19.3.20

No Dia do Pai - Um poema

PARA O MEU PAI
Nas veredas da infância,
Caminhos da juventude,
Nas estradas curvacentas,
Nevoentas, abrolhosas
Que a vida me destinou,
Sempre lá estiveste e estás, 
Com o exemplo constante,
O conselho adequado
Ao momento inquietante...

O apoio abnegado,
O sorriso confiante
- Que tanto assim me marcou-
A incutir confiança
À mulher, jovem, criança
Que já fui e ainda sou.

Esse sorriso de paz,
Que tanta calma me traz
Quando a dor me consome,
De afecto sentindo fome,
É nele que me envolvo
Num abraço terno, novo
Encontrando o que procuro:
Meu certo parto seguro
A embalar a esperança,
Estrela, fé em maré alta...
E tal como em criança,
Tu fazes-me sempre falta!

Portalegre, 19.03.2010
Maria Albertina Dordio