Sobre a NATO, Sánchez fez questão de explicar que não ia gastar 5% do
PIB em armamento, porque tal não seria necessário para cumprir as missões no
âmbito da aliança. Outros houve que foram a correr gastar o dinheiro. Em quê e
com que objetivo ainda se está para ver. Sobre as tarifas, Sánchez montou uma
robusta rede de proteção das empresas e do emprego. Ainda no plano interno,
iniciou na semana passada um processo especial de regularização de imigrantes
que já viviam e trabalhavam em Espanha, uma medida óbvia por questões de
humanismo, mas também económicas. Já antes, atacou a inflação na energia com um
vigor fácil de ver nos postos de combustível ali em Tui ou Badajoz. E sobre
Gaza, nunca vacilou na defesa do povo oprimido e hoje mesmo vai propor à UE o
fim do acordo de associação com Israel, por "violações de direitos
humanos".
Tudo isto com a economia pujante e a crescer mais do que a Europa e sem
se ajoelhar a Trump. Mais vale um Sánchez em cada esquina do que o cheiro a
mofo que anda por aí.
Luís Pedro Carvalho – Jornal de Notícias - 21 de abril, 2026
