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6.5.20

Despedimentos em Sines provocam «calamidade social

O Centro de Emprego de Sines registou um aumento de pedidos sem precedentes, uma vez que mais de 600 trabalhadores foram despedidos do complexo industrial.
Num comunicado que distribuiu na semana passada, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN) exige que todos os trabalhadores despedidos do complexo industrial de Sines tenham acesso ao subsídio de desemprego.
O sindicato lembra que, no início da crise desencadeada pelas respostas à Covid-19, alertou as autoridades para «a calamidade social» que representaria o despedimento de centenas de trabalhadores, tendo sido contabilizados cerca de 600.
Em declarações ao AbrilAbril, Helder Guerreiro, da Comissão de Trabalhadores da Petrogal, afirmou que o Governo tem de se responsabilizar pela situação em que se encontram os trabalhadores. «São anos de contratos precários que os deixam sem hipótese de recorrer ao subsídio de desemprego, ficando sem qualquer rendimento», referiu.
Em plenário realizado esta segunda-feira, os trabalhadores decidiram, além de exigir a garantia do subsídio a todos, realizar uma «Marcha pelo Emprego» no próximo dia 21 de Maio.
O Centro de Emprego de Sines registou um aumento, sem precedentes, de 700 pedidos de emprego. Porém, segundo o sindicato, haverá «muitos mais, que nem sequer terão direito a subsídio de desemprego».
in abril abril

15.4.20

OPINIÃO: Quantos salários cabem em 300 milhões?

Administrador da Galp, Carlos Gomes da Silva, ganha por ano 1 milhão e 750 mil euros. Um trabalhador com salário mínimo levaria 197 anos a ganhar o mesmo - seriam 4 vidas inteiras com uma longa carreira contributiva.
A empresa, contudo, já começou a cortar. Não nesses salários, mas em trabalhadores. A pandemia serviu de pretexto para a Petrogal despachar mais de uma centena de precários intermediados e em outsourcing. Só em Sines, denuncia o sindicato, terão sido 80, neste mês. No próximo dia 24, reúne a assembleia-geral de acionistas da empresa. Na agenda está a distribuição de 314,7 milhões de euros em dividendos(link is external), que se somam aos 262 milhões que já foram entregues aos acionistas em setembro passado.
Quantos anos de salários destes precários, agora na rua, seriam pagos com esses dividendos?
A triste medalha dos heróis
635 euros, o valor do salário mínimo, é o que ganham 756 mil trabalhadores portugueses. Entre eles, estão algumas das pessoas a quem, por estes dias, chamamos "heróis". Nas caixas de supermercado, quanto ganham? E na recolha do lixo? No apoio aos idosos nos lares, que salário? E na limpeza das carruagens do metro ou dos hospitais? É a esta gente, sem a qual a nossa sociedade colapsaria, que se paga o mínimo dos mínimos. Numa reportagem(link is external) televisiva no Hospital Curry Cabral, a jornalista da SIC encerra a peça com uma pergunta à assistente operacional dos cuidados intensivos: “quanto é que ganha?”. Patrícia, que está na linha da frente do combate à pandemia naquele hospital, responde: “Tiro à volta de 640 euros, 650, anda à volta disso”.