas do 1º ciclo que permita a entrada de alunos de matrícula facultativa, desde que exista vaga.
O Ministério de Educação impõe normas e leis ao nível da organização de turmas que não permitem o exercício de autonomia dos agrupamentos de escolas, bem como os municípios, que têm competências delegadas em matéria de educação, não são ouvidos.
O Ministério de Educação só  tem um objetivo, a destruição do ensino público, através de cortes com vista à redução de despesa, não permitindo o acesso, em igualdade, de todas as crianças à Educação.
A Câmara Municipal de Nisa tem sido um parceiro do Ministério da Educação garantindo todo o apoio logístico necessário ao funcionamento de uma comunidade escolar, afetando cerca de 30% do seu orçamento à educação.
O Ministério da Educação está a revelar um desprezo total pelos Municípios, encarando-os como meros prestadores de serviços, não os consultando nem respeitando as cartas educativas, tendo a ousadia de deixar crianças em idade escolar sem acesso ao ensino.
Perante esta medida inconstitucional exigimos a reposição do número de turmas de forma em que nem um único aluno fique impossibilitado de entrar no pré-escolar e 1º ciclo."
Nisa, 12 de agosto de 2013
A Presidente da Câmara Municipal de Nisa,
Maria Gabriela Pereira Menino Tsukamoto

2.1.13

NISA: José Dinis candidato do PSD à Câmara Municipal


No passado dia 28 de Dezembro os órgãos da Secção de Nisa do PSD escolheram José Dinis Moura Semedo, Chefe do Serviço de Finanças de Nisa e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Nisa, para candidato à Presidência da Câmara Municipal de Nisa nas eleições autárquicas de 2013.

21.11.12

Idalina Trindade é a candidata do PS à Câmara de Nisa

Maria Idalina Alves Trindade, advogada, actual vereadora no executivo municipal é a candidata do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Nisa, nas eleições autárquicas a realizar em Outubro de 2013.
A decisão foi tomada em recente reunião dos socialistas nisenses e colheu a quase unanimidade dos militantes que através de voto expressaram o seu apoio à recandidatura da autarca do PS.
O segundo lugar da lista a apresentar pelos socialistas à Câmara de Nisa deverá ser ocupado pelo actual vereador Francisco Sena Cardoso, numa clara demonstração de apoio pelo trabalho desenvolvido.
Maria Idalina Alves Trindade para além de vereadora na Câmara de Nisa durante o mandato de 1994/1997 e entre outros cargos, desempenhou ainda as funções de chefia na Direcção Regional do Ministério da Agricultura e na Coudelaria de Alter.
O Partido Socialista é, assim, ainda que não oficialmente, a primeira formação política do concelho de Nisa a indicar a sua candidatura ao executivo do município nisense.

26.4.11

OPINIÃO: 25 DE ABRIL, 25 PARTICIPANTES

1. A comemoração da revolução dos cravos, em Nisa (como em tantos pontos do país) começou por chamar o povo às ruas, envolvê-lo de maneira activa, com centenas de pessoas a escutar discursos mais ou menos inflamados sobre o tema.
Há alguns anos, já «à porta fechada», transferiram a evocação da efeméride para o Cine-Teatro. Espaço onde cabiam à vontade todos os que quisessem associar-se ao acto.
2. Este ano a «solenidade» transferiu-se para o salão nobre dos Paços do Concelho.
Numa situação normal, o local escolhido seria insuficiente para acolher aqueles que, em geral, acorrem em número, apesar de tudo, relativamente elevado.
Porém, a jornada comprovou a «razoabilidade» da escolha do sítio de acolhimento dos assistentes à cerimónia. Cabiam todos na (pequena) sala com grande folga, deixando ainda muitas cadeiras vazias.
3. Objectivamente, concorrer, por acção ou omissão, para uma situação tão pobre do ponto de vista da participação da população, é ser «responsável» pelo acolhimento fácil da tese de que «o povo está farto do 25 de Abril e da política». Para natural satisfação de todos aqueles que não viram com agrado o derrube do fascismo e continuam a não morrer de amores pela democracia.
4. O programa adoptado era de uma pobreza franciscana, limitado à vila sede de concelho e sem manifestações populares dignas desse nome. Limitou-se aos aspectos estritamente «solenes». Não se venha «argumentar» que havia que «despachar» a coisa à pressa para seguir para a romaria. Municípios aqui bem perto, em situação de festa popular e religiosa, também com feriado municipal, optaram por realizar digna e tranquilamente uma parte das acções de evocação de Abril logo no sábado e até no domingo de Páscoa.
5. Razão que explica facilmente a ausência da população dos paços do concelho é a total ausência de divulgação do programa, colocado apenas na página electrónica do município, «escondendo» a iniciativa daqueles (a grande parte) que (ainda) não têm acesso ou hábitos de consulta da internet. Dava tristeza a quem sente o espírito de Abril passar por um café, uma pastelaria, um outro tipo de espaço onde se juntam os cidadãos no seu convívio e não ver nada alusivo a esta comemoração que tanto continua a significar para os democratas sem aspas. Um simples papel com um cravo impresso. Aliás nem nos «locais ditos do costume» estava afixado o que quer que fosse. Em placards que têm essa função. Até no vidro da porta principal da biblioteca nada se via que acompanhasse a venda (louvável iniciativa de fomento da leitura) de livros a preço de saldo.
6. Tudo se passou, afinal, como se tivesse tratado de um acontecimento «clandestino» e com um «conteúdo programático» que poderia ser subscrito por qualquer dos presidentes de câmara que entravam diariamente no local da «sessão solene» antes do 25 de Abril. . .
DINIS DE SÁ