Mais a sul, um mês volvido sobre o início do conflito no Irão, uma
"excursão", nas palavras de Donald Trump que claramente não percebeu
o briefing que lhe fizeram, não há luz ao fundo do túnel que indique como se
vai sair de um buraco cujo tamanho a administração americana ainda não
percebeu. Agora, aguarda-se pelas operações terrestres. O mundo está em
suspenso à espera do próximo passo de Donald Trump nesta guerra onde não parece
haver uma rampa de saída óbvia e que está a minar os interesses de Trump e dos
EUA na região. Uma lição de relações internacionais. O único ponto positivo é
que parece que está a destruir as hipóteses eleitorais dos republicanos, nas
eleições intercalares de novembro.
Enquanto isso, Israel aproveita para expandir território na Cisjordânia com violência e atitudes de regime totalitário de fazer inveja ao iraniano e ao norte-americano. Mortes, agressões, ultimatos, até jornalistas abatidos no Líbano e um repórter da CNN imobilizado com uma chave de pescoço, sob ameaça de armas. De Gaza, já pouco se lê. Curiosamente, só houve indignação geral no Ocidente por Telavive ter impedido a missa de Dia de Ramos. Prioridades... Mas não se esqueçam que criticar Israel é ser antissemita e é preciso ter cuidado. Ou pelo menos é essa a ladainha de sempre.
· * Luís Pedro Carvalho – Jornal de Notícias - 31 de
março, 2026
F FOTO: UNICEF/Eyad El Baba
