16.4.19

Professores bibliotecários promovem 2º Encontro con.Raízes no Crato


con.Raízes é um projeto dos professores bibliotecários da Rede Interconcelhia de Alter do Chão, Castelo de Vide, Crato, Gavião, Nisa, Marvão e Ponte de Sor que visa promover o conhecimento, a partilha e a divulgação das diferentes manifestações culturais dos seus concelhos.
O projeto, que vai para a sua segunda edição, organiza-se em torno de duas vertentes:
1) Vertente educativa (destinada aos alunos): visa promover a recolha e a recriação de manifestações do património cultural.
2) Vertente formativa (destinada aos docentes): visa promover a formação, na área temática do encontro anual.
Esta segunda edição do encontro con.Raízes terá lugar no concelho do Crato, nos dias 10 e 11 de maio.
O programa do primeiro dia, que decorrerá no Agrupamento de Escolas do Crato, está inteiramente dedicado ao património edificado e conta com a apresentação dos trabalhos realizados pelos alunos dos diferentes concelhos, seguindo-se, no período da tarde uma visita cultural – “Descobrindo o património do Crato”.
No dia 11 de maio, o encontro (acreditado como uma ação de curta duração pelo CFAE Prof’Sor) terá lugar no Auditório Municipal do Crato e a programação, destinada a professores e educadores conta com a participação de figuras de renome na área do património. Do programa consta:
09.30h - Sessão de abertura
09.50h - Conferência inaugural “O currículo local: ponto de partida para novas aprendizagens?”
Conferencista: Camões Gouveia
10.30h - Intervalo
10.50h – OPEN TALK "Currículo local e flexibilidade curricular”, com José Carmona e com a participação das professoras bibliotecárias dos Agrupamentos de Escolas dos concelhos envolvidos
12.00h - Workshop “Leitura e património: ligações (im)prováveis”
Dinamizadores: Carlos do Rosário e Teresa Mendes, do Instituto Politécnico de Portalegre
Ficha de inscrição em: https://bit.ly/2IAEW1d

Adriano Correia de Oliveira - Canção com Lágrimas



Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada

Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem me dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol Lisboa com lágrimas
Lisboa a tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...

ABRIL, POESIAS MIL (I)


Abril sonho
Foi um sonho, bem vi: chegou a flor,
pintou de rubro as trevas: nesse dia,
e o adónis Abril, fazendo amor
com Liberdade, fez Democracia!

Foi um sonho, bem sei: chegou a dor,
apesar dessas ruas de alegria,
dos fornos de coragem, do suor
dos magos do trabalho... Quem diria!?

Foi um sonho didáctico, no entanto,
que há-de levar de Abril o doce encanto
pela ponte entre o sonho e a realidade.

Abril, refaz o maculado leito!
Só o teu casamento foi perfeito,
só tu sabes amar a Liberdade!

Rogério Fráguas
Desenho de Cipriano Dourado

11.4.19

CASTELO DE VIDE: Apresentação de livro e Exposição de Luís Pedro Cruz


NISA: GNR apreende arma em processo de violência doméstica

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Nisa, hoje, dia 11 de abril, apreendeu uma arma de fogo no âmbito de uma processo por violência doméstica, no concelho de Nisa.
No âmbito de uma investigação pelo crime de violência doméstica, a GNR apurou que o agressor, um homem de 70 anos, exercia coação psicológica sobre a sua esposa, de 68 anos. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, uma domiciliária e outra em veículo, tendo resultado na apreensão de uma espingarda e de 25 cartuchos, como medida cautelar.
A operação contou com o apoio do Núcleo Investigação e Apoio a Vítimas Específicas de Portalegre.

10.4.19

NISA: 10 Abril 1993 - Inauguração da Biblioteca Municipal









NISA: Subsídios para a História da Educação no concelho



Os documentos que transcrevemos aludem a duas épocas distintas de sistemas de governação: Monarquia e República. No primeiro, o presidente da Câmara, Mário Monteiro solicita, em carta ao Governador Civil, entidade por onde tudo passava nas relações com o Poder Central, a concessão de exames de 2º grau na sede do concelho. No segundo e já após a Revolução de 5 de Outubro, João de Sousa Bagorro, elemento da Comissão Administrativa da Câmara de Nisa solicita, com base num requerimento feito pelos habitantes dos Montes de Baixo (Arneiro, Duque e Pardo) a instalação de uma escola. São dois documentos, entre centenas existentes e que se debruçam sobre este assunto, a mostrar que a Educação, no concelho de Nisa como em todo o país, constituindo uma das principais bandeiras da 1ª República, não era, de igual modo, desprezada pelo regime que lhe antecedeu.
Nota: As fotos respeitam aos anos 50 e 60 do século passado.
Documentos da Câmara de Nisa - Educação (1910)
Exames de 2º grau na sede do concelho
2 Junho 1910 - Carta ao Governador Civil de Portalegre
Exmo Senhor
Para que o pedido de concessão de exames do 2º grau na sede d´este concelho, possa ser attendido, tem elle de ir acompanhado da deliberação d´esta Camara, assumindo responsabilidade de aumento de despesa resultante da concessão, devendo tal deliberação ser sancionada pela Exma Comissão Districtal, como tudo se determina nos nºs 1 e 2 da postura de 12 de abril ultimo, constante do Diário do Governo nº 79 d´este anno. E para que a respectiva representação se possa fazer e ser informada de modo a entrar na Direcção Geral competente até 1 de julho próximo, nos termos do nº 3 da dita portaria, me cumpre solicitar a Vª Exª a remessa com a possivel brevidade, do accordam de approvação da deliberação a que alludo. Deus guarde a Vª Exª.
O presidente da Camara - Mário Monteiro

Pedido de escola para os Montes de Baixo (Arneiro, Duque e Pardo)
21 Novembro de 1910 - Carta ao Governador Civil de Portalegre
Serviço da República
Exmo Senhor
Ao depôr nas mãos de Vª Exª o incluso requerimento dos habitantes dos montes de Arneiro, Duque e Pardo, pertencentes à freguezia de S. Simão, deste concelho, me cumpre solicitar de Vª Exª a remessa, com a possivel brevidade, ao Ministerio do Interior do mesmo requerimento e copia junta, cumprindo-me informar que a representação copiada foi enviada à Direcção Geral de Instrução Publica pelo Subinspector escolar deste círculo = Pela referida Direcção Geral foi ordenado à dita Sub-inspecção o exame das condições em que se encontravam aquelles montes, no sentido de se ver qual o desenvolvimento dos respectivos alunnos, contando que, em resultado do exame a que procedeu o competente sub-inspector, a sua informação foi o mais favoravel possivel, sem que, todavia, se obtivesse qualquer despacho.
De harmonia, pois, com a resolução desta Commissão, peço a Vª Exª se digne empregar os meios que julgar convenientes, para que a pretenção a que alludo, seja deferida, como merece.
Saude e Fraternidade - João de Sousa Bagorro 

O Calvário na poesia de Joaquim Carrilho Capelão




CALVÁRIO
No Calvário jaze a sua imagem repousante
Ostentando a pesada cruz do destino
Símbolo de sacrifício repugnante
Selvajaria de seres sem culto divino
O homem actual mata universalmente.

Santo Deus, aviva do dito a sua mente
Evita que neste (XX) século de Cristo
Não respeite ainda o seu semelhante
Haja inúmeros seres com fim tão triste
Oro, muito respeitosamente
Repele os vivos do ódio que existe.

Deus sabe os viventes do mundo
Obsequeia-os com a paz; inibe-os da miséria
Salvando o ser humano disto tudo.

Põe à prova a tua força omnipresente
Abençoa toda a Humanidade
Senhor santo e benevolente
Semeia o bem, elimina a ferocidade
O planeta terra seja santificado
Senhor dos Passos seja louvado.

Joaquim Carrilho Capelão – Fevereiro 1986

9.4.19

Procissão dos Passos em Amieira do Tejo





Como já é tradição a procissão dos passos realizou-se no passado fim-de-semana, dia 6 e 7 de abril de 2019, em Amieira do Tejo e sim, o Senhor dos Passos saiu à rua apesar das condições climáticas, embora com a boa vontade, a Fé do povo e quem sabe de alguma força divina, tudo decorreu dentro da normalidade e foram cumpridas todas as formalidades.
Todos os presentes tiveram um papel ativo, pois se assim não fosse nada disto seria possível e, a todos eles um grande bem hajam, não esquecendo os que não estiveram presentes fisicamente, pois acredito que em pensamento estavam lá, estavam com o Senhor dos Passos em Amieira do Tejo e, tenho a certeza que só algo de força maior os impediu de estarem presentes.
Mais uma vez, só foi possível este acontecimento tão amado graças à união de todos nós, a tradição foi cumprida, o Senhor dos Passos saiu à rua e a caminhada fez-se. A via sacra foi feita com muito amor e sentimento e, no olhar de todos nós só havia uma certeza, a sensação de dever cumprido.
Para que a tradição venha a ter continuidade, não deixemos de estar presentes, nem de ajudar no que for possível dentro das capacidades físicas de cada um, pois só assim será possível… a união faz a força e todos juntos somos mais fortes.
Um grande bem hajam a quem ainda acredita e torna isto tudo possível de acontecer e lembrem-se, a tradição faz parte da nossa história e a história nunca morre!
Obrigada a todos pela presença e até sempre,
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta.

NISA: Gala do Fado assinala 30 anos da Rádio Portalegre


CASTELO DE VIDE: Torneio Internacional de Futebol de 7


PORTALEGRE: Semana da Interculturalidade



4.4.19

José Condessa e Bárbara Branco protagonizam "Romeu e Julieta" em estreia solidária a favor de Moçambique


ROMEU E JULIETA
ESTREIA SOLIDÁRIA - MOÇAMBIQUE
17 ABR 21:00

Face à tragédia que se abateu sobre a cidade da Beira, em Moçambique, a Fundação INATEL, o Teatro da Trindade e o Teatro da Comuna vão realizar uma Estreia Solidária do espetáculo Romeu e Julieta, em que a receita reverterá na integra a favor do Hospital Geral da Machava, um dos intervenientes locais nas ações de ajuda humanitária. Junte-se a nós nesta iniciativa!
Do dramaturgo inglês William Shakespeare, "Romeu e Julieta" é considerada uma das mais belas e trágicas histórias de amor de todos os tempos. O espetáculo conta com a encenação de João Mota e tem como protagonistas José Condessa e Bárbara Branco.
SINOPSE
Escrita no século XVI, por William Shakespeare, esta é uma das mais belas e trágicas histórias de amor de todos os tempos.
Quis o destino, que Romeu, filho único da família Montéquio, e Julieta, filha única da família Capuleto, se conhecessem durante um baile de máscaras em Verona e se apaixonassem perdidamente.
Juntos, vivem um amor proibido, não imaginando os problemas que esse amor, condenado por ambas as famílias, pode causar.
Romeu e Julieta é considerada um arquétipo do amor juvenil, com as suas deslumbrantes paixões e os seus desgostos viscerais.
FICHA ARTÍSTICA
Texto: William Shakespeare (Tragedie of Romeo and Julie, 1599)
Tradução: Fernando Villas-Boas
Encenação: João Mota
Adaptação: João Maria André
Com: Bárbara Branco, José Condessa, Carlos Paulo, Diogo Tavares, Eduardo Breda, Francisco Sales, Gonçalo Botelho, Guilherme Filipe, Hugo Franco, Luís Garcia, Manuela Couto, Maria Ana Filipe, Miguel Sermão, Patricia Resende e Rogério Vale
Cenografia: António Casimiro
Desenho de luz: Paulo Graça
Música original: José Mário Branco
Coreografia: Isabel Simões
Fotografia: Pedro Macedo / Framed Photos
Produção executiva: Rosário Silva
Coprodução: Teatro da Trindade INATEL e Comuna Teatro de Pesquisa
M12

NISA: Romaria da Senhora da Graça - Quadras populares (I)






Em 1983 por ocasião das comemorações do Feriado Municipal, a Câmara de Nisa editou uma brochura com poesia popular alusiva à Romaria da Padroeira da Vila. São esses trabalhos, de saborosa e ardente "veia" popular que iremos dar a conhecer aos leitores/visitantes/amigos desta página.
Fui à Senhora da Graça
P´ra fazer a bailarada
Não apanhei par a jeito
Nem cantei a desgarrada.

Eu fui à Nossa Senhora
Para arranjar namorado
Afinal não arranjei
Não era do meu agrado.

Fui à Senhora da Graça
Levei para comer um bolo
Zanguei-me com o rapaz
Porque era muito tolo.

Fui à Senhora da Graça
Entropecei no caminho
Segurei-me a uma giesta
Mas colhi o rosmaninho.

Nossa Senhora da Graça
Tem escadas de cantaria
Gosto imenso de as subir
Até sinto alegria.

Com a saia azul clara
Fui à Senhora da Graça
De cachiné aos pescoço
Dançava-se nesta praça.

Com flauta e harmónio
Fazia-se a bailarada
Nossa Senhora da Graça
De todos é adorada.

Dantes ia tudo a pé
Fazer esta Romaria
Orando na sua graça
É de nós todos a guia.

Fui à Senhora da Graça
Apanhei uma perdiz
Sentei-me a depená-la
Na pedra de D. Dinis.

Fui à Senhora da Graça
Para ser minha madrinha
Ela ofereceu-me o seu manto
Bordado de prata fina.

Fui à Senhora da Graça
De chinelinha no pé
P´ra dança a de dois passos
E a do zumba laré.

Ficaste em Nisa velhinha
Mãe de bens de nossa graça
Dentro da tua ermida
Estás a proteger quem passa.

Nossa Senhora da Graça
Eram sete irmãs queridas
Avistam-se umas às outras
Dentro das suas ermidas.

Ó Nisa encantadora
Não és pobre como dantes
Nossa Senhora da Graça
Protege os emigrantes.

Nossa Senhora da Graça
Está cercada de olivais
Abençoai Portugal
Que é de todos os ideais.

Nossa Senhora da Graça
Mãe de Deus celestial
Dai-nos união com todos
Salvai nosso Portugal!
Maria da Graça Pinto

3.4.19

Projeto “Educação pela Arte” apresentado no Centro Cultural Gil Vicente em Sardoal

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, acolhe, nos dias 4 e 5 de abril, a apresentação pública do Projeto “Educação pela Arte”, com trabalhos realizados pelos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico, no âmbito da Disciplina “Faz de Conta” (Expressão Dramática”). As sessões, com início pelas 18 horas, têm entrada aberta a toda a população. 
O Projeto conta com a coordenação pedagógica de José Ramalho, diretor artístico do Teatro Figura, e tem o intuito de colocar as artes dramáticas na valorização do currículo, implementando, simultaneamente, estratégias para o sucesso escolar. 
“Educação pela Arte” encontra-se a ser executado no âmbito do PEDIME – Plano Estratégico de Desenvolvimento Intermunicipal da Educação no Médio Tejo, sendo cofinanciado pelos Programas Centro 2020 e Portugal 2020.

VILA VELHA DE RÓDÃO: Rota dos Fornos Comunitários em Vilar de Boi

No próximo sábado, 6 de abril, a aldeia de Vilar do Boi, no concelho de Vila Velha de Ródão, recebe a Rota dos Fornos Comunitários, uma iniciativa promovida pela CIMBB – Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, com apoio do Município de Vila Velha de Ródão, no âmbito do programa Beira Baixa Cultural.
O evento pretende recuperar as tradições e receitas antigas e dinamizar os tradicionais fornos comunitários, valorizando os produtos típicos da região, como o pão, os bolos e os doces feitos nestes fornos, outrora um importante elemento da vida coletiva. 
O programa tem início às 11h, com a visita aos fornos comunitários acompanhada pelo grupo de concertinas Traquinas e Companhia, da Associação Cultural e Recreativa As Palmeiras, seguindo-se, às 12h30, o almoço típico de Ensopado de Borrego. 
Durante a tarde, às 15h, tem lugar um atelier gastronómico onde os visitantes podem aprender a confecionar os nógados, doce típico da freguesia de Fratel. A partir das 15h30, realiza-se o Mercadinho com os produtos confecionados na Rota dos Fornos.
Este evento realiza-se no âmbito do Beira Baixa Cultural, um projeto cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

Os Verdes revestem Alentejo de negro contra o olival intensivo

Depois das bandeiras negras que assinalaram a fome no Alentejo, em tempos idos, agora o PEV irá assinalar, com 500 bandeiras negras, a ameaça de morte do futuro do Alentejo, que paira sobre os seus solos e águas, com a expansão do olival intensivo (Super intensivo) que destrói solos e contamina águas, situação tanto mais grave, quando nos estamos a confrontar com os estudos que apontam esta como a região do país mais vulnerável à seca, como consequência das Alterações Climáticas.
Os Verdes convidam as senhoras e senhores jornalistas para o lançamento desta campanha, que ocorrerá em Conferência de Imprensa, na próxima 5.º feira, pelas 10.30h, em Elvas, na Praça 25 de abril. Campanha, a partir da qual Os Verdes irão fazer um percurso pelos concelhos, dos 3 distritos alentejanos, mais afetados:  5.ª feira – distrito de Portalegre, 6.ª feira distrito de Évora, terminando na 3.ª feira no distrito de Beja.
O Partido Ecologista Os Verdes